Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

A visita das senadoras Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Tocantins foi planejada para reforçar a candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Estado, a três dias do segundo turno. O encontro, realizado em Palmas e denominado “Todas por Ela”, reuniu lideranças e apoiadores em uma mobilização articulada pelo senador reeleito Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e um dos principais coordenadores políticos da campanha.

 

A presença das três representantes nacionais da direita tinha como objetivo dar visibilidade a candidatura, animar a militância e ampliar a mobilização eleitoral. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, eleitas senadoras pelo Distrito Federal, chegaram ao Estado acompanhadas de Damares Alves para fortalecer o palanque de Dorinha.

 

Mas, em política, a mensagem importa tanto quanto a presença. E o pronunciamento de Damares Alves acabou chamando atenção por um motivo que talvez não estivesse no roteiro da campanha.

 

UMA FALA FORA DO TOM

Ao afirmar que a esquerda e o Palácio do Planalto temem Dorinha no Senado, Damares apresentou aos participantes uma imagem da candidata associada ao enfrentamento político nacional. O discurso, de tom duro e polarizador, destoou da imagem pública que Professora Dorinha construiu no Tocantins ao longo de sua trajetória.

 

A senadora é conhecida no Estado por uma atuação institucional e por uma postura geralmente moderada no trato político. Sua trajetória inclui interlocução com diferentes setores e participação em articulações que ultrapassam as fronteiras de um único campo ideológico.

 

Ao tentar transformar essa relação em um símbolo de confronto ideológico, Damares pode ter provocado um efeito contrário ao desejado e em vez de ampliar a candidatura, correu o risco de afastar eleitores de esquerda que poderiam considerar votar em Dorinha pela sua capacidade de diálogo e pela expectativa de uma gestão aberta à cooperação institucional. Não é possível afirmar, sem dados eleitorais posteriores, quantos votos a declaração possa ter afastado, mas o risco político é evidente. Em uma disputa decidida por margens estreitas, apresentar a candidata como alguém temida pelo Planalto pode dificultar a conquista justamente dos votos que ela precisa buscar fora de sua base mais fiel. A pergunta que fazemos agora é: Damares ajudou a revelar uma força política de Dorinha ou acabou projetando uma imagem que pode afastar parte do eleitorado tocantinense?

 

 

QUAL DORINHA O ELEITOR DEVE CONHECER?

O pronunciamento trouxe à tona uma contradição política que merece reflexão. No Tocantins, Dorinha não se apresenta apenas como representante de uma corrente ideológica. Sua candidatura busca reunir uma ampla base de apoio, com lideranças de diferentes perfis e interlocução institucional necessária para governar.

 

Ao longo da campanha, a senadora contou com o apoio do governador Wanderlei Barbosa e do senador Eduardo Gomes. Este último tem trajetória marcada pela articulação política e pelo diálogo com diferentes setores de Brasília, características importantes para quem pretende ampliar a capacidade de negociação do Estado.

 

Também é necessário lembrar que a política tocantinense mantém relações institucionais com o governo federal em áreas estratégicas, como infraestrutura, programas sociais, investimentos e serviços públicos. Transformar essa relação em uma disputa de hostilidade permanente pode dificultar o diálogo que qualquer governador precisa manter com Brasília, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.

 

Não se trata de impedir críticas ou divergências ideológicas. Trata-se de distinguir o discurso de palanque da responsabilidade de governar.

 

EDUARDO GOMES BUSCOU REFORÇAR A CAMPANHA

 

A mobilização de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis foi uma aposta política de Eduardo Gomes para dar novo impulso à candidatura de Dorinha na reta final. A presença das três lideranças tinha potencial para mobilizar o eleitorado conservador e ampliar a repercussão da campanha.

 

Eduardo Gomes, reeleito senador com mais de 450 mil votos e atual vice-presidente do Senado, é um dos principais articuladores políticos da candidatura. Sua estratégia de reunir lideranças nacionais demonstra o esforço para ampliar a mobilização em torno de Dorinha.

 

O problema não está na presença das senadoras nem no apoio que elas decidiram oferecer. Está na possibilidade de uma mensagem excessivamente confrontadora deslocar o debate das propostas para uma disputa ideológica que não necessariamente corresponde às prioridades de todos os eleitores tocantinenses.

 

A campanha precisa avaliar se o discurso apresentado fortalece a candidatura junto ao conjunto do eleitorado ou se fala principalmente à parcela que já está convencida.

 

UM REFORÇO QUE PODE TER EFEITO CONTRÁRIO

 

A poucos dias da votação, cada movimento ganha peso. O eleitor precisa decidir não apenas com base em afinidades partidárias, mas também considerando quem demonstra melhores condições de administrar o Estado, negociar recursos e construir soluções para os municípios.

 

Se a intenção da visita era oxigenar a candidatura de Dorinha, o resultado político dependerá da mensagem que ficou para além do evento. Uma mobilização pode reunir apoiadores, gerar imagens e repercussão nas redes sociais, mas isso não significa, automaticamente, conversão de votos.

 

O risco é que o discurso de confronto nacional acabe empurrando para o campo adversário eleitores que não se identificam com a polarização. Não é possível afirmar, sem pesquisas posteriores, que isso tenha ocorrido. Mas é uma consequência que a coordenação da campanha precisa considerar.

 

Em uma eleição apertada, a diferença pode estar justamente na capacidade de conversar com quem ainda tem dúvidas, e não apenas em reafirmar convicções de quem já escolheu seu candidato.

O TOCANTINS PRECISA DE DIÁLOGO

O Estado precisa de um governo capaz de manter relações institucionais, buscar investimentos e trabalhar com diferentes forças políticas. O governador eleito terá de dialogar com prefeitos, parlamentares, empresários, trabalhadores, movimentos sociais e com o governo federal, qualquer que seja sua orientação política.

 

É legítimo que Dorinha tenha o apoio de lideranças nacionais da direita. Também é legítimo que essas lideranças defendam suas ideias e critiquem seus adversários. A questão é saber se o tom adotado contribui para ampliar a candidatura ou se restringe sua capacidade de dialogar com uma sociedade plural.

 

A campanha de Dorinha tem aliados experientes, estrutura política e nomes de alcance nacional. O desafio é fazer com que esses recursos trabalhem a favor de uma mensagem coerente com a imagem que a candidata deseja transmitir ao eleitor tocantinense.

 

A visita de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis pretendia ser um reforço decisivo. O pronunciamento de Damares, entretanto, abriu uma discussão que vai além do evento: qual projeto político Dorinha representa e que tipo de relação pretende construir com quem pensa diferente?

 

A resposta caberá à própria campanha, mas também ao eleitor, que terá a palavra final nas urnas. Em política, nem todo reforço fortalece. Às vezes, o discurso que anima a militância é justamente aquele que afasta quem ainda precisa ser convencido.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 09:08 Escrito por

Em petição protocolada nesta quarta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revidou o desafio de Lula (PT) para que ele abrisse o sigilo bancário de suas contas e exigiu que o petista também divulgue os gastos com cartões corporativos da Presidência da República

 

 

Por Malu Gaspar - O Globo

 

 

O candidato do PL também quer o levantamento do sigilo bancário e telemático do Instituto Lula, do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e suas empresas, do ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da agenda da primeira-dama Rosângela Janja da Silva e dos registros de entrada do banqueiro Daniel Vorcaro e de “seus intermediários”, como o ex-ministro Guido Mantega no Palácio do Planalto e no da Alvorada.

 

A campanha do PL também cobrou a lista de visitantes que o dono do Banco Master recebeu durante o período em que ficou detido na superintendência da PF em Brasília, que foi colocada sob sigilo pela corporação. Exigiu ainda a divulgação da lista completa de passageiros do jatinho de Vorcaro entre 10 de novembro e 20 de novembro de 2025, o que abrange o período da época de sua primeira prisão, determinada pela Justiça Federal de Brasília no dia 17 daquele mês.

 

Flávio desafiou o governo Lula a informar os registros de entrada e saída da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, nos Palácios da Alvorada e do Planalto, além da relação completa de reuniões em órgãos do governo federal de que ela tenha participado e dos voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) nos quais ela tenha sido passageira.

 

Conforme informou a equipe do blog, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) se recusou a informar os registros de acesso da lobista Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, sob a alegação de que a divulgação das visitas ao presidente Lula “gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

 

A resposta de Flávio é uma reação à ofensiva de Lula, que apresentou ao TSE, na terça-feira (20), uma petição na qual autorizou a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, com a condição de que Flávio fizesse o mesmo. Além de Janja, a autorização também seria válida para seus cinco filhos: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio.

 

Neste caso, Flávio teria que levantar o sigilo em relação ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua mãe, Rogéria Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, além de seus irmãos: o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) e o deputado federal eleito Jair Renan (PL-SC).

 

A proposta de Lula foi divulgada no debate da Band, no último domingo (18), em resposta às acusações de Flávio relacionadas à corrupção. O objetivo, segundo o presidente, seria “ver quem de fato é bandido”.

 

‘Últimas consequências’

Em resposta à provocação de Lula, a campanha de Flávio informou ao TSE que “não se limita a aceitar o desafio, mas o leva às suas últimas consequências”.

 

“De toda forma, para evitar que o candidato adversário se valha de mais uma promessa vazia às custas do eleitorado, de mais uma mentira feita apenas para exista enganar o povo brasileiro, como é do seu feitio, o aceite ao desafio é manifestado com uma única condição: a de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em exercício de honestidade para com a população brasileira, acrescente à sua autorização todas as informações que há muito clamam pelo melhor desinfetante: a luz solar”, afirma o time jurídico do candidato do PL à Presidência.

 

“Que se abram, então, todas as gavetas, inclusive aquelas que o candidato adversário mantém deliberadamente trancadas no Governo, para que o povo brasileiro, conhecendo a verdade, se liberte e decida livremente. Para tanto, deverá o candidato adversário cumprir as condições que seguem. Elas acompanham os dois tempos desta história, o passado e o presente.”

 

Na petição, o senador também chama o desafio de Lula de “promessa vazia” a fim de “ludibriar o eleitorado”, já que a “abertura proposta não mostraria nada”. A campanha de Flávio acusa o petista de que eventuais irregularidades em seu patrimônio estariam “escondidas” em sigilos de terceiros. Em relação ao sigilo telefônico, a campanha de Flávio ressalta ainda que Lula não possui aparelho celular, o que tornaria inócua qualquer medida nesse sentido.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 06:28 Escrito por

Ministério Público Eleitoral constatou novas publicações irregulares, mesmo após decisões judiciais, aplicação de multas e suspensão anterior; página deverá permanecer indisponível até o dia do segundo turno

 

 

Com Assessoria

 

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta quarta-feira (21), a ampliação da suspensão integral do perfil Direita Palmense (@direitapalmense), administrado por Thiago Marasca Moura, após reconhecer o reiterado descumprimento de decisões judiciais que proibiam a página de realizar propaganda eleitoral. A nova decisão, proferida pelo juiz Roniclay Alves de Morais, determina que a Meta suspenda o perfil no prazo de 12 horas após a notificação, mantendo-o indisponível até as 17h do próximo domingo (25), data do segundo turno das eleições.

 

A medida representa um novo capítulo de uma série de ações judiciais propostas pela Coligação União pelo Tocantins, da candidata ao Governo do Estado Professora Dorinha.

 

Desta vez, o próprio Ministério Público Eleitoral apresentou, no dia 20 de outubro, manifestação requerendo providências urgentes diante da continuidade das irregularidades.

 

O histórico de infrações e descumprimentos não é recente

 

Desde agosto, o Direita Palmense e seu administrador são alvo de decisões judiciais que proíbem expressamente a divulgação de propaganda eleitoral favorável ou contrária a candidatos. Em 24 de agosto, a desembargadora Silvana Maria Parfieniuk determinou a remoção de 422 postagens e fixou multa de R$ 5 mil por publicação irregular, além da majoração de penalidade eleitoral para R$ 30 mil.

 

Mesmo diante dessas determinações, novas representações foram apresentadas em outubro. No dia 8, duas decisões judiciais voltaram a atingir o perfil: uma determinou a retirada de publicações sob multa diária de R$ 5 mil, enquanto outra estabeleceu a suspensão integral da página por 72 horas e proibiu Thiago Marasca de divulgar ou impulsionar novos conteúdos eleitorais, sob pena de multa de R$ 10 mil por nova infração. A suspensão foi cumprida pela plataforma, mas, conforme constatou posteriormente o Ministério Público, o perfil retomou a divulgação de propaganda eleitoral após o encerramento do prazo.

 

A sucessão de multas e sanções financeiras não foi suficiente para impedir a continuidade das irregularidades.

 

Na fundamentação da nova decisão, o magistrado destacou que o representado demonstrou absorver as penalidades pecuniárias anteriores como “mero custo operacional de sua atividade”. Diante disso, considerou necessária a ampliação da suspensão, por entender que as medidas anteriormente adotadas não produziram o efeito necessário para assegurar o cumprimento das ordens judiciais.

 

Além da suspensão, a Justiça determinou a remoção de nove publicações no prazo de 24 horas e ordenou que Thiago Marasca desfaça as marcações indicadas na decisão, inclusive em seu perfil pessoal. O dispositivo também manteve multa de R$ 10 mil por novo descumprimento ou dia de atraso. Os valores eventualmente devidos pelas infrações já reconhecidas serão apurados na fase de julgamento do mérito, podendo ampliar as consequências financeiras do histórico de desobediência.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 06:26 Escrito por

Por Marina Finelli

 

 

A quarta sondagem da Futura Inteligência sobre o segundo turno, cujos resultados vieram a público nesta quarta-feira (21). Nesse sentido, registra 48,9% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro (PL) e 46,1% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.

 

Entre os entrevistados, 2,0% optaram por voto branco ou nulo e outros 2,3% não responderam ou disseram não saber.

Apesar da vantagem nos números, a disputa segue tecnicamente empatada. A explicação está na margem de erro de 2,2 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, que posiciona os dois concorrentes dentro do mesmo intervalo estatístico.

 

Como os números mudaram desde segunda-feira

Frente ao estudo divulgado na segunda-feira (19), as duas extremidades registraram variação. Flávio Bolsonaro avançou 0,6 ponto, partindo dos 48,3% que marcava anteriormente. Já Lula recuou 0,7 ponto no mesmo período.

 

Olhando somente para os votos válidos, o candidato do PL avançou de 50,4% para 51,1%; Lula, nesse mesmo recorte, oscilou dos 49,6% para 48,9%.

Na forma espontânea, que não apresenta ao entrevistado os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro avançou de 46,5% para 47,2%, ao passo que Lula permaneceu com 46,1%.

 

Dentro dessa simulação, 0,5% lembrou de outros nomes, 2,3% optaram por branco ou nulo e 3,9% não deram resposta.

Como a pesquisa foi feita

Conduzido pela Futura Inteligência em conjunto com a 100% Cidades, o estudo entrevistou 2.000 eleitores com 16 anos ou mais. A coleta foi feita por telefone entre segunda (19) e terça-feira (20), abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal.

 

O índice de confiança apontado é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06614/2026.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 06:10 Escrito por

Proposta de revisão participativa foi apresentada pela equipe técnica da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano

 

 

Texto: Abelson Ribeiro

 

 

A Prefeitura de Palmas apresentou na tarde desta quarta-feira, 21, no Ministério Público Estadual (MPTO), o planejamento e o cronograma do processo de Revisão Participativa do Plano Diretor da Capital. A equipe técnica da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Sempdu) foi recebida pela titular da 23ª Promotoria de Justiça da Capital e coordenadora do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição, Kátia Chaves Gallieta. A reunião teve como pauta a apresentação das diretrizes para a nova revisão do Plano Diretor de Palmas, a exemplo da apresentação que ocorreu semana passada na Câmara de Vereadores da Capital.

 

A apresentação buscou não apenas informar ao Ministério Público sobre o processo participativo da revisão, mas também fortalecer a parceria institucional com o órgão de fiscalização a fim de tornar mais transparente essa importante etapa de desenvolvimento do município de Palmas.

 

Participaram da reunião o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Palmas, Israel Henrique; o secretário-executivo de Planejamento Urbano, Lúcio Milhomem; o secretário-executivo de Desenvolvimento Urbano, Robson Freitas, e parte da equipe técnica da Sempdu.

 

Durante a reunião, o secretário-executivo de Planejamento Urbano, Lúcio Milhomem, apresentou o planejamento inicial da revisão do Plano Diretor, incluindo a metodologia de trabalho, o cronograma e as principais etapas previstas. O encontro também abriu espaço para contribuições antes do início das atividades com a população. “É importante abrir essa linha de diálogo para receber encaminhamentos e sugestões antes de iniciar o contato com a população”, destacou.

 

A promotora de Justiça Kátia Chaves destacou a importância da articulação entre a Prefeitura e o Ministério Público desde o início do processo de revisão. “Achei muito válida essa visita da Prefeitura e dos técnicos ao Ministério Público. Essa iniciativa traz mais credibilidade, confiança e transparência, contribuindo para que o processo transcorra de forma mais tranquila”, afirmou.

 

Para o secretário Israel Henrique, a visita reforça uma das prioridades da Prefeitura de Palmas para esta edição do novo Plano Diretor. “Transparência e participação. Essas são as diretrizes que vamos trabalhar para que todo o processo de revisão do Plano Diretor seja participativo e democrático, ouvindo a sociedade e permitindo que instituições como o Ministério Público sejam parceiros ativos nesse trabalho”, afirmou o secretário.

 

O Plano Diretor é o principal instrumento de ordenamento territorial do Município. Sua revisão considera os desafios urbanos, ambientais, sociais e econômicos de Palmas, incluindo as transformações do território, as desigualdades socioespaciais, a preservação dos recursos naturais e os impactos das mudanças climáticas.

 

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 06:08 Escrito por
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