Candidatos também apresentaram propostas para educação, infraestrutura e programas sociais em encontro marcado por críticas à economia e acusações de corrupção
Por Marina Verenicz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas para renegociar dívidas, ampliar investimentos em saúde, melhorar a segurança pública e fortalecer programas sociais no último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026. O encontro foi realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo, a dois dias da votação.
O debate começou com discussões sobre infraestrutura e desenvolvimento regional, passou por temas como salário mínimo, educação e endividamento das famílias e terminou com uma série de acusações sobre corrupção e patrimônio.
Lula concentrou suas intervenções na defesa dos programas implementados durante seu governo e prometeu ampliar iniciativas de transferência de renda, educação e crédito. Flávio apresentou compromissos voltados à redução de impostos, renegociação de dívidas, endurecimento das penas e maior participação da iniciativa privada em projetos de infraestrutura.
Dívida de 100% do PIB: o risco fiscal que espera Lula ou Flávio em 2027
Economista vê risco de deterioração das contas públicas e avalia que propostas de Lula e Flávio Bolsonaro ainda não enfrentam o crescimento das despesas obrigatórias
Apesar das diferenças, os candidatos assumiram compromissos semelhantes em alguns pontos. Ambos defenderam reajustes do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação e concordaram com a proposta de transporte público gratuito aos fins de semana.
Renegociação de dívidas e economia

O endividamento dos brasileiros foi um dos temas mais explorados pelos candidatos. Lula defendeu uma nova etapa do Desenrola, programa de renegociação de dívidas, e afirmou que o governo pretende realizar leilões para adquirir débitos bancários com descontos que, segundo ele, podem chegar a 95%.
O presidente disse que a iniciativa poderá movimentar até R$ 150 bilhões e destacou medidas de renegociação e perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs).
Flávio Bolsonaro, por sua vez, prometeu transformar a Caixa Econômica Federal no chamado Banco da Prosperidade. A proposta prevê a compra de dívidas de pessoas físicas e empresas para refinanciamento em condições mais favoráveis.
O que Flávio poderia fazer com um Congresso mais à direita em 2027
O senador também prometeu suspender temporariamente os pagamentos em até seis meses para pessoas físicas e um ano para pessoas jurídicas. Segundo ele, a redução dos juros permitiria diminuir o valor das parcelas e recuperar a capacidade de consumo.
Na discussão sobre as contas públicas, Flávio criticou o crescimento da dívida e prometeu reduzir despesas e impostos. Lula defendeu a expansão da atividade econômica como caminho para diminuir o peso do endividamento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Segurança pública

Na segurança, Flávio reafirmou a proposta de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.
O candidato também defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos, chegando a 14 anos em casos como estupro. Prometeu endurecer as penas para crimes patrimoniais, estabelecer punições mais severas para integrantes de facções e adotar a castração química para condenados por crimes sexuais.
Lula ou Flávio: quais são as propostas para tirar os brasileiros das dívidas?
Lula voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de um ministério específico para a área. O presidente afirmou que pretende fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e ampliar a coordenação das ações de combate ao crime organizado.
Os dois também divergiram sobre a atuação policial e as estratégias para recuperar territórios controlados por facções e milícias.
Saúde e SUS
O financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) provocou outro confronto. Lula questionou se um eventual governo Flávio reduziria os investimentos federais na saúde. O senador negou a intenção de privatizar o sistema e prometeu manter os recursos públicos, com mudanças na gestão.
Flávio anunciou que pretende atualizar a tabela de remuneração dos procedimentos do SUS, ampliar a capacidade de atendimento do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e refinanciar dívidas das Santas Casas.
Também defendeu investimentos em equipamentos para preservação de órgãos destinados a transplantes e medidas para reduzir as filas de consultas, cirurgias e tratamentos especializados.
Lula destacou o papel do SUS no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e defendeu os investimentos realizados durante seus governos.
Educação: ensino integral e auxílio-creche
Na educação, Lula prometeu ampliar o ensino integral até alcançar 100% das escolas até o ensino médio. O presidente também anunciou a intenção de universalizar o Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio e estender o benefício ao ensino superior.
Flávio garantiu que manterá o Pé-de-Meia e apresentou uma proposta de auxílio-creche para famílias que não conseguirem vagas na rede pública. O benefício permitiria custear matrículas em instituições particulares.
O senador também prometeu ampliar a formação técnica no contraturno escolar, com disciplinas voltadas a inteligência artificial, desenvolvimento de aplicativos e programação. Outra proposta é ampliar parcerias entre escolas e empresas e retomar os Jogos Estudantis Brasileiros, incluindo competições de esportes eletrônicos.
Salário mínimo, aposentadorias e Bolsa Família
Lula defendeu a política de valorização do salário mínimo, com reajustes superiores à inflação, e afirmou que pretende manter os ganhos reais para trabalhadores e beneficiários da Previdência.
Flávio assumiu compromisso semelhante, garantindo que reajustará o salário mínimo e as aposentadorias acima da inflação. Também afirmou que não pretende privatizar Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou Petrobras.
Os candidatos concordaram ainda com a gratuidade do transporte público aos fins de semana. Lula apresentou a medida como forma de garantir lazer aos trabalhadores, enquanto Flávio declarou apoio à proposta.
No Bolsa Família, o senador prometeu reajustar os pagamentos e permitir que beneficiários mantenham temporariamente o auxílio mesmo após conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio. Também defendeu mecanismos para facilitar o retorno ao programa em caso de perda de renda.
Infraestrutura e desenvolvimento regional
A infraestrutura abriu o debate, com Flávio questionando Lula sobre a quantidade de obras paralisadas no país. O senador prometeu concluir a Transnordestina e as ferrovias de integração Leste-Oeste e Centro-Oeste, além de ampliar concessões rodoviárias e portuárias. Defendeu ainda a isenção de pedágio para motociclistas nas novas concessões federais.
Lula respondeu destacando os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o presidente, o programa prevê R$ 1,7 trilhão em investimentos, dos quais quase R$ 800 bilhões já teriam sido executados.
O petista citou obras ferroviárias, rodoviárias, portuárias e de mobilidade urbana, incluindo a Transnordestina, a BR-319 e o túnel Santos-Guarujá.
Para o Norte, Flávio prometeu ampliar o saneamento básico, apoiar a pavimentação da Transamazônica e preservar a Zona Franca de Manaus, com a possibilidade de atrair investimentos em data centers e fertilizantes.
No Nordeste, anunciou a intenção de construir uma ligação ferroviária entre Salvador e São Luís, passando por capitais da região, para estimular o turismo.
Lula destacou os investimentos em universidades, institutos federais, hospitais e infraestrutura no Nordeste. Na pauta ambiental, defendeu a economia verde, a preservação da floresta amazônica e a atuação do Fundo Amazônia.
Acusações e corrupção marcaram a reta final
A parte final do debate teve menos espaço para propostas e foi dominada por acusações recíprocas envolvendo patrimônio, relações com empresários e o Banco Master.
Lula questionou Flávio sobre suas relações com pessoas associadas ao banco e mencionou uma disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O senador negou irregularidades e devolveu as acusações, cobrando explicações sobre o patrimônio do presidente e de seus familiares.
Os dois também discutiram o financiamento de produções audiovisuais, supostos benefícios concedidos a empresários e a divulgação de informações patrimoniais.
Lula propôs que ambos apresentassem suas contas bancárias e documentos financeiros à Justiça. Flávio afirmou que não tem patrimônio oculto e cobrou a abertura de informações sobre despesas da Presidência.
O debate encerrou a série de confrontos televisionados entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação de domingo (25), quando os brasileiros escolherão o presidente da República para o mandato de 2027 a 2030.
Por Aguirre Talento
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis e o sequestro de R$ 6 bilhões das contas do advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão do ministro foi proferida nesta sexta-feira, 23, dias após virem a público informações sobre movimentação financeira bilionária de Willer Tomaz em apostas esportivas. O Ministério da Fazenda identificou que o advogado foi a pessoa que mais fez aporte em bets no país em 2025, com depósito de R$ 258 milhões e apostas de R$ 5 bilhões. Além dos bloqueios de bens, Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do advogado, sob argumento de que ele viajou para o exterior após se tornar alvo de investigações da Polícia Federal.
As medidas foram proferidas no segundo inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal contra Flávio Bolsonaro, revelado pelo Estadão no último domingo, 18, que está sob relatoria de Moraes.
O ministro também determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Willer Tomaz e de suas empresas, incluindo a Alcazar Holding, e pediu para que as instituições bancárias informem todos os correntistas vinculados a essas contas.
Essas medidas foram determinadas para verificar se o senador Flávio Bolsonaro efetivamente era usuário de contas bancárias vinculadas ao advogado. A investigação da Polícia Federal teve acesso a e-mails nos quais uma funcionária de Willer pede a uma instituição bancária que Flávio fosse descredenciado do perfil de “usuário master” de uma dessas contas.
Uma das suspeitas da PF era que as contas do advogado serviam para ocultar patrimônio e lavar dinheiro para o senador, por isso as medidas foram determinadas.
As movimentações financeiras do advogado estão na mira tanto desse inquérito da PF como da investigação da Operação Sem Desconto, que cumpriu busca e apreensão contra Willer em agosto. Como revelou o Estadão, a PF encontrou uma sala secreta em um hangar da empresa de aviação de Willer que era usada para guardar dinheiro vivo.
Em nota, a defesa de Willer Tomaz classificou as medidas de “desproprocionais” e disse que Flávio nunca movimentou as contas dele.
“As determinações contra o advogado Willer Tomaz são desproporcionais e escancaram uma *fishing expedition* em pleno período eleitoral. A investigação nasceu da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, com as quais Willer não tem qualquer relação. Sem encontrar nada que o ligasse ao esquema, passou a vasculhar indiscriminadamente sua vida pessoal e profissional em busca de qualquer pretexto para a devassa. O bloqueio de até R$ 6 bilhões é uma cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio. A suspensão de todas as suas empresas impõe punição antecipada, sem acusação, processo ou condenação. É falsa a informação de que Flávio Bolsonaro seria “usuário master” de conta da Alcazar. Os dois são amigos, e um nunca movimentou recursos do outro. Não por acaso, uma decisão sob sigilo chega à imprensa a menos de 48 horas do segundo turno. A defesa tenta ter acesso", afirmou a defesa.
Adesão ao programa será de 3 a 19 de novembro. Nova legislação possibilita o parcelamento em até 60 vezes e a participação de contribuintes que não cumpriram acordos anteriores
Da Assessoria
A Prefeitura de Araguaína inicia, no dia 3 de novembro, o período de adesão ao novo Programa de Regularização Fiscal (REFIS), que oferece descontos de até 100% sobre juros e multas de débitos municipais. Os contribuintes poderão negociar as dívidas até o dia 19 de novembro, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelamento em até 60 vezes.
Instituído pela Lei Complementar nº 245, de 14 de outubro de 2026, o programa traz mudanças em relação às regras anteriores, principalmente nas condições de entrada, na regularização de imóveis registrados em nome de pessoas falecidas e na escolha da data de vencimento das parcelas.
O desconto varia conforme a modalidade de pagamento. Para quem quitar a dívida à vista, a redução dos juros e das multas será de 100%. No parcelamento de 2 a 10 vezes, o desconto será de 80%; de 11 a 20 parcelas, 70%; de 21 a 30, 60%; de 31 a 40, 50%; de 41 a 50, 40%; e de 51 a 60 parcelas, 30%. As parcelas devem ter valor mínimo de R$ 100.
Débitos que podem ser negociados
O REFIS abrange débitos tributários e não tributários municipais vencidos, inscritos ou não em Dívida Ativa, incluindo dívidas de IPTU de exercícios anteriores a 2025, ISSQN, taxas municipais e multas administrativas abrangidas pela legislação.
Não poderão ser incluídos débitos de IPTU e da Taxa de Coleta e Remoção de Lixo referentes a 2025 e 2026, multas de trânsito, dívidas do Programa Crédito Educativo, débitos de natureza contratual e valores relacionados à aquisição de imóveis em leilões públicos municipais.
Também ficam de fora os débitos que permanecem em parcelamentos ativos, que foram acordados em REFIS anteriores. Mas os contribuintes com parcelamentos comuns fora de programas anteriores devem consultar a Secretaria Municipal da Fazenda sobre as condições para renegociação e eventual inclusão no REFIS de 2026.
Nova chance
Uma das principais mudanças nesta edição do REFIS beneficia contribuintes que tiveram parcelamentos anteriores cancelados por falta de pagamento. No modelo anterior, quem havia descumprido um acordo e sofrido o cancelamento ficava impedido de aderir novamente ao programa. Agora, essas pessoas terão nova chance de negociar os débitos, desde que paguem uma entrada de 30% do saldo apurado após a aplicação dos descontos.
Para os demais contribuintes que não tenham histórico de exclusão ou rescisão por inadimplência em programas municipais anteriores, a entrada será de 10% do saldo com os descontos aplicados, na modalidade parcelada.
Imóveis em espólio
A legislação também prevê condições específicas para quem possui débitos vinculados a pessoas falecidas. Herdeiros, inventariantes, cônjuges ou companheiros sobreviventes e outras pessoas que comprovem vínculo com o falecido ou com o imóvel poderão solicitar a regularização, mesmo que o cadastro do imóvel ainda esteja em nome da pessoa que morreu.
Nesses casos, a transferência prévia da titularidade do imóvel não será exigida para a adesão, e a entrada será dispensada. Será necessário, no entanto, apresentar certidão de óbito, documento de identificação e comprovação do vínculo com o falecido ou com o imóvel, além da atualização das informações cadastrais. Isso evita que dívidas virem ‘bolas de neve’ devido aos trâmites da herança.
Vencimentos com mais flexibilidade
Outra novidade é a possibilidade de o contribuinte escolher entre as datas disponíveis dos dias 15 ou 30 do mês para pagar a parcela única ou a primeira prestação do acordo. As parcelas seguintes vencerão mensalmente na mesma data.
A mudança permite maior organização financeira, já que, no procedimento anterior, o pagamento inicial precisava ser feito no dia seguinte à adesão. Agora, o contribuinte poderá escolher uma das datas ainda disponíveis no calendário do mês em que formalizar o acordo.
Atendimento ampliado
A adesão poderá ser feita pelo Portal do Contribuinte, disponível em sefaz.araguaina.to.gov.br, ou pela IARA, canal de atendimento pelo WhatsApp, no número (63) 3412-5572.
Quem preferir o atendimento presencial poderá procurar a sede da Secretaria Municipal da Fazenda, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados. O atendimento será realizado por ordem de chegada.
O novo espaço da Secretaria da Fazenda fica na Avenida Filadélfia, ao lado da Defensoria Pública do Estado. O atendimento conta com estrutura ampliada, estacionamento na frente e nos fundos do prédio, além de brinquedoteca para crianças. A quantidade de guichês foi dobrada para ampliar a capacidade de atendimento e facilitar o acesso dos contribuintes aos serviços municipais.
A Prefeitura também destaca a integração do programa com iniciativas de apoio à regularização de débitos, como o Facilita Araguaína e os serviços relacionados aos cartórios de protesto, para auxiliar os contribuintes na busca por soluções para suas pendências.
Conversas apreendidas pela PF mostram Vorcaro autorizando a compra de uma garrafa de Macallan 1945 para presentear o petista
Com O Antagonista - revista Veja
Mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-banqueiro ordenando a um funcionário que comprasse uma garrafa de uísque The Macallan, avaliada em cerca de R$ 500 mil, para presentear o presidente Lula (PT).
As conversas, datadas de 29 de outubro de 2024, foram divulgadas pela revista Veja.
“Pode ver se Aurel consegue uma garrafa Macallan 1945 naquela loja de Londres. Preciso dar pro Lula”, escreveu Vorcaro.
“Vejo. Você quer essa garrafa onde?”, respondeu o contato salvo como “Leo Serrano Giunchetti”.
Vorcaro disse ao funcionário que pagaria uma pessoa exclusivamente para trazer a encomenda ao Brasil. Em seguida, o interlocutor enviou ao ex-banqueiro uma foto de uma garrafa do raro uísque.
“Dani, achamos esse por enquanto. Rótulo não está 100%, o que acha? Está na casa dos 80 mil euros ou mais. Estamos atrás de outros com o rótulo mais inteiro. Te aviso em breve?”
Vorcaro autorizou a compra: “Tá ótimo”.
O funcionário respondeu: “Virá de Dubai num voo amanhã! Chega na quinta, ok?”
Leia também: “Se me deu, já bebi”, diz Lula sobre uísque presenteado por Vorcaro
Walfrido Warde e um “abraço de Lula”
No mesmo ano, o advogado Walfrido Warde transmitiu a Vorcaro um “abraço” do presidente Lula após um encontro com o petista.

Segundo Warde, Lula “agradeceu mais uma vez” o whisky.
“Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde para Vorcaro em 22 de janeiro.
Vorcaro respondeu com um emoji de coração.
Lula e Vorcaro
A conversa ocorreu 49 dias após a conhecida reunião entre Lula e Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. O encontro foi mediado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a presença de Gabriel Galípolo, à época indicado para assumir o Banco Central (BC), e do ministro Rui Costa (Casa Civil).
Em outro diálogo, de 30 de abril de 2024, Warde já havia tentado intermediar um encontro do então dono do Master com o presidente Lula. Ele diz ter sido procurado pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
“Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail. Eu mesmo mando do meu endereço eletrônico, dizendo, ‘olha, na qualidade de advogado do doutor Daniel Vorcaro, eu gostaria de pedir uma reunião com o presidente da República sobre tais e quais assuntos’, tá? Porque ele tá esperando isso para poder marcar”, afirmou Warde.
De acordo com O Globo, Warde recebeu R$ 27 milhões do banco de Vorcaro em 2025.
O advogado deixou a defesa do ex-banqueiro após o executivo decidir negociar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, que não saiu do papel até hoje.
Na maioria das pesquisas, os candidatos a presidente estão empatados tecnicamente; veja os números
Com site Terra
Uma série de pesquisas eleitorais para o segundo turno das eleições presidenciais foram divulgadas ao longo desta semana, a última antes do pleito, que será realizado no próximo domingo, 25. Todos os levantamentos mostram o candidato Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em votos totais ou em votos válidos -- que não consideram os votos nulos e os em brancos. Na maioria das pesquisas, no entanto, os presidenciáveis estão empatados tecnicamente. Veja os números abaixo.
O Terra vai acompanhar a apuração do 2º turno em tempo real e, a partir das 17h, terá uma live para analisar os resultados
BTG-Nexus
Nesse levantamento, divulgado na segunda-feira, 19, Flávio e Lula estão numericamente empatados na disputa pelo Planalto. O bolsonarista aparece com 50,3% em votos válidos, enquanto o petista tem 49,7%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Flávio Bolsonaro (PL): 50,3% (eram 51,6% em 13 de outubro)
Lula (PT): 49,7% (eram 48,4% em 13 de outubro)
A pesquisa BTG-Nexus ouviu, por telefone, 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-04499/2026, foi realizado entre os dias 16 e 18 de outubro.
Atlas-Bloomberg
Nessa pesquisa, Flávio tem 51,1% em votos válidos. Já Lula registra 48,9%. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. O levantamento também foi divulgado na segunda-feira, 19.
Flávio Bolsonaro (PL): 51,1% (eram 52,8% em 9 de outubro)
Lula (PT): 48,9% (eram 47,2% em 9 de outubro)
A pesquisa Atlas-Bloomberg ouviu 4.998 eleitores com 16 anos ou mais, por recrutamento digital aleatório, em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-02418/2026, foi realizado entre os dias 13 e 18 de outubro.
Real Time Big Data
Divulgada na terça-feira, 20, a pesquisa aponta Flávio com 52% em votos válidos e Lula, com 48%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão em empate técnico.
Flávio Bolsonaro (PL): 52% (eram 51% em 1º de outubro)
Lula (PT): 48% (eram 49% em 1º de outubro)
A pesquisa Real Time Big Data ouviu, por telefone e contato digital, 2.000 eleitores em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento é registrado no TSE sob o protocolo BR-02952/2026 e foi realizado entre os dias 15 e 19 de outubro.
Palver
Nesse levantamento, divulgado na quarta-feira, 21, Flávio e Lula também estão em empate técnico. O bolsonarista marca 50% das intenções de voto, já o petista tem 48%. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.
Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 48%
Branco, nulo ou não votaria: 1%
Indecisos: 0%
A pesquisa Palver entrevistou 5.000 eleitores entre 18 e 20 de outubro, por meio de questionário online. A amostragem é não probabilística, e os participantes foram recrutados por anúncios em redes sociais. O intervalo de confiança é de 95%. O instituto ressalta que a margem mede apenas o erro amostral e que os cruzamentos por grupos têm incerteza maior. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-04612/2026.
Quaest
Nessa pesquisa, divulgada na quarta-feira, 21, Flávio aparece com 45% das intenções de voto e Lula, 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico.
Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% em 14 de outubro)
Lula (PT): 44% (eram 44% em 14 de outubro)
Nenhum/branco/nulo: 9% (eram 9% em 14 de outubro)
Não sabe/não respondeu: 2% (era 1% em 14 de outubro)
A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo, ouviu, presencialmente, 2.154 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-08535/2026, foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro.
PoderData/Aya
O levantamento foi divulgado na quinta-feira, 22, e mostra Flávio com 51% em votos válidos, enquanto Lula marca 49%. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos.
Flávio Bolsonaro (PL): 51% (eram 52% em 19 de outubro)
Lula (PT): 49% (eram 48% em 19 de outubro)
A pesquisa PoderData/Aya fez, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, 4.000 entrevistas em 865 municípios das 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-07926/2026, foi realizado entre os dias 19 e 21 de outubro
Datafolha
A penúltima pesquisa Datafolha desta eleição presidencial foi divulgada nesta quinta-feira, 22, e trouxe Flávio e Lula empatados com 50% dos votos válidos. A margem de erros é pontos percentuais para mais ou para menos;
Flávio Bolsonaro: 50% (eram 51%)
Lula: 50% (eram 49%)
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09709/2026, foi realizada entre os dias 20 e 22 de outubro. O intervalo de confiança é de 95%. Foram entrevistados 2.520 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional.