A avaliação dos investigadores é que Vorcaro não apresentou informações relevantes para justificar o acordo
POR JULIA CHAIB E LUÍSA MARTINS
A Polícia Federal rejeitou o acordo de delação premiada oferecido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os termos propostos por Vorcaro enfrentavam resistência na PF.
A avaliação dos investigadores é que Vorcaro não apresentou informações relevantes para justificar o acordo, que vão além das provas obtidas nas apurações. Formalmente, o banqueiro pode reabrir negociações com os investigadores e apresentar novos fatos para tentar convênce-los a aceitar.
Mas, as pessoas que acompanham o caso dizem ser difícil ver brecha para que ele consiga reverter a avaliação da PF.
O ex-banqueiro vinha negociando o acordo com a PF e a PGR. Uma autoridade envolvida no caso aponta, por exemplo, que o ex-banqueiro não admitiu nos anexos entregues aos órgãos fatos que constam nos aparelhos celulares apreendidos pela polícia.
Também há o diagnóstico que Vorcaro não cumpriu os requisitos de boa-fé exigidos nos acordos de colaboração. Segundo investigadores, ele teria tentado justificar os crimes que cometeu, enquanto as regras da delação premiada prevê que o colaborador precisa admitir todos os ilícitos dos quais participou e de que tem conhecimento.
A defesa de Vorcaro poderia tentar ainda uma negociação direto com os procuradores, alijando a PF do processo. Para isso dar certo, porém, a PGR teria de aprovar informações que até então foram rejeitadas pela PF. Além disso, também seria necessário obter a aprovação do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal).
Alguns termos da proposta apresentada por Vorcaro, porém, também enfrentam resistência na PGR. Um dos itens que contrariou a PF e também tem resistência de procuradores foi a proposta do banqueiro de devolver cerca de R$ 40 bilhões em 10 anos. Como a Folha mostrou, a PF e também a PGR querem que ele ressarça R$ 60 bilhões que teria desviado em fraudes do Banco Master e num prazo mais curto.
Vorcaro é considerado o líder do esquema investigado, e por isso as autoridades consideram que os termos aplicados a ele na negociação devem ser rígidos. Os custos da quebra do Master superam os R$ 57 bilhões até o momento, segundo dados divulgados.
Somente os recursos que terão de ser ressarcidos aos clientes pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos dos bancos, são estimados em R$ 51,8 bilhões. O valor exato da perda total ainda é desconhecido.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos (SP). A PF aponta que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Master.
Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central. Atualmente, Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.
Até então, a equipe de defesa que atuava no caso recusava a possibilidade de uma delação. Nos bastidores, a informação era a de que Vorcaro insistia que poderia explicar todas as acusações contra ele no mérito do processo, ou seja, sobre as fraudes e os crimes financeiros.
Nesta semana, a PF transferiu para uma cela comum na superintendência do órgão, em Brasília. Até então, ele estava preso na cela preparada para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.
O ex-banqueiro está na superintendência da PF desde 19 de março, quando indicou ao ministro a intenção de assinar um acordo de delação premiada.
A PF realizou novas fases de operações, independentemente da delação de Vorcaro. No último dia 7, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP.
Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Bolsonaro recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco. Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.
Felipe teria feito uma parceria “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.
No dia 14 de maio, a PF prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte (MG).
Henrique está sendo investigado por participar do grupo conhecido como “A Turma”, usado pelo dono do Banco Master para ameaçar adversários e definida pela PF como “organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.
Se Moraes era o bloqueador no jogo de Vorcaro, Ciro Nogueira era quem atacava
Por Aguirre Talento, Vinícius Valfré
BRASÍLIA - A investigação da Polícia Federal sobre um esquema de sonegação e corrupção da Refit, conglomerado do setor de combustíveis controlado por Ricardo Magro, detectou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um dos fundos ligados ao grupo para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI) que leva o nome do parlamentar.
Procurado, ele confirmou o pagamento e disse que a transação é referente à venda de um terreno para construção de uma distribuidora de combustíveis, de forma regular e declarada às autoridades. (leia ao final).
A transação financeira foi informada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou na semana passada a Operação Sem Refino. A PF mirou o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e expediu mandado de prisão contra Ricardo Magro, atualmente no exterior e considerado foragido. O nome dele foi incluído na lista de foragidos da Interpol.
O empresário é o líder do grupo apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas que superam R$ 26 bilhões. Magro é investigado por fraudes, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro, com foco no setor de combustíveis.
O pagamento à empresa de Ciro Nogueira ainda será aprofundado pelas investigações. Um ex-assessor dele chegou a ser alvo de busca e apreensão, mas o senador não foi alvo da Sem Refino. No início do mais, ele sofreu busca e apreensão determinada no âmbito da Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master.
Segundo a PF, o senador recebeu “vantagens indevidas” em troca do auxílio a Vorcaro em projetos no Congresso. A PF cita “pagamentos mensais” de R$ 300 mil e até R$ 500 mil.
Na investigação sobre a Refit, a PF analisou a contabilidade de vários fundos e empresas ligadas ao conglomerado de Ricardo Magro. Uma dessas empresas, a Athena, dona de imóveis suspeitos de serem operados pelo grupo Refit, recebe pagamentos de fundos ligados ao grupo, como o EUV Gladiator. As conexões do fundo chegam até a uma holding no exterior que também pertence ao grupo, segundo a PF.
A PF detectou a transferência de R$ 14,2 milhões da Athena, “principal beneficiária” do fundo, para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. A contabilidade não informa o motivo do pagamento nem dá detalhes sobre o negócio, o que deve ser aprofundado em um próximo momento da investigação.
O senador não aparece, hoje, entre os sócios da firma que carrega o nome dele. Os donos são familiares do parlamentar, e Ciro Nogueira diz que na época da negociação, em 2024, detinha apenas 1% de participação.
A mesma investigação também havia encontrado repasses de R$ 1,3 milhão de empresa ligada à Refit a Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira no governo Bolsonaro. Ele foi alvo de busca e apreensão na operação. A reportagem tenta localizar a defesa dele.
“Os valores creditados foram rapidamente transferidos diretamente ao próprio beneficiário final JONATHAS ASSUNÇÃO SALVADOR NERY DE CASTRO, cerca de R$ 1.325.000,00. Tal padrão evidencia baixa permanência dos recursos na conta, típico de empresa de passagem, sem identificação de despesas operacionais compatíveis com a atividade declarada de consultoria, como folha de pagamento, estrutura administrativa relevante ou custos técnicos proporcionais aos valores recebidos. Cabe destacar que JONATHAS ASSUNÇÃO ocupou o cargo de Secretário-Executivo da Casa Civil da Presidência da República, função na qual atuava como principal auxiliar do então Ministro da Casa Civil, o atual Senador CIRO NOGUEIRA, a quem estava diretamente subordinado”, escreveu a PF.
Em nota, Ciro Nogueira afirmou que o pagamento foi devido à venda de um terreno “de forma regular e totalmente declarada aos órgãos competentes”.
Nota do senador Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos, as quais serão inevitavelmente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal. Em relação ao caso em questão, esclarecemos que empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis. O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado. Ressalte-se que a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis. Informamos, ainda, que o senador atualmente sequer detém participação na empresa e que, na época do negócio, sua participação era inferior a 1%.O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí.
Partido acusa instituto de induzir respostas negativas ao exibir áudio sobre caso Vorcaro durante levantamento eleitoral
Por Marina Verenicz
O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta terça-feira (19), que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na ação, o partido afirma que o questionário da pesquisa foi construído para induzir respostas negativas contra o pré-candidato do PL à Presidência da República. A legenda sustenta que o levantamento extrapolou o papel de medição de opinião pública ao inserir perguntas sequenciais sobre o Banco Master e reproduzir um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro.
Segundo o partido, oito das 48 perguntas do levantamento tratavam diretamente das conversas entre Flávio e Vorcaro. A defesa afirma que houve uso de mecanismos de “priming”, “framing” e “ancoragem” para associar o senador a supostas fraudes financeiras investigadas pela Polícia Federal.
O pedido apresentado ao TSE cita que o questionário construiu uma sequência temática envolvendo “fraude financeira”, “escândalo do Banco Master”, “mensagens vazadas” e “impacto eleitoral”, antes de abordar confiança, rejeição e intenção de voto.
“O questionário constrói uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura”, afirma o PL.
O partido também questiona a exibição de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro dentro da pesquisa. Segundo os advogados, o material audiovisual não teria cadeia de custódia comprovada, autenticidade periciada nem documentação completa anexada ao registro do levantamento.
Para o PL, a reprodução do conteúdo deixou de ser uma ferramenta de aferição de opinião e passou a funcionar como estímulo negativo ao entrevistado.
A legenda pediu liminar para impedir a divulgação da pesquisa e requereu acesso aos microdados do levantamento, ao sistema interno da AtlasIntel, aos registros de aplicação do questionário e aos arquivos relacionados ao áudio apresentado aos entrevistados.
O partido ainda solicita eventual aplicação de multa ao instituto por supostas irregularidades metodológicas e, alternativamente, quer que futuras divulgações tragam ressalvas sobre o caráter “estimulativo” das perguntas.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu seis pontos percentuais em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador aparece com 41,8% das intenções de voto, enquanto Lula soma 48,9%.
A divulgação ocorreu dias após reportagens revelarem mensagens e áudios em que Flávio cobrava pagamentos de Daniel Vorcaro relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas redes sociais, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, rebateu as críticas feitas pelo partido e afirmou que o áudio foi exibido apenas após a conclusão das perguntas eleitorais.
“Não há nenhum problema metodológico”, escreveu Roman no X. Segundo ele, o objetivo era medir em tempo real o impacto do episódio sobre a percepção do eleitorado.
O executivo também afirmou que a AtlasIntel mantém “postura imparcial” em suas pesquisas no Brasil e no exterior.
Senador falou após reunião da cúpula do PL que discutiu os desgastes provocados pelo áudio vazado em que ele pede dinheiro para o dono do Master
Por Emanuelle Menezes
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta terça-feira (19) que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro no fim de 2025, após prisão pela Polícia Federal (PF). Na época, o dono do Banco Master estava de tornozeleira eletrônica.
"Eu estive com ele mais uma vez após esse evento (prisão), quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo. Fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu teria ido atrás de outro investidor e o filme não correria riscos", disse o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao lado de diversos parlamentares do Partido Liberal.
Flávio falou após reunião da cúpula do PL, em Brasília, na tentativa de se antecipar a possíveis novos vazamentos. Os parlamentares do partido discutiram os desgastes provocados pelo áudio vazado em que o senador pede dinheiro a Daniel Vorcaro para apoiar a produção do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o presidenciável, o encontro ocorreu dias após Vorcaro deixar a prisão, em novembro do ano passado. Na época, ele foi solto por decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O banqueiro foi preso novamente em março de 2026, por suspeita de obstrução e ações violentas contra adversários, em uma nova fase da Operação Compliance Zero.
Inicialmente detido em uma sala especial na sede da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na segunda-feira (18). A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O financiamento de "Dark Horse" está no centro da crise que envolve a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O site Intercept Brasil revelou na última quarta-feira (13) que Daniel Vorcaro negociou com Flávio um financiamento de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para a obra. Ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025, segundo o Intercept.
Flávio aproveitou a entrevista para acusar o presidente Lula (PT) de ter aconselhado Vorcaro a não vender o banco para o BTG Pactual e dobrou a aposta ao pedir pela instalação da CPI do Master. "É única forma de separar bandido de inocente", disse.
Da Assessoria
Ciclo de palestras com os ministros do STJ, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela, foi uma oportunidade de atualização, troca de experiências e aprofundamento técnico para membros, servidores e especialistas
O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) realizou, na manhã desta segunda-feira, 18, no auditório da Corte, o ciclo de palestras com os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos. Os palestrantes trouxeram temas centrais da administração pública contemporânea, como improbidade administrativa e inteligência artificial (IA).

O presidente do TCETO, Alberto Sevilha, deu boas-vindas e destacou que o momento é histórico porque reafirma o compromisso do TCE com a inovação tecnológica. “São assuntos importantes que fazem parte do nosso dia a dia tanto para nós do Tribunal de Contas quanto para o Judiciário”, ressaltou.
Antes das palestras, foi exibido um vídeo institucional sobre o Programa TCE de Olho no Futuro – Aliança pela Primeira Infância, idealizado pelo TCETO com o propósito de melhorar as políticas públicas destinadas às crianças de 0 a 6 anos.

O ministro Teodoro Silva Santos ministrou a palestra “A exigência do dolo para caracterizar ato de improbidade administrativa”. Ele recomendou que a matéria “seja estudada com muita cautela”, porque, segundo ele, “a Lei de Improbidade é essencial ao Estado Democrático de Direito”. Ainda segundo o ministro, grande parte dos gestores públicos e agentes políticos é formada por pessoas honestas. Ele destacou que o objetivo da Lei de Improbidade Administrativa não é punir, mas orientar para que o gestor cumpra seu dever constitucional, respeitando o que prevê o artigo 37 da Constituição Federal, afirmou. Ele ressaltou que “a Lei de Improbidade Administrativa veio para alertar a todos que fazem parte da administração. Somente serão alcançados por ela os maus gestores que causam danos ao patrimônio público”, enfatizou.
Na sequência, o ministro Afrânio Vilela abordou o tema “A experiência do STJ na utilização da Inteligência Artificial (IA)”. O palestrante destacou que a ferramenta não serve para decisão final: “A IA deve ser utilizada como apoio para identificar, tratar os dados e transformar esses dados em informação útil para decisão de um processo pela mente humana do juiz”. Segundo o ministro, “a inteligência artificial não veio para substituir o elemento humano, ela veio para complementar, como meio para chegar à atividade final, sobrando mais tempo para juízes e servidores trabalharem apenas com a inteligência humana. Isso serve para o sistema Judiciário e para os Tribunais de Contas”, finalizou.
Após as palestras, foi exibido um vídeo especial sobre o programa TCE de Olho, mais uma ação desenvolvida pelo Tribunal de Contas tocantinense. A iniciativa prevê visitas surpresas às unidades de saúde com o objetivo de impulsionar a melhoria dos serviços prestados à população. Até agora os técnicos já percorreram 12 mil quilômetros, com 1.257 horas de trabalho.
Currículo
O ministro Teodoro Silva Santos é cearense de Juazeiro do Norte. Atuou como delegado de polícia, promotor de justiça, procurador de justiça. Foi desembargador e corregedor-geral de justiça do Ceará. Mestre e Doutor em Direito Constitucional e pós-doutor em processo penal e direito constitucional. É autor de livros e artigos, além de atuar como palestrante no Brasil e no exterior. Ingressou no STJ em 2023.
O Ministro Afrânio Vilela é mineiro de Ibiá. Foi desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), onde foi vice-presidente, especialista em inovação e modernização do Judiciário, tem vários trabalhos publicados sobre Inteligência Artificial. Tomou posse como Ministro do STJ em 2023.
Homenagens

Os ministros Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos receberam das mãos do presidente do TCETO, Alberto Sevilha, o Colar do Mérito Siqueira Campos, a mais alta honraria concedida pela Corte.
Instituída pela resolução administrativa nº 235, de 4 de dezembro de 2002, a comenda é uma forma de reconhecer pessoas e instituições que contribuíram para o Estado do Tocantins ou para o fortalecimento do sistema Tribunais de Contas.
Participação
Estiveram presentes no evento, além de membros e servidores do próprio tribunal, autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Advocacia-Geral da União, dos órgãos de controle, das forças de segurança, advogados, contadores e integrantes de entidades representativas.