Pouco depois da denúncia, Zema afirmou, por meio de nota, que não pretende recuar no caso

 

 

POR ANA POMPEU E ISADORA ALBERNAZ

 

 

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, sob a acusação de calúnia no caso da série de vídeos contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

 

A peça, assinada pelo chefe do Ministério Público, Paulo Gonet, foi apresentada nesta quinta-feira (14) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), e não no Supremo, como pedia o decano da corte. Isso porque quando Zema publicou os vídeos ele ainda ocupava a chefia do Executivo mineiro e usou canais institucionais.

 

Como a coluna da Mônica Bergamo revelou, Gilmar enviou a Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador mineiro pedindo a inclusão dele no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso. Moraes enviou o material à PGR para manifestação.

 

Pouco depois da denúncia, Zema afirmou, por meio de nota, que não pretende recuar no caso.

 

“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, disse.

 

Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

 

Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

 

 

 

Posted On Sábado, 16 Mai 2026 05:58 Escrito por

Ministro soube de mudança por advogados e pediu explicações da PF, que confirmou trocas em 8 de maio

 

 

Por Cézar Feitoza

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça se irritou com o que classificou como interferência da Polícia Federal no inquérito que apura as fraudes do INSS. O estopim foi a troca do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que comandava as investigações.

 

O ministro soube das mudanças no inquérito por um advogado envolvido no caso INSS. Mendonça pediu esclarecimentos para a Polícia Federal, e o diretor-geral Andrei Rodrigues confirmou as trocas num ofício enviado ao Supremo em 8 de maio.

 

Mendonça convocou uma reunião com os delegados responsáveis pela investigação, que ocorreu nesta sexta (15). O encontro foi realizado no gabinete do ministro e durou cerca de 2 horas.

 

No encontro, o ministro cobrou explicações sobre a mudança e disse que vai acompanhar de perto as investigações, para que não ocorra atraso nem seletividade no material apreendido.

 

Mendonça pediu ainda que a equipe apresente o resultado das buscas já realizadas até aqui e a análise do material correspondente.

 

O caso do INSS é politicamente sensível, porque Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), é um dos investigados.

 

Ele teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados a pedido do delegado que acaba de deixar o caso.

 

Os investigadores tentam entender sua relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, por meio da empresária Roberta Luchsinger.

 

Guilherme Pereira Silva assumiu a chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal em julho de 2025.

 

O inquérito sobre as fraudes do INSS corria em uma coordenação subordinada a Guilherme. Desde o último ano, foram deles as principais petições enviadas ao Supremo.

 

Foi dele, por exemplo, o pedido de prisão do "Careca do INSS", as buscas contra Roberta Luchsinger e o senador governista Weverton Rocha (PDT-MA) e a quebra dos sigilos de Lulinha.

 

A decisão da Polícia Federal foi trocar a coordenação responsável pelo inquérito. O caso antes estava subordinado à Coordenação de Repressão a Crimes Fazendários e passa para a Coordenação de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.

 

Toda a equipe que conduzia a investigação do INSS mudou de uma coordenação para a outra ---exceto Guilherme, que vinha conduzindo o inquérito. Procurada, a Polícia Federal não se manifestou.

 

A Polícia Federal, em nota, afirmou que os inquéritos sobre o INSS foram transferidos para a Coordenação de Inquérito nos Tribunais Superiores, conhecida como CINQ.

 

"A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a CINQ possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o Supremo Tribunal Federal", informou a corporação.

 

 

Posted On Sábado, 16 Mai 2026 05:57 Escrito por

Vistoria do projeto TCE de Olho encontrou 37 irregularidades na unidade, incluindo precariedade na higiene e problemas estruturais

 

 

Da Assessoria

 

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) determinou que a Prefeitura de Natividade e a gestão municipal da saúde apresentem, em até cinco dias úteis, um plano de ação detalhado para corrigir uma série de graves problemas encontrados no Hospital Municipal de Pequeno Porte da cidade. Entre os achados mais preocupantes da vistoria realizada pelo projeto TCE de Olho estão a realização de cirurgias eletivas sem gerador de energia elétrica e fragilidades severas nas condições de higienização da unidade.

 

A fiscalização, conduzida pela Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) nos dias 5 e 6 de maio, resultou em despacho do conselheiro Severiano Costandrade, relator responsável, apontando 37 inconformidades que comprometem a segurança assistencial, a qualidade dos serviços e a estrutura hospitalar oferecida à população.

 

Um dos pontos mais sensíveis identificados foi o fato de o hospital realizar procedimentos cirúrgicos eletivos mesmo sem possuir sistema de alimentação elétrica de emergência, condição considerada de alto risco para pacientes e equipes médicas em caso de interrupção no fornecimento de energia. Diante da situação, a área técnica recomendou a suspensão dessas cirurgias até a regularização completa da situação.

 

Além disso, a vistoria constatou condições precárias de limpeza, com necessidade de restauração de pisos, superfícies, substituição de mobiliário oxidado, desinfestação, limpeza de caixa d’água e melhorias estruturais em lavanderia e cozinha, setores essenciais para o controle sanitário hospitalar. Também foi identificada ausência de Plano de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (PCIRAS).

 

A fiscalização identificou demais problemas de governança da gestão da unidade de saúde: Plantões médicos de até 48 horas consecutivas; Escalas não divulgadas ao público; Falhas no controle de frequência de profissionais; Irregularidades na assistência farmacêutica; Falta de transparência sobre estoques de medicamentos; Medicamentos vencidos e falhas no armazenamento; Deficiências em exames laboratoriais, eletrocardiogramas e radiologia; Ausência de protocolos clínicos; Falta de regimento interno; Inexistência de plano de contingência para demandas extraordinárias.

 

Outro ponto crítico envolve a frota de ambulâncias da unidade. Três veículos apresentaram problemas operacionais, além da ausência de vistorias obrigatórias junto ao Detran, comprometendo a segurança no transporte de pacientes.

 

Na área estrutural, o hospital também opera sem alvarás atualizados do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, possui deficiência no sistema de combate a incêndios, ausência ou insuficiência de extintores e necessidade de reformas prediais significativas.

 

Usuários

 

Apesar dos inúmeros problemas, a pesquisa de percepção com usuários apontou satisfação razoável com o atendimento humano prestado pelos profissionais, embora parte dos entrevistados tenha reclamado da infraestrutura, necessidade de exames e até da construção de uma nova unidade hospitalar.

 

Diante do cenário, o conselheiro Severiano Costandrade optou inicialmente por uma atuação preventiva e consensual, determinando a apresentação imediata de um plano corretivo por parte do prefeito e do gestor do Fundo Municipal de Saúde. O não cumprimento poderá resultar em multa aos responsáveis e demais sanções. Após os prazos estabelecidos, a equipe técnica retornará para nova vistoria e verificação das correções.

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 14:22 Escrito por

Henrique Moura Vorcaro é apontado pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo

 

 

Por Raquel Landim

 

 

Henrique Moura Vorcaro foi flagrado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) repassando recursos para o grupo criminoso conhecida como “A Turma” mesmo após a prisão do filho.

Ele é apontado pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo. A contemporaneidade da conduta é uma das justificativas para sua prisão na sexta fase da Operação Compliance Zero.

 

Segundo a PF, em mensagem de 06 de janeiro de 2026, o policial federal aposentado Marilson Rosendo, apontado como uma das lideranças operacionais do grupo, teria desejado “feliz ano novo” a Henrique Vorcaro e pedido que “não o deixe à deriva”, porque “estava segurando uma manada de búfalo”.

 

Henrique responde, ainda de acordo com a PF, que “receberia recursos na quinta ou sexta-feira”, e que “enviaria 400”. Marison então teria respondido que “o ideal seria 800k e que ele estaria repassando só metade do valor”.

 

Para a Polícia Federal, 400 mil era o valor mensal destinado a manutenção das atividades do grupo criminoso, que seriam realizados tanto por Henrique Vorcaro quanto por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro que também está preso.

 

As mensagens estão reproduzidas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que autorizou a operação.

 

Daniel Vorcaro estava preso desde 18 de novembro de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Compliance Zero.

 

Os diálogos obtidos pela PF no celular do policial aposentado apontam que a participação de Henrique Vorcaro no esquema continuou mesmo após a segunda fase da Operação, que ocorreu no dia 14 de janeiro. Em 6 de fevereiro, Marison teria voltado a cobrar Henrique o acerto financeiro e o pai de Vorcaro responde que “hoje tá ao contrário” , pois ele é quem estaria precisando de ajuda.

 

 

Posted On Quinta, 14 Mai 2026 13:38 Escrito por

Ações da Primeira Diretoria de Controle Externo verificaram transporte escolar, estoque de medicamentos, licitações e controles internos

 

 

Da Assessoria

 

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) segue intensificando sua atuação preventiva e de controle externo com fiscalizações surpresas em áreas estratégicas da administração pública municipal. Entre os dias 4 e 9 de maio, equipes técnicas da Primeira Diretoria de Controle Externo (1ª DICE) realizaram inspeções presenciais nos municípios de Araguacema e Caseara, vinculados à Primeira Relatoria, sob responsabilidade do conselheiro Manoel Pires dos Santos.

 

A fiscalização teve como foco o acompanhamento da gestão dos Fundos Municipais de Educação e Saúde, além da análise de procedimentos relacionados às compras públicas e os controles internos das duas prefeituras.

 

Em Araguacema, os trabalhos ocorreram entre os dias 4 e 6 de maio. Já em Caseara, a fiscalização foi realizada entre os dias 7 e 8. Durante as inspeções, a equipe acompanhou rotas e avaliou as condições dos veículos utilizados no transporte escolar, verificando desde o planejamento da política pública até os processos de contratação relacionados ao serviço.

 

Na área da saúde, os técnicos fiscalizaram a assistência farmacêutica, incluindo a gestão e o armazenamento de medicamentos, com análise detalhada dos estoques e procedimentos adotados.

 

Também foram avaliados aspectos relacionados à governança, à efetividade dos sistemas de controle interno e à regularidade das compras públicas, incluindo licitações, contratações diretas e execução contratual.

 

 

A fiscalização integra as ações de controle concomitante previstas no Plano Anual de Fiscalização (PAF) 2026 do TCETO, Resolução nº1916/2025 aprovado pelo Pleno da Corte, e busca identificar de forma preventiva riscos, fragilidades e possíveis irregularidades na gestão municipal.

 

As informações coletadas servirão de base para elaboração de análises preliminares, que posteriormente serão encaminhadas ao relator responsável, conforme previsto na Instrução Normativa TCE/TO nº 04/2019.

 

Segundo o diretor da 1ª DICE, Ramon Gomes Queiroz, a atuação tem caráter preventivo e orientativo. “Nosso objetivo é identificar, de forma tempestiva, riscos, fragilidades e não conformidades na gestão pública municipal, contribuindo para o aperfeiçoamento das práticas administrativas e para a proteção do interesse público”, destacou.

 

 

Posted On Quarta, 13 Mai 2026 13:30 Escrito por
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