O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos
POR VICTORIA BECHARA
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou hoje os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e manteve sua inelegibilidade até 2030.
O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os ministros também negaram os embargos de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Castro recorreu da decisão que o tornou inelegível em março. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico devido a um esquema de cargos secretos. Reportagens publicadas pelo UOL em 2022 mostraram que milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência.
Funcionários retiravam dinheiro na “boca do caixa”. A investigação revelou que os contratados em cargos secretos da Ceperj sacaram ao menos R$ 248,4 milhões em dinheiro vivo entre setembro de 2021 e julho de 2022.
Relator também rejeitou recurso do Ministério Público. O órgão pedia que o TSE reconhecesse a cassação do diploma de Castro. O relator, no entanto, considerou a discussão prejudicada, já que o ex-governador renunciou ao mandato um dia antes do julgamento. Os ministros Floriano Marques de Azevedo e Estela Aranha divergiram e entenderam que o TSE deveria acolher o recurso do MP, mas foram voto vencido.
O MP argumenta que a cassação do diploma é diferente da cassação do mandato. O diploma é o documento que atesta que o candidato foi eleito e está apto a tomar posse no cargo. Conforme o Código Eleitoral, se houver cassação do diploma a mais de seis meses do final do mandato, a eleição para o mandato-tampão deve ser direta.
Com a conclusão do julgamento no TSE, o STF deve retomar o julgamento sobre as eleições no RJ. O Supremo vai definir se o estado vai escolher o novo governador por eleições diretas ou indiretas.
Enquanto isso, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, governa o RJ de forma interina.
Por Neuracy Viana
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou o prosseguimento do Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), após reconhecer o cumprimento das determinações que haviam motivado a suspensão temporária do certame.
A decisão foi proferida pelo conselheiro Marcello Terto, relator do Procedimento de Controle Administrativo (PCA) instaurado para analisar questionamentos apresentados por candidatos em relação à apreciação de recursos das provas de sentença. Após receber informações da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso, o CNJ concluiu que houve a reapreciação dos recursos administrativos nos termos anteriormente determinados.
Com isso, a medida liminar que havia suspendido o andamento do concurso foi revogada e foi autorizada a retomada das próximas etapas do processo seletivo.
Em despacho publicado nesta segunda-feira (1º/6), o presidente da Comissão do Concurso, desembargador Eurípedes Lamounier, determinou o encaminhamento da decisão à FGV para adoção das providências necessárias ao regular prosseguimento do certame. Também foi determinada a publicação da decisão no Diário da Justiça.
Transparência e segurança jurídica
A suspensão temporária do concurso atendeu integralmente à determinação do CNJ e assegurou a reavaliação dos recursos apresentados pelos candidatos. A medida assegura transparência e segurança jurídica em todas as etapas do certame.
O concurso público oferece sete vagas imediatas para o cargo de juiz substituto, além da formação de cadastro de reserva para eventuais vagas que surgirem durante o prazo de validade do certame, fixado em dois anos.
Os candidatos podem acompanhar as próximas atualizações, comunicados e cronograma do concurso por meio da página oficial do certame no Portal do TJTO.
O encontro traz para Palmas chefes das corregedorias-gerais de todo o paísO encontro traz para Palmas chefes das corregedorias-gerais de todo o país
Texto Lidiane Moreira
Nos próximos dois dias, Palmas se transforma em ponto de encontro de algumas das principais lideranças do Ministério Público brasileiro. A capital tocantinense recebe a 152ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, reunindo corregedores-gerais de diversos estados e representantes do Ministério Público da União para discutir desafios, estratégias e avanços voltados ao fortalecimento da instituição em todo o país.
Promovido pelo Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União e sediado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), o encontro tem como foco o aprimoramento da atuação ministerial, a integração entre as corregedorias e o compartilhamento de experiências que contribuam para uma prestação de serviços cada vez mais eficiente à sociedade.
Para o corregedor-geral do MPTO, o procurador de Justiça Moacir Camargo de Oliveira, a realização do evento representa o reconhecimento da capacidade institucional do Tocantins e fortalece o intercâmbio de boas práticas entre os Ministérios Públicos brasileiros.
"As corregedorias têm a missão de orientar, acompanhar e aperfeiçoar continuamente a atuação do Ministério Público. Quando compartilhamos experiências e boas práticas entre os estados, fortalecemos a instituição e ampliamos nossa capacidade de oferecer respostas mais eficientes à sociedade", destaca.
Programação
A programação prevê exposições de membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), reuniões administrativas e apresentações institucionais.
As atividades terão início na terça-feira, 2, às 9 horas, com a abertura oficial do encontro. Em seguida, às 10 horas, o conselheiro do CNMP, José de Lima Ramos Pereira, fará exposição de temas relacionados à atuação ministerial. No período da tarde, às 14h30, será a vez da conselheira do CNMP, Fabiana Costa Oliveira Barreto, conduzir apresentação aos participantes.
Ainda na programação do primeiro dia, a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Tocantins fará apresentação institucional às 16h30, para compartilhar experiências, práticas e iniciativas desenvolvidas no estado. O encerramento das atividades está previsto para às 18 horas. Já a manhã da quarta-feira será voltada para pautas administrativas do Conselho, além de homenagens.
Integração nacional
Criado em 1994, o Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União atua na promoção da integração entre as corregedorias, no intercâmbio de experiências e na construção de diretrizes voltadas ao aperfeiçoamento da atuação ministerial em todo o país.
Programação
Terça-feira, 2 de junho
9h – Abertura;
10h – Exposição do conselheiro do CNMP José de Lima Ramos Pereira;
12h – Almoço;
14h30 – Exposição da conselheira do CNMP Fabiana Costa Oliveira Barreto;
16h – Retomada das atividades;
16h30 – Apresentação da Corregedoria-Geral do MPTO;
18h – Encerramento.
Quarta-feira, 3 de junho
9h – Abertura da Reunião Administrativa e homenagens;
10h15 – Retomada das atividades;
12h – Encerramento.
Após a resposta, a Corte vai avaliar se há indícios para tornar o ex-governador réu; caso tramita sob segredo de justiça
Por Gabriela Coelho
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) estipulou um prazo de 15 dias para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), se manifeste em uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Com a abertura do prazo, a defesa de Romeu Zema terá a oportunidade de justificar o contexto das falas, argumentando, possivelmente, o direito à liberdade de expressão e a imunidade formal ou o foco político das críticas.
Após a resposta de Zema, o relator da matéria no STJ analisará se há elementos suficientes para receber a denúncia e transformar o governador em réu, ou se o caso deve ser arquivado. O caso tramita sob segredo de justiça.
Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o político mineiro. De acordo com o documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a publicação nas redes sociais feita por Zema configura uma acusação concreta contra Gilmar, dando a entender que ele teria usado o seu cargo de forma corrupta, o que equivale acusá-lo de corrupção passiva.
‘Não vou recuar um milímetro’
A denúncia ocorre após Zema ter publicado um vídeo com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli relacionado ao escândalo do Banco Master. No vídeo, os magistrados são retratados como fantoches.
Após Gilmar pedir a inclusão do episódio no inquérito das fake news, que é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, foi solicitada a manifestação da PGR.
O ex-governador se manifestou sobre o assunto, chamando as críticas de “sátira” e afirmou que não vai recuar.
“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro”, comentou.
Objetivo corrigir falhas e garantir atendimento de qualidade aos usuários da saúde pública
Da Assessoira
Foi no início do plantão noturno da última terça-feira, 26, que a equipe da Coordenadoria de Auditorias Especiais (Coaes) do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) chegou ao Hospital de Pequeno Porte (HPP) Senhora Santana, em Silvanópolis, para realizar a 22ª fiscalização surpresa do projeto TCE de Olho.
Os técnicos entraram na unidade, que não possui identificação na fachada, por volta das 19h, e iniciaram os trabalhos de fiscalização. Durante a visita, percorreram corredores e salas do hospital de urgência e emergência, que registra média de 30 a 40 atendimentos por plantão de 24 horas e possui capacidade para 16 leitos.

A equipe avaliou a estrutura da unidade, as salas de atendimento e de estabilização. Também passaram por vistoria os equipamentos utilizados para exames de raio-X, eletrocardiograma, ultrassonografia e análises laboratoriais.
Ainda durante a noite, os auditores se reuniram de forma reservada com médicos plantonistas, a direção da unidade e alguns usuários atendidos no local. A fiscalização teve continuidade no dia seguinte, com análise documental, verificação da estrutura física, inspeção da farmácia, do acondicionamento de medicamentos e das condições das três ambulâncias disponíveis para atendimento. O objetivo é verificar o pleno funcionamento dos serviços prestados e contribuir para a melhoria da assistência oferecida à população.
Brejinho de Nazaré
A fiscalização sem aviso prévio seguiu para o 23º Hospital de Pequeno Porte visitado pelo projeto. Na tarde da quinta-feira, 28, foi a vez do Hospital e Maternidade Francisco de Oliveira Negri, em Brejinho de Nazaré, passar pela vistoria do TCE de Olho.

A aproximadamente 97 quilômetros de Silvanópolis, a unidade recebeu a equipe técnica, que avaliou a realidade local, a capacidade operacional do hospital e possíveis fragilidades nos serviços ofertados. Esse tipo de abordagem permite verificar o funcionamento da unidade em tempo real e identificar pontos que demandam atenção da gestão pública.
Durante a inspeção, os auditores analisaram as condições das ambulâncias, equipamentos, protocolos e fluxos de atendimento, além de ouvir usuários e gestores. Todas as informações coletadas foram reunidas em relatório técnico preliminar, que será encaminhado à Quarta Relatoria do Tribunal, responsável pelos municípios fiscalizados.
TCE de Olho
Com essas duas novas fiscalizações, o projeto TCE de Olho alcança a marca de nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 23 hospitais municipais vistoriados em todo o Estado. Ao término dos trabalhos, a equipe se reuniu com os gestores dos Fundos Municipais de Saúde de ambos os municípios para apresentar os apontamentos preliminares e oportunizar esclarecimentos sobre as situações identificadas.
O auditor de Controle Externo da Coaes, Saulo Souza, destacou a importância das fiscalizações para o aprimoramento dos serviços de saúde. “Durante as visitas, a equipe identifica problemas dos mais diversos, ouvindo usuários, profissionais e gestores. Com isso, conseguimos traçar diagnósticos das realidades encontradas em cada unidade visitada, subsidiando as determinações da Relatoria para a correção das irregularidades identificadas”, afirmou.