Em duas decisões, TRE-TO determina retirada de desinformação contra candidata; sentença de mérito eleva para R$ 113,2 mil o total de multas acumuladas por Thiago Marasca no pleito
Da Assessoria
A Justiça Eleitoral voltou a agir contra ataques com desinformação e informações inverídicas dirigidos à candidata a governadora Professora Dorinha (União Brasil). Em decisão liminar, a juíza auxiliar Carolynne Souza de Macêdo Oliveira mandou Silvano Gomes Regino apagar, em até 24 horas, dois vídeos divulgados em grupo de WhatsApp com 597 integrantes e proibiu novos encaminhamentos.
Neste caso, um dos vídeos chamava Dorinha de “ficha suja” e a associava à “corrupção”, utilizando um caso na qual a candidata foi absolvida. O segundo, intitulado “Dora Trambiqueira – O Curral Eleitoral”, utilizava conteúdo sintético produzido artificialmente sem a identificação exigida pelas regras eleitorais. Carolynne considerou presente o risco de ampliação da circulação do material e determinou sua remoção, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Mais uma condenação
Em outra decisão, desta vez sentença de mérito, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais condenou o blogueiro Thiago Marasca Moura, responsável pela página e site denominados “Direita Palmense”, a mais R$ 15 mil de multa por propaganda “sabidamente inverídica e desinformativa”.
Marasca foi condenado por montagem que associava Dorinha e o deputado Nilton Franco a R$ 900 mil apreendidos pela Polícia Federal, apesar de a investigação não apontar qualquer envolvimento da candidata. Ao analisar o histórico do blogueiro, Roniclay foi especialmente duro e afirmou que o representado ostenta a condição de “infrator contumaz e reincidente qualificado” perante o TRE-TO (Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins). Ao fixar a nova multa, citou ainda a “gravidade” e a “audácia da postagem desinformativa”, além da “contumácia no descumprimento voluntário de preceitos normativos”. O magistrado também determinou o envio de cópia integral do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possível crime eleitoral.
Apoiador de Vicentinho
Responsável pelo Direita Palmense, Marasca é apoiador público do candidato Vicentinho Júnior (PSDB) registrado em reportagens e em processos que apontam publicações favoráveis ao candidato e conteúdos negativos contra Dorinha. Com a nova condenação, a conta de sua postura ilegal neste pleito chega a R$ 113,2 mil em multas: R$ 53.205 por divulgação de pesquisa sem registro, R$ 30 mil em processo por propaganda eleitoral irregular, R$ 15 mil por montagem/deepfake e agora mais R$ 15 mil. A lista inclui ainda uma decisão que determinou a retirada de 422 publicações do Direita Palmense e proibiu Marasca e suas páginas de fazer qualquer espécie de propaganda eleitoral nas eleições de 2026.
Confira as duas decisões em anexo
Por Neuracy Viana
Mais de 7 mil consumidores de todo o estado terão a oportunidade de negociar contas de energia elétrica em atraso durante o mutirão de conciliação promovido pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), em parceria com a Energisa.
As audiências ocorrem nos meses de setembro e outubro, conforme o cronograma de cada Cejusc. Os consumidores estão sendo convidados para participar da ação por meio de cartas-convite enviadas pela Energisa.
Os atendimentos ocorrem nos Cejuscs em formato híbrido, com audiências virtuais e presenciais.
As condições variam conforme o tempo de atraso, o valor do débito e as particularidades de cada dívida. As opções podem incluir desconto, pagamento à vista, parcelamento e regularização das contas pendentes.
Soluções consensuais
Magistrados(as), servidores(as), conciliadores(as) judiciais credenciados(as) e representantes da Energisa participam da ação, que busca ampliar a autocomposição e fortalecer a Política Judiciária de Tratamento Adequado dos Conflitos.
A iniciativa oferece aos consumidores uma alternativa mais rápida e amigável para regularizar os débitos, além de contribuir para evitar o ajuizamento de novas demandas. A parceria entre o Judiciário e a concessionária também pretende ampliar o número de acordos e oferecer soluções de acordo com a realidade financeira de cada consumidor.
Como participar
O consumidor que tem conta em atraso, não recebeu a carta-convite, e tem interesse em participar do mutirão pode procurar um Cejusc mais próximo da sua residência e solicitar participação no mutirão.
Em depoimento ao gabinete de André Mendonça, banqueiro afirmou que se aproximou de integrantes da atual gestão para se proteger de supostos ataques
Por Hariane Bittencourt
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sua proposta de colaboração premiada envolveria pessoas ligadas ao atual governo. Como exemplo, Vorcaro citou o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pelo SBT News, que teve acesso ao conteúdo da oitiva.
Segundo ele, as relações com integrantes do governo teriam sido construídas como uma forma de proteção diante de supostos ataques. A declaração foi dada durante o depoimento prestado, na semana passada, a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça.
"Toda a minha colaboração, ela, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo", afirmou Vorcaro.
O banqueiro também disse que teria buscado se aproximar de pessoas que considerava relevantes nos Três Poderes. Segundo ele, essas relações fariam parte de uma estratégia para evitar possíveis retaliações.
"Eu fiz eventos do banco, fiz interações, sempre com o intuito de me proteger contra a investida dessas pessoas que, no meu entendimento, são as pessoas que comandam não só a economia, mas também a política do nosso país", disse.
As declarações fazem parte da versão apresentada pelo próprio Vorcaro e, até agora, não comprovam que as pessoas citadas tenham cometido irregularidades ou mesmo que os contatos tenham ocorrido pelos motivos relatados pelo banqueiro.
Relação com a Polícia Federal
No depoimento, Vorcaro também reclamou de um suposto desinteresse de delegados da Polícia Federal em ouvir sua versão sobre o caso. Segundo ele, isso estaria relacionado às "relações do sistema e da política atual que estão envolvidas nesse caso".
O banqueiro mencionou uma suposta ameaça durante um voo de helicóptero, quando já estava preso. De acordo com seu relato, agentes da PF teriam utilizado a situação para intimidá-lo.
"Estava no helicóptero, isso, no ar. Então, essa foi a outra oportunidade que eu temi ali pela vida. E foi durante todo o trajeto, durante todo o tempo, eu sofrendo esse tipo de intimidação", alegou.
Vorcaro também citou uma suposta relação com o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na versão apresentada pelo banqueiro, esse histórico estaria entre os motivos para o que classificou como falta de interesse dos policiais em avançar nas conversas sobre uma possível colaboração premiada.
Negócio com o BRB
Vorcaro ainda falou sobre a operação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O negócio previa a aquisição, pelo banco gerido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), de carteiras de crédito do Master.
"Uma delas foi a própria fusão e negócio com o BRB, que eu espero muito ter a oportunidade de falar o que efetivamente aconteceu e o tanto que seria benéfico se houvesse sido feita a fusão e a integração dos dois bancos", afirmou.
Em depoimento ao STF, o ex-banqueiro alegou que tentativas anteriores de acordo não avançaram para blindar o diretor-geral da corporação.
Com Jornal de Brasília
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro declarou, em depoimento à equipe do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que pretendia incluir membros do governo Lula e citar o diretor-geral da Polícia Federal em uma delação premiada.
A oitiva ocorreu na semana passada a pedido da defesa do ex-dono do Banco Master. Ele não apresentou provas das insinuações feitas no depoimento.
Vorcaro afirmou que duas tentativas anteriores de acordo não avançaram porque policiais federais estariam blindando o chefe da corporação, Andrei Rodrigues. Ao falar sobre o contato mantido com o diretor-geral desde antes da operação Compliance Zero, o ex-banqueiro disse que ele “viajou para eventos comigo”.
O ex-controlador da instituição financeira também relatou supostas irregularidades de pessoas ligadas à gestão federal. Vorcaro declarou que buscou aproximação com o grupo para se proteger de ataques e que pretendia relatar casos em que “foram cruzadas linhas de moralidade, linhas de ilicitude”.
Vorcaro ainda criticou a condução das investigações, apontando supostos vazamentos seletivos para intimidar os envolvidos. Diante do cenário político e das pessoas citadas, ele colocou em dúvida a chance de fechar uma colaboração no modelo tradicional.
Nova integrante atuará na classe dos juristas durante o biênio 2026-2028
Texto: Guilherme Paganotto
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), passa a contar com a advogada Bruna Bonilha de Toledo Costa Azevedo como juíza substituta após a posse realizada nesta quarta-feira, 2, na classe dos juristas, para o biênio 2026-2028.
A solenidade foi conduzida pelo presidente do TRE-TO, desembargador Adolfo Amaro Mendes, no gabinete da Presidência, e contou também com a presença do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador João Rodrigues Filho.
A escolha de Bruna ocorreu a partir de lista tríplice encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o preenchimento da vaga, aberta após o encerramento do mandato do juiz Alexsander Ogawa da Silva Ribeiro.
Representatividade feminina
Durante a solenidade, a juíza destacou a responsabilidade de assumir a nova função e o compromisso de atuar com decisões técnicas e éticas. Bruna Bonilha também ressaltou a importância da presença feminina na composição da Corte Eleitoral e a representatividade de ocupar uma vaga destinada à classe dos juristas.
“Pretendo vir ao Tribunal com essa coragem, ouvindo e dando decisões técnicas e éticas, acima de tudo, visando à preservação do Estado Democrático de Direito”, disse.
Presenças
A solenidade reuniu familiares, amigos e pessoas que acompanharam a trajetória profissional. Também estiveram presentes a desembargadora Ângela Issa Haonat; a desembargadora Hélvia Túlia Sandes Pedreira; o juiz federal Igor Itapary Pinheiro; o juiz Jocy Gomes de Almeida; a ouvidora e juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço; o juiz Marcelo Augusto Ferrari Faccioni; e o procurador regional eleitoral, Rodrigo Mark Freitas.