Prazo passa a contar a partir da alta médica; ministro do STF acrescentou que decisão será reavaliada pela Corte após três meses
Por Gabriela Coelho
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Nessa segunda-feira (23), a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à medida.
Na decisão, Moraes afirmou que essa se trata de uma autorização temporária, com duração de 90 dias, a contar da alta médica. Após esse prazo, a presença dos requisitos necessários para manutenção da prisão domiciliar será reanalisada pela Corte.
Na determinação, o ministro também mencionou que o descumprimento das regras estabelecidas para a prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares impostas pelo STF implicará na revogação do direito e no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado — ou, se necessário, ao hospital penitenciário.
Outros pontos fixados por Moraes se referem ao uso obrigatório de tornozeleira eletrônica pelo preso e às visitas a ele por três dos cinco filhos: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o ex-vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL); e o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL), nas mesmas condições definidas na prisão.
Assim, eles só podem encontrar Jair Bolsonaro às quartas-feiras e aos sábados, em um destes horários: das 8h às 10h; das 11h às 13h; ou das 14h às 16h. As passagens deles pela casa do ex-presidente, no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), poderão ocorrer de forma simultânea.
Apesar dessa autorização, o ministro suspendeu todas as demais visitas, também por 90 dias, durante o período de recuperação do preso, para resguardo do ambiente e para evitar eventuais riscos de infecções.
‘Melhora progressiva’
Para a PGR, ficou demonstrado que o estado de saúde de Bolsonaro demanda atenção “constante e atenta”, algo que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional, está apto a propiciar.
Nesta semana, o hospital particular DF Star, onde Jair Bolsonaro está internado desde 13 de março, informou ao STF que o ex-presidente não apresenta sinais de infecção generalizada nem de instabilidade e que tem melhora progressiva.
Nessa segunda-feira (23), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se reuniu com Moraes para falar sobre o pedido de prisão domiciliar do marido.
Edson Fachin marcou julgamento para quinta-feira (26) e, agora, sessão será presencial
Por Soane Guerreiro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta terça-feira (24) adiantar o julgamento para referendar a decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação do prazo da CPMI do INSS para a próxima quinta (26). Agora, a sessão será presencial.
O julgamento estava previsto inicialmente para ocorrer somente na Segunda Turma por meio do plenário virtual. Ainda na noite dessa segunda (23), Mendonça mudou o entendimento decidiu que o plenário da Suprema Corte deveria referendar a decisão, também por meio do plenário virtual, a partir do dia 3 de abril. Mas, nesta terça, o presidente do STF decidiu adiantar a análise.
No Congresso, pessoas ligadas ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmam que a decisão foi avaliada como uma tentativa de interferência nas prerrogativas da presidência e que ele irá avaliar como responder depois de consultar técnicos do Legislativo.
O que determinou Mendonça
Mendonça determinou a prorrogação da CPMI do INSS por até 120 dias e deu um prazo de 48 horas para que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso Nacional façam a leitura do requerimento.
"Nesse contexto, preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação", afirmou o magistrado.
Em caso de não cumprimento da determinação no prazo estabelecido, a prorrogação da CPMI poderá ser feita pelo presidente da comissão.
O prazo para prorrogação estipulado no requerimento é de até 120 dias, mas parlamentares da CPMI acreditam que precisam apenas de mais 60 dias para conclusão dos trabalhos.
A CPMI seria encerrada no dia 28 de março.
Trabalho integrado da Gestão Estadual pautou a modernização do Portal da Transparência ampliando o acesso a dados públicos
Por Gabrielle Farias
O Sistema Estadual de Ouvidorias do Governo do Tocantins tem atuado de forma contínua para reafirmar o compromisso com a transparência e a escuta ativa. Coordenado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE/TO), por meio da Ouvidoria-Geral, o sistema é composto por 46 ouvidorias setoriais e representa a porta de entrada direta da participação cidadã na gestão pública do Executivo Estadual.
Ao longo dos últimos anos, o trabalho desenvolvido pela rede de ouvidorias tem gerado avanços consistentes, com resultados que se refletem diretamente na melhoria da prestação de serviços públicos à sociedade tocantinense. Em 2025, esses esforços foram ainda mais evidentes, consolidando conquistas e ampliando o alcance das ações voltadas à escuta e ao atendimento ao cidadão.
Participação Cidadã
O atendimento ao cidadão, principal pilar das ouvidorias, tem garantido resultados concretos para quem busca apoio na administração pública. Um exemplo é o da professora aposentada Maria das Graças Cantão da Silva, que recorreu ao serviço durante seu processo de aposentadoria e teve sua demanda atendida com eficiência.

Os ouvidores setoriais contaram ao longo do ano com capacitações e orientações práticas promovidas pela Ouvidoria-Geral - Foto: Gabrielle Farias/Governo do Tocantins
“Procurei a ouvidoria do Estado e fui muito bem atendida durante esse processo. Minha expectativa, a minha demanda, ela foi suprida, até mais do que eu estava esperando. Gostaria de dizer às pessoas que ficam em dúvida, que não tenham receio, procurem a ouvidoria, porque realmente ela resolve, pois eles têm o interesse de resolver a sua demanda”, finaliza.
Ainda sobre participação cidadã, houve crescimento expressivo nas manifestações registradas pela ouvidoria: foram mais de 9.700 atendimentos, entre elogios, sugestões, solicitações, reclamações e pedidos de Acesso à Informação, representando um aumento de quase 30% em relação ao período anterior.
A realização da Pesquisa de Satisfação durante a Agrotins, já conduzida há dois anos consecutivos e confirmada para ser aplicada novamente este ano, com 3.062 questionários respondidos nas edições anteriores, evidencia a força da atuação das ouvidorias ao permitir que os participantes opinem sobre a estrutura da feira e contribuam diretamente para o aprimoramento do evento.
Capacitações
Com foco no atendimento técnico e preciso, a Ouvidoria-Geral promoveu capacitações e orientações em geral durante o ano todo, totalizando 375 ações formativas, sendo 165 cursos e 210 reuniões de suporte técnico e diário para as equipes das setoriais.

Sistema Estadual de Ouvidorias é composto por 46 ouvidorias setoriais - Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
“Participar dos treinamentos ofertados pela Ouvidoria-Geral foi uma experiência bastante enriquecedora, pois possibilitou compreender melhor a importância da atuação integrada entre a OGE e as ouvidorias setoriais. As capacitações também contribuíram para aprimorar uma atuação mais prática, técnica e eficiente no desempenho das atividades no órgão”, pontua o ouvidor do Naturatins, Wanderson Frederico Pinheiro.
Outro avanço decorrente das capacitações foi a implementação de mais de 700 Cartas de Serviços ao Usuário, disponíveis no Portal de Serviços, que orientam os cidadãos sobre como acessar e utilizar os atendimentos ofertados pela Administração Estadual.
Diamante em Transparência
Com o trabalho técnico desenvolvido pela Controladoria-Geral do Estado, por meio da Ouvidoria-Geral, o Portal da Transparência do Governo do Tocantins tem se consolidado como uma importante ferramenta de transparência ativa. A plataforma ultrapassou a marca de 700 mil acessos em 2025, evidenciando avanços significativos na disponibilização de informações públicas.
Esse desempenho resultou na conquista do Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), com índice de 99,18% na avaliação da Atricon, colocando o Tocantins na 5ª posição nacional e na 2ª colocação na Região Norte.
Entre as principais melhorias, destacam-se a revisão e modernização do Portal, ampliando a oferta de dados de forma clara e atualizada. Outro avanço foi o lançamento do Painel de Diárias, desenvolvido pela Agência de Tecnologia da Informação (ATI). A ferramenta, integrada ao Portal, consolida informações sobre pagamentos realizados aos servidores em deslocamentos a serviço, permitindo consulta mais rápida e transparente.
As melhorias também contaram com o apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e demais órgãos do Executivo estadual.
Reconhecimento
O ouvidor-geral do Estado, Arthur Castro, destaca o papel do ouvidor como agente fundamental da transparência pública “Ser ouvidor é assumir a responsabilidade de ouvir com atenção, acolher com respeito e encaminhar com compromisso. Nosso papel é fazer a ponte entre o cidadão e o Estado, transformando manifestações em melhorias concretas nos serviços públicos. A Ouvidoria dá voz ao cidadão e contribui para uma gestão mais transparente, participativa e eficiente”afirma.
“O trabalho realizado pelos ouvidores do Estado do Tocantins é pautado pelo compromisso de aproximar o cidadão da gestão pública, e assim torná-lo parte do processo de fiscalização das políticas públicas, da eficiência administrativa e da aplicação dos recursos do erário. O fortalecimento do Controle Social é uma das prioridades da gestão”, ressalta o secretário-chefe da CGE/TO, Murilo Centeno.
Decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes
Por Teo Cury e Gabriela Boechat, da CNN Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.
Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.
Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Apuração do blog indica que telefone associado à corte aparece em mensagens com Daniel Vorcaro
Por Gabriela Coelho
O número de celular vinculado ao STF (Supremo Tribunal Federal) e identificado pela CPMI do INSS em mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro é um telefone antigo que já foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, segundo apurou o blog. Desde meados de fevereiro, o ministro usa outra linha telefônica.
O blog pediu um posicionamento do STF sobre o caso e aguarda retorno.
Nesta quinta-feira (19), o colegiado enviou um ofício à diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, pedindo informações sobre a titularidade do número em questão no período em que ocorreu a comunicação analisada. A comissão busca identificar quem utilizava o número à época dos fatos.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu que o STF apresente as informações em dois dias úteis. A comissão cobrou informações dos usuários da linha telefônica ao longo dos últimos cinco anos.
“A medida busca garantir celeridade, precisão técnica e a correta identificação do responsável pela linha telefônica no período analisado, preservando o rigor institucional que orienta os trabalhos desta comissão”, disse Viana.