Garantia de venda dos produtos estimula e motiva quem vive da agricultura familiar na Capital

 

 

Texto e Foto: Aldenes Lima

 

Com mais de 15 toneladas de alimentos já distribuídas, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tem transformado a vida dos pequenos agricultores em Palmas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Palmas (Sedes), em parceria com a Secretaria de Agricultura e Região Metropolitana, compra produtos direto do produtor e distribui para pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

 

As atividades do PAA iniciaram em maio deste ano e a secretária da Sedes, Polyanna Siqueira Campos, destaca que “o programa fortalece a rede assistencial de Palmas, garantindo segurança alimentar à população da Capital”.

 

Além da segurança alimentar elencada pela gestora, o PAA impacta diretamente na vida do produtor. “Este programa é muito bom, porque antes a gente perdia muita coisa. Agora ficou melhor, pois a gente tem quem busque os produtos, mas antes era uma dificuldade para levar as coisas na carretinha”, afirmou o produtor Alfredo Neres.

 

“O PAA tem ajudado muito os nossos produtores. Vários associados são beneficiados vendendo suas plantações e isso tem ajudado a investir em melhorias em suas propriedades e nas despesas do dia a dia”, afirmou a presidente da Associação dos Pequenos Produtores Agrofamiliares e Agroindustriais de Palmas (AsproAgro), Régila Lima.

 

O programa

 

O PAA é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que destinou R$ 500 mil para Palmas e funciona como uma via de mão dupla: valoriza e fortalece a agricultura familiar ao mesmo tempo em que leva alimentos de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

Os produtos são entregues a famílias identificadas pelas equipes da Sedes, na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) com insegurança alimentar, nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e entidades cadastradas.

 

 

Posted On Quarta, 08 Julho 2026 05:03 Escrito por

OLHO NO OLHO

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

A sucessão estadual tocantinense entra em uma de suas fases mais delicadas. Se até aqui o debate esteve concentrado na formação das chapas majoritárias, na escolha dos candidatos ao Governo e ao Senado e na definição das alianças eleitorais, agora um novo componente passa a ocupar o centro das articulações: o comando dos partidos políticos.

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, ainda falta uma peça importante para que o quebra-cabeça sucessório seja definitivamente montado. E essa peça está justamente nas direções estaduais do PDT e do PSD.

 

Como dizia o saudoso Tancredo Neves, ao ser questionado sobre a escolha de José Sarney para compor sua chapa presidencial: "Na política, você não pode é perder." Essa máxima continua atual. E parece orientar boa parte dos movimentos que ocorrem neste momento nos bastidores da política tocantinense.

 

O PDT ENTRA NO CENTRO DA DISPUTA

 

 

O primeiro movimento envolve o PDT. Segundo apurou o Observatório Político de O Paralelo 13, a legenda vive um período de indefinição administrativa. A comissão provisória estadual encontra-se vencida, e qualquer decisão passa necessariamente pela direção nacional do partido.

 

É nesse contexto que surge novamente o nome do ex-senador Vicentinho Alves.

 

Poucos políticos tocantinenses possuem uma ligação histórica tão forte com o PDT quanto Vicentinho. Foi pelas mãos do saudoso Leonel Brizola que recebeu a primeira comissão provisória da legenda no recém-criado Estado do Tocantins. A partir dali construiu uma longa trajetória política, que incluiu a Prefeitura de Porto Nacional, mandato de deputado federal e de senador da República.

 

Mesmo afastado dos mandatos eletivos, Vicentinho Alves jamais rompeu sua relação com a cúpula nacional pedetista. Mantém interlocução com dirigentes históricos da legenda e continua sendo uma liderança respeitada dentro do partido. Nos bastidores, cresce a avaliação de que seu nome poderá voltar ao comando estadual do PDT. Caso isso ocorra, o cenário político poderá sofrer mudanças significativas.

 

O PSD TAMBÉM VIVE MOMENTO DECISIVO

 

 

Mas as movimentações não param no PDT. Segundo fontes ouvidas pelo Observatório Político em Brasília, parlamentares da bancada do PSD no Congresso Nacional trabalham para que o senador Irajá Silvestre assuma a presidência estadual do partido. A articulação acontece diretamente junto à direção nacional da legenda.

 

Uma reunião entre Irajá e a executiva nacional estaria prevista para os próximos dias e poderá definir o futuro do comando partidário no Tocantins. Nos bastidores, integrantes influentes da direção nacional já demonstrariam simpatia pela transferência do partido ao senador. Enquanto isso, o atual presidente estadual do PSD, Laurez Moreira, mantém sua agenda de pré-campanha ao Governo e evita comentar publicamente as especulações.

 

O IMPACTO SOBRE A CANDIDATURA DE LAUREZ

 

 

 

A eventual mudança no comando do PDT ou do PSD possui consequências que ultrapassam a simples administração partidária. Na prática, interfere diretamente na estrutura política da candidatura de Laurez Moreira ao Governo. Os partidos representam tempo de propaganda eleitoral, fundo partidário, organização das campanhas, mobilização regional e articulação institucional.

 

Perder uma dessas estruturas às vésperas das convenções significaria reduzir consideravelmente a capacidade de organização eleitoral. Por isso, a disputa pelo comando partidário tornou-se tão estratégica quanto a própria formação das chapas.

 

 

IRAJÁ E VICENTINHO JÚNIOR: APROXIMAÇÃO GANHA FORÇA

 

 

Outra movimentação que chama atenção ocorre entre o senador Irajá Silvestre e o deputado federal Vicentinho Júnior. Segundo pessoas próximas aos dois pré-candidatos, cresce a possibilidade de ambos integrarem o mesmo palanque após as convenções partidárias. Embora ainda não exista confirmação oficial, interlocutores admitem que o diálogo entre os grupos políticos avançou nas últimas semanas. Caso essa composição seja consolidada, a oposição passará a contar com uma estrutura eleitoral ainda mais robusta, reunindo importantes lideranças estaduais em um mesmo projeto político.

 

AS CONVENÇÕES DECIDIRÃO O JOGO

 

 

Julho deverá ser o mês das grandes definições. Até a realização das convenções partidárias, muitas negociações permanecerão restritas aos bastidores. É justamente nesse ambiente que surgem os chamados "rabos de arraia" da política, movimentos inesperados, capazes de alterar alianças, mudar partidos de posição e reorganizar completamente o cenário sucessório. Na política, nem sempre os fatos mais importantes acontecem diante dos holofotes. Muitas vezes, eles são construídos silenciosamente nas mesas de negociação.

 

O TABULEIRO AINDA ESTÁ INCOMPLETO

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 entende que ainda falta uma peça para completar o tabuleiro das eleições de 2026. A definição sobre quem controlará PDT e PSD poderá influenciar diretamente a composição das chapas, a distribuição dos apoios e o equilíbrio de forças entre governo e oposição.

 

Enquanto isso, cada liderança segue fazendo seus movimentos, preservando estratégias e evitando antecipar decisões. No xadrez da política tocantinense, quem se movimentar melhor nas próximas semanas poderá chegar às convenções em posição privilegiada. E como a história ensina, eleições não são vencidas apenas nas urnas.

Muitas delas começam a ser decididas muito antes, nos bastidores.
O tempo dirá quem conseguiu dar o xeque mais importante nesse tabuleiro sucessório.

 

 

Posted On Terça, 07 Julho 2026 11:33 Escrito por

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) abriu, nesta segunda-feira (6/7), o IV Encontro Interinstitucional do eproc, com a participação de magistrados(as), servidores(as) e representantes de tribunais de diferentes regiões do país para três dias de debates sobre inovação, transformação digital e aperfeiçoamento do sistema processual eletrônico colaborativo. A solenidade, realizada no auditório do TJTO, em Palmas, também marcou a celebração dos 15 anos da implantação do eproc no Judiciário tocantinense.

 

 

 

Por Neuracy Viana 

 

 

“Este é um encontro de extrema relevância e que representa a força da cooperação entre instituições que acreditam no compartilhamento de conhecimento, experiências e soluções como caminho para a construção de um Poder Judiciário cada vez mais eficiente e inovador.”

 

Com essas palavras, a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, deu as boas-vindas aos participantes do encontro.

 

Na oportunidade, a desembargadora destacou o significado especial da edição de 2026 para o Judiciário tocantinense, que celebra os 15 anos de implantação do sistema. Ela ressaltou o pioneirismo do Tocantins na transformação digital da Justiça, reconheceu a atuação da desembargadora Jacqueline Adorno na implantação do eproc durante sua gestão à frente do TJTO e agradeceu magistrados(as) e servidores(as) que contribuíram para a consolidação do sistema ao longo dos anos. Também prestou reconhecimento ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), parceiro fundamental na implantação da ferramenta.

 

Em sintonia com o reconhecimento prestado pela presidente do TJTO ao papel do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na implantação e no fortalecimento do sistema, o presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, destacou a relação histórica construída entre as duas instituições e o protagonismo do Tocantins na expansão nacional do eproc.

 

Para ele, a realização do encontro em Palmas possui um significado especial por reunir duas datas marcantes: os 17 anos de trajetória do eproc e os 15 anos de sua implantação no Judiciário tocantinense.

 

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador João Batista Pinto Silveira, discursa na abertura do IV Encontro Interinstitucional do eproc, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins. Ao fundo, o painel do evento exibe a identidade visual do encontro e o selo comemorativo dos 15 anos do eproc no Judiciário tocantinense.

 

 

“O Tocantins é, por direito e por mérito, parte fundamental da história do eproc”, afirmou.

 

Também ressaltou a coragem institucional do TJTO ao se tornar o primeiro tribunal estadual do país a apostar na ferramenta quando ela ainda estava associada à Justiça Federal. Segundo ele, a adesão pioneira do Tocantins abriu caminhos para que outros tribunais enxergassem o potencial do sistema. Em sua fala, reforçou ainda que a principal força do eproc está na união entre instituições.

 

Ao destacar a trajetória do eproc no Tocantins, o diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Villas Boas, ressaltou que o sistema se consolidou graças à união entre as instituições que acreditaram em um modelo colaborativo de transformação digital da Justiça. Segundo o magistrado, o avanço do sistema no Tocantins também impulsionou investimentos em qualificação e inovação, refletidos na criação de cursos de mestrado e doutorado em Governança e Transformação Digital na Esmat e na implantação do primeiro laboratório interdisciplinar de inteligência artificial de uma escola judicial brasileira.

 

O diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Villas Boas, faz pronunciamento durante a abertura do IV Encontro Interinstitucional do eproc, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins. Ao fundo, autoridades acompanham a cerimônia, realizada em celebração aos 15 anos de implantação do sistema eproc no Judiciário tocantinense.

 

 

“O desenvolvimento do eproc nos levou a preparar melhor nossos profissionais e a investir em conhecimento. Hoje, temos uma estrutura voltada à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento de novas soluções tecnológicas que estão à disposição da comunidade eproc”, afirmou.

 

O evento reuniu autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado e representantes de instituições parceiras que integram a comunidade eproc.

 

Medalhão comemorativo

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a entrega do medalhão comemorativo dos 15 anos do eproc no Poder Judiciário do Tocantins. A homenagem, conduzida pela presidente do TJTO e pela vice-presidente do Tribunal, desembargadora Jacqueline Adorno, que preside a comissão auxiliar do eproc no TJTO, reconheceu instituições e representantes que contribuíram para a expansão e o fortalecimento da comunidade eproc no país.

 

Receberam a homenagem os desembargadores João Batista Pinto Silveira (TRF4), Rubens Schulz, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Laudivon Nogueira, presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Osmar Duarte Marcelino, presidente do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais.

 

 

 

Os juízes Eduardo Picarelli, coordenador do eproc Nacional (TRF4), Sérgio Renato Tejada Garcia (TRF4), Rodrigo Moreira Alves (TJRJ); Joseliza Alessandra Vanzela Turine (TJMT), André Luís de Aguiar Tesheiner (TJRS); Otávio Augusto Bastos Abdala (TJSE); Flávia Ximenes Aguiar Sousa, da Justiça Militar da União, Marcos Henrique Oliveira (TJMG), Armando Gonçalves da Silva Junior, representando o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL); e Rômulo de Souza Abreu (TRF6). Além do secretário de Governança de Sistemas do Tribunal de Justiça de São Paulo, Fabiano Sousa Martins; o analista judiciário Tiago Lopes Schiffner, servidor do Tribunal Militar do Rio Grande do Sul; e o gestor técnico do TRF2, Hugo Machado Senna.

 

 

Desembargadora Maysa Vendramini Rosal homenageia a vice-presidente do TJTO, desembargadora Jacqueline Adorno, pela implantação do eproc no TJTO

Na ocasião, a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini fez uma homenagem à desembargadora Jacqueline Adorno pela implantação do eproc no Tocantins.

 

Mérito Acadêmico

Durante a solenidade, o desembargador Marco Villas Boas conduziu a entrega da Medalha de Mérito Acadêmico “Dr. Feliciano Machado Braga”, uma das mais importantes honrarias concedidas pela Esmat. A homenagem reconheceu a contribuição de personalidades que se destacam pelo fortalecimento do conhecimento jurídico, da inovação e do aperfeiçoamento da Justiça.

 

O juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Sérgio Renato Tejada Garcia, recebe a Medalha de Mérito Acadêmico “Dr. Feliciano Machado Braga”, concedida pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), durante a abertura do IV Encontro Interinstitucional do eproc.

 

O juiz federal do TRF4, Sérgio Tejada, recebe a Medalha de Mérito Acadêmico “Dr. Feliciano Machado Braga”, concedida pela Esmat

Receberam a honraria o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador João Batista Pinto Silveira, e o juiz federal do TRF4 Sérgio Tejada, um dos idealizadores do eproc e referência nacional na transformação digital do Poder Judiciário.

 

Debates e inovação

Promovido pelo Tribunal de Justiça, por meio da Esmat e da Comissão Auxiliar do eproc, o encontro confirma o protagonismo do Tocantins na trajetória de um dos sistemas eletrônicos mais utilizados pela Justiça brasileira.

 

A programação segue até quarta-feira (8/7), com apresentações de experiências desenvolvidas por tribunais estaduais e federais, debates sobre inteligência artificial, automação de rotinas, governança tecnológica, capacitação de usuários e novas funcionalidades do sistema.

 

 

Posted On Terça, 07 Julho 2026 10:50 Escrito por O Paralelo 13

Ação mira suspeita de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e cumpre 19 mandados de busca e apreensão em cidades fluminenses

 

 

 

Com SBT - TV

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (7), no Rio de Janeiro, a 6ª fase da Operação Unha e Carne, voltada ao combate de uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos.

Segundo relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF, o esquema criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Nesta etapa, os policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.

 

A Justiça também determinou medidas de sequestro de bens e valores e de suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que possam surgir no decorrer da apuração.

A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

 

Na 5ª fase da Unha e Carne, deflagrada no dia 2 deste mês, foram cumpridos três mandados de prisão e um de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas contra o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar e o empresário e pastor Márcio Poncio. Além deles, o ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, teve contra si um mandado de busca e apreensão.

 

 

 

Posted On Terça, 07 Julho 2026 10:25 Escrito por

Marina aparece com 18% das intenções de voto, Tebet com 16% e Salles, com 13%

 

 

POR :  ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA - (FOLHAPRESS)

 

 

A disputa para o Senado em São Paulo está embaralhada com Marina Silva (Rede) numericamente à frente, mas empatada tecnicamente com Simone Tebet (PSB), que, por sua vez, tem empate técnico com Ricardo Salles (Novo), mostra nova pesquisa Datafolha.

 

Marina aparece com 18% das intenções de voto, Tebet com 16% e Salles, com 13%. O deputado federal é seguido por outros representantes da direita, o deputado estadual André do Prado (PL), com 11%, e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 10%.

 

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) tem 8%. Outros 17% dos eleitores afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 7% não souberam responder.

 

O cenário estimulado aceitou a indicação de até dois nomes por respondente, uma vez que, nas eleições de 2026, o eleitor votará em dois candidatos para o Senado.

 

O levantamento foi realizado de 1º a 3 de julho. Foram feitas 1.608 entrevistas no estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com a população de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

Além do empate técnico visto entre os pré-candidatos que estão na dianteira, a distância de 10 pontos percentuais entre o mais citado, Marina Silva, e o menos citado, Paulinho da Força, mostra a disputa acirrada para as vagas no Senado em São Paulo.

 

Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos respondentes, 81% dizem não saber em quem votar. Nesse cenário, ficam à frente, com 3% das menções, Tebet e Derrite, seguidos por Marina e um “candidato do PT “, com 2% cada. André do Prado e Salles aparecem com 1%.

Para o cientista político Elias Tavares, o resultado da pesquisa mostra significativa indefinição do eleitorado, com a disputa ainda pouco consolidada, em um cenário no qual figuras de projeção nacional, como Marina e Tebet, levam vantagem inicial.

 

“Elas já disputaram a Presidência da República, são nomes conhecidos pelo eleitor brasileiro e permanecem no imaginário. Isso ajuda a explicar por que aparecem mais bem posicionadas.” Outro ponto a considerar, afirma, é que ambas são lidas como mais moderadas, dialogando com diferentes segmentos do eleitorado.

 

Marina Silva e Simone Tebet deixaram, respectivamente, os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento do governo Lula (PT) para concorrer nas eleições de 2026.

 

No cenário estimulado, elas são as pré-candidatas que têm melhor desempenho entre aqueles que avaliam como ótimo ou bom o presidente (Marina com 30% das intenções de voto nesse segmento e Tebet, 25%). O desempenho é similar entre aqueles que consideram ruim ou péssima a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse caso, Marina tem 27% e Tebet, 25%.

 

Na outra direção, André do Prado se sai numericamente melhor, com 18%, entre aqueles que acham ruim ou péssima a gestão do petista, seguido por Salles, com 17%. Prado também marca 18% em quem acha ótimo ou bom o trabalho do governador, seguido por Salles (16%), ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro.

 

Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo na gestão Tarcísio, fica na faixa de 15% nos dois cenários. Candidato de Tarcísio para o Senado, assim como André do Prado, ele aposta em ser alavancado pelo governador, que está na frente da corrida para o Executivo do estado.

 

Segundo o Datafolha, Tarcísio lidera a disputa com 46% das intenções de voto, frente a 30% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que fica na segunda posição.

 

“Historicamente, governadores competitivos costumam ajudar seus candidatos ao Senado, deputado federal e estadual. Isso não é uma transferência automática, mas existe um efeito político importante de associação de imagem, estrutura de campanha e apoio territorial”, afirma Elias Tavares.

 

Para ele, Derrite tem a seu favor a pauta da segurança pública, que costuma ter apelo significativo junto ao eleitor paulista. “Já André do Prado reúne uma estrutura política robusta, especialmente no interior de estado e entre prefeitos.”

 

Apesar disso, o cientista político afirma ser importante colocar no cálculo o fato de, nesse pleito, o eleitor escolher dois nomes, o que, segundo ele, reduz a lógica do voto puramente de chapa.

 

“Um eleitor pode apoiar Tarcísio para governador e, ao mesmo tempo, distribuir seus votos para o Senado entre candidatos de perfis distintos. Nesse aspecto, as candidaturas da Marina e da Simone podem ser particularmente competitivas, porque são nomes que ultrapassam fronteiras ideológicas mais rígidas e podem atrair eleitores de centro, centro-direita e até de setores mais conservadores”, diz Tavares.

 

 

Posted On Terça, 07 Julho 2026 10:23 Escrito por
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