Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente
Com Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados nas intenções de voto em São Paulo em um cenário de primeiro turno para a disputa presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 8. Apesar do equilíbrio, o petista registra rejeição maior entre os eleitores paulistas.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula e Flávio têm 35% das intenções de voto cada um. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão), ambos com 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a ativista Samara Martins (UP) e o presidente do PSDB, Aécio Neves, marcam 2% cada.
O psiquiatra Augusto Cury (Avante), o pastor Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) registram 1% cada. Os ativistas Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1 608 entrevistas em São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
O instituto também testou confrontos de Lula contra outros pré-candidatos. Contra Caiado, o petista tem 42%, ante 43% do ex-governador de Goiás. Já contra Zema, Lula marca 41%, enquanto o ex-governador mineiro aparece com 44%. Nos dois casos, há empate técnico dentro da margem de erro.
Música, esporte e lazer integram a programação que promete movimentar as praias neste mês de julho
Texto: Josiane Mendes
As altas temperaturas típicas do mês de julho tornam as praias de Palmas um convite para moradores e turistas aproveitarem a temporada de férias. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Turismo de Palmas inicia na sexta-feira, 10, a programação do Palmas Férias 2026, que segue até o dia 1º de agosto com música, esporte, lazer, cultura e gastronomia nas praias da Capital.
A abertura oficial será na Praia da Graciosa, a partir das 18 horas, com apresentação da Banda da Guarda Metropolitana de Palmas. Em seguida, o público acompanhará apresentação de DJ e show com Rafa do Piseiro.
Ao longo da programação, as praias da Graciosa, das Arnos e do Caju receberão atrações musicais, esportivas e recreativas. Já a Praia dos Buritis será palco de torneios esportivos. A programação esportiva é coordenada pela Secretaria Municipal de Juventude e Esportes (Sejuves).
Entre as atrações previstas estão circuito gastronômico com food trucks, festival de pipas, corrida de rua, exposição de carros e motos antigos, rota gastronômica com restaurantes parceiros, aulas de dança e outras atividades voltadas para toda a família. A programação foi construída levando em consideração as características e as demandas apresentadas pelas associações de comerciantes de cada praia, buscando oferecer experiências diversificadas ao público e fortalecer a atividade econômica durante o período.
Segurança
Para reforçar a segurança dos banhistas, a Prefeitura de Palmas instalará, nesta semana, novas placas de sinalização nas praias da Capital, conforme as orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins. As placas trarão recomendações, por exemplo, não ultrapassar a área delimitada para banho, evitar entrar na água após consumir bebida alcoólica ou refeições pesadas e manter atenção constante às crianças.
Em relação à presença de piranhas e arraias, a orientação é não entrar na água com ferimentos, não descartar restos de alimentos no lago, pois eles atraem esses animais, dar a destinação correta ao lixo e preservar as telas de proteção instaladas nas praias.
Destino de lazer
O Palmas Férias retorna ao calendário de eventos da Capital com a proposta de fortalecer o turismo durante a temporada de julho, valorizar as praias urbanas de Palmas e impulsionar a economia local, explica a secretária municipal de Turismo, Ana Paula Setti Nogueira. "Nossa proposta é oferecer uma programação diversificada, que incentive moradores e turistas a ocuparem esses espaços, que gere oportunidades para os empreendedores locais e consolide Palmas como um destino de lazer durante o mês de julho”, declara.
Confira a programação do primeiro final de semana do Palmas Férias 2026
Praia da Graciosa
Sexta – 10/07
18h - Abertura com a Banda da Guarda Metropolitana
19h - DJ
20h30 - Show Rafa do Piseiro
Sábado – 11/07
18h – Aulão de Fit Dance
20h - Show Paulinho Braga
Domingo – 12/07
19h - Show Nalbert e Murilo
Praia do Caju
Sábado – 11/07
20h - Show com Douglas Show
Praia das Arnos
Domingo – 12/07
18h – Show com Leandro Pisadinha
Desempenho coloca a capital tocantinense entre os melhores resultados do país na arrecadação de ISS, IPTU e ITBI
Da Assessoira
Palmas está entre apenas três capitais brasileiras que registraram crescimento acima da média nacional, simultaneamente, na arrecadação dos três principais tributos municipais: Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Os dados, referentes ao primeiro quadrimestre de 2026, foram consolidados a partir das informações da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
No desempenho do IPTU, a capital tocantinense apresentou crescimento superior à média das capitais brasileiras, refletindo o fortalecimento da arrecadação própria e a eficiência das políticas de gestão tributária implementadas pela Prefeitura de Palmas. O resultado também acompanha o desempenho positivo registrado no ISS e no ITBI, consolidando um cenário de equilíbrio fiscal e fortalecimento das receitas municipais.
Entre as 26 capitais estaduais brasileiras, apenas Palmas, São Paulo e Porto Velho conseguiram superar a média nacional nos três tributos analisados, um desempenho considerado raro entre os municípios brasileiros.
Além de evidenciar a capacidade de arrecadação do município, os indicadores demonstram o fortalecimento da atividade econômica local, o aquecimento do mercado imobiliário e o aperfeiçoamento dos mecanismos de administração tributária.
Para o prefeito Eduardo Siqueira Campos, o resultado confirma que uma gestão responsável das finanças públicas gera benefícios diretos para a população.
"Estar entre apenas três capitais brasileiras que cresceram acima da média nacional nos principais tributos municipais demonstra que Palmas está no caminho certo. Esse desempenho reflete uma economia mais dinâmica, uma gestão fiscal eficiente e, sobretudo, a confiança da população e dos empreendedores na nossa cidade”, avaliou o chefe do Executivo municipal.
Siqueira Campos defende que quanto maior a capacidade de arrecadação própria, maior também é a possibilidade de investimento do Município. “Quando a gente amplia a capacidade de arrecadação amplia também a devolução desses recursos em obras, infraestrutura, saúde, educação e serviços que melhoram a qualidade de vida dos palmenses”, concluiu ele.
O secretário municipal da Fazenda e Transformação Digital, Fabiano Souza, destaca que o resultado também reforça a sustentabilidade fiscal do município e amplia a capacidade de investimento da administração municipal, reduzindo a dependência de transferências externas e garantindo maior autonomia para execução de políticas públicas.
Os indicadores são calculados a partir da comparação entre a arrecadação registrada no primeiro quadrimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, considerando as informações oficiais encaminhadas pelos municípios à Secretaria do Tesouro Nacional.
Treinamento orientar sobre os sistemas de registro de candidaturas e prestação de contas
Da Assessoria
Com foco na preparação para as Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral do Tocantins realizará, na quinta-feira, 16, um workshop voltado aos partidos políticos sobre os novos sistemas CANDex e Conta+JE, utilizados no registro de candidaturas e na prestação de contas eleitorais. A capacitação acontecerá no Anexo I da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-TO), em Palmas.
Os sistemas foram reformulados pela Justiça Eleitoral e, nesta eleição, passarão a funcionar totalmente em ambiente web, dispensando a instalação em computadores. A mudança busca tornar os procedimentos mais modernos, seguros e eficientes para partidos e candidatos.
Programação
A programação será dividida em dois períodos. Pela manhã, das 8h às 12h, serão apresentadas as funcionalidades do CANDex, sistema utilizado para o registro de candidaturas. À tarde, das 14h às 18h, o treinamento será dedicado ao Conta+JE, ferramenta destinada à prestação de contas eleitorais.
Participação dos partidos
Cada partido poderá indicar até dois representantes para cada sistema, sendo recomendada a participação dos profissionais que atuarão diretamente na operação das plataformas durante o processo eleitoral. As inscrições devem ser realizadas por meio do link informado no convite encaminhado pelo TRE-TO aos diretórios regionais.
O workshop tem como objetivo apresentar as principais inovações das ferramentas, uniformizar procedimentos entre os partidos políticos e reduzir riscos operacionais durante as Eleições 2026. A iniciativa também busca contribuir para um processo eleitoral mais seguro, eficiente e transparente para a sociedade.
Objetivos Estratégicos
7 - Aperfeiçoar mecanismos de gestão do processo eleitoral
11 - Prover transformação digital e inovações tecnológicas
Texto: Guilherme Paganotto (Ascom/TRE-TO)
Lula deve explorar as críticas às emendas parlamentares por enxergar ganhos eleitorais com o discurso e ter a intenção de retomar o controle de ao menos parte dessa verba, caso seja reeleito.
CAIO SPECHOTO, CATIA SEABRA E AUGUSTO TENÓRIO - (FOLHAPRESS)
Após desembolsar um volume recorde de emendas às vésperas da eleição e sob pressão do Congresso, o presidente Lula (PT) planeja aumentar as críticas na campanha ao poder dos parlamentares com essas verbas e deve incluir em seu programa de governo a proposta de revisão desse modelo.
O mecanismo, que permite a deputados e senadores enviarem dinheiro para suas bases eleitorais, foi alvo nos últimos anos de uma ofensiva do petista, que chegou a vetar dispositivos que ampliavam o poder do Legislativo e a falar em “erro histórico” e “sequestro” do Orçamento, por retirar do Executivo a prerrogativa sobre esse dinheiro.
Depois de o Congresso ampliar a fatia dessas verbas, o governo pagou quase R$ 32,5 bilhões em emendas de janeiro a junho de 2026, um salto de mais de 30% se comparado aos R$ 24,5 bilhões liberados no mesmo período em 2022, no auge desses recursos.
Dispositivo incluído pelo Congresso na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, o “calendário de emendas” obriga o Executivo a pagar 65% dessas verbas parlamentares obrigatórias até o fim do primeiro semestre.
Durante o periodo de defeso eleitoral, nos três meses anteriores ao pleito, o governo só pode realizar pagamentos de emendas para obras em andamento e cujos valores ja estejam empenhados, além de casos de emergência.
Lula deve explorar as críticas às emendas parlamentares por enxergar ganhos eleitorais com o discurso e ter a intenção de retomar o controle de ao menos parte dessa verba, caso seja reeleito.
O atual volume de emendas reduz a disponibilidade de recursos para programas do governo federal.
Também diminui o poder de negociação do Executivo junto ao Legislativo, uma vez que deputados e senadores conseguem liberar recursos sem precisar, em troca, apoiar projetos do presidente da República.
A partir de 2015, congressistas promoveram mudanças nas regras para ampliar seu controle sobre os recursos, e a disputa tem potencial de acirrar os atritos entre os Poderes.
Em 2023, primeiro ano do mandato de Lula, foram R$ 34,1 bilhões apenas com emendas impositivas, que são obrigatoriamente pagas pelo governo, um salto de 63% em comparação aos R$ 20,9 bilhões de 2022, em valores corrigidos pela inflação.
Desde então, o Congresso vem aumentando o valor das emendas com pagamento obrigatório. Em 2026, são previstos quase R$ 39 bilhões. Se o Legislativo fosse um ministério, seria o 7º com maior orçamento, à frente de pastas como a de Ciência e Tecnologia, das Cidades e do Desenvolvimento Regional. Os dados são da plataforma Siga Brasil, mecanismo de transparência do Senado.
No ano passado, durante a negociação sobre o Orçamento, o centrão ameaçou tornar obrigatório o pagamento de 100% das emendas, caso o presidente não cedesse que 65% delas fossem impositivas, como acabou sendo acordado.
A busca por retomada de poder sobre esse dinheiro deverá aparecer no programa de governo que Lula apresentará para sua campanha de reeleição.
“A forma como estamos tendo hoje, de um sistema político em que o Legislativo tem um tamanho de recursos por emendas individuais, isso praticamente inviabiliza o planejamento, praticamente inviabiliza ter uma gestão estrutural”, disse o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, que coordena a elaboração do programa de governo do petista.
No Congresso, lideranças partidárias dizem que a atual resistência do centrão ao governo é resultado também da expectativa de um avanço do Executivo contra as emendas parlamentares. Há um temor de que, se reeleito, Lula assegure maioria no STF (Supremo Tribunal Federal) para restringir a verba indicada pelo Legislativo.
Esse alerta foi difundido, principalmente, quando o ministro Flávio Dino, indicado por Lula, deu decisões que suspenderam o pagamento de emendas parlamentares e exigiram mais transparência.
Neste ano, o governo propôs que o Congresso incluísse nas diretrizes orçamentárias de 2027 a possibilidade de deputados e senadores cederem emendas para bancar ações orçamentárias definidas em acordo com setores da sociedade civil.
O texto proposto pelo governo ressalva que seria preciso haver a anuência do parlamentar, sem possibilidade de uma decisão unilateral do Executivo.
A relação do presidente da República com o Congresso Nacional teve altos e baixos ao longo do atual mandato, e Lula buscou reconstruir pontes depois dos principais atritos.
O mais recente distanciamento aconteceu depois da rejeição, pelo Senado, do advogado-geral da União, Jorge Messias, como ministro do STF.
Petistas que acompanham a trajetória de Lula avaliam que essa dinâmica não funcionaria para aprovar propostas com mudanças socioeconômicas estruturais. Nesse cenário, seria necessário mobilizar mais a opinião pública em favor dos projetos, reduzindo a capacidade do Congresso de se contrapor.
O exemplo citado é o do fim da escala 6×1, de seis dias de trabalho por um de descanso: a medida sofre resistência no empresariado, mas avançou na Câmara graças à maioria formada na opinião pública em seu favor.
No ano passado, em ao menos dois momentos, Lula e seu grupo político aumentaram o tom contra o Legislativo depois de derrotas. Governistas adotaram naqueles momentos motes como “Congresso inimigo do povo”.