Na política, existem momentos em que uma única entrevista é suficiente para mudar completamente o rumo de uma narrativa. Foi exatamente isso que aconteceu no Tocantins
Por: Edson Rodrigues
A entrevista concedida pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao jornal Folha do Girassol produziu um forte impacto no processo sucessório estadual e reposicionou o debate interno do partido.
Ao afirmar que não participou da definição da chapa majoritária no Tocantins, não convidou Ivanete Lima para disputar o Senado, não escolheu Mauro Carlesse para suplência e que as decisões pertencem exclusivamente ao diretório estadual, Kassab apresentou uma versão diferente daquela defendida publicamente pelo senador Irajá Silvestre.
Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, a entrevista enfraquece politicamente a estratégia construída por Irajá nas últimas semanas e recoloca o vice-governador Laurez Moreira no centro das decisões do PSD tocantinense. O que parecia ser uma disputa praticamente encerrada voltou completamente à estaca zero.
KASSAB DEVOLVEU O PROTAGONISMO AO DIRETÓRIO ESTADUAL

O principal efeito político da entrevista não foi apenas a divergência de versões. Foi a reafirmação de um princípio que muda completamente o cenário. Kassab declarou que o PSD Nacional não interfere nas decisões estaduais e que cabe ao diretório do Tocantins construir seus entendimentos políticos.
Na prática, essa declaração desmonta a interpretação de que existiria uma decisão tomada em Brasília impondo nomes ou alterando acordos já firmados. Mais do que isso, fortalece institucionalmente o presidente estadual do PSD, Laurez Moreira, justamente no momento em que seu comando vinha sendo questionado por adversários internos.
LAUREZ SAI POLITICAMENTE FORTALECIDO

Durante todo esse processo, Laurez Moreira manteve o mesmo discurso. Sustentou que havia um entendimento político firmado entre PSD e PT para a composição da chapa majoritária e que esse compromisso seria respeitado. Agora, a entrevista de Kassab reforça exatamente essa linha.
O presidente nacional do PSD afirmou que seu papel é buscar entendimento entre Irajá e Laurez, jamais impor candidaturas. Na leitura do Observatório Político de O Paralelo 13, Laurez deixa esse episódio fortalecido. Sua posição política ganha respaldo justamente na instância mais importante do partido.
Isso não significa que o conflito interno terminou. Significa que o discurso defendido pelo vice-governador passou a contar com respaldo público da direção nacional.
O PT CONTINUA NO JOGO

Outro ponto decisivo da entrevista diz respeito ao Partido dos Trabalhadores. Kassab confirmou que conversou com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a pedido de Irajá Silvestre, tentando construir um entendimento que permitisse a retirada da candidatura de Paulo Mourão ao Senado em troca de uma vaga de suplente. Mas o próprio Kassab reconheceu que essa negociação continua sendo apenas uma tentativa.
Em nenhum momento afirmou que o PT aceitou modificar o acordo. Muito pelo contrário. Ao reconhecer que existe um compromisso político firmado entre PSD e PT, Kassab reafirma que a pré-candidatura de Paulo Mourão permanece plenamente inserida no projeto eleitoral da legenda.
Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, até que haja uma decisão oficial do PT Nacional e do PT Tocantinense, a vaga de Paulo Mourão continua assegurada dentro do entendimento político firmado entre os partidos.
Ou seja, nada mudou.
Pelo contrário. A entrevista reforçou a legitimidade da candidatura petista ao Senado.
A SITUAÇÃO DE IRAJÁ FICA MAIS DELICADA

Politicamente, o senador Irajá Silvestre passa a enfrentar um cenário mais complexo. Sua estratégia de ampliar o espaço para sua candidatura ao Senado depende diretamente da reorganização da chapa majoritária. Entretanto, depois das declarações de Kassab, ficou evidente que qualquer alteração dependerá de amplo entendimento entre PSD, PT e demais aliados.
Não existe decisão unilateral.
Não existe imposição da direção nacional.
Tudo continuará sendo discutido politicamente.
Esse novo ambiente reduz significativamente a margem para movimentos isolados.
KÁTIA ABREU ENTRA NO CENTRO DA EQUAÇÃO

Outro aspecto que merece atenção envolve a atuação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu. Além de coordenar, no Tocantins, a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela também acompanha diretamente o projeto eleitoral de seu filho, o senador Irajá Silvestre.
Caso o entendimento entre PSD e PT seja mantido até as convenções, será inevitável observar como a coordenação da campanha presidencial administrará essa convivência política.
A grande pergunta que permanece é simples.
Como conciliar o projeto nacional de Lula com as divergências estaduais envolvendo um dos principais aliados do presidente no Tocantins? Essa resposta ainda será construída.
O TABULEIRO AINDA ESTÁ LONGE DO FIM

Como tem afirmado o Observatório Político de O Paralelo 13, a sucessão estadual continua completamente aberta. As convenções partidárias ainda não aconteceram. As chapas majoritárias não foram homologadas. Os acordos continuam sendo negociados diariamente. Mas uma conclusão já pode ser tirada. A entrevista de Gilberto Kassab alterou significativamente o ambiente político dentro do PSD.
Fortaleceu Laurez Moreira.
Reafirmou a autonomia do diretório estadual.
Manteve o PT como peça central da aliança.
E preservou, até o momento, a pré-candidatura de Paulo Mourão ao Senado, que segue respaldada pelo acordo político firmado entre PSD e PT.
Na política, palavras têm peso.
Quando elas partem do presidente nacional de um partido, costumam redesenhar todo o tabuleiro.
E, no Tocantins, esse tabuleiro acaba de ganhar um novo capítulo.
Por Luiz Pires
Em busca de uma solução urgente para o problema da interdição da ponte sobre o Rio Tocantins entre Tupirama e Pedro Afonso, o senador Eduardo Gomes participou nesta quarta-feira (08) de audiência com o Diretor-Geral do DNIT, Fabricio de Oliveira Galvão, em companhia da senadora Professora Dorinha, coordenadora da bancada, deputado federal Ricardo Ayres, prefeito de Pedro Afonso, Joaquim Pinheiro, prefeito de Tocantinia, João Alberto, presidente da Ageto, Túlio Labre, e presidente da Coapa, Ricardo Koury.
Durante a reunião o DNIT informou que realizará testes de carga instrumentada na ponte nos próximos dias, com sensores de deslocamento, deformação, inclinação e vibração, para avaliar o comportamento real da estrutura sob carregamento. O órgão prevê a liberação do laudo técnico até 17 de julho, o qual vai indicar se a ponte será reformada ou substituída. Caso haja liberação para veículos leves, as balsas gratuitas ficarão destinadas exclusivamente ao transporte de veículos pesados.
O DNIT se comprometeu com a manutenção e pavimentação das rotas alternativas e melhorias nos acessos utilizados durante a interdição nos trechos da TO-010 e da BR-235, e com a recuperação do asfalto na área urbana de Tocantínia.
A ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235, que liga Pedro Afonso a Tupirama, encontra-se com bloqueio total e sem previsão de liberação desde o dia 20 de maio. Determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a interdição ocorreu devido a problemas estruturais, obrigando a travessia de veículos e ambulâncias a ser feita exclusivamente por balsa.
Em nota de esclarecimento à época, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a medida foi implementada após vistoria técnica identificar manifestações estruturais que demandam avaliação mais aprofundada. Como os estudos, inspeções e investigações técnicas ainda estão em andamento, não há, neste momento, conclusão definitiva quanto às causas das ocorrências verificadas ou quanto às intervenções que eventualmente serão necessárias. Senador Eduardo Gomes articula solução para interdição da ponte sobre o Rio Tocantins em Pedro Afonso.
Em busca de uma solução urgente para o problema da interdição da ponte sobre o Rio Tocantins entre Tupirama e Pedro Afonso, o senador Eduardo Gomes participou nesta quarta-feira (08) de audiência com o Diretor-Geral do DNIT, Fabricio de Oliveira Galvão, em companhia da senadora Professora Dorinha, coordenadora da bancada, deputado federal Ricardo Ayres, prefeito de Pedro Afonso, Joaquim Pinheiro, prefeito de Tocantinia, João Alberto, presidente da Ageto, Túlio Labre, e presidente da Coapa, Ricardo Koury.
Durante a reunião o DNIT informou que realizará testes de carga instrumentada na ponte nos próximos dias, com sensores de deslocamento, deformação, inclinação e vibração, para avaliar o comportamento real da estrutura sob carregamento. O órgão prevê a liberação do laudo técnico até 17 de julho, o qual vai indicar se a ponte será reformada ou substituída. Caso haja liberação para veículos leves, as balsas gratuitas ficarão destinadas exclusivamente ao transporte de veículos pesados.
O DNIT se comprometeu com a manutenção e pavimentação das rotas alternativas e melhorias nos acessos utilizados durante a interdição nos trechos da TO-010 e da BR-235, e com a recuperação do asfalto na área urbana de Tocantínia.
A ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235, que liga Pedro Afonso a Tupirama, encontra-se com bloqueio total e sem previsão de liberação desde o dia 20 de maio. Determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a interdição ocorreu devido a problemas estruturais, obrigando a travessia de veículos e ambulâncias a ser feita exclusivamente por balsa.
Em nota de esclarecimento à época, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a medida foi implementada após vistoria técnica identificar manifestações estruturais que demandam avaliação mais aprofundada. Como os estudos, inspeções e investigações técnicas ainda estão em andamento, não há, neste momento, conclusão definitiva quanto às causas das ocorrências verificadas ou quanto às intervenções que eventualmente serão necessárias.
Projeto da Prefeitura de Palmas já levou drenagem e asfalto a diversas ruas da região, atendendo uma demanda histórica da comunidade
Texto: Alcione Luz
A Secretaria de Infraestrutura e Habitação (Seihab) de Palmas já executou 44,40% das obras de infraestrutura na região da Baixada do Jardim Aureny III e do Loteamento Machado. O projeto contempla a implantação de rede de drenagem pluvial, bueiros de travessia, pavimentação asfáltica e serviços de aterro, promovendo melhorias significativas na região sul da cidade.
Após décadas de espera por intervenções estruturantes, a população já começa a vivenciar uma nova realidade. Diversas ruas da região já contam com rede de drenagem implantada e pavimentação asfáltica concluída.
Moradores satisfeitos
Moradora da região, a dona de casa Dionísia da Silva Barbosa destaca a transformação vivida pela comunidade. “É uma alegria muito grande ver essa mudança acontecer. Durante 17 anos enfrentamos muitas dificuldades, mas hoje a realidade é outra. Com o asfalto e o meio-fio, tudo ficou melhor, mais organizado e bonito. Já fiz até a calçada na frente da minha casa. É um sentimento de gratidão por ver essa demanda sendo finalmente atendida”, afirmou.
Outro morador antigo do setor, Luís Naiá, que reside no Jardim Aureny III desde 1990, também comemora o avanço das obras. “Estamos vendo acontecer aquilo que por muitos anos foi prometido e não saiu do papel. Agora é realidade. A comunidade está satisfeita, pois é uma obra de qualidade, com asfalto bem feito”, ressaltou.
Infraestrutura completa
O projeto de infraestrutura para a região contempla um amplo conjunto de melhorias. Ao todo, estão previstos 104 mil metros quadrados de pavimentação com tratamento superficial duplo, sendo que cerca de metade já foi executada. A obra inclui ainda a implantação de 7.961 metros de rede de drenagem pluvial, construção de 26 bueiros de travessia, mais de 85 mil metros cúbicos de movimentação de aterro, 17 dissipadores de energia, além da sinalização viária.
Samir Xaud estaria com os dias contados. O plano da Turma de Brasília é consolidar o poder e colocar Chico Mendes diretamente na linha de frente do futebol brasileiro
Por Marcondes Brito
A cadeira de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não é apenas um assento de poder; é uma autêntica armadilha. Historicamente traiçoeira, a posição já derrubou gigantes, baniu cartolas e levou vários de seus ocupantes direto para as páginas policiais ou para o ostracismo. O roteiro é sempre o mesmo: quem senta ali, mais cedo ou mais tarde, acaba fritado em praça pública.
O caso mais recente dessa ciranda de degolas foi o de Ednaldo Rodrigues. Quando parecia estabilizado no cargo — inclusive após ser salvo de uma primeira cassação graças a liminares no tapetão jurídico —, caiu de repente em maio de 2025.
Em seu lugar, emergiu do mais absoluto anonimato o atual presidente, Samir Xaud. Oriundo da federação de Roraima — um estado sem qualquer expressão no mapa do futebol nacional —, Xaud parecia o nome perfeito para uma transição pacífica. Não foi. Com pouco mais de um ano de mandato, o dirigente perdeu o controle, envolveu-se em denúncias de gastos inexplicáveis antes mesmo da Copa do Mundo de 2026 e, agora, após a eliminação vexatória do Brasil diante da Noruega, viu sua frigideira atingir a temperatura máxima.
Mas quem está movimentando os bastidores para virar a mesa e decretar a queda de Samir Xaud? A resposta atende pelo apelido de
“Turma de Brasília”
Diferente das velhas oligarquias do futebol carioca ou paulista, o novo grupo que efetivamente manda na CBF tem DNA jurídico e político direto da capital federal. O consórcio é liderado pelo advogado Francisco Schertel Mendes, o Chico Mendes — diretor-geral do IDP e filho do ministro do STF, Gilmar Mendes.
Embora não tenha cargo formal na diretoria executiva da confederação, Chico Mendes comanda o verdadeiro cofre e a estratégia da entidade. Através de um contrato expressivo entre o IDP e a CBF Academy (onde o instituto fica com 84% da receita), a “Turma de Brasília” indicou as peças-chave que hoje controlam a CBF de ponta a ponta: o diretor financeiro (Valdecir de Souza), o diretor jurídico (André Mattos) e o homem-forte da transição, Gustavo Dias Henrique.
O isolamento de Samir Xaud ficou escancarado logo após o fracasso do Brasil no Mundial. Enquanto o presidente balança no cargo, o ministro Gilmar Mendes foi às redes sociais avalizar publicamente a permanência do técnico Carlo Ancelotti e blindar o atacante Neymar para o ciclo de 2030. Um movimento claro de quem já dita as regras do jogo, independentemente de quem assina os papéis na presidência.
Nos bastidores da bola, o veredicto já foi dado: Samir Xaud está com os dias contados. O plano da Turma de Brasília é consolidar o poder e colocar Chico Mendes diretamente na linha de frente do futebol brasileiro. Ele sabe perfeitamente que a cadeira é escorregadia e perigosa, mas o tabuleiro político e econômico de bilhões de reais que move a CBF parece ser atraente demais para se dar o luxo de recuar. Como no futebol a bola pune, na política da CBF, a traição nunca dorme.
Da Assessoria
A Justiça condenou o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Porto Nacional e atual vice-prefeito da cidade, Joaquim Pereira de Carvalho Neto, em ação civil pública por ato de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Durante sua gestão no Legislativo (2019-2020), ele teria direcionado servidores públicos para atividades particulares de seu interesse pessoal. A sentença foi proferida no último dia 3, sendo passível de recurso.
No processo, a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional relata que dois servidores públicos da Câmara Municipal, nomeados para cargo comissionado e de assessoria, atuavam, na realidade, como motoristas particulares do réu, realizando fretes de mudanças e serviços agrícolas em propriedades de sua família.
A conduta foi enquadrada como enriquecimento ilícito pela Lei de Improbidade Administrativa, uma vez que o réu obteve vantagem patrimonial indevida ao gerar economia para suas finanças pessoais à custa do erário.
Por parte do Ministério Público, atua no processo a promotora de Justiça Thais Cairo Souza Lopes.
Penalidades
Como penalidades pela prática de improbidade administrativa, foram impostas ao ex-vereador a suspensão dos direitos políticos por oito anos, a perda de eventual função pública que estiver ocupando atualmente e a proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de cinco anos.
Além disso, o ex-parlamentar foi condenado ao pagamento de multa civil equivalente a dez vezes o valor da remuneração mensal que recebia, na época, como presidente do Legislativo.