O boato de que Flávio Bolsonaro (PL) iria, se eleito, retirar o título da santa causou danos à campanha

 

 

POR LUÍSA MARTINS

 

 

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou decisão do ministro André Mendonça e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “padroeira do Brasil”.

 

O boato de que Flávio Bolsonaro (PL) iria, se eleito, retirar o título da santa causou danos à campanha, que pediu intervenção do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mendonça deu decisão favorável ao candidato, justificando os conteúdos como “notoriamente inverídicos”.

Porém, neste domingo (27), Dino disse que postagens como a do ator Antônio Tabet não trazem “grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”.

 

A decisão de Dino atende a um pedido de Tabet, que teve uma publicação derrubada pelas plataformas digitais por ordem de Mendonça. No texto, o ator afirmava que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Não havia menção ao nome de Flávio.

 

De acordo com Dino, a remoção do conteúdo pressuporia “estabelecer como verdade que ‘família miliciana’ refere-se a um determinado candidato à Presidência da República”. O ministro também disse que debates sobre ideias religiosas não podem ser interditados por decisões judiciais desproporcionais.

“Os adeptos da fé em Nossa Senhora Aparecida ficariam, na prática, receosos ou impedidos de se manifestar”, disse Dino, salientando que Flávio chegou a pedir a prisão de um funcionário do Palácio do Planalto por repostar conteúdos sobre Nossa Senhora.

 

“É juridicamente admissível que um candidato ou seus adeptos se oponham a certas convicções religiosas, já que não pode existir nenhuma imposição nesse âmbito temático. Contudo, tal candidato ou seus apoiadores não podem vedar que suas posições sejam informadas e livremente debatidas.”

 

Apesar de ter analisado um pedido especificamente de Tabet, o ministro afirmou que o restabelecimento das postagens vale para todas as “demais que tenham sido excluídas pelo mesmo fundamento”. Disse, ainda, que outros perfis que tenham se sentido prejudicados podem pedir a extensão da decisão.

 

“Com a cassação da decisão no TSE, ficam preservadas a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em ‘Padroeira do Brasil'”, escreveu Dino.

 

 

Posted On Segunda, 28 Setembro 2026 06:23 Escrito por

Tocantins está em grupo de 11 estados; análise é do Ceo e diretor da Quaest Felipe Nunes

 

 

Com Assessoria

 

 

Uma análise nacional publicada pelo g1 neste sábado, 26, coloca o Tocantins entre os estados onde há um favorito claro na disputa pelo governo e possibilidade de definição ainda no primeiro turno das Eleições 2026. No cenário tocantinense, o nome apontado é o da senadora e candidata ao Governo do Estado, Professora Dorinha (União Brasil).

 

A análise é assinada pelo cientista político Felipe Nunes, Ceo e diretor da Quaest, e considera o conjunto das pesquisas disponíveis até 25 de setembro. O estudo traça um panorama das 27 disputas estaduais e avalia onde o quadro eleitoral está mais próximo de uma definição já na votação de 4 de outubro.

 

Segundo a análise, 11 estados apresentam um favorito claro para vencer no primeiro turno: Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

O levantamento nacional aponta ainda que, considerando outros cenários em que candidatos se encontram próximos da maioria necessária, até 19 disputas estaduais podem terminar sem necessidade de segundo turno.

 

No Tocantins, a avaliação ocorre em meio a uma sequência de pesquisas que colocam Professora Dorinha na liderança da corrida pelo Palácio Araguaia. A Quaest está entre elas.

 

A liderança, percepção de crescimento e redução do universo de indecisos — que ajuda a explicar por que o Tocantins passou a integrar o radar nacional das disputas com possibilidade de definição antecipada.

 

 

 

A conta decisiva, entretanto, é feita sobre os votos válidos. Pela legislação eleitoral, para vencer uma disputa para governador no primeiro turno, o candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.

 

Quando os percentuais das pesquisas são convertidos para votos válidos, Dorinha se aproxima dessa linha, embora o cenário ainda não permita tratar uma eventual vitória no primeiro turno como resultado definido.

 

Outros levantamentos divulgados ao longo de setembro também colocaram a candidata à frente.

 

Pesquisa Real Time Big Data apontou Dorinha com 40% das intenções de voto, contra 33% de Vicentinho Júnior. Laurez Moreira apareceu com 7%, Ataídes Oliveira com 5%, Professor Witer Naves com 3% e Siqueira Campos Jr. com 2%.

 

Considerando apenas os votos válidos daquele levantamento, Dorinha chegou a 44%, enquanto Vicentinho alcançou 37%.

 

O Paraná Pesquisas também registrou vantagem da candidata. Dorinha apareceu com 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho. Laurez Moreira marcou 6,5%, Siqueira Campos Jr. 4,9%, Ataídes Oliveira 2,8%, Du Pereira 0,5% e Professor Witer Naves 0,3%.

 

Na conversão para votos válidos apresentada pelo levantamento, Dorinha alcançou 45,3% e Vicentinho, 38,1%. No levantamento do Veritá, Dorinha também passa dos 45% dos votos válidos.

 

A presença do Tocantins entre os estados destacados na análise nacional acrescenta um novo ingrediente aos últimos dias de campanha. A disputa estadual, que durante meses foi acompanhada principalmente pelo eleitor tocantinense, passa a aparecer também nas projeções nacionais sobre quais governos poderão ser definidos já no primeiro domingo de outubro.

 

Isso, porém, não significa que a eleição esteja decidida. A candidata ainda não ultrapassou a barreira necessária.

 

Pesquisas eleitorais representam a intenção de voto dos entrevistados no momento em que são realizadas. A movimentação dos indecisos, o comparecimento às urnas e eventuais mudanças de escolha durante os últimos dias podem alterar a composição final dos votos válidos.

 

Por isso, a leitura mais segura é que Professora Dorinha chega à reta final em posição de liderança nas principais pesquisas divulgadas e com possibilidade matemática de disputar uma vitória ainda no primeiro turno.

 

A análise nacional reforça esse cenário ao colocar o Tocantins entre as 11 unidades da Federação onde atualmente existe um favorito claro.

 

Faltando poucos dias para a abertura das urnas, pesquisas e projeções ajudam a desenhar o cenário. Mas existe uma velha máxima da política que permanece atual eleição após eleição: pesquisa registra o momento; quem determina o resultado é o eleitor.

 

No dia 4 de outubro, será a urna que dará a palavra definitiva. Leia a análise de Felipe Nunes neste link: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/09/26/eleicoes-governador-1o-turno-analise-felipe-nunes.ghtml.

 

 

 

Posted On Segunda, 28 Setembro 2026 05:57 Escrito por

Entre eleitores de Lula (PT), 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL)

 

 

POR ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA E CLAYTON CASTELANI - (FOLHAPRESS)

 

 

A avaliação negativa do trabalho dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) passou de 40% em maio deste ano para 47% atualmente e atingiu seu índice mais alto na série histórica iniciada em 2019, mostra novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado neste sábado (26).

 

A avaliação positiva do desempenho da corte é de 18%, mesmo patamar de dezembro de 2019, até então o índice mais baixo registrado. Há ainda 31% que consideram o trabalho do STF regular, e 4% não opinaram.

 

Entre eleitores de Lula (PT), 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação negativa, o padrão se inverte: 69% dos eleitores de Flávio consideram o trabalho ruim ou péssimo, ante 24% dos eleitores de Lula.

 

A pesquisa, contratada por Folha e Globo, foi realizada de terça (22) a quinta (24) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número de registro é BR-00304/2026.

 

O Datafolha também consultou os eleitores sobre seis possíveis condutas de ministros do STF durante o exercício do cargo, se seriam aceitáveis ou inaceitáveis, e a mais rejeitada entre elas é um ministro julgar processos de pessoa cujo advogado seja seu parente, considerada inaceitável por 88%
do eleitorado.

 

Em patamar similar, 85% veem como inaceitável um ministro aceitar convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal, e tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos a presidente durante o período eleitoral é uma prática inaceitável para 82%.

 

As práticas menos rejeitadas, ainda que pela maioria, são um ministro ser sócio de empresa privada durante o exercício do cargo (78%), receber pagamentos por palestras de empresas privadas (78%) e dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento (71%).

 

A maioria do eleitorado brasileiro é favorável à aprovação de um código de ética específico para ministros do STF, mostra a pesquisa.

 

De acordo com o levantamento, 45% aprovam a ideia (23% são totalmente a favor, e 23% em parte), ante 33% de brasileiros que se opõem a ela (18% se dizem totalmente contra, e 15% em parte). Afirmam não ser nem a favor, nem contra 5%. Não sabem 17%.

 

A elaboração de um código de ética para ministros do STF é uma das bandeiras de Edson Fachin na presidência do tribunal. O objetivo é enfrentar conflitos de interesse, consolidar normas de conduta, ampliar a transparência e construir consenso no colegiado. Em fevereiro, o ministro anunciou a colega Cármen Lúcia como relatora da proposta. A ideia, no entanto, sofreu resistência interna na corte e, como mostrou a Folha, chegou a dividir até mesmo os que eram favoráveis a ela.

O projeto ganhou tração após revelações de elos de ministros da corte com o escândalo do Banco Master. Vieram a público revelações envolvendo o resort Tayayá e o ministro Dias Toffoli, então relator das investigações do Master no Supremo, e o contrato milionário da esposa de Alexandre de Moraes com a instituição financeira.

 

Neste mês, o plenário do Supremo ensaiou uma análise de relatório da Polícia Federal com diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, com Moraes. A sessão poderia decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro.

 

O debate, porém, foi interrompido por uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes sobre o rito a ser seguido e depois suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino.

 

Relatórios recentes da Polícia Federal e do CNJ também ligam o ministro Kassio Nunes Marques a articulações para beneficiar Daniel Vorcaro em decisões sobre dívidas judiciais federais bilionárias. O suposto esquema atenderia tanto o Master com cálculos que inflacionam precatórios que o banco havia adquirido de usinas credoras da União, quanto escritórios de advocacia que atuavam no caso. Mensagens do celular de Vorcaro utilizavam a codificação “Turma do KN” para se referir a um núcleo de influência próximo ao ministro.

 

O ministro André Mendonça também figura entre os magistrados citados nas mensagens do celular de Vorcaro. O banqueiro mencionou ter participado de uma reunião com o ministro para tratar de interesses de sua instituição financeira. Mendonça afirmou que o encontro ocorreu em caráter oficial, em seu gabinete, tratando-se de uma audiência formal, como é comum no Judiciário.

 

O Datafolha perguntou se os entrevistados estavam a par das suspeitas ligando ministros do STF ao caso Master: 77% disseram que sim e 23% que não.

 

Aos que disseram ter conhecimento sobre as suspeitas, o Datafolha perguntou se o entrevistado acredita que há mesmo envolvimento de ministros: 68% responderam que sim, 2% que não e 7% não souberam responder.

 

Para 33% dos brasileiros, a atuação dos ministros da mais alta corte brasileira mais prejudica do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 23% afirmaram que o presidente Lula é mais prejudicado do que beneficiado pelo STF.

 

 

Posted On Domingo, 27 Setembro 2026 04:00 Escrito por

 

Posted On Sábado, 26 Setembro 2026 19:22 Escrito por
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