Na reta final das eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) vem atuando de forma rigorosa contra irregularidades em pesquisas de intenção de voto. Em decisão recente, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa registrada sob o nº TO-04880/2026 pela empresa Exata.GO Pesquisa Ltda, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Pouco antes, outra decisão também suspendeu a divulgação da pesquisa registrada pelo instituto Quaest, igualmente por inconsistências metodológicas e financeiras. A Justiça Eleitoral do Tocantins apontou falhas graves na pesquisa: ausência de informações completas sobre o perfil sociodemográfico dos entrevistados, omissão de dados geográficos em 26 dos 134 setores censitários e impossibilidade de auditoria por partidos e Ministério Público. Segundo a decisão, esses problemas poderiam induzir o eleitor a erro, especialmente na reta final da campanha, quando pesquisas têm forte poder de influência sobre o chamado “voto útil”. A suspensão foi imediata e acompanhada da fixação de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
DECISÃO SUSPENDE DIVULGAÇÃO
Segundo a representação movida pela coligação União pelo Tocantins, o levantamento apresentava graves falhas financeiras e metodológicas. Entre os pontos destacados estão: a ausência de capacidade financeira da empresa para custear pesquisas autofinanciadas, já que seu Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) de 2025 indicava receita líquida zerada; o uso de dados defasados do Censo 2010, apesar da disponibilidade dos microdados do Censo 2022; incoerência na coleta de informações sobre renda, que confundia renda individual com renda domiciliar; e a inexequibilidade do sistema de fiscalização, pois o questionário não previa campo para registro de telefone dos entrevistados, inviabilizando a checagem posterior.
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL

A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
DIVERGÊNCIAS ESCANDALOSAS

O Observatório Político de O Paralelo 13 ressalta que os números divulgados recentemente por diferentes institutos apresentaram discrepâncias escandalosas: enquanto alguns apontavam mais de 61% de indecisos para o Senado e 45% para o Governo, outros indicavam apenas 3% de indecisos no mesmo período. Para os comunicadores, tais divergências configuram uma tentativa de manipulação da opinião pública e de sabotagem ao processo eleitoral.
O magistrado destacou que a divulgação de pesquisas com tais inconsistências poderia induzir o eleitorado em erro e desequilibrar o processo democrático, especialmente às vésperas do primeiro turno.
FALHAS COMPROMETEM CREDIBILIDADE
Nos últimos 19 dias, mais de 25 pesquisas de intenção de voto foram registradas por diferentes institutos nacionais e locais. Parte delas foi suspensa ou multada pela Justiça Eleitoral por falhas graves. Esse excesso de levantamentos, muitos com resultados divergentes, tem gerado confusão no eleitorado.
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL
A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
DEFESA DA DEMOCRACIA: ESPERAR O RESULTADO DAS URNAS

Diante desse cenário, o Observatório Político de O Paralelo13, em respeito à sua trajetória jornalística, aos leitores, colaboradores e ao povo tocantinense, comunica que não publicará resultados de nenhum instituto de pesquisa neste final de campanha. A decisão foi tomada após sucessivas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa, que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
Eu, Edson Rodrigues e meus irmão, Edivaldo Rodrigues e Edmar Rodrigues, decidimos aguardar os resultados oficiais das urnas no próximo domingo, 4 de outubro, para realizar análises consistentes e respeitar a soberania da vontade popular.
Até lá, nenhuma pesquisa terá fé pública junto ao eleitorado tocantinense, que será o verdadeiro juiz da democracia nas urnas.
Por Gabriel de Sousa e UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à repercussão negativa sobre sua declaração falando da relutância masculina em fazer o exame de toque em comparação com a realidade de mulheres. Em um comício em Salvador (BA), Lula escalou a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, para explicar a declaração.
“Quis fazer uma comparação de como as mulheres são corajosas. Eu queria que a Janja explicasse, porque uma palavra, uma frase errada, um canalha que se chama Nikolas ousou inventar nas redes digitais uma coisa a meu respeito”, discursou Lula, passando o microfone para sua mulher.
Janja xingou, então, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Não tem videozinho de camiseta preta que vai tirar a confiança das mulheres desse homem que estava falando com emoção da mãe dele que morreu de câncer. Sou do Paraná e lá a gente chama menino de piá. Quando eles fazem alguma coisa errada a gente diz: piá de bosta e é isso que aquele piá de Minas é que tem que lavar a boca para falar desse homem e tem que comer muito feijão para chegar no dedinho do pé desse homem”, disse Janja em referência a Nikolas.
Janja disse também que ela fez exame de mama em equipamento robótico e que o governo está atuando para zerar casos de câncer de colo do útero.
A declaração de Lula foi feita durante um comício em Belém (PA) na noite de ontem. O presidente estava comentando sobre uma agenda realizada por ele no Hospital João de Deus, na capital paraense, e uma cirurgia robótica contra câncer de próstata.
A fala repercutiu negativamente e passou a ser explorada por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Nós hoje fizemos a primeira operação robótica de próstata aqui no Estado do Pará e no Norte do País. Por que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito”, disse o presidente.
Lula disse que estava falando sobre os males do câncer quando quis fazer uma comparação sobre a realidade dos homens e das mulheres.“Eu quis fazer uma comparação de como que as mulheres são corajosas, porque elas fazem exame e não têm medo de fazer exame”, disse Lula.
Intervenção integra o conjunto de ações para a melhoria da malha viária da Capital
Texto: Alcione Luz
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Habitação (Seihab), iniciou nesta terça-feira, 29, uma nova frente de trabalho de recapeamento asfáltico na Capital. Os serviços começaram pela Avenida Parque, entre as quadras Arso 151 e 152 (1503 e 1505 Sul), que dá acesso à Avenida Siqueira Campos.
Nesta primeira etapa, teve início a aplicação do novo pavimento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), no sentido norte-sul da avenida. Ao todo, o trecho que receberá o recapeamento corresponde a mais de 46.227 metros quadrados.
Construída há quase 15 anos, a avenida apresentava desgaste do pavimento. Por ser uma importante via de ligação com a NS-15, integrando o anel viário de Palmas, a via recebe um pavimento mais resistente, adequado às características de tráfego do local.
A intervenção integra o conjunto de ações da Prefeitura de Palmas para a melhoria da malha viária da Capital, com investimentos em diferentes regiões e planejamento de intervenções em vias que apresentam necessidade de recuperação. “O objetivo é melhorar as condições de circulação e contribuir para uma mobilidade mais segura e eficiente, especialmente nos corredores de tráfego intenso”, afirmou o secretário da Seihab, Paulo Cezar Monteiro.
Fábio afirma que a união da professora Dorinha com o governador é fundamental para manter a educação entre as prioridades do Tocantins.
Da Assessoria
A poucos dias da eleição, o candidato a deputado federal Fábio Vaz (REP) intensificou o pedido de voto para eleger a professora Dorinha (UB) a primeira mulher a governar o Tocantins. Fábio também reafirmou seu compromisso em defender o legado do governador Wanderlei Barbosa, principalmente na educação. Para ele, a união é fundamental para que a educação continue recebendo investimentos no estado.
“Quem me conhece sabe que trato todo mundo bem. Foi a educação que recebi dos meus pais. Mas usaram um gesto meu, de estrita educação, como arma política, tentando confundir as pessoas”, disse. Em seguida, foi direto sobre sua posição: “Sou um político de grupo. Tenho lado e trabalho por ele”.
Fábio lembrou que Wanderlei o escolheu para comandar a Secretaria de Estado da Educação e declarou que recebe o apoio do governador em sua candidatura à Câmara Federal. Também destacou sua amizade com Dorinha e o compromisso que, segundo ele, os une na defesa do ensino.
“Sou do grupo do governador Wanderlei Barbosa e da professora Dorinha, nossa candidata a governadora. Wanderlei e Dorinha representam, para mim, a garantia de que a educação continuará recebendo investimentos para chegar ao nível das melhores do país”, afirmou.
Ao defender a continuidade desse trabalho, Fábio citou a construção e a modernização de escolas, a entrega de materiais aos alunos, a instalação de ar-condicionado e a alimentação escolar. Ele também apontou a valorização dos professores e os incentivos aos estudantes como resultados das ações desenvolvidas na rede estadual, além da revisão do plano de carreira e do pagamento de direitos pendentes.

“Fizemos uma base forte. Agora é avançar com uma governadora professora e um professor como deputado federal”, declarou. Segundo Fábio, esse é o caminho defendido por Wanderlei para os próximos anos: colocar a educação em primeiro lugar.
Ao final, o candidato pediu votos para sua candidatura a deputado federal, para Dorinha ao governo e para Eduardo Gomes e Eli Borges ao Senado.
Levantamento previsto para 2 de outubro apresenta problemas no plano amostral, no controle das entrevistas e na comprovação dos recursos próprios, segundo decisão do TRE-TO
Com Assessoria
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta terça-feira (29), a suspensão imediata da pesquisa eleitoral TO-04880/2026, realizada pela Exata.Go Pesquisa Ltda., após representação ajuizada pela Coligação União pelo Tocantins.
A decisão proíbe a divulgação dos resultados em qualquer veículo de comunicação, site, blog ou rede social e estabelece multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, sem prejuízo de eventual responsabilização por crime de desobediência.
A nova decisão é particularmente contundente porque as irregularidades identificadas pelo TRE-TO não se restringem a aspectos meramente formais. O magistrado Roniclay Alves de Morais apontou dúvidas relevantes sobre o lastro financeiro utilizado para o autofinanciamento das pesquisas. A Exata.Go possui capital social de R$ 10 mil e apresentou DRE referente a 2025 com receita líquida de R$ 0,00 e resultado deficitário, embora tenha declarado R$ 20 mil de recursos próprios apenas para o levantamento questionado e, em pelo menos 15 pesquisas registradas em diferentes estados, despesas autofinanciadas que totalizam R$ 241 mil.
Falhas na metodologia
A decisão classificou como “gritante” a desproporção entre esses valores e considerou comprometida a transparência quanto à origem dos recursos.
Também foram identificadas falhas diretamente relacionadas à metodologia da pesquisa. A empresa utilizou informações do Censo de 2010 sob a justificativa de que os dados econômicos do Censo 2022 não estariam disponíveis. O TRE-TO constatou, porém, que essas informações já haviam sido oficialmente disponibilizadas pelo IBGE quase um mês antes do registro do levantamento. Para a decisão, a utilização de uma base demográfica com mais de uma década de defasagem, baseada em premissa considerada inverídica, compromete a fidelidade e a calibração da amostra.
A Justiça Eleitoral apontou ainda uma segunda inconsistência metodológica: enquanto o plano amostral adotava renda domiciliar, o questionário aplicado perguntava apenas a renda individual do entrevistado, conceitos distintos que podem alterar a distribuição das pessoas entre as faixas socioeconômicas previstas.
Além disso, a Exata.Go declarou que fiscalizaria as entrevistas por meio de ligações telefônicas, mas o próprio questionário registrado não possuía campo para coleta do telefone dos entrevistados. Segundo o magistrado, esse sistema de fiscalização mostrou-se operacionalmente inexequível, comprometendo a auditabilidade do levantamento.
A decisão se soma a um histórico reiterado de intervenções da Justiça Eleitoral em pesquisas da Exata.Go no Tocantins. Conforme a sequência processual apresentada pela União Brasil e pela Coligação União pelo Tocantins, esta é a quarta representação da série envolvendo levantamentos do instituto.
As três pesquisas anteriores mencionadas — TO-01693/2026, TO-06645/2026 e TO-04465/2026 — também tiveram sua divulgação suspensa. Em dois desses processos foram aplicadas multas de R$ 53.205,00, totalizando R$ 106.410,00 em penalidades eleitorais.
Veja a decisão em anexo. ( Aqui )