Mariluce Lima de Carvalho recorda como a formação superior, o concurso público e o plano de carreira mudaram as perspectivas dos professores tocantinenses
Texto e foto: Cidiane Carvalho
Para a professora Mariluce Lima de Carvalho, de Araguatins, o trabalho da Professora Dorinha Seabra na educação pode ser contado pela trajetória de quem entrou em sala de aula sem diploma de nível superior e passou a ter a chance de estudar, prestar concurso e construir uma carreira.
Mariluce acompanhou as mudanças no período em que Dorinha foi secretária de Educação do Tocantins. “Ela se preocupou com a formação de nível superior dos professores daquela época que não tinham. Depois, fez um concurso para dar dignidade a esses profissionais e permitir que ganhassem melhor”, contou.
Plano de carreira
A professora também destacou a criação do primeiro plano de cargos e carreiras da educação estadual. Para ela, essas medidas significaram mais que uma mudança administrativa: deram aos profissionais condições de planejar o futuro sem abandonar a profissão.
Ao falar de Araguatins, Mariluce citou R$ 29 milhões em investimentos destinados, segundo ela, à educação, à saúde e à infraestrutura do município. “No meu município, os números dizem. São R$ 29 milhões investidos”, afirmou.
A educadora diz que seu apoio a Dorinha nasceu da experiência de quem viu decisões do poder público chegarem à escola e à vida dos professores. “É um voto de gratidão e reconhecimento por tudo o que ela fez como secretária da Educação”, lembrou.
Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues
Percorrendo todas as regiões do Tocantins e com apoios de expressivas lideranças em vários municípios, o candidato a deputado estadual Otoniel Andrade realiza uma campanha convincente, firme, leve e propositiva. E, amparado pela legislação eleitoral vigente, sua candidatura continua nas ruas, buscando o apoio do eleitorado tocantinense.
Mesmo após o TRE — Tribunal Regional Eleitoral — ter julgado, no último dia 24, e negado andamento de uma interposição da defesa, acolhendo parcialmente os embargos que fundamentaram contrariedade à decisão anterior, a candidatura de Otoniel Andrade continua nas ruas.
Como, após uma nova decisão do TRE, em que a inelegibilidade de Otoniel Andrade permanece, ele resolveu imediatamente recorrer ao TSE, certo de que haverá uma decisão a seu favor.
“Recorremos ao TSE com a convicção de que essa decisão do TRE tocantinense será derrubada. Será derrubada porque não cometemos crimes, não agredimos a lei. Há equívocos nas interpretações das nossas ações, que, naquele instante, como chefe do Executivo portuense, fizemos uma permuta e a municipalidade não sofreu nenhum prejuízo. Está documentado nos autos que não houve nenhum enriquecimento ilícito por parte de terceiros nessa permuta”, garantiu Otoniel Andrade, que complementa: “Estamos confiantes na posição do TSE, e a nossa candidatura continua firme e forte. E, alicerçados nas nossas propostas, temos convicção de que vamos conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins”, finalizou o candidato.
Decisão liminar interrompe a divulgação do levantamento da Real Time Big Data por falhas na documentação financeira e na identificação dos locais das entrevistas.
Da Assessoria
Decisão liminar aponta nota fiscal sem relação identificada com o levantamento e descrição geográfica genérica, que impediria a fiscalização da distribuição das entrevistas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa TO-04340/2026, realizada pela Real Time Big Data. O levantamento, registrado para as disputas de governador e senador, já havia sido divulgado e reproduzido por veículos de imprensa e nas redes sociais.
Na decisão liminar, a Justiça Eleitoral considerou plausíveis as alegações de que a pesquisa foi registrada sem documentação financeira adequada. A única nota fiscal apresentada havia sido emitida quase dez meses antes do registro e descrevia serviços de informática e construção civil, sem discriminar vínculo com a pesquisa, as eleições de 2026 ou o Tocantins.
A decisão também apontou falhas na identificação dos locais das entrevistas. Segundo o TRE-TO, o instituto não indicou os setores censitários e utilizou termos genéricos como “área urbana”, “posto de combustível”, “chácara” e “rio” para identificar bairros. Essas referências, conforme a decisão, não correspondem à divisão político-administrativa oficial e dificultam a verificação da distribuição geográfica da amostra.
Com a liminar, a Real Time Big Data deve suspender novas divulgações, reproduções ou republicações dos resultados em qualquer meio. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 50 mil. O mérito da representação ainda será julgado.
É a segunda pesquisa que tem a divulgação suspensa pelo TRE-TO em menos de uma semana. Na decisão anterior, a Corte determinou a suspensão de um levantamento da Quaest; agora, a medida alcança a pesquisa da Real Time Big Data. As duas pesquisas apontavam Professora Dorinha na frente na disputa pelo Governo do Tocantins.
A ação foi apresentada por Vicente Alves de Oliveira Júnior e pela Coligação Pra Cima Tocantins. A representação foi conduzida pelo escritório Solano Donato Advogados Associados, com atuação dos advogados Aline Ranielle Sousa Marreiro Lima, Solano Donato Carnot Damacena e Paulo Santos Mello.
Por Edson e Edivaldo Rodrigues
O Paralelo13 publicou o último resultado da pesquisa Quaest na semana passada, contratada pelo Grupo Jaime Câmara, antes que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinasse sua suspensão. A decisão foi fundamentada em uma ação movida pelo candidato ao Senado, deputado federal Alexandre Guimarães, e trouxe à tona questionamentos sobre a transparência e a credibilidade dos levantamentos.
FUNDAMENTAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral do Tocantins apontou falhas graves na pesquisa: ausência de informações completas sobre o perfil sociodemográfico dos entrevistados, omissão de dados geográficos em 26 dos 134 setores censitários e impossibilidade de auditoria por partidos e Ministério Público. Segundo a decisão, esses problemas poderiam induzir o eleitor a erro, especialmente na reta final da campanha, quando pesquisas têm forte poder de influência sobre o chamado “voto útil”. A suspensão foi imediata e acompanhada da fixação de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
Em Goiás, decisão semelhante suspendeu os resultados da Quaest, também contratada pelo Grupo Jaime Câmara, sob argumentos de inconsistência metodológica e falta de transparência.
COMO FUNCIONAM O REGISTRO E A FISCALIZAÇÃO DE PESQUISAS

Toda pesquisa de intenção de voto destinada à divulgação pública deve ser registrada previamente no TSE com antecedência mínima de cinco dias. O registro é feito no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) e deve conter:
• Nome do contratante e valor pago;
• Origem dos recursos utilizados;
• Metodologia completa, incluindo plano amostral, ponderação por sexo, idade, escolaridade, renda e área física da coleta;
• Sistema de controle interno da coleta de dados;
• Questionário aplicado;
• Nome e registro do estatístico responsável;
• Período da coleta de dados.
Após a divulgação, os institutos devem atualizar o sistema com os dados efetivamente coletados: tamanho real da amostra, perdas e recusas, métodos de ponderação e medidas de precisão estatística. Isso garante que partidos, candidatos e o Ministério Público possam fiscalizar e contestar eventuais irregularidades.
Portanto, quando uma pesquisa não apresenta dados completos ou impossibilita auditoria, como ocorreu com a Quaest, a Justiça Eleitoral considera a falha grave porque fere diretamente o princípio da transparência e pode comprometer a confiança pública no processo democrático.
EFEITOS PÓS-PRIMEIRO TURNO

O Observatório Político de O Paralelo13 aguarda os resultados das urnas nas eleições estaduais de Tocantins. Caso os números se aproximem dos resultados da pesquisa suspensa, será um ponto positivo para a credibilidade da empresa e para a candidatura da senadora Prof. Dorinha Seabra, apoiada pelo governador Wanderley Barbosa. Se houver divergência significativa, especialmente em relação à vantagem de 13 a 14 pontos sobre o deputado Vicentinho Júnior, a confiança nas pesquisas poderá ser abalada, dificultando a atuação da Quaest em futuros levantamentos.
ENFIM
O Observatório Político de O Paralelo13 prefere aguardar os resultados das urnas de 4 de outubro de 2026 para então se manifestar sobre a pesquisa Quaest suspensa pela Justiça Eleitoral tocantinense. Os fundamentos apresentados foram considerados incontestáveis, e com a suspensão também em Goiás, o tema da credibilidade das pesquisas eleitorais ganha ainda mais relevância neste momento decisivo.
Em outras palavras, a empresa de pesquisa Quaest — sua credibilidade, sua metodologia, seus resultados e sua seriedade — está em jogo caso os resultados das urnas venham totalmente desencontrados com os últimos números divulgados sobre a intenção de votos para o governo em território tocantinense. Até...

Em pronunciamento nas redes sociais, governador destacou que a transferência de Kauan Carvalho Martins ocorreu após avaliação médica e criticou o uso político do caso
Da Assessoria
O governador do Tocantins e presidente do Republicanos no estado, Wanderlei Barbosa, utilizou as redes sociais neste domingo, 27, para defender a atuação dos profissionais do Hospital Geral de Palmas (HGP) e rechaçar o que classificou como politização do caso do menino Kauan Carvalho Martins, de 5 anos. O paciente foi transferido na sexta-feira, 25, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea, para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (SP), onde será avaliado por uma equipe especializada. A transferência ocorreu após avaliação da equipe médica, autorização para o transporte e confirmação de vaga na unidade especializada.
O governador também afirmou que a decisão judicial relacionada ao caso deveria ser cumprida sem colocar em risco a segurança do paciente. "A gente sabe que não há por que o HGP segurar um paciente que precisa de tratamento em outro lugar. Se nós não oferecemos o tratamento, a pessoa precisa ser transferida. Nós lembramos que a mãe dele fez um manifesto, que nós respeitamos muito. É o desespero de uma mãe, mas, às vezes, as pessoas que a orientaram não sabiam, ou não queriam entender, que uma decisão judicial, para um paciente que está em um leito de UTI, depende de um encaminhamento ou de uma orientação médica. E nós esperamos essa orientação para que ela fosse dada no tempo certo, sem colocar em risco a vida do Kauan ", detalhou.
Ainda conforme Wanderlei Barbosa, o HGP prestou toda a assistência necessária durante o período de internação, até que a transferência pudesse ser realizada com segurança. O chefe do Executivo também criticou o que classificou como politização do caso e defendeu os profissionais da unidade.
"Eu acho que, quando a motivação política faz da maneira que fizeram nesse assunto, é porque essas pessoas não têm sentimento nem coração e não respeitam os nossos profissionais. Quando faltam com respeito ao HGP, faltam com respeito aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais do hospital. Dificuldades nós temos, e o Brasil inteiro tem. Basta analisar as pesquisas mais recentes para ver que todos os estados enfrentam o mesmo desafio na saúde. Mas nós melhoramos muito. Agora, este é um momento muito sensível por causa do processo eleitoral", acrescentou.
A transferência de Kauan para São Paulo passou a ser discutida judicialmente diante da necessidade de uma avaliação cardiológica especializada e da possibilidade de realização da cirurgia de Fontan, procedimento que ainda dependerá da análise da equipe médica que receberá o menino.
Com a chegada à unidade paulista, Kauan passará por avaliação da equipe especializada. A definição sobre a realização da cirurgia e as próximas etapas do tratamento dependerá dos exames e do parecer médico.