O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

 

 

Com portal G1

 

 

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, divulgou nesta terça-feira (4) nova nota em diz que obteve junto à empresária Roberta Luchsinger empréstimo pessoal, pago com R$ 249 mil.

 

O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

 

Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha. A PF identificou a operação financeira ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto.

Em uma primeira nota, Marcola já havia admitido ter feito a transferência e que se tratava de um empréstimo pessoal, "contraído e quitado". O valor da operação financeira, entretanto, não havia sido divulgado até então.

 

Avaliação de aliados de Lula

Mais cedo, segundo revelou o blog do Valdo Cruz, a equipe do presidente Lula disse confiar na versão do ex-chefe de gabinete, mas classificou como "erro" ele ter tomado um empréstimo com a lobista Roberta Luchsinger.

 

Aliados defendiam que ele divulgasse todos os documentos comprovando o empréstimo e o seu pagamento para afastar dúvidas e suspeitas sobre sua versão.

 

Veja a íntegra da nota:

 

A respeito das matérias que tratam do empréstimo pessoal que contraí com Roberta Luchsinger, esclareço:

-Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil - uma movimentação de natureza estritamente privada.

-Já constituí advogado e o orientei a fazer uso de todos os documentos a fim de esclarecer os fatos.

-Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência.

-A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 05 Agosto 2026 04:48 Escrito por O Paralelo 13

Senador mineiro afirmou não estar preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto vive o luto pela morte do irmão

 

 

Por Mariana Saraiva - R 7 

 

 

A decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de desistir da disputa pelo governo de Minas Gerais embaralhou o tabuleiro político no segundo maior colégio eleitoral do país e abriu um desafio para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Sem um aliado de peso para dividir o palanque no estado, o presidenciável terá de reconstruir sua estratégia e buscar novas alianças para manter competitividade em um dos estados mais decisivos da corrida ao Palácio do Planalto.

 

Na avaliação de cientistas políticos, a saída de Cleitinho da corrida pelo Palácio da Liberdade não somente representa a perda de um aliado regional para Flávio, mas também altera o equilíbrio das articulações da direita em Minas Gerais, obrigando o PL a reorganizar sua presença no estado.

Para o cientista político Gabriel Amaral, a desistência exige uma revisão da estratégia justamente em um estado que, historicamente, costuma servir como um termômetro da competitividade de candidaturas presidenciais, já que todos os presidentes eleitos desde a redemocratização venceram também em Minas Gerais.

 

“Esse dado, porém, deve ser interpretado menos como uma relação de causa e efeito e mais como um sintoma da capacidade de construir uma coalizão nacional. Minas concentra características econômicas, sociais e culturais presentes em diferentes regiões do país, tornando-se um retrato bastante representativo do eleitorado brasileiro”, argumenta.

 

O especialista destaca ainda que Cleitinho poderia oferecer um “palanque altamente competitivo” ao PL em um estado em que a capacidade de articulação é amplamente valorizada.

 

“Sua saída não significa apenas a perda de um aliado eleitoral, mas a necessidade de reorganizar toda a estrutura de apoio à candidatura presidencial, reconstruindo alianças e definindo quem exercerá a liderança política do campo conservador em Minas”, salienta.

 

Mudança de rota

 

A decisão de não concorrer ao governo de Minas Gerais foi anunciada após uma reunião, em Brasília, entre Cleitinho, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), e o presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen (MG), nessa segunda-feira (3). O senador afirmou que optou por permanecer no Senado por não se sentir emocionalmente preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto ainda vive o luto pela morte do irmão.

 

O cientista político Márcio Coimbra avalia que o anúncio muda significativamente os cálculos do PL em Minas Gerais, ao retirar da campanha um candidato com forte capacidade de mobilização popular e “capaz de unir a pauta conservadora a uma comunicação populista e de massa”.

“Sem Cleitinho liderando a disputa estadual, Flávio perde o principal motor de engajamento no interior e na região metropolitana, sendo forçado a redesenhar sua estratégia de última hora para negociar composições pragmáticas”, pondera.

 

Quais são as alternativas

Com a saída de Cleitinho, a principal tarefa do PL passa a ser encontrar um novo eixo de sustentação política em Minas.

 

Segundo Gabriel Amaral, uma das possibilidades é construir uma candidatura capaz de reunir PL, Republicanos, PP e outros partidos de centro-direita, tendo Marcelo Aro como um dos nomes citados nas negociações. Para ele, porém, o desafio vai além da escolha de um candidato ao governo.

 

“A questão central não é apenas definir quem disputará o governo estadual, mas identificar quem terá condições de coordenar politicamente a campanha presidencial em Minas Gerais”, avalia.

 

Amaral destaca ainda que a candidatura presidencial de Romeu Zema tende a tornar o cenário mais complexo. “Pela primeira vez, dois presidenciáveis relevantes disputarão o apoio de um mesmo campo político no estado. Isso desloca parte da disputa para além do eleitor e passa a envolver prefeitos, parlamentares, lideranças regionais e estruturas municipais”, afirma.

 

A adesão a uma chapa articulada pelo bloco PP-União Brasil passa a ser, na avaliação de Márcio Coimbra, uma das possibilidades mais viáveis para a estratégia de Flávio Bolsonaro no estado.

 

 

“Outra possibilidade é uma composição com o vice-governador Mateus Simões, herdeiro político de Romeu Zema. Resta ainda ao PL lançar um nome próprio, embora essa alternativa tenha menor densidade eleitoral”, analisa.

 

O que Flávio perde sem Cleitinho?

Os especialistas concordam que a principal perda não está apenas no potencial de transferência de votos, mas na capacidade de estruturar uma campanha integrada entre a disputa estadual e a presidencial.

 

Para Gabriel Amaral, Cleitinho reunia atributos que facilitariam a organização da campanha em todo o estado. “Cleitinho reunia liderança nas pesquisas, forte inserção no interior e elevada identificação com o eleitorado conservador, características que permitiriam estruturar uma campanha muito mais coordenada em todo o estado”.

 

Márcio Coimbra afirma que o senador funcionaria como um importante mobilizador da base bolsonarista. “Ter Cleitinho no mesmo palanque simplificaria exponencialmente a travessia de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. O senador funcionaria como um poderoso puxador de votos e vetor de mobilização militante, garantindo um palanque altamente competitivo no estado”, conclui.

 

 

Posted On Terça, 04 Agosto 2026 04:49 Escrito por O Paralelo 13

Presidente também empata no limite da margem de erro com Ronaldo Caiado ns busca pela reeleição; ele lidera contra Zema e Renan Santos

 

 

Por Ighor Nóbrega

 

 

Pequisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de segundo turno nas eleições deste ano para a Presidência da República.

Lula tem 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio, o que configura empate técnico dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Em relação à pesquisa anterior, divulgada na semana passada, o atual presidente oscilou um ponto para baixo, enquanto o candidato da oposição variou dois para cima. A distância, portanto, passou de quatro para apenas um ponto percentual, a menor observada desde abril pelo instituto.

 

A pesquisa também testou outros três cenários de segundo turno, todos com Lula. A mais acirrada é contra Ronaldo Caiado (PSD), na qual o petista aparece com 46% contra 42% do ex-governador de Goiás, representando um empate técnico no limite da margem de erro.

 

O atual presidente só lidera estatisticamente contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) – por 46% x 40% – e contra o candidato do Missão, Renan Santos, com o qual tem 10 p.p. de vantagem: 47% x 37%.

 

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada de 31 de julho a 2 de agosto com 2.002 entrevistados. O nível de confiança é de 95% e o número de registro no TSE é BR-02874/2026.

 

No cenário de primeiro turno simulado pelo levantamento, Lula tem 41% das intenções de voto, numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 37%. Caiado, com 5%, Renan, com 4% e Zema, com 3%, disputam o terceiro posto.

 

Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam.

 

Flávio também encurtou a distância para Lula no primeiro turno. A distância entre os dois era de nove pontos percentuais até a semana passada. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu quatro pontos desde então, enquanto o atual chefe do Executivo variou um para baixo.

 

O presidente, porém, tem um eleitorado mais fiel. Em busca de seu quarto mandato no Palácio do Planalto, ele acumula 36% de eleitores que o veem como o único candidato a votar. E outros 14% que o tem como um voto possível. O senador Flávio tem 28% de eleitores fidelizados e 19% potenciais.

 

Por outro lado, a rejeição é igual. Ambos somam 49% de eleitores que não votariam em ambos “de jeito nenhum”. São percentuais elevados em comparação com Renan (28%), Caiado (29%), Zema (31%), mas o trio ainda é desconhecido por mais de um terço da população.

 

Na rejeição líquida, que considera apenas os entrevistados que conhecem o candidato, Renan Santos lidera com 55%. Flávio tem 51%, Lula soma 50% e Zema, 49%. Caiado é o menos rejeitado, por 45%.

 

Candidatos oficializados

Lula foi confirmado pelo PT como candidato à Presidência na convenção nacional do partido neste domingo (2). Essa será a sétima campanha eleitoral do petista ao Executivo federal, tendo vencido três. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também foi confirmado como candidato à reeleição na chapa.

 

Com a oficialização do atual presidente, todos os principais candidatos ao cargo já estão formalizados pelas suas siglas. Assim como Lula, Caiado e Renan Santos já estão com a chapa definida para o pleito de outubro.

 

Restam as definições dos vices de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. O prazo para a escolha se encerra na quarta-feira (5), como definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

 

Posted On Segunda, 03 Agosto 2026 14:36 Escrito por O Paralelo 13

Levantamento realizado após as convenções partidárias aponta empate técnico entre os dois principais candidatos e estabilidade na avaliação do governo federal

 

 

Por João Victor Rodrigues

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, mas viu diminuir a diferença em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3). O levantamento, o primeiro realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas para as eleições de 2026, indica que os dois estão tecnicamente empatados no primeiro turno, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

 

Na simulação para a primeira etapa da eleição, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 37%. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente recuou um ponto percentual e o senador avançou quatro, reduzindo a diferença de nove para quatro pontos. Segundo a série histórica do instituto, trata-se da menor distância entre os dois desde abril.

 

Os cenários de segundo turno também mostram uma disputa mais equilibrada. Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, resultado que configura empate técnico. Diante do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 46%, enquanto o adversário soma 42%. Já em um eventual confronto com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% contra 40%. Na disputa com Renan Santos, candidato do partido Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), o petista tem 47%, enquanto o adversário aparece com 37%.

 

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal. A aprovação da gestão Lula foi de 47%, enquanto a desaprovação atingiu 48%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”, 43% consideram a administração “ruim” ou “péssima” e 18% a definem como “regular”. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

 

 

 

Posted On Segunda, 03 Agosto 2026 13:16 Escrito por O Paralelo 13

Petista defendeu o trabalho feito durante sua gestão e disse ser a última vez que participa da corrida eleitoral

 

 

Por Tainá Farfan, da RECORD, em São Paulo, e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

 

 

Ao anunciar sua candidatura à reeleição em São Paulo, neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o trabalho feito durante sua gestão e disse ser a última vez que participa da corrida eleitoral.

 

Segundo ele, caso siga no Planalto, terá “briga com emenda parlamentar” e com o “papel do poder Legislativo”, condenando altos recursos destinados aos fundos partidários.

“Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Porque isso está levando os partidos políticos à promiscuidade. Eu quero que vocês saibam que a minha quarta presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar, vai ter briga com o papel do poder Legislativo”, comentou.

 

Fundo Partidário é um recurso do orçamento do governo federal destinado às despesas cotidianas dos partidos políticos. As verbas são provenientes de multas, penalidades, doações e outros recursos definidos por lei.

Lula chegou a argumentar que existem partidos que ganham até R$ 1 bilhão por ano.

 

E afirmou que não pretende ser o “Lulinha paz e amor”, mas o “Lulinha porreta” em um eventual quarto mandato. Ele reconheceu os limites de sua gestão e afirmou que nem sempre consegue atender a todas as demandas. “Sei que nem sempre pude entregar tudo que queriam, mas governando não se faz o só que quer.”

Não quer voto de agressor

Durante o discurso, também criticou os índices de violência contra mulher, afirmando que não deseja receber votos de agressores.

 

“O cara vai ter que escolher. Ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. [...] Duvido que um governo tenha colocado tanto dinheiro nos estados… 99% receberam uma obra ou equipamento do PAC. Temos autoridade moral de defender com orgulho o que nós fizemos, comentou.

Lula terá como aliados em sua coligação os partidos PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, além de PSOL, Rede, PSB e PDT, parte da base de apoio à corrida eleitoral.

 

Pé-de-Meia e educação

O petista defendeu a criação de programas como Pé-de-Meia e incentivo à indústria, além da retomada da demarcação de terras indígenas e de investimentos nos estados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e na educação, por exemplo.

 

“Eu sou candidato pela quarta vez para resolver definitivamente o problema da educação neste país. Eu sou candidato pela quarta vez porque quero pagar a dívida com os idosos. Tenho 80 anos e hoje estou infinitamente melhor do que quando eu tinha 50 anos e estava no meu primeiro mandato.”

 

Investimento na defesa

Em meio à tensão com os Estados Unidos, Lula defendeu que o Brasil passe a investir na indústria da defesa e esteja “preparado” caso alguém decida invadir o país. Apesar de não ter citado Nicolás Maduro, o petista fez referência à prisão do presidente venezuelano pelo governo de Donald Trump.

 

“Quero pedir para o pessoal da esquerda parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa”, disse. “Quero estar preparado para que ninguém invada este país e leve o presidente, como eles invadiram.”

 

Planejamento para o Brasil

Em seu discurso, Lula defendeu a definição de prioridades nacionais em um planejamento de longo prazo e afirmou que o país precisa estabelecer um projeto com horizonte de 10 a 15 anos. “Precisamos decidir o que é prioridade no país”, frisou ele.

 

O presidente também comentou temas ligados à juventude e planejamento familiar, dizendo que uma jovem que tem filhos aos 16 anos “joga o futuro fora”. E defendeu o direito de escolha das mulheres, ao destacar que a mulher “tem que ter filho quando quiser”.

 

Alckmin ataca descrença nas urnas

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que adversários políticos descrentes no voto popular não deveriam ser candidatos à Presidência.

 

Ele lembrou, sem mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a oposição elaborou um golpe de Estado ao perder as eleições de 2022.

 

“Tinham como projeto assassinar aqueles que foram eleitos pelo povo. Pelo voto popular, não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência”, disse, durante a Convenção Nacional do PT, em São Paulo.

 

 

Posted On Segunda, 03 Agosto 2026 05:50 Escrito por O Paralelo 13
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