Com Selic mantida em 13,75% ao ano pelo Copom, taxa real subiu para 9,49% e lidera ranking global criado pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence

 

 

Por Antonio Souza

 

 

O Brasil manteve a liderança isolada no ranking mundial de juros reais após o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidir manter a taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

 

Segundo levantamento elaborado em conjunto pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence, a taxa de juro real brasileira avançou para 9,49% ao ano, superando os 8,45% registrados na reunião anterior da autoridade monetária, realizada em setembro.

 

O cálculo do juro real desconta a inflação projetada para os próximos doze meses da taxa de juros nominal negociada no mercado financeiro.

 

Com a expectativa de inflação apurada em 4,99% pelo Relatório Focus, o custo real do crédito no país permanece no nível mais elevado do planeta.

 

Ranking global e comparação entre países

A medição das consultorias compara quarenta das principais economias do mundo. No topo da lista de juros reais, o Brasil aparece com ampla vantagem sobre os demais colocados:

 

Brasil: 9,49%

Turquia: 7,77%

Argentina: 6,80%

Rússia: 6,57%

Colômbia: 4,05%

Indonésia: 3,67%

México: 3,26%

África do Sul: 2,93%

Hungria: 2,04%

Chile: 1,69%

Corte da Selic mantém 13,75% ao ano

Nesta quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi divulgada pelo Banco Central.

 

A decisão foi tomada na primeira reunião desde a reeleição do presidente Lula (PT), em 25 de outubro, e interrompeu um ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual iniciado em março, quando estava em 15% ao ano.

 

No comunicado, o Copom justificou a manutenção dos juros pela piora das expectativas de inflação, pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e pelo aumento das incertezas em relação à economia brasileira e internacional.

Segundo o colegiado, esse cenário exige "serenidade e cautela" na condução da política monetária, sem sinalizar quando voltará com os cortes.

 

 

Posted On Quinta, 05 Novembro 2026 05:52 Escrito por O Paralelo 13

Candidato defende voto aberto e busca unir oposição contra Alcolumbre. Tereza Cristina mantém pré-candidatura à presidência da Casa

 

 

Com Congresso em Foco e Estadão 

 

 

O PL lançou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado. Líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Marinho prometeu destravar a votação da anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado e defendeu o voto aberto na eleição da Mesa Diretora. Para chegar ao comando da Casa, terá de superar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e negociar com Tereza Cristina (PP-MS), que também pretende concorrer.

 

O lançamento ocorreu após reunião com cerca de 30 senadores na sede do PL, em Brasília. "Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita", afirmou Marinho. Participaram do encontro Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), entre outros parlamentares.

 

O PL terá a maior bancada do Senado em 2027, com 29 integrantes, e conta com o apoio dos três eleitos pelo Novo. Essa base potencial de 32 votos representa quase 40% da Casa. Para vencer no primeiro turno da eleição, marcada para 1º de fevereiro, Marinho precisará de pelo menos 41 votos. A votação é secreta.

 

Anistia e voto aberto

 

Marinho afirmou que pretende usar a presidência do Senado para permitir a apreciação de propostas defendidas pela oposição, especialmente a anistia aos condenados pela tentativa de golpe.

 

"O Congresso Nacional vai nos dar condição de destravar a pauta e vamos permitir que o projeto da anistia seja apreciado", declarou.

 

O senador também defendeu mudanças na eleição da Mesa Diretora. Para ele, o voto aberto permitiria à população acompanhar o posicionamento dos parlamentares e evitar o que chamou de "estelionato eleitoral".

 

"Voto aberto é extremamente recomendável e necessário, mas vamos avaliar de que forma podemos fazer", disse. Enquanto não houver mudança nas regras, aliados discutem incentivar senadores de direita a declarar publicamente seus votos.

 

Marinho procurou afastar a ideia de que sua campanha será centrada no impeachment de ministros do STF, embora tenha prometido analisar eventuais denúncias por crimes de responsabilidade.

 

"Não seremos candidatos com o tema de impeachment de quem quer que seja, somos candidatos defendendo a Constituição. Se algum ministro do STF cometer crime de responsabilidade, não seremos omissos", afirmou.

 

Direita dividida

 

A candidatura de Marinho ainda não unificou a oposição. Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina mantém a intenção de concorrer. O senador disse que conversou com ela nesta quarta-feira e que ambos tentarão viabilizar seus nomes antes de buscar um entendimento.

 

"A Tereza tem toda a legitimidade para ser candidata. Conversamos pela manhã. Ela naturalmente vai tentar viabilizar sua candidatura e, em momento oportuno, vamos convergir", declarou.

 

A pressão para que Tereza desista provocou reação no PP, especialmente após ataques à senadora nas redes sociais. A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre, mas a decisão enfrenta resistência de integrantes da oposição.

 

Marinho busca votos entre partidos de centro, enquanto Alcolumbre conta com o respaldo de Lula (PT) e de aliados do Centrão.

 

Ao justificar sua candidatura, Marinho relembrou a disputa de 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Disse que concorreu a pedido de Jair Bolsonaro e criticou a distribuição de espaços nas comissões após a eleição.

 

"Os vencedores não fizeram gestos, não nos permitiram participar das comissões. Se ganharmos, vamos tratar de forma diferente. Vamos respeitar a democracia e a dissidência", afirmou.

 

 

 

Posted On Quarta, 04 Novembro 2026 14:51 Escrito por O Paralelo 13

A liminar (decisão provisória urgente) foi concedida pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo

 

 

Com G1 

 

 

A Justiça de São Paulo concedeu decisão liminar favorável à Associação Nacional de Jornais (ANJ), à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e à Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) contra a Meta.

 

A empresa, dona do Facebook, do Instagram, do WhatsApp e do Threads, passou a condicionar o uso que os meios de comunicação fazem de suas redes a uma autorização de acesso irrestrito a todo o conteúdo produzido por eles para o treinamento e a alimentação da sua inteligência artificial.

As condições permitiriam à empresa utilizar programas automatizados para acessar, copiar, armazenar e analisar reportagens, fotografias, vídeos e publicados pelos sites dos veículos.

 

A regra foi estabelecida pela Meta em alteração feita pela empresa em seus termos comerciais, com vigência prevista para 20 de novembro.

 

De acordo com a decisão, a Meta fica obrigada a manter as contas, as páginas e também as ferramentas dos veículos em pleno funcionamento, sem bloqueios, restrições ou punições pela recusa das condições impostas pela empresa.

 

A Justiça fixou multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento, limitada a R$ 100 milhões.

 

"Justifico o valor elevando da multa diária tendo em vista que a ré tem se mostrado especialmente reticente no cumprimento de decisões proferidas em outros autos, escolhendo quando cumprir e quando não cumprir", afirmou o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, na decisão.

 

A Meta não vai se manifestar sobre a decisão.

 

Em um posicionamento conjunto, ANJ, ABERT e ANER disseram que recorreram à Justiça "para proteger os direitos autorais dos veículos associados e impedir o uso de seus conteúdos sem autorização".

As entidades alertaram ainda para o desequilíbrio econômico entre plataformas digitais e empresas responsáveis pela produção de informação jornalística.

 

"A decisão representa uma vitória inicial das três associações na defesa da propriedade intelectual e da sustentabilidade do jornalismo profissional, essenciais para garantir o acesso da sociedade à informação de qualidade", afirmou as associações na nota.

 

 

 

Posted On Quarta, 04 Novembro 2026 06:37 Escrito por O Paralelo 13

Moeda chegou a testar R$ 5,515 na máxima do dia, mas perdeu força ao longo da sessão e encerrou a R$5,477

 

 

Por Exame.com

 

 

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (3) na volta do feriado de Finados, ampliando as perdas da semana passada em meio à pressão de Petrobras e Vale e à preocupação dos investidores com os rumos da política econômica no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O principal índice da B3 recuou 1,42%, aos 165.528,92 pontos, após oscilar entre a mínima de 164.446,53 e a máxima de 168.005,46 pontos. O volume financeiro somou R$ 32,4 bilhões.

 

O mercado reagiu a rumores de que Lula poderia se reunir nesta semana com o economista André Lara Resende para discutir uma proposta de redução gradual da taxa Selic, em uma espécie de tabelamento dos juros. A possibilidade, atribuída ao economista, foi negada pela cúpula do PT.

 

A incerteza sobre a condução da política econômica no governo Lula 4 se soma à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nesta quarta-feira (4).

O dólar comercial também fechou em alta de 0,79%, a R$ 5,487, no nível mais alto desde o dia 30 de dezembro do ano passado, quando ficou cotado a R$5,4778. A moeda chegou a testar R$ 5,515 na máxima do dia, mas perdeu força ao longo da sessão e encerrou distante do pico.

 

O movimento refletiu as preocupações com os rumos da política econômica brasileira, em um pregão no qual o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, ficou praticamente estável no exterior, com ligeira alta de 0,06%, aos 101,87, à espera dos resultados da midterms nos Estados Unidos.

 

"O Boletim Focus revisou para cima as projeções de inflação e juros em todos os horizontes, com a Selic esperada para o fim de 2027 passando de 11,75% para 12,50% e o IPCA de 2027 indo a 4,76%, acima do teto da meta. Além disso, o mercado aguarda a decisão do Copom, nesta quarta, com a ampla maioria das apostas sendo de manutenção da Selic Meta, de acordo com as Opções de Copom", afirmou.

 

Petrobras e Vale pressionam o Ibovespa

Entre as principais ações do índice, Petrobras (PETR4) caiu 3,79% e Petrobras (PETR3) recuou 3,65%, em um movimento que superou a queda moderada dos preços do petróleo no mercado internacional. A Vale (VALE3) também pesou sobre o Ibovespa, com baixa de 2,85%, acompanhando a desvalorização do minério de ferro.

Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) caiu 2,02%, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,70%, BTG Pactual (BPAC11) perdeu 1,05% e Itaú (ITUB4) caiu 0,47%. Na contramão, Santander (SANB11) subiu 2,26%.

 

A Cogna (COGN3) liderou as perdas do índice, com queda de 12,66%, após o Citi rebaixar a recomendação dos papéis de neutra para venda. A CSN Mineração (CMIN3) caiu 5,14% e o Azzas (AZZA3) recuou 5,09%.

 

Do lado positivo, Natura (NATU3) subiu 4,32%, seguida por Embraer (EMBJ3), com alta de 4,24%, e Usiminas (USIM5), que avançou 3%.

 

Juros futuros sobem na véspera do Copom

Os juros futuros avançaram novamente nesta terça-feira, em meio à preocupação com os rumos da política monetária e fiscal no próximo governo.

 

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 subiu de 14,483% para 14,565%. Para janeiro de 2029, avançou de 14,962% para 15,070%. O DI para janeiro de 2031 passou de 15,272% para 15,370%, enquanto o de janeiro de 2033 subiu de 15,349% para 15,435%. Já o contrato para janeiro de 2035 avançou de 15,333% para 15,410%.

Petróleo cai

 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda pela segunda sessão consecutiva, apesar da volatilidade ao longo do dia. Os investidores acompanharam as expectativas de avanço em uma solução diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã, com mediação do Catar, embora permaneça o risco de retomada dos combates.

 

Na véspera, os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz. Autoridades americanas classificaram a ação como uma medida defensiva limitada. O cenário geopolítico segue incerto, com novas informações sobre possíveis ameaças iranianas e a possibilidade de uma escalada militar.

 

O petróleo Brent para janeiro caiu 1,12%, a US$ 103,60 por barril, enquanto o WTI para dezembro recuou 0,38%, a US$ 96,09.

 

Bolsas de Nova York fecham mistas

As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira sem direção única, em um pregão marcado pelas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e pela recuperação das ações de tecnologia após as perdas recentes.

 

O Dow Jones caiu 0,38%, aos 51.786,72 pontos. Na direção oposta, o S&P 500 subiu 0,36%, aos 7.568,92 pontos, e o Nasdaq avançou 0,83%, aos 25.372,01 pontos.

 

Entre as empresas de tecnologia, AMD subiu 3,65%, Microsoft avançou 2,74% e Nvidia ganhou 2,29%. Já a Apple caiu 1,90%, após o balanço do quarto trimestre fiscal e o alerta de que os custos dos chips de memória devem pressionar suas margens no último trimestre do ano.

 

 

 

Posted On Quarta, 04 Novembro 2026 06:11 Escrito por O Paralelo 13

Resultado das eleições de meio de mandato é uma derrota para o presidente Donald Trump, que antes contava com maioria republicana nas Casas

 

 

Por Camila Stucaluc

 

 

O Partido Democrata conquistou, na madrugada desta quarta-feira (4), a maioria das cadeiras na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O resultado das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, foi anunciado pouco tempo após a sigla levar o Senado, consagrando maioria no CongressoAté o momento, os democratas conseguiram virar 24 cadeiras que estavam sob controle republicano na Câmara, conquistando 220 assentos – dois a mais do que o necessário para obter maioria na Casa. O partido do presidente Donald Trump, por sua vez, contabiliza 127 das 435 cadeiras.

 

No Senado, os democratas avançaram sobre sete cadeiras ocupadas pelos republicanos, além de manterem outras 11 já consagradas na Casa, totalizando 54 assentos. Já os republicanos somam 42 cadeiras, conforme contagem da Reuters.

 

Entre os principais eleitos está o democrata James Talarico, do Texas, que derrotou o republicano Ken Paxton em uma vitória histórica para o partido, que não conquistava uma cadeira no Senado pelo estado havia 38 anos. Os republicanos também perderam disputas em outros estados tradicionalmente conservadores, como Carolina do Sul e Ohio, onde historicamente contam com o apoio do eleitorado.

Apesar de esperado, o resultado das eleições legislativas representa uma derrota ao presidente Trump. Isso porque, antes, os republicanos contavam com maioria nas duas Casas, o que facilita a aprovação de propostas do governo.

 

Com a vitória dos democratas, Trump deve encontrar dificuldade para continuar com sua agenda política, além de poder enfrentar investigações. É o caso da guerra contra o Irã, iniciada sem a autorização do Congresso, e de políticas anti-imigração consideradas excessivas pela oposição.

 

Trump parabeniza democratas

Trump parabenizou os democratas pela sequência de vitórias, dizendo que o partido “fez um bom trabalho”. Em relação aos republicanos, o presidente culpou os próprios candidatos e reconheceu que o aumento do preço da gasolina, ocasionado pela guerra contra o Irã, prejudicou o partido no pleito.

 

"Os democratas fizeram um bom trabalho. Eles lutaram muito. Eu não vejo isso como um golpe para mim. Tivemos os dois melhores anos da história da presidência”, disse, em entrevista à Fox News.

 

Mais cedo, ao The New York Times, o presidente já havia dito que aceitaria o resultado das eleições, reforçando estar disposto a trabalhar com o Partido Democrata. “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, afirmou.

 

 

Posted On Quarta, 04 Novembro 2026 06:08 Escrito por O Paralelo 13
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