Candidato derrotado à presidência saiu do Brasil; caso é investidado pela Polícia Federal
Com Estadão
Após deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro já chegou aos Estados Unidos na companhia da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A informação foi confirmada por pessoas ligadas ao governo americano. A família terá os vistos concedidos pelo governo Donald Trump para entrar e permanecer no país.
"O Departamento de Estado concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos", afirmou uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado à agência de notícias AFP.
Flávio Bolsonaro chega aos EUA com mulher e filhas após derrota nas urnas; governo Trump concederá vistos
A saída para os Estados Unidos teria acontecido via Argentina. Flávio teria atravessado a fronteira para o país vizinho e, de lá, partido para os Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal argentino InfoBae, um dos maiores e dos mais confiados pela população do país.
Ontem, em vídeo publicado em suas redes sociais após ser intimado para entregar seu passaporte em 24 horas, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo.
Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
Diante das notícias da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, deputados da bancada do PT entraram com um pedido de prisão preventiva contra o ex-candidato à presidência e solicitaram que seu nome seja incluso na lista de alerta vermelho da Interpol caso a prisão seja decretada.
Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Ana Elisa (PT-MG) protocolaram a ação após as notícias da ida de Flávio aos Estados Unidos. (*Com informações do Estadão Conteúdo)
Rogério Marinho e Tereza Cristina tentam chegar a nome competitivo para barrar recondução do atual presidente da Casa
Com CNN - Brasil
A oposição ao presidente Lula articula uma candidatura única contra a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), e a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS), devem se reunir nesta terça-feira (27) para tentar um acordo sobre qual nome deverá enfrentar Alcolumbre, que nesta segunda-feira obteve o apoio do presidente Lula para sua recondução.
Marinho e Tereza tentam frear a movimentação de Alcolumbre, que articula com partidos do Centrão um anúncio formal de apoio a ele ainda nesta semana.
A eleição ocorre no dia 1º de fevereiro e, desde a derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula no domingo, lideranças de direita já passaram a mirar a disputa da Mesa do Senado como a próxima entre base e oposição.
A ideia de Marinho e Tereza é verificar qual dos dois tem mais condições de enfrentar Alcolumbre.
De um lado, o PL de Marinho tem maioria na nova legislatura, com 29 senadores. Para vencer, são necessários 41 votos dos 81 senadores. De outro lado, Tereza contabiliza poder chegar a 42 votos se o PL lhe assegurar os votos e ela buscar apoios isolados nos demais partidos com senadores que rejeitam a recondução de Alcolumbre.
A avaliação entre lideranças da oposição é de que o nome de Tereza pode ser mais palatável na Casa do que o de Marinho para enfrentar Alcolumbre.
Como mostrou a CNN na segunda-feira, o presidente do Senado contabiliza 48 votos, número contestado pela oposição, que diz que hoje ele teria 38 votos — três a menos que o necessário para vencer.
Um dos problemas que estarão na mesa é o interesse dos presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, na recondução de Alcolumbre. O presidente do Senado tratou com ambos do assunto e teve sinalização positiva, assim como de outros partidos, como MDB, Republicanos e Podemos.
No caso de Ciro Nogueira, há um interesse especial em se reaproximar do Planalto via Alcolumbre para tentar evitar que as investigações do caso Master avancem contra ele.
Senadores relataram à CNN que Ciro Nogueira já teria sinalizado apoio a Alcolumbre sem consultar a bancada. Senadores relatam, ainda, que ele deu apoio a Alcolumbre em troca da sinalização de apoio do União Brasil à recondução de Hugo Motta, seu afilhado político, à presidência da Câmara.
Não há confirmação de saída do senador do Brasil, mas fontes do Ministério da Justiça dizem que há 'grande probabilidade'
Com Jornal de Brasília
Diante da suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha deixado o Brasil, o governo acionou todos os serviços de inteligência para apurar a informação. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal e agentes brasileiros que atuam nas fronteiras foram mobilizados.
De acordo com fontes do Ministério da Justiça, há “grande probabilidade” de que Flávio tenha deixado o Brasil, mas ainda não há confirmação.
A coluna apurou que Flávio havia combinado com advogados que entregaria seus passaportes na manhã desta terça-feira (27), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, mas não apareceu. O senador conversou com aliados pela manhã.
Pela manhã, a imprensa argentina divulgou que o senador brasileiro teria atravessado a fronteira por via terrestre.
A ordem de entrega dos passaportes foi determinada no âmbito de uma investigação contra Flávio e o advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro.
Aliados de Flávio afirmam que o senador não cometeu crimes e que, se tivesse ganhado as eleições presidenciais, o roteiro da história seria diferente.
Agência Senado
Em seu primeiro discurso após a proclamação do resultado das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito, disse que vai trabalhar com o Congresso Nacional que o povo elegeu. Ele se queixou de interferência externa nas eleições e disse que vai regular as plataformas digitais.
No day after da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar dispara logo após a abertura das negociações, como esperado pelo mercado. A divisa abriu a sessão desta segunda-feira (26) com salto de 8,64%, a R$ 5,4247, no mercado à vista
Por Felipe Moreira
Na sexta-feira (23), o dólar encerrou cotado a R$ 4,9931 no mercado à vista.
Prevendo a forte oscilação, a B3 elevou o limite superior de negociação dos contratos futuros de dólar e dos mini contratos futuros da moeda de 6% para 12%, em caráter exclusivo para o pregão de hoje.
O movimento local acompanha, ainda que com pequeno efeito, do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,11%, aos 101.918 pontos.
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Para Chris Turner, chefe global de mercados do ING, não é surpresa o dólar iniciar o pregão regular com um salto de 5% a 7%, na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,25.
“O cenário fiscal sempre foi o calcanhar de Aquiles do Brasil, e um déficit orçamentário de 7% a 8% do PIB, combinado a uma dívida líquida equivalente a 70% do PIB, deixa o País vulnerável a uma onda global de vendas de títulos. Em vez de uma consolidação fiscal sob Bolsonaro, os ativos brasileiros terão de lidar agora com as promessas de campanha de Lula, incluindo a redução da jornada de trabalho semanal”, avalia o estrategista.
Para analistas da Ágora Investimentos, há a possibilidade de atuação do Banco Central no câmbio. Contudo, a composição da equipe econômica e as primeiras sinalizações sobre política fiscal devem determinar a duração e o tamanho do movimento de aversão ao risco.
Morning Times
Já a Wells Fargo projetava dólar a R$ 5,30 se Lula fosse reeleito, mas avalia que fatores externos e o carry trade podem sustentar o real mesmo com a continuidade do atual governo.
Com mais de 100% das urnas apuradas, o presidente teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.
O resultado contrariou as pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista. É também a primeira vez desde 1989 que um candidato que terminou em segundo lugar no primeiro turno consegue reverter o resultado e vencer o segundo turno.