Pesquisa entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 4 de março; margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos
Por Poliana Santos, da CNN Brasil
O senador Sergio Moro (União Brasil) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro turno testados pelo instituto Paraná Pesquisas para a disputa ao governo do Paraná em 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12).
Nos cenários avaliados, Moro tem ampla vantagem sobre os principais adversários.
No primeiro cenário, o senador soma 44% das intenções de voto, seguido pelos deputados estaduais Requião Filho (PDT), com 23,1%, e Alexandre Curi (PSD), com 11,3%. O deputado federal Fernando Giacobo (PL) marca 4,5%; o secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva (PSD), 4,3%; e o advogado Luiz França (Missão), 0,9%.
Eleitores que disseram votar em nenhum, branco ou nulo representam 7,1%, enquanto outros 4,9% não souberam ou não opinaram.
Quando o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) é incluído na lista de possíveis candidatos, Moro lidera com 40,1%, seguido de Requião Filho, com 20,4%. Greca pontua 19,1%; o deputado federal Giacobo (PL), 4,7%; Guto Silva, 4,5%; e França, com 0,7%.
Brancos e nulos somam 5,7%, e 4,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Já no terceiro cenário, Moro desponta com 47%. Requião Filho aparece com 26%. Giacobo tem 5,9% e o secretário Guto Silva, 5,5%. O advogado Luiz França registra 1,3%. Nesse recorte, 8,2% votariam em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas em 55 municipios paranaenses entre os dias 1º e 4 de março, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
O levantamento foi contratato pelo PL (Partido Liberal) e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PR-06254/2026.
As medidas representam um alívio de R$ 0,64 centavos por litro do diesel e são temporárias
Com Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 12, a decisão de zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O anúncio das medidas foi feito no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o presidente, o preço do petróleo está fugindo ao controle no mundo, diante da "irresponsabilidade das guerras", o que eleva preços de combustíveis também no Brasil. Na prática, as medidas anunciadas por Lula reduzem R$ 0,64 por litro do diesel.
“Nós estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra cheguem ao povo brasileiro”, disse Lula em pronunciamento.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as medidas são temporárias e não interferem na política de preços da Petrobras. "São medidas temporárias que tem a ver com o estado de guerra que estamos vivendo", frisou.
Além de Lula e Haddad, participam do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Alta do petróleo
Nesta quarta-feira, o preço do petróleo voltou a subir e opera perto de US$ 100, após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ter declarado que o estreito de Ormuz ficará fechado por "muito tempo". Pelo estreito, passam 20% do comércio global de petróleo.
Da Assessoria
O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira, 11, uma sessão especial em homenagem aos 30 anos da TV Senado, conduzida pelo vice-presidente da Casa e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, autor do requerimento que solicitou a solenidade.
A homenagem foi proposta pelo senador por meio do Requerimento nº 32/2026, reunindo senadores, servidores e profissionais que ajudaram a construir a trajetória da emissora legislativa ao longo de três décadas.
Durante a solenidade, Eduardo Gomes ressaltou o impacto da criação da TV Senado para a comunicação pública no país. “Celebramos nesta data uma história importante para a transparência do Legislativo e para a comunicação pública no Brasil. Há três décadas, o Senado Federal criava a TV Senado e transformava a forma como o Parlamento conversa com a sociedade brasileira”, afirmou.
O senador também destacou que a emissora permitiu ampliar o acesso da população às atividades do Congresso Nacional. “Esse pioneirismo transformou a transparência em uma realidade cotidiana. Milhões de brasileiros passaram a acompanhar em tempo real o trabalho legislativo”, observou.

Ao longo da sessão, Eduardo Gomes ressaltou ainda que a emissora consolidou uma programação que vai além da cobertura das votações, com produção jornalística, conteúdos educativos, culturais e registro da memória política do país. “A TV Senado ajudou a tornar o Parlamento mais transparente, aproximou o cidadão das decisões que impactam o seu dia a dia e contribuiu para fortalecer a confiança nas instituições democráticas”, afirmou.
O senador também destacou o momento de transformação tecnológica vivido pela emissora, que amplia a presença digital e prepara a transição para novos padrões de transmissão. “A comunicação pública precisa acompanhar as mudanças da sociedade, e a TV Senado tem desempenhado esse papel com responsabilidade e inovação”, declarou.
Prefeitos do Tocantins acompanham a sessão
A sessão especial contou com a presença de prefeitos do Tocantins que acompanharam a homenagem no Senado Federal, entre eles Djalma Júnior, de Wanderlândia; Max Barbosa, de Araguanã; Ismael Brito, de Babaçulândia; e Davi Bento, de Filadélfia.
Sobre a TV Senado
Criada em 5 de fevereiro de 1996, a TV Senado atualmente alcança mais de 1,6 mil municípios brasileiros por meio do sinal aberto da rede legislativa e amplia sua atuação nas plataformas digitais e redes sociais.
Com Agências
O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou o afastamento cautelar do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, alegando graves irregularidades administrativas na condução do órgão. O pedido foi formalizado em documento datado de 19 de fevereiro e encaminhado à Corte.
Segundo o MP, Pochmann teria promovido perseguição a técnicos de carreira, substituindo especialistas experientes por funcionários recém-admitidos e ainda em estágio probatório em funções de elevada complexidade técnica. O procurador classificou a situação como um “quadro institucional preocupante”, destacando que a gestão do presidente compromete a autonomia técnica e a credibilidade do órgão.
Além disso, o MP questiona a tentativa de criação da Fundação IBGE+, considerada uma instituição paralela sem respaldo legislativo, cuja iniciativa foi rejeitada pela Advocacia-Geral da União (AGU). A representação alerta que a fundação poderia extrapolar as competências legais do IBGE e violar prerrogativas do chefe do Poder Executivo.
Uso político da instituição: há suspeita de que publicações oficiais do IBGE, como o periódico Brasil em Números 2024, estariam sendo instrumentalizadas para propaganda política, especialmente em contexto eleitoral.
Risco de falhas no Sinapi: a gestão de Pochmann teria causado omissões que podem interromper o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, prejudicando o referenciamento de gastos públicos.
Ingerência indevida e autoritarismo: o presidente é acusado de violar o princípio da impessoalidade, condicionando a permanência em funções técnicas à adesão pessoal a suas orientações, além de constranger ou silenciar posições técnicas qualificadas.
Risco de dano ao erário: ações da gestão poderiam fragilizar a autonomia técnica e aumentar o risco soberano e o custo de financiamento da dívida pública.
O MP junto ao TCU alerta que essas medidas podem gerar descrédito institucional e comprometer a credibilidade das estatísticas oficiais, essenciais para políticas públicas e para o acompanhamento econômico do país.
O caso segue em análise no TCU, que poderá decidir sobre o afastamento de Pochmann e eventuais medidas adicionais para garantir a integridade do IBGE.
Por Elizabeth Lopes
Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 40%, contra 35% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ratinho Jr. (PSD) pontua 6% e Romeu Zema (Novo) 4%. Brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não responderam 7%.
No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 3% das intenções de votos, Flávio pontua 41% e Lula 36% no Estado do Rio de Janeiro; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto no Rio, Flávio registra 40%, Lula 35% e Zema 5%.
No quesito rejeição, Lula lidera a mostra no Rio com 51%, seguido de Flávio com 48%, Caiado com 32%, Zema com 28%, Eduardo Leite com 27% e Ratinho Jr com 25%.
Aprovação de Lula
O instituto perguntou aos eleitores do Rio de Janeiro sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 56% desaprovam e 38% aprovam.
A pesquisa está registrada sob número BR-04367/2026, foram realizadas 2.000 entrevistas com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.