Dívida bruta do país sobe para 81,9% do PIB, maior nível desde 2021

 

 

Por Claudio Dantas

 

 

As contas do setor público consolidado registraram um déficit nominal de R$ 1,32 trilhão nos 12 meses encerrados em junho, equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central. O resultado, que considera o pagamento dos juros da dívida pública, representa um dos maiores rombos já registrados na série histórica e é acompanhado de perto por agências internacionais de classificação de risco.

No mês de junho, o setor público apresentou déficit primário de R$ 55,3 bilhões, resultado pior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo foi de R$ 47,1 bilhões. O indicador reúne as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais, sem considerar os gastos com juros da dívida.

 

Ao incorporar essas despesas financeiras, o déficit nominal chegou a R$ 166 bilhões apenas em junho, impulsionado principalmente pelo aumento dos juros nominais, que somaram R$ 110,7 bilhões no mês.

 

No acumulado de 12 meses, os gastos com juros alcançaram R$ 1,16 trilhão, o equivalente a 8,8% do PIB, contribuindo para a deterioração das contas públicas.

 

Dívida bruta avança

 

Os dados do Banco Central também mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,9% do PIB em junho, totalizando R$ 10,8 trilhões. Trata-se do maior patamar desde o período da pandemia de Covid-19, em 2021.

 

Na comparação com maio, quando a dívida representava 81,1% do PIB, houve avanço de 0,8 ponto percentual. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula (PT), a relação entre dívida e PIB aumentou 10,2 pontos percentuais.

 

Segundo o Banco Central, a elevação foi influenciada principalmente pelo impacto dos juros nominais sobre a dívida, pelas emissões líquidas de títulos públicos e pela redução do PIB nominal no período.

 

Resultado do semestre

 

No primeiro semestre de 2026, o setor público acumulou déficit primário de R$ 80,2 bilhões, equivalente a 1,2% do PIB. No mesmo intervalo de 2025, havia sido registrado superávit de R$ 22 bilhões.

 

Considerando apenas o governo federal, o saldo negativo chegou a R$ 93,4 bilhões entre janeiro e junho, acima do déficit de R$ 12,3 bilhões observado no mesmo período do ano anterior.

 

O resultado ocorre apesar da meta fiscal estabelecida para 2026 prever superávit de 0,25% do PIB, com margem de tolerância que permite saldo primário igual a zero. A legislação do arcabouço fiscal também autoriza a exclusão de determinadas despesas do cálculo da meta, como parte dos gastos com precatórios, o que leva o próprio governo a projetar déficit próximo de R$ 52 bilhões ao fim do ano.

 

 

Posted On Sexta, 31 Julho 2026 15:25 Escrito por

Em evento empresarial que reuniu líderes dos quatro maiores institutos de pesquisas do País, números apresentados são favoráveis a um novo mandato para o presidente

 

 

Site 247 

 

 

Por Marco Damiani, para o 247 – Nas contas do CEO do Instituto Quaest, Felipe Nunes, as chances de reeleição do presidente Lula deram um salto significativo desde o início do ano e estão em seu ponto mais alto até aqui. “No modelo que associa a aprovação do governo à probabilidade de reeleição, o presidente está em uma posição bastante competitiva”, afirmou o pesquisador nesta segunda-feira, 27, durante o evento Almoço Empresarial, do grupo Lide, em São Paulo. “No começo no ano, quando o governo tinha 43 por cento de aprovação, as chances de Lula se reeleger eram de 38%. Agora, com uma alta para 47 por cento neste quesito, a probabilidade de reeleição cresceu para 60 por cento.”

 

O evento do Lide reuniu, presencialmente, os responsáveis pelos institutos Datafolha, Atlas Intel e Paraná Pesquisas, diante de uma plateia de cerca de 400 líderes empresariais. Pela Quaest, Nunes falou via uma mensagem em vídeo, previamente gravada. Para ele, os eleitores independentes, não identificados diretamente com as correntes lulista e bolsonarista da sociedade brasileira, irão definir o pleito. “Nas nossas sondagens mais recentes, esses independentes passaram a rejeitar mais o candidato Flávio Bolsonaro do que Lula.”

 

Para Andrei Roman, CEO do Atlas Intel, o quadro eleitoral ainda “está difícil de acertar”. Mesmo assim, ele afirmou que os dados colhidos pelo instituto mostram que “o presidente Lula parte como favorito tanto no primeiro como no segundo turno”. Em números, os cálculos do Atlas Intel revelam dados que vão além da margem de erros dos levantamentos. “Lula tem uma vantagem de mais ou menos 10 pontos no cenário de primeiro turno e de cerca de 7 pontos na simulação de segundo turno”, revelou Roman.

 

Líder do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo manifestou que os programas de renegociação de dívidas estruturados neste ano pelo governo federal têm alavancado as intenções de votos, especialmente, na região Sudeste. “Ao nosso ver, a eleição vai ser decidida no estado de São Paulo, onde, neste momento, Lula tem dianteira sobre Flávio Bolsonaro”, afirmou Hidalgo.

 

Luciana Chong, diretora do instituto Datafolha, indicou que o eleitorado feminino, com 53% do contingente total, o público 60+, que chega a 23% do conjunto dos eleitores, e os jovens, entre 18 e 34 anos de idade, são os segmentos sociais que podem decidir a disputa presidencial. “Desde a eleição de 2018, as mulheres têm posicionado o seu voto mais à esquerda”, lembrou ela. “Neste ano, as mulheres têm se mostrado mais a favor de Lula do que de Flávio Bolsonaro”, prosseguiu. Quanto aos eleitores acima de 60 anos, para a diretora do Datafolha “eles são uma fortaleza de Lula”. “O presidente apresenta 11 pontos de vantagem sobre seu principal adversário neste segmento”, informou. No grupo jovem da população, segundo a aferição mais recente feita pelo instituto, o presidente abre 10 pontos sobre o bolsonarista no levantamento espontâneo sobre o primeiro turno. A diferença fica maior no cenário do Datafolha sobre a segunda rodada, com 40% de intenções espontâneas de voto para Lula e 31 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro.

 

Os números são muitos, mas a conclusão é um só. Nestes primeiros dias de abertura oficial da disputa pelo voto, o presidente está liderando a corrida presidencial além da margem de erro.

 

 

Posted On Sexta, 31 Julho 2026 09:46 Escrito por

A PF observa que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens

 

 

Com Folha de São Paulo

 

 

Relatório das investigações da Polícia Federal que embasou a operação policial Compliance Zero contra o ex-líder do governo Jaques Wagner apontou a existência de 74 ligações entre o senador e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também alvo das apurações. De acordo com os documentos tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner e Lima conversaram por cinco horas e trinta minutos nessas ligações.

 

A PF observa que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens. E que eles chegavam a se falar várias vezes no mesmo dia. Os diálogos compreendem o período de novembro de 2023 a maio de 2025.

 

A defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro.

 

Os documentos no processo mostram que Mendonça autorizou a PF a monitorar movimentos de celular de Jaques Wagner após a suspeita de vazamentos. O ministro citou que recebeu um pedido de audiência no seu gabinete no mesmo dia em que operação foi protocolada; defesa dele ainda não se manifestou.

 

A investigação da PF apura pagamentos de propina do Banco Master para Jaques Wagner e aponta que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador usou o mesmo esquema da aquisição de imóveis de propina para o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. Além disso, a PF identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou avião “em hangar discreto” para o senador e citou em um diálogo que o senador seria um intermediário para mandar recado a Lula.

 

 

 

 

Posted On Sexta, 31 Julho 2026 06:36 Escrito por

“Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa.”

 

 

COM FOLHAPRESS

 

 

Opositores fizeram ataques ao presidente Lula (PT) diante da abertura de investigação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

 

Rival de Lula na disputa presidencial, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) comparou o caso com investigações que envolveram Flávio Bolsonaro (PL), também candidato a presidente, embora não tenha citado diretamente o nome do concorrente.

 

“Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT”, disse Caiado, que falou em “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”.

 

“Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa.”

 

A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), após pedido da Polícia Federal na última sexta-feira (24). Os investigadores da PF querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, com elos no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência.

 

A defesa de Lulinha nega que tenha havido qualquer ilegalidade nas atitudes do filho do presidente.

 

Em transmissão nas redes sociais nesta quinta (30), Flávio Bolsonaro falou das investigações envolvendo Lulinha no caso do INSS. Ele acusou o governo petista de interferir na PF para frear as apurações e fez um paralelo com os inquéritos envolvendo bolsonaristas.

 

“Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente.”

 

Outros líderes bolsonaristas também criticaram Lula ao comentar a abertura do inquérito. Deputado mais votado do país em 2022, Nikolas Ferreira (PL-MG) postou uma notícia a respeito em rede social e acrescentou: “Filho de Lula…. Lulinha é.”

 

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse em rede social: “Cada enxadada uma minhoca”.

 

Também na internet, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que tudo deve ser investigado “doa a quem doer”. “Enquanto você faz fila no SUS, tem gente usando o Ministério da Saúde como balcão de negócio da família.”

 

Em participação em podcast nesta quinta, o presidente Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho. “Ele não tem o direito de errar. Não vão usar meu cargo para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra.”

 

 

Posted On Sexta, 31 Julho 2026 06:34 Escrito por

No período, colchão de liquidez da dívida pública aumentou 11,17%, segundo o Tesouro; reserva serve para

 

 

Com Estadão

 

A dívida pública federal atingiu R$ 9,268 trilhões em junho de 2026, após crescer 2,61% em um mês. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. O valor se aproxima do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que somou R$ 12,7 trilhões em 2025. As informações são da Gazeta do Povo.

 

Quanto maior a dívida, maior o gasto com juros. Isso reduz a capacidade do governo de investir em saúde, educação, infraestrutura e segurança. Também dificulta a queda dos juros da economia, atualmente em 14,25%, o que pesa no orçamento das famílias, no crédito e nos financiamentos.

 

O Tesouro Nacional afirmou que o aumento foi influenciado pela alta da curva de juros, refletindo mudanças nas expectativas sobre a política monetária em um cenário de incertezas externas. A postura mais rígida do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, foi citada como um dos fatores de pressão.

 

O avanço da dívida foi impulsionado pela emissão de R$ 143,35 bilhões em novos títulos públicos e pela incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros ao estoque da dívida. O custo médio da dívida subiu de 12,31% para 12,68% ao ano, elevando as despesas do governo.

 

 

Títulos atrelados à taxa Selic representam 49,3% da dívida pública federal. O aumento indica que investidores buscam aplicações mais protegidas em um ambiente de maior incerteza econômica.

 

Integrantes do governo discutem mudanças no arcabouço fiscal para tornar as regras de controle de gastos mais rígidas em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as propostas estão reduzir o limite de crescimento anual das despesas de 2,5% para 1,5% e criar mecanismos para conter o avanço dos gastos obrigatórios.

 

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 e alcançou R$ 12,7 trilhões. Porém, o aumento acelerado da dívida amplia a pressão sobre as contas públicas e dificulta a redução dos juros e do custo de vida.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que países com dívidas elevadas precisam adotar políticas fiscais críveis para evitar que o crescimento dos juros comprometa a estabilidade econômica. Segundo o organismo, o aumento persistente da dívida amplia a vulnerabilidade a choques externos e reduz a confiança dos investidores.

 

O FMI afirmou em relatório recente que a política fiscal deve focar na reconstrução das reservas fiscais e em colocar a dívida pública em trajetória descendente. Quando a dívida cresce de forma persistente, o governo destina mais recursos para pagar juros, reduzindo o espaço para investimentos públicos.

 

 

 

Posted On Quinta, 30 Julho 2026 13:32 Escrito por
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