Pesquisa aponta leve melhora na percepção sobre a economia em relação ao levantamento anterior
Com Estadão Contéudo
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27, mostra que 49% avaliam que a economia do País está ruim ou péssima, enquanto 18% consideram que ela está ótima ou boa. Os resultados apresentam variação positiva para o governo, porém, dentro na margem de erro de 2 p.p. em relação ao último levantamento, de 13 de julho, quando os que consideravam a economia ruim ou péssima eram 53% e ótima e boa, 15%.
Sobre expectativas para os próximos seis meses, 34% dos entrevistados dizem que a economia do País vai melhorar “muito” ou “um pouco”, enquanto 32% afirmam que a situação deve piorar “‘um pouco” ou “muito”. Outros 27% avaliam que a economia deve ficar igual, e 7% não souberam ou não responderam.
Sobre a situação financeira pessoal dos entrevistados para os próximos seis meses, 42% dizem que deve “melhorar muito ou um pouco”, enquanto 15% afirmam que deve “piorar um pouco ou muito” Já 35% afirmam que a situação financeira pessoal deve continuar igual.
Ao comparar o cenário econômico atual com o governo anterior, 40% dizem que a economia está melhor no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na gestão Jair Bolsonaro (PL), enquanto 42% avaliam que está pior.
O levantamento também mostra que a segurança pública segue como o principal problema do País para 30% dos eleitores. Em seguida, aparecem saúde pública (26%), corrupção (22%), classe política (17%) e educação (16%).
A Nexus ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 24 a 26 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026.
Federação Brasil da Esperança pede multa ao PL e a Flávio por suposta propaganda antecipada e acusa ex-presidente de descumprir medidas cautelares
Por André Barbeiro
O Partido dos Trabalhadores (PT) e os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionaram, neste domingo (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a exibição de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Na ação apresentada ao TSE, o grupo sustenta que o vídeo, exibido no sábado (25), promove propaganda eleitoral antecipada e faz uso irregular de inteligência artificial ao recriar a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro para pedir apoio à candidatura do filho.
Os partidos pedem a aplicação de multa de R$ 30 mil ao PL e a Flávio Bolsonaro, além da retirada do trecho da transmissão.
O conteúdo foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do PL no YouTube, com cerca de 195 mil inscritos e mais de 68 mil visualizações durante o evento. A mesma transmissão também foi exibida no canal de Flávio Bolsonaro, que reúne aproximadamente 923 mil inscritos e registrou cerca de 144 mil espectadores.
Na representação, os partidos afirmam que a tecnologia foi utilizada para aumentar o impacto da mensagem eleitoral ao recriar, com alto grau de realismo, a imagem e a voz de Jair Bolsonaro.
"[O uso de IA] confere maior autenticidade aparente, impacto emocional e poder persuasivo à mensagem eleitoral, ampliando significativamente sua capacidade de influenciar a formação da vontade do eleitor", argumentam os partidos.
Os autores da ação também sustentam que o conteúdo extrapola os limites da divulgação de uma pré-candidatura ao apresentar Flávio Bolsonaro como sucessor político do ex-presidente.
Entre os trechos destacados está a mensagem atribuída ao avatar de Bolsonaro: "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio."
Para a Federação, a declaração representa uma tentativa de transferir o capital político do ex-presidente ao candidato do PL antes do início oficial da campanha eleitoral.
Além da representação no TSE, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, protocolou uma notícia de descumprimento de decisão judicial no Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro.
O partido argumenta que o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar e está submetido a medidas cautelares, está proibido de divulgar manifestações de caráter político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros.
Na petição, o PT afirma que a utilização de um vídeo gerado por inteligência artificial para ser exibido durante a convenção do PL teria violado essas restrições e representaria a repetição de uma conduta semelhante à atribuída ao ex-presidente em episódio recente envolvendo uma carta divulgada por aliados.
Ao final da manifestação, o partido solicita que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para análise de eventuais providências.
Até o momento, não houve manifestação pública do PL, de Flávio Bolsonaro ou da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre as ações apresentadas pelo PT.
Oficializado pelo PSD para a Presidência, ex-governador disse que vencerá o atual presidente no segundo turno e chamou o senador do PL de “candidato Kinder Ovo"
Com SBT TV
O PSD (Partido Social Democrático) oficializou neste domingo (26) Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República. Durante a convenção nacional do partido em São Paulo, o ex-governador focou seu discurso em críticas ao governo Lula (PT) e mirou os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) para chegar ao segundo turno.
“É uma briga de polarização entre um candidato e outro. Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Não é eleição de rejeitados, e sim de quem traz resultados para a população brasileira”, declarou Caiado.
“Me dêem a chance de chegar no segundo turno que eu vou bater o Lula e devolver o Brasil aos brasileiros. Acreditem. É a realidade. Não estou falando da boca pra fora”, completou.
Caiado afirmou que o país está tomado por corrupção e pelo narcotráfico e que isso se deve à “complacência” do atual governo com crime. Segundo o candidato do PSD, as instituições brasileiras precisam ser resgatadas para que a população volte a acreditar nos poderes.
“Os poderes estão desmoralizados porque o Brasil não tem o bom exemplo que tem que ser dado pelo presidente da República", disse o ex-governador.
Caiado aproveitou também para alfinetar Lula pela suposta intenção do presidente em faltar a debates eleitorais. O primeiro deles está marcado para 16 de agosto, na Band. O pessedista afirmou que o petista “amarelou” e está “batendo em retirada”.
Visando alcançar o segundo turno, Caiado também criticou o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro. De acordo com o ex-senador, o PT quer a ida do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para o returno, pois vê chances melhores de vitória com a continuidade da polarização.
“Um se retroalimenta da vaidade do outro. E cada um vem amanhã com uma fala agressiva para tentar desviar o foco. Eles não têm propostas. Um está há 20 anos no poder. O que ele fez pelo Brasil, se não empobrecê-lo diante dos outros países? O outro já teve oportunidade e nada construiu e hoje está aí às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política”, argumentou o político de 76 anos.
O nome do PSD ao Executivo federal ainda chamou Flávio de “candidato Kinder Ovo, uma surpresinha todo dia” e também provocou o senador o chamando de “frango de granja” por apenas obedecer ordens do pai, citando a leitura da carta de Bolsonaro pelo filho. “O Caiado é galo de terreiro”, complementou.
Agradecimento a Kassab
Caiado abriu o discurso cumprimentando o presidente do PSD, Gilberto Kassab, pela escolha para o Planalto. Kassab é o candidato a vice na chapa pura do partido à Presidência.
“Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab a enfrentar todos aqueles que podiam calar o Brasil e não teríamos mais nenhum candidato fora da polarização. Kassab manteve a chance de podermos mostrar a força do PSD, a capacidade desse partido”, declarou.
Ele pediu ainda a ajuda de prefeitos e vereadores do PSD para que a sigla eleja o maior número possível de deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores.
O PSD tem hoje a segunda maior bancada do Senado, com 14 cadeiras, mas só três delas estão asseguradas por mais quatro anos. Na Câmara, é o quarto com mais deputados: 48 no total. A legenda soma o maior número de governadores, seis, sendo três concorrendo à reeleição.
No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do primogênito do ex-presidente preso por golpe de Estado Jair Bolsonaro
POR IGOR GIELOW
Nova pesquisa do Datafolha sobre a corrida pelo Planalto mostra o presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que marca 43%. O cenário é de estabilidade ante junho, mostrando baixo impacto em intenção de voto da crise política da campanha do senador pelo Rio.
No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do primogênito do ex-presidente preso por golpe de Estado Jair Bolsonaro. Apesar de semelhante ao aferido na rodada anterior, a comparação direta não é possível porque a ficha com nome de pré-candidatos mudou, chegando a 12 nomes. Já o tira-teima é comparável.
Em votos válidos, forma de contagem do dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula tem 45% e Flávio, 36%. É preciso 50% mais um voto para vencer, mas o dado precisa ser lido com cautela, pois os 8% de nulo/branco/ninguém apontados agora tendem a cair perto do pleito.
O distante pelotão inferior da disputa do primeiro turno está todo embolado na margem de erro de dois pontos para mais ou menos e inclui Ronaldo Caiado (PSD, 4% de votos totais), Romeu Zema (Novo, 3%), Renan Santos (Missão, 3%), Augusto Cury (Avante, 2%), Samara Martins (UP, 1%), Cabo Daciolo (Mobiliza, 1%) e Rui Costa Pimenta (PCO, 1%).
Não pontuam Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB). Dizem estar indecisos 3%. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios de quarta-feira (22) a esta quinta (23).
O levantamento está registrado com o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
A consolidação do nome de Flávio como principal rival de Lula também se vê quando o entrevistado é questionado sobre seu nome favorito de forma espontânea. O senador é lembrado por 17% dos entrevistados, ante 30% que citam o presidente.
A má notícia para o pré-candidato do PL, que terá a postulação confirmada em convenção neste sábado (25), é que esse cenário é de estabilidade desde maio.
Além de seguir à frente na primeira rodada, Lula derrotaria hoje outros rivais testados pelo Datafolha para confrontos de segundo turno. Venceria Caiado por 47% a 40%, e Zema por 48% a 40%. A fotografia é de estabilidade em relação a junho.
Também segue igual o cenário da rejeição, com 48% dos eleitores dizendo não votar de forma alguma em Flávio e 46%, em Lula. Todos os outros candidatos têm níveis inferiores, de 13% para baixo.
A nova pesquisa aferiu o impacto de uma nova crise na campanha de Flávio, que acabava de estancar o efeito inicial da revelação de suas relações próximas com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O senador viu sua vantagem numérica sobre Lula se inverter, e o petista ganhou algum fôlego. O caso ainda promete novos capítulos, com a abertura da investigação sobre o dinheiro que Vorcaro deu para financiar o filme hagiográfico sobre Bolsonaro, “Dark Horse”.
Além disso, emergiu o novo problema. Há um mês, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo em que se queixava duramente do enteado, a quem acusava de a ter tratado mal e a considerar dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal em xeque.
Inicialmente, a reação de Flávio foi de dizer que não tratava mal mulheres, um erro tático, pois reafirmava a acusação ante um eleitorado que lhe é amplamente desfavorável. Segundo o Datafolha, 50% das mulheres, que compõem 52% da amostra, preferem Lula num segundo turno, ante 40% que declaram voto no senador.
Não deu certo, e Michelle exigiu uma retratação, que enfim veio na quinta (23). Ela respondeu com um vídeo aceitando as desculpas, mas o efeito prático na campanha é incerto a essa altura. O isolamento causado pela somatória de episódios tornou a montagem da chapa de Flávio atribulada, com aliados potenciais se negando a integrá-la.
Além disso, o período entre as pesquisas registrou a volta do tarifaço de Donald Trump contra o Brasil, uma prática associada ao clã Bolsonaro. Na primeira edição das medidas punitivas no ano passado, a família trabalhou ativamente por elas, acreditando que isso pressionaria o Supremo a não condenar o ex-presidente.
Não deu certo, e Lula ainda faturou com isso, apostando numa campanha pela soberania nacional que está sendo reeditada agora como tema da eleição. O senador até tentou se posicionar contra o tarifaço, mas alegando que ele favoreceria o rival.
Os pesquisadores foram às ruas no dia seguinte à fala de Flávio a diplomatas estrangeiros em que ele divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, emulando a prática que rendeu ao pai a inelegibilidade antes mesmo de ser preso.
Do ponto de vista de perfil do eleitorado, não houve mudanças significativas nos grandes grupos socioeconômicos em relação a pesquisas anteriores, ainda que sem a comparação direta.
Seguem preferindo o petista no primeiro turno os nordestinos (55% entre esses 28% da população) menos instruídos (51% do grupo, que soma 30% da amostra), os mais pobres (47% entre 50% dos ouvidos) e católicos (46% entre esses 49% dos brasileiros).
Já Flávio tem melhor desempenho na classe média, que ganha de 2 a 5 salários mínimos (38% entre esses 34% dos brasileiros), sulistas (41% do grupo, que soma 15% da amostra) e evangélicos (47% entre os 25% que se declaram assim).
Por Catia Seabra
Emissários do presidente Lula (PT) fizeram uma ofensiva para afastar o centrão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma tentativa de deixar seu principal adversário na corrida presidencial isolado na eleição deste ano. Com aval do Planalto, petistas mantiveram conversas com as cúpulas de Republicanos, União Brasil e PP –o último já informou a Flávio que ficará neutro na disputa.
Caso essas siglas viessem a apoiar Flávio Bolsonaro, o senador passaria a contar com a maior parte do tempo de propaganda eleitoral na TV. Em 2022, o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concorreu por uma coligação composta por PL, PP e Republicanos.
Participantes da articulação contam que a costura é pela consolidação de um pacto de não agressão entre PT e candidatos do centrão nessas eleições, com vistas à participação desses partidos em uma eventual gestão Lula 4.
Certos de que uma aliança formal com Lula é impensável para essas siglas, petistas alinharam acordos em estados-chave para garantir que também não coliguem com o PL. Ainda segundo esses articuladores, o descontentamento de aliados com o comportamento de Flávio Bolsonaro pavimentou o diálogo entre emissários de Lula e expoentes do centrão.
Segundo apurou a Folha, as conversas foram iniciadas há cerca de dois meses com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e dirigentes desses partidos. Após encontros iniciais, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), passou a integrar a mesa de negociações para consumação do acordo.
No caso específico do União Brasil, a negociação contou com a presença do senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) por envolver a busca de uma aliança no Ceará.
O União Brasil é comandado pelo empresário Antônio Rueda, e o PP, pelo senador Ciro Nogueira (PI). Eles mantinham relação de proximidade com Flávio e chegaram a afirmar estarem próximos de uma aliança com o pré-candidato do PL, mas se afastaram após o escândalo "Dark Horse" e o recuo dele nas pesquisas.
Os líderes do PP, Doutor Luizinho (RJ), e do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), são apontados como fundamentais para o avanço das negociações.
No caso do PP, além de um pacto de não agressão que viabilize a presença do partido em um quarto mandato de Lula, dois estados estão em foco. No Piauí, a intenção é evitar hostilidade a Ciro Nogueira diretamente, facilitando a obtenção de votos lulistas pelo senador, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. O petista tem vantagem histórica no estado.
Já no Maranhão o acordo envolve o ex-ministro do Esporte André Fufuca. Pré-candidato ao Senado pelo PP em uma chapa adversária, ele poderá explorar na campanha seu trabalho no governo Lula e até a imagem do presidente, sem risco de ser alvo do PT nacional na Justiça Eleitoral.
Eventual contestação do uso da imagem de Lula, porém, poderá ser feito pelo partido localmente. No Maranhão, o PT lançou Felipe Camarão ao governo, enquanto Fufuca concorre na chapa que tem Eduardo Braide (PSD) a governador.
Com o Republicanos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), foi a ponte para a conversa do Planalto com a cúpula da sigla. Sem União Brasil e PP, o Republicanos, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP), se tornou a última esperança do PL para uma aliança com uma grande legenda.
Pereira, porém, também mantém conversas com Flávio Bolsonaro. O deputado abriu consulta aos diretórios estaduais antes de tomar uma decisão sobre a eleição nacional, que será anunciada até o dia 1º de agosto.
Apesar de a maioria das executivas serem a favor de uma coligação com Flávio, a ala nordestina do Republicanos é terminantemente contrária. O grupo teme que uma aliança atrapalhe sua votação em estados com tendência de voto no presidente Lula.
Mesmo que distante de Lula, a cúpula do partido também é resistente a uma aliança com Flávio Bolsonaro. Originalmente, o partido defendeu lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para o cargo. Mas o ex-presidente Bolsonaro inviabilizou essa articulação ao escolher o filho como sucessor na direita.
O Republicanos também reclama de erros da pré-campanha, como no caso "Dark Horse", e também do isolamento do pré-candidato, apontando indisposição para negociação de palanques.
As negociações por neutralidade devem conter as críticas de Lula a partidos do durante a campanha. Aliados do petista avaliam que isso pode dificultar o crescimento das bancadas de esquerda no Congresso, uma vez que ficará mais fácil para integrantes do centrão atraírem eleitores de Lula em estados onde ele é popular e serem eleitos com votos lulistas no lugar de candidatos de esquerda.
Como revelou a Folha, no final do ano passado Lula recebeu Ciro Nogueira para uma reunião que foi mantida sob sigilo por aliados de ambos. Na conversa, o senador sugeriu que poderia afastar seu partido de Flávio Bolsonaro em troca de um acordo que viabilizasse sua reeleição no Piauí.