Partido também oficializou coligação com o PT durante convenção nacional nesta quarta-feira (29), com a presença do presidente

 

 

Por Ranier Bragon

 

 

O PSB confirmou nesta quarta-feira (29) o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. A indicação de Alckmin como vice foi aprovada em votação durante a convenção nacional da sigla, que também referendou a coligação com o PT.

 

Lula participou do encontro, que reuniu dirigentes e integrantes do PSB. Durante o evento, o presidente nacional da legenda, João Campos, destacou a aliança com o petista e afirmou que a parceria entre os partidos tem produzido resultados positivos para o país.

 

"A gente fica feliz, presidente, do senhor ser parte dessa construção. Nós temos uma aliança verdadeira que tem feito muito bem ao Brasil", declarou Campos.
Em seu discurso, o presidente do PSB também chamou Lula de “maior presidente da história do Brasil” e projetou um crescimento da representação do partido no Congresso Nacional nas próximas eleições.

 

Segundo Campos, o PSB deverá eleger "no mínimo o dobro da bancada atual", além de ampliar a presença feminina entre seus representantes no Legislativo.

 

 

Posted On Quinta, 30 Julho 2026 04:24 Escrito por

Maioria dos parlamentares das legendas de centro tentará permanecer na Câmara e no Senado, segundo levantamento do Diap

 

 

Por Amanda Garcia

 

 

O foco do Centrão nas eleições deste ano vai além da corrida ao Palácio do Planalto. Um levantamento preliminar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) mostrou que essas legendas têm concentrado esforços para manter influência no Congresso.

 

Os dados mostram que, na Câmara, 252 dos 288 parlamentares filiados a partidos de centro pretendem disputar a reeleição, o equivalente a quase 88% da bancada. Outros 33 não buscarão um novo mandato na Casa, enquanto três ainda aparecem com o futuro político indefinido.

No Senado, o cenário é semelhante. Entre os partidos de centro, 23 dos 33 senadores que estarão em disputa pretendem tentar a reeleição. Nove buscarão outros caminhos políticos e um ainda não definiu qual cargo disputará.

 

“Os partidos de centro têm priorizado a eleição de deputados e senadores e deixado as alianças presidenciais em segundo plano. Uma bancada maior significa mais influência, mais recursos, mais espaço na Mesa Diretora e maior capacidade de negociação com qualquer governo”, avaliou Neuriberg Dias, diretor do Diap.

 

Esse movimento ficou evidente nas últimas semanas. O MDB decidiu liberar os diretórios estaduais para definir seus próprios palanques na eleição presidencial. A federação União Progressista — formada por União Brasil e PP —, e o Republicanos também liberaram os diretórios e têm priorizado acordos regionais.

 

A expectativa é de que essa configuração preserve a capacidade de negociação dos partidos de centro, independentemente do vencedor da eleição presidencial.

 

Sem uma maioria própria na Câmara, o próximo presidente deverá construir acordos para aprovar projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e o Orçamento da União.

 

O próprio levantamento aponta que a próxima legislatura deve manter características semelhantes às atuais, com predominância de partidos de centro e centro-direita e forte influência das bancadas temáticas, como as do agro, da segurança pública e a evangélica.

 

Para Neuriberg Dias, esse cenário reforça uma tendência observada nas últimas eleições. “A disputa pelo Congresso é tão estratégica quanto a corrida ao Planalto. É nas bancadas que os partidos garantem protagonismo político, acesso aos recursos públicos e capacidade de influenciar a agenda do próximo governo, qualquer que seja o presidente eleito”.

 

 

 

Posted On Quinta, 30 Julho 2026 04:22 Escrito por

EUA aplicaram tarifas de 25% e 12,5% em produtos brasileiros

 

 

Da Agência Brasil

 

 

O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (27) um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

 

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

 

Uma das medidas questionadas decorre de uma investigação específica sobre o Brasil e impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

 

A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.

 

O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

 

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.

 

Tarifaço

As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos vão atingir US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Segundo a pasta, a sobretaxa acumulada de 37,5% alcança 16,5% das exportações brasileiras para os EUA.

 

Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.

 

 

Posted On Terça, 28 Julho 2026 05:34 Escrito por

Segundo o MDB, a prioridade das cúpulas nos estados será formar alianças locais para ajudar a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais emedebistas.

 

 

POR ISADORA ALBERNAZ

 

 

Sem lançar um nome próprio, o MDB anunciou nesta segunda-feira (27), durante a convenção nacional do partido, que ficará neutro e não apoiará nenhum candidato à Presidência em 2026. A sigla definiu que os diretórios estaduais poderão decidir a quem se aliarão de acordo com a disputa local.

Segundo o MDB, a prioridade das cúpulas nos estados será formar alianças locais para ajudar a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais emedebistas.

 

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). Ele é candidato à reeleição na Casa.

 

A decisão pela neutralidade se dá diante da fragmentação do apoio do partido já existente nos estados. No Nordeste e no Norte, uma parcela da sigla deve endossar a reeleição de Lula (PT), enquanto outra deve se alinhar ao pré-candidato do PL ao cargo, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), principalmente no Sul e Centro-Oeste.

 

Em comunicado, o MDB disse que é preciso “compreender a realidade e o histórico eleitoral de cada estado” e que a neutralidade foi adotada mirando o “fortalecimento das bases estaduais para garantir resultados positivos em todo o país”.

 

“O MDB é um partido cujo estatuto respeita a força dos diretórios estaduais obtida no último pleito, sobretudo refletindo o resultado da última eleição para a chapa majoritária. Em suma, quem tem mais votos do eleitor comum tem mais força interna”, afirma a nota à imprensa.

Durante a convenção nacional, realizada de forma online, também foram oficializados candidatos do MDB em 24 estados.

 

Em Alagoas, o ex-ministro dos Transportes e aliado de Lula, Renan Filho, vai disputar o governo. Já em São Paulo Felício Ramuth vai tentar a reeleição na vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais herdeiros do bolsonarismo.

 

Há ainda casos de indefinição. No Distrito Federal, onde elegeu Ibaneis Rocha por dois mandatos ao Palácio do Buriti, o MDB foi rifado da chapa majoritária da governadora Celina Leão (PP) e está dividido se apoia a atual chefe do Executivo local ou lança um nome próprio.

 

No último pleito presidencial, o MDB lançou a ex-ministra e ex-senadora Simone Tebet, hoje no PSB. Ela não chegou ao segundo turno, mas foi a terceira mais votada, com cerca de 5 milhões de votos (4,16%), e decidiu apoiar o presidente Lula no embate direto com Jair Bolsonaro (PL).

 

Tebet deixou o partido e se filiou ao PSB no fim de março para disputar o Senado por São Paulo na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, que vai reeditar a disputa de 2022 com Tarcísio.

 

No início deste ano, a Folha mostrou que Lula chegou a procurar partidos do centrão e queria que o vice de sua chapa fosse do MDB para isolar Flávio Bolsonaro, conseguir mais tempo de campanha na TV e reforçar a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022. No entanto, a pré-campanha petista decidiu repetir a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB).

SAIBA QUEM SÃO OS CANDIDATOS DO MDB:

 

Acre: Jéssica Sales (vice-governadora)

Alagoas: Renan Filho (governador); Renan Calheiros e Dr. Vanderlei (senador)

Amapá: Acácio Favacho (senador)

Amazonas: Eduardo Braga (reeleição ao Senado)

Bahia: Geraldo Júnior (reeleição como vice-governador)

Ceará: Eunício Oliveira (senador)

Espírito Santo: Ricardo Ferraço (reeleição ao governo); Rose de Freitas (senadora)

Goiás: Daniel Vilela (reeleição ao Governo); Zacarias (senador)

Maranhão: Orleans Brandão (governador); Roseana Sarney (senador)

Mato Grosso: Janaína Riva (senadora)

Minas Gerais: Gabriel Azevedo (governador)

Pará: Hana Ghasan (reeleição ao Governo); Helder Barbalho (senador)

Paraíba: Cícero Lucena (governador); Veneziano Vital do Rêgo (reeleição ao Senado) e André Gadelha (senador)

Paraná: Rafael Greca (Governador); Alvaro Dias (senador)

Piauí: Marcelo Castro (reeleição ao Senado)

Rio de Janeiro: Jane Reis (vice-governadora)

Rio Grande do Sul: Gabriel Souza (governador); Germano Rigotto (senador)

Rio Grande do Norte: Hermano Morais (vice-governador)

Roraima: Teresa Surita (senador)

Rondônia: Pedro Abib (governador); Confúcio Moura (reeleição ao Senado)

Santa Catarina: Carlos Chiodini (vice-governador); Antídio Lunelli (senador)

Sergipe: Alessandro Vieira (reeleição ao Senado)

São Paulo: Felício Ramuth (vice-governador)

Tocantins: Amélio Cayres (vice-governador); Alexandre Guimarães (senador)

 

 

Posted On Terça, 28 Julho 2026 05:07 Escrito por

Partido, que realizou sua convenção nacional nessa segunda-feira, quer eleger 46 deputados federais e 10 senadores

 

 

Por Amanda Garcia

 

 

Baleia Rossi afirmou que o MDB chega fortalecido após os resultados das últimas eleições

O MDB entra na disputa eleitoral de 2026 com a expectativa de expandir a presença no Congresso e nos governos estaduais. A direção nacional do partido quer eleger 46 deputados federais, mais de 110 deputados estaduais, 10 senadores e ao menos cinco governadores.

 

A meta foi confirmada ao R7 pelo presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. Nas eleições de 2022, o MDB elegeu 42 deputados federais — cinco a mais do que em 2018 —, além de três governadores: Helder Barbalho (Pará), Ibaneis Rocha (DF) e Paulo Dantas (Alagoas).

 

Na disputa para o Senado — em que apenas um terço das cadeiras estava em jogo há quatro anos —, o partido conquistou uma vaga, com Renan Filho, em Alagoas.

 

Durante a Convenção Nacional da sigla, realizada na segunda-feira (27), Baleia afirmou que o MDB chega fortalecido após os resultados das últimas eleições.

“Nós já tivemos, em 2022, um crescimento significativo. Em 2024, da mesma forma, na eleição municipal. Tenho absoluta convicção de que sairemos com mais governadores , mais vice-governadores, mais senadores, mais deputados federais e mais deputados estaduais eleitos”, disse.

 

Para alcançar esse objetivo, o MDB aposta em candidaturas consideradas competitivas em diferentes estados.

Entre os principais nomes estão o do ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, em Alagoas; o prefeito de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, em Minas Gerais; o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, no Paraná; o vice-governador Gabriel Souza, no Rio Grande do Sul; Orleans Brandão, no Maranhão; Ricardo Ferraço, no Espírito Santo; e Daniel Vilela, em Goiás.

 

Na disputa pelo Senado, o partido também pretende lançar nomes de peso, como Eduardo Braga (Amazonas) e Renan Calheiros (Alagoas).

Diferentemente do último pleito, quando lançou Simone Tebet candidata à Presidência da República, o MDB não terá nome próprio ao Planalto em 2026. Por isso, liberou os diretórios estaduais para definirem seus próprios palanques e alianças.

 

“A liberação nacional acaba unindo o partido, pacificando o partido e deixando o partido mais forte para que, nos estados, tenha um resultado bastante positivo”, argumentou o presidente da legenda.

 

 

Posted On Terça, 28 Julho 2026 05:02 Escrito por
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