Ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público em Alagoas, Gaspar se filiou em março ao PL para disputar o Senado

 

 

POR CAROLINA LINHARES E THAÍSA OLIVEIRA

 

 

O presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, anunciou que terá como companheiro de chapa o deputado federal Alfredo Gaspar (AL), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS.

 

Ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público em Alagoas, Gaspar se filiou em março ao PL para disputar o Senado. Estava antes no União Brasil. A escolha busca acenar para o Nordeste, região em que Flávio está em desvantagem em relação a Lula (PT), e priorizar a segurança pública, área que o senador vem priorizando com um discurso linha-dura.

Como relator da CPMI, Alfredo Gaspar buscou vincular as fraudes a aposentadorias e pensões ao governo Lula, com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior.

 

A chapa formada por homens do PL difere do plano inicial de Flávio de ter como vice uma mulher de um partido aliado e evidencia o isolamento do senador, que não conseguiu viabilizar outros nomes considerados prioritários. Sem uma coligação, o bolsonarista terá 20% menos tempo de TV do que Lula, que conta com outras seis legendas.

 

A formação de uma aliança esbarrou na recusa de partidos do centrão, como PP, União Brasil e Republicanos, a coligarem com o PL —o prazo das convenções partidárias para a definição de alianças termina nesta quarta-feira (5).

Na terça (4), Flávio admitiu que a busca por uma vice havia se tornado “uma novela” e que a escolha poderia se estender até o dia 15, último dia para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. À noite, porém, o PL anunciou que a decisão estava tomada e convidou a imprensa para o anúncio desta manhã.

 

A preferência de Flávio era por Daniella Marques (Republicanos), presidente da Caixa Econômica Federal na gestão Bolsonaro. O partido de Daniella, no entanto, decidiu na terça, em convenção nacional, que não apoiará Flávio e se manterá neutro na disputa entre ele e Lula.

 

Também nesta terça, Flávio fez longos elogios a Daniella, disse que “é público” que “gostaria muito” que ela ocupasse a vice e afirmou que deixou isso claro nas tratativas com o Republicanos.

 

Na semana passada, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, buscou emplacar como vice a senadora Tereza Cristina (PP-MS), sua preferida para o posto. Tereza, que resistia à ideia, chegou a ser convencida por aliados de Flávio e disse a ele que topava a empreitada, mas o PP vetou a aliança.

 

Tanto no caso do PP como do Republicanos, uma votação dos diretórios estaduais definiu que a maioria preferia a neutralidade.

 

Integrantes da equipe de Flávio e do PL tinham como objetivo encontrar um vice conhecido nacionalmente, que agregasse votos e que tivesse representatividade em um segmento específico, como evangélicos, Nordeste ou agro. Pesquisas internas, no entanto, revelaram a dificuldade de encontrar um vice ideal.

 

O próprio Marinho, por exemplo, defendia a escolha de uma mulher nordestina.

 

Mais do que tudo, Flávio vinha indicando que queria uma vice mulher, na tentativa de reduzir sua rejeição no público feminino. Outra estratégia do senador para conquistar eleitoras foi trazer sua esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, para sua campanha.

 

A necessidade de acenar para as mulheres se agravou após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ter dito publicamente que Flávio a maltratou. Um mês depois da crise, que eclodiu no fim de junho, o senador e sua madrasta deram sinais de reconciliação —ela aceitou um pedido de desculpas público do enteado e prometeu ajudá-lo na campanha.

 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, políticos do centrão afirmam que a dificuldade de Flávio em formar coligações e uma chapa diversa se deve à falta de diálogo e habilidade de articulação por parte do senador. Já integrantes do PL dizem que a influência e barganha do governo Lula afastaram os partidos do centrão.

 

 

 

Posted On Quarta, 05 Agosto 2026 13:42 Escrito por

Ao PT, ele informou que é decisão política- e não jurídica- que visa blindar o presidente e evitar fogo amigo e disputas internas

 

 

Com CNN

 

 

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe da campanha de reeleição do petista. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e ocorre em meio à repercussão de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

 

Segundo a reportagem, Marcola decidiu se afastar após vir a público a informação de que recebeu um empréstimo pessoal de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger. De acordo com pessoas próximas ao presidente, não há, até o momento, indícios de irregularidade na operação financeira.

 

Ainda conforme interlocutores do governo, a orientação da equipe é manter o princípio da presunção de inocência enquanto as investigações seguem em andamento.

As apurações da Polícia Federal investigam suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os investigadores apuram se ambos teriam ligação com Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Até o momento, não houve conclusão sobre os fatos investigados.

 

Segundo a CNN Brasil, Lula determinou que as investigações sejam conduzidas sem interferência e que todos os fatos sejam esclarecidos, independentemente de quem esteja envolvido.

 

Marcola ocupou a chefia do gabinete pessoal do presidente durante todo o atual mandato e deixou o cargo em 21 de julho deste ano.

Defesa

 

Após deixar a campanha, Marcola contratou o advogado Georges Abboud para atuar em sua defesa.

 

Em nota divulgada na terça-feira (4), o ex-assessor afirmou que o empréstimo firmado com Roberta Luchsinger teve caráter exclusivamente pessoal e privado.

 

Roberta é diretora da empresa RL Consultoria e Intermediações e mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva. O filho mais velho do presidente é alvo de três investigações que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência em diferentes órgãos do governo federal.

A defesa de Lulinha informou que busca acesso aos inquéritos em andamento e afirmou que ele prestará todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.

 

CNN Brasil

 

 

Posted On Quarta, 05 Agosto 2026 13:36 Escrito por

O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

 

 

Com portal G1

 

 

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, divulgou nesta terça-feira (4) nova nota em diz que obteve junto à empresária Roberta Luchsinger empréstimo pessoal, pago com R$ 249 mil.

 

O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

 

Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha. A PF identificou a operação financeira ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto.

Em uma primeira nota, Marcola já havia admitido ter feito a transferência e que se tratava de um empréstimo pessoal, "contraído e quitado". O valor da operação financeira, entretanto, não havia sido divulgado até então.

 

Avaliação de aliados de Lula

Mais cedo, segundo revelou o blog do Valdo Cruz, a equipe do presidente Lula disse confiar na versão do ex-chefe de gabinete, mas classificou como "erro" ele ter tomado um empréstimo com a lobista Roberta Luchsinger.

 

Aliados defendiam que ele divulgasse todos os documentos comprovando o empréstimo e o seu pagamento para afastar dúvidas e suspeitas sobre sua versão.

 

Veja a íntegra da nota:

 

A respeito das matérias que tratam do empréstimo pessoal que contraí com Roberta Luchsinger, esclareço:

-Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil - uma movimentação de natureza estritamente privada.

-Já constituí advogado e o orientei a fazer uso de todos os documentos a fim de esclarecer os fatos.

-Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência.

-A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 05 Agosto 2026 04:48 Escrito por

Senador mineiro afirmou não estar preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto vive o luto pela morte do irmão

 

 

Por Mariana Saraiva - R 7 

 

 

A decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de desistir da disputa pelo governo de Minas Gerais embaralhou o tabuleiro político no segundo maior colégio eleitoral do país e abriu um desafio para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Sem um aliado de peso para dividir o palanque no estado, o presidenciável terá de reconstruir sua estratégia e buscar novas alianças para manter competitividade em um dos estados mais decisivos da corrida ao Palácio do Planalto.

 

Na avaliação de cientistas políticos, a saída de Cleitinho da corrida pelo Palácio da Liberdade não somente representa a perda de um aliado regional para Flávio, mas também altera o equilíbrio das articulações da direita em Minas Gerais, obrigando o PL a reorganizar sua presença no estado.

Para o cientista político Gabriel Amaral, a desistência exige uma revisão da estratégia justamente em um estado que, historicamente, costuma servir como um termômetro da competitividade de candidaturas presidenciais, já que todos os presidentes eleitos desde a redemocratização venceram também em Minas Gerais.

 

“Esse dado, porém, deve ser interpretado menos como uma relação de causa e efeito e mais como um sintoma da capacidade de construir uma coalizão nacional. Minas concentra características econômicas, sociais e culturais presentes em diferentes regiões do país, tornando-se um retrato bastante representativo do eleitorado brasileiro”, argumenta.

 

O especialista destaca ainda que Cleitinho poderia oferecer um “palanque altamente competitivo” ao PL em um estado em que a capacidade de articulação é amplamente valorizada.

 

“Sua saída não significa apenas a perda de um aliado eleitoral, mas a necessidade de reorganizar toda a estrutura de apoio à candidatura presidencial, reconstruindo alianças e definindo quem exercerá a liderança política do campo conservador em Minas”, salienta.

 

Mudança de rota

 

A decisão de não concorrer ao governo de Minas Gerais foi anunciada após uma reunião, em Brasília, entre Cleitinho, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), e o presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen (MG), nessa segunda-feira (3). O senador afirmou que optou por permanecer no Senado por não se sentir emocionalmente preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto ainda vive o luto pela morte do irmão.

 

O cientista político Márcio Coimbra avalia que o anúncio muda significativamente os cálculos do PL em Minas Gerais, ao retirar da campanha um candidato com forte capacidade de mobilização popular e “capaz de unir a pauta conservadora a uma comunicação populista e de massa”.

“Sem Cleitinho liderando a disputa estadual, Flávio perde o principal motor de engajamento no interior e na região metropolitana, sendo forçado a redesenhar sua estratégia de última hora para negociar composições pragmáticas”, pondera.

 

Quais são as alternativas

Com a saída de Cleitinho, a principal tarefa do PL passa a ser encontrar um novo eixo de sustentação política em Minas.

 

Segundo Gabriel Amaral, uma das possibilidades é construir uma candidatura capaz de reunir PL, Republicanos, PP e outros partidos de centro-direita, tendo Marcelo Aro como um dos nomes citados nas negociações. Para ele, porém, o desafio vai além da escolha de um candidato ao governo.

 

“A questão central não é apenas definir quem disputará o governo estadual, mas identificar quem terá condições de coordenar politicamente a campanha presidencial em Minas Gerais”, avalia.

 

Amaral destaca ainda que a candidatura presidencial de Romeu Zema tende a tornar o cenário mais complexo. “Pela primeira vez, dois presidenciáveis relevantes disputarão o apoio de um mesmo campo político no estado. Isso desloca parte da disputa para além do eleitor e passa a envolver prefeitos, parlamentares, lideranças regionais e estruturas municipais”, afirma.

 

A adesão a uma chapa articulada pelo bloco PP-União Brasil passa a ser, na avaliação de Márcio Coimbra, uma das possibilidades mais viáveis para a estratégia de Flávio Bolsonaro no estado.

 

 

“Outra possibilidade é uma composição com o vice-governador Mateus Simões, herdeiro político de Romeu Zema. Resta ainda ao PL lançar um nome próprio, embora essa alternativa tenha menor densidade eleitoral”, analisa.

 

O que Flávio perde sem Cleitinho?

Os especialistas concordam que a principal perda não está apenas no potencial de transferência de votos, mas na capacidade de estruturar uma campanha integrada entre a disputa estadual e a presidencial.

 

Para Gabriel Amaral, Cleitinho reunia atributos que facilitariam a organização da campanha em todo o estado. “Cleitinho reunia liderança nas pesquisas, forte inserção no interior e elevada identificação com o eleitorado conservador, características que permitiriam estruturar uma campanha muito mais coordenada em todo o estado”.

 

Márcio Coimbra afirma que o senador funcionaria como um importante mobilizador da base bolsonarista. “Ter Cleitinho no mesmo palanque simplificaria exponencialmente a travessia de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. O senador funcionaria como um poderoso puxador de votos e vetor de mobilização militante, garantindo um palanque altamente competitivo no estado”, conclui.

 

 

Posted On Terça, 04 Agosto 2026 04:49 Escrito por

Presidente também empata no limite da margem de erro com Ronaldo Caiado ns busca pela reeleição; ele lidera contra Zema e Renan Santos

 

 

Por Ighor Nóbrega

 

 

Pequisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de segundo turno nas eleições deste ano para a Presidência da República.

Lula tem 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio, o que configura empate técnico dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Em relação à pesquisa anterior, divulgada na semana passada, o atual presidente oscilou um ponto para baixo, enquanto o candidato da oposição variou dois para cima. A distância, portanto, passou de quatro para apenas um ponto percentual, a menor observada desde abril pelo instituto.

 

A pesquisa também testou outros três cenários de segundo turno, todos com Lula. A mais acirrada é contra Ronaldo Caiado (PSD), na qual o petista aparece com 46% contra 42% do ex-governador de Goiás, representando um empate técnico no limite da margem de erro.

 

O atual presidente só lidera estatisticamente contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) – por 46% x 40% – e contra o candidato do Missão, Renan Santos, com o qual tem 10 p.p. de vantagem: 47% x 37%.

 

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada de 31 de julho a 2 de agosto com 2.002 entrevistados. O nível de confiança é de 95% e o número de registro no TSE é BR-02874/2026.

 

No cenário de primeiro turno simulado pelo levantamento, Lula tem 41% das intenções de voto, numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 37%. Caiado, com 5%, Renan, com 4% e Zema, com 3%, disputam o terceiro posto.

 

Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam.

 

Flávio também encurtou a distância para Lula no primeiro turno. A distância entre os dois era de nove pontos percentuais até a semana passada. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu quatro pontos desde então, enquanto o atual chefe do Executivo variou um para baixo.

 

O presidente, porém, tem um eleitorado mais fiel. Em busca de seu quarto mandato no Palácio do Planalto, ele acumula 36% de eleitores que o veem como o único candidato a votar. E outros 14% que o tem como um voto possível. O senador Flávio tem 28% de eleitores fidelizados e 19% potenciais.

 

Por outro lado, a rejeição é igual. Ambos somam 49% de eleitores que não votariam em ambos “de jeito nenhum”. São percentuais elevados em comparação com Renan (28%), Caiado (29%), Zema (31%), mas o trio ainda é desconhecido por mais de um terço da população.

 

Na rejeição líquida, que considera apenas os entrevistados que conhecem o candidato, Renan Santos lidera com 55%. Flávio tem 51%, Lula soma 50% e Zema, 49%. Caiado é o menos rejeitado, por 45%.

 

Candidatos oficializados

Lula foi confirmado pelo PT como candidato à Presidência na convenção nacional do partido neste domingo (2). Essa será a sétima campanha eleitoral do petista ao Executivo federal, tendo vencido três. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também foi confirmado como candidato à reeleição na chapa.

 

Com a oficialização do atual presidente, todos os principais candidatos ao cargo já estão formalizados pelas suas siglas. Assim como Lula, Caiado e Renan Santos já estão com a chapa definida para o pleito de outubro.

 

Restam as definições dos vices de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. O prazo para a escolha se encerra na quarta-feira (5), como definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

 

Posted On Segunda, 03 Agosto 2026 14:36 Escrito por
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