Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 4 de outubro, existe um número na mais recente pesquisa Paraná Pesquisas que merece tanta atenção quanto os percentuais alcançados por Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior.

 

É o número daqueles que, quando perguntados espontaneamente em quem pretendem votar para governador, ainda não apresentam um nome: 42,7% responderam que não sabem ou não opinaram.

É muita gente.

 

Principalmente para uma eleição que já atravessou meses de pré-campanha, convenções, lançamento de candidaturas, viagens pelos 139 municípios, reuniões políticas, propaganda eleitoral, programas gratuitos no rádio e na televisão, redes sociais, caminhadas e mobilização das estruturas partidárias.

 

A Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores entre 12 e 14 de setembro, em 75 municípios. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-08578/2026.

 

E é justamente a diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada que o Observatório Político de O Paralelo 13 considera uma das informações mais importantes desta rodada.

 

42,7%: O QUE ESSE NÚMERO REALMENTE DIZ?

 

Na espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Professora Dorinha aparece com 25,3%, Vicentinho Júnior com 21,1%, Laurez Moreira com 2,4%, Siqueira Campos Júnior com 1,4%, Ataídes Oliveira com 1,1% e Du Pereira com 0,1%. Outros nomes somam 0,9%, enquanto 5,5% dizem ninguém, branco ou nulo.
E 42,7% não sabem ou não opinam. Mas é preciso fazer uma distinção importante. Isso não significa necessariamente que 42,7% estejam completamente indecisos. Quando os nomes dos candidatos são apresentados, no cenário estimulado, o percentual de “não sabe/não opinou” despenca para apenas 4,9%. Dorinha alcança 40,6%, Vicentinho 34,1%, Laurez 6,5%, Siqueira Campos Júnior 4,9%, Ataídes 2,8%, Du Pereira 0,5% e Witer Naves 0,3%. Brancos e nulos ficam em 5,5%.

 

Está aí a engrenagem que precisa ser observada. Existe uma parcela enorme do eleitorado que ainda não carrega espontaneamente na cabeça o nome de seu candidato, embora grande parte consiga fazer uma escolha quando recebe as opções.

 

Isso pode significar voto pouco cristalizado. E voto pouco cristalizado pode mudar.

 

DORINHA NA FRENTE, VICENTINHO NA PERSEGUIÇÃO

 

A fotografia de 12 a 14 de setembro mostra Professora Dorinha numericamente à frente. No cenário estimulado, Dorinha registra 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho Júnior, diferença de 6,5 pontos percentuais. Considerados apenas os votos válidos, a pesquisa apresenta Dorinha com 45,3% e Vicentinho com 38,1%.

Mas isso é a fotografia daquele período.

Não é resultado de urna.

 

Considerando esses percentuais de votos válidos apresentados pelo levantamento, nenhum candidato aparece acima de 50%, patamar necessário para vencer a disputa pelo Governo já no primeiro turno. Portanto, os números publicados não permitem afirmar que haverá segundo turno, mas tampouco permitem descartá-lo. É justamente nesse espaço que entram os eleitores ainda pouco definidos.

 

NÃO CONFUNDAM PESQUISA ESTIMULADA COM VOTO CONSOLIDADO

 

O alerta do Observatório é simples. Quando o entrevistador apresenta uma lista e o eleitor escolhe um candidato, isso não significa automaticamente que aquele voto esteja definitivamente consolidado.

 

Existe o eleitor decidido, o eleitor inclinado. Aquele simpatiza com determinado candidato, mas ainda admite mudar. Existe aquele que somente começou a prestar atenção na eleição agora. E existe quem só tomará sua decisão final diante da urna. Por isso, talvez o número politicamente mais provocador desta pesquisa não seja 40,6% nem 34,1%.

 

Talvez seja 42,7%. É o tamanho do grupo que não apresentou espontaneamente um candidato a governador.

 

“EFEITO MANADA”? É PRECISO TER CUIDADO

O Observatório Político levanta uma pergunta: poderá existir uma movimentação coletiva de última hora capaz de alterar substancialmente a fotografia apresentada pelas pesquisas? Pode haver mudança. Mas seria precipitado afirmar hoje que haverá um “efeito manada” ou em qual direção ele ocorreria.

 

Eleição não funciona como uma fórmula matemática.

 

O eleitor pode decidir nas últimas semanas por avaliação do governo, identificação partidária, propostas, desempenho nos debates, influência familiar, situação econômica, rejeição a um candidato ou simplesmente pela impressão formada ao longo da campanha.

O voto é secreto. E, dentro da cabine, desaparecem prefeito, governador, senador, deputado, marqueteiro, cabo eleitoral e pesquisa. Ficam o eleitor e a urna.

 

1,18 MILHÃO DE ELEITORES

 

 

O Tocantins possui 1.182.307 pessoas aptas a votar em 2026, segundo dados oficiais do TRE-TO. Esse número ajuda a dimensionar o tamanho da disputa. Os grandes centros urbanos possuem peso decisivo, mas apresentam também um eleitorado mais numeroso, disperso e menos dependente das estruturas políticas tradicionais.

 

ABRAM A “CAÇAPA DO ZÓI”

Por isso, usando uma expressão bem tocantinense, o Observatório deixa um alerta às campanhas: abram a “caçapa do zói”. Não terceirizem suas candidaturas. Nesta reta final, os candidatos proporcionais também estão travando suas próprias batalhas pela sobrevivência eleitoral. Deputados estaduais e federais precisam primeiro garantir os votos necessários para seus próprios mandatos.
Quando chega esse momento, o instinto de sobrevivência política fala alto.

É o velho “salve-se quem puder” eleitoral.

Uma candidatura majoritária que acreditar que todos os deputados, prefeitos, vereadores e lideranças de sua coligação estarão dedicando a mesma energia à eleição para governador poderá encontrar uma realidade diferente nas ruas.

 

OS PROPORCIONAIS DE DORINHA E A ACUSAÇÃO DOS “JUDAS”

É justamente nesse ambiente que uma fonte ligada ao grupo governista fez uma avaliação dura, em conversa reservada com o Observatório Político de O Paralelo 13. Segundo esse interlocutor, existem candidatos proporcionais ligados à base que estariam concentrando esforços exclusivamente nas próprias campanhas e deixando de pedir votos com a mesma intensidade para Professora Dorinha.

 

A fonte utilizou uma comparação carregada de simbolismo religioso, classificando esses candidatos como “Judas” por, em sua avaliação, “negarem Dorinha” durante a campanha. Trata-se da avaliação política do interlocutor e não de uma constatação independente deste jornal.

 

Segundo a mesma fonte, alguns desses grupos teriam indicações políticas no Executivo estadual, incluindo cargos comissionados e contratos temporários em diferentes municípios. O interlocutor afirmou ainda que a atuação dessas lideranças estaria sendo acompanhada pela estrutura política governista e que o comportamento eleitoral poderá repercutir nas relações políticas após a eleição. O Observatório registra a declaração porque ela revela algo maior do que a insatisfação de uma liderança.

 

Revela a tensão natural da reta final entre eleição majoritária e proporcional. Cada candidato a deputado sabe que, no dia 4 de outubro, sua própria sobrevivência estará sendo decidida.

 

O ELEITOR LEVA A VIDA REAL PARA A URNA

 

Existe ainda outro erro que as campanhas não podem cometer: acreditar que eleição acontece apenas dentro da política.

O eleitor não chega à cabine carregando somente santinho, chega carregando a própria vida, depois de passar pelo supermercado, de pagar o aluguel, de olhar a fatura do cartão, pagar o combustível, conferir o salário, depois de administrar prestações e dívidas.

 

O servidor público pode chegar pensando também no consignado. O comerciante pensa nas vendas. O empresário pensa no caixa. O trabalhador pensa no emprego. A dona de casa conhece o preço dos alimentos melhor do que qualquer discurso eleitoral. São essas experiências concretas que podem entrar na decisão política.

 

Por isso, qualquer afirmação sobre o comportamento desses eleitores precisa ser feita com cautela. Sem uma pesquisa específica, não é possível dizer quantos votarão motivados principalmente pela economia nem em qual candidatura esse sentimento será convertido. Mas ignorar o cotidiano econômico do eleitor seria igualmente um erro.

 

O SENADO MOSTRA UMA INDECISÃO AINDA MAIOR

 

Se os 42,7% da espontânea para governador chamam atenção, a pesquisa para o Senado apresenta um número ainda mais expressivo. Na espontânea, 61,7% não sabem ou não opinam sobre seus votos para senador. Eduardo Gomes aparece com 11,6%, Alexandre Guimarães com 9%, Carlos Gaguim com 6,4%, Eli Borges com 4,7%, Paulo Mourão com 3,3%, Vanderlei Luxemburgo com 2,1% e Ronaldo Dimas com 1,9%.

 

Na estimulada, Eduardo Gomes aparece com 36%, Alexandre Guimarães com 24,5% e Gaguim com 22,7%, seguidos pelos demais candidatos. Como o eleitor escolherá dois senadores, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.

 

Isso mostra o tamanho do território ainda em disputa, principalmente pelo segundo voto.

 

PESQUISA NÃO É PROFECIA

O Observatório também faz uma ressalva necessária sobre as pesquisas. Todo levantamento eleitoral deve ser analisado por sua metodologia, tamanho e distribuição da amostra, período de campo, margem de erro, nível de confiança, contratante e registro na Justiça Eleitoral.

 

O que não se deve fazer, sem evidências, é afirmar que determinado instituto manipulou resultados para agradar quem contratou a pesquisa. Neste levantamento, há informações objetivas para o leitor avaliar: 1.504 entrevistas, 75 municípios, campo entre 12 e 14 de setembro, margem de erro de 2,6 pontos percentuais, confiança de 95% e registro TO-08578/2026. Pesquisa é instrumento de leitura do momento. Não possui fé pública sobre o futuro.

 

A ELEIÇÃO QUE COMEÇA AGORA

 

 

Talvez seja justamente esse o grande recado da nova Paraná Pesquisas. Existe uma parcela do eleitorado que, espontaneamente, ainda não apresenta um nome para governador. E isso acontece faltando menos de três semanas para a votação.

 

É nesse eleitor que as campanhas precisam prestar atenção. No dia 4 de outubro, quando entrar sozinho na cabine, ele não precisará explicar sua escolha a ninguém. A pesquisa mede o eleitor quando ele responde. A urna registra o eleitor quando ninguém está olhando.

 

E entre uma coisa e outra ainda existem quase três semanas de campanha. É justamente nesse espaço que a eleição do Tocantins ainda será disputada.

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 09:26 Escrito por

Aqui no Tocantins e, principalmente, em Porto Nacional, terra natal de Otoniel Andrade, a expressão “político com o cheiro e a cara de povo” costuma evocar a figura de um líder que emerge das classes populares, compartilhando de suas vivências, dores e aspirações. E é assim que se porta o “Baixinho”, que sempre colocou em primeiro lugar os anseios de sua gente.

 

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

Otoniel Andrade tem uma trajetória marcada pelo fazer em prol das pessoas, pois foi moldado, no caráter e na grandiosidade da fraternidade, num berço honrado e alicerçado na fé e no acolhimento, o que permitiu uma vivência de aprendizados humanistas, levando-o a liderar as massas.

 

Nessa escola familiar, ele aprendeu a arte de reunir votos e, com eles, conquistou os postos de deputado estadual, por duas oportunidades, e de prefeito de sua amada Porto Nacional, por três mandatos.

 

Em todos esses cargos, atendeu às demandas de sua gente, atuando com responsabilidade e competência nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, lazer, moradias populares e viabilizando iniciativas para o empreendedorismo.

 

 

Otoniel Andrade é verdadeiramente um líder popular que utiliza o poder político para promover transformações estruturais na sociedade. Por ser assim, carrega na alma o brilho do fazer coletivo e, entre os braços, o abraço do acolhimento fraternal.

 

É por tudo isso e muito mais que Otoniel Andrade quer ser novamente deputado estadual e continuar persistindo na trajetória de construir melhores condições de vida para os tocantinenses, em especial para o povo portuense, o que agora tentam impedir, em sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa do Estado.

 

Qual o grave crime cometeu Otoniel Andrade para ter sua candidatura a deputado estadual impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral? A resposta — não vamos discutir o mérito — está na sua indestrutível capacidade de ajudar as pessoas.

 

Na sua última passagem pela Prefeitura de Porto Nacional, oportunidade em que fez entregas transformativas em todas as áreas, atendendo às demandas da coletividade local, inclusive com a construção de quiosques em alguns logradouros da cidade, proporcionando empreendedorismo e lazer aos portuenses, o Ministério Público viu nisso improbidade administrativa.

 

Um desses quiosques, erguido na Praça Dr. Osvaldo Ayres da Silva e que, em licitação e em regime de concessão, foi entregue ao cozinheiro “Djalma do Bifão”, o que gerou um processo contra Otoniel Andrade por improbidade administrativa e que, segundo apontam os autos, houve, nesse ato de exclusividade do Poder Executivo Municipal, enriquecimento ilícito de terceiros.

 

 

A defesa contesta os fundamentos que levaram a essa condenação, pois não há crime nessa ação administrativa do então prefeito Otoniel Andrade, que não se beneficiou por fazer a concessão, e o enriquecimento ilícito de terceiro é inexistente, isso porque o cozinheiro “Djalma do Bisão” continua morando de favor na casa do sogro e, até agora, trabalhando diuturnamente para o sustento da família, não conseguiu comprar uma bicicleta para o seu deslocamento de casa para o trabalho e de lá para o supermercado nos dias de compras.

 

Mesmo com todos esses desafios e provações jurídicas, a candidatura a deputado estadual de Otoniel Andrade continua firme, leve, alegre e propositiva, buscando levar aos quatro cantos do Tocantins propostas e mensagens de construção de cidadania plena para toda a gente tocantinense.

 

A defesa de Otoniel Andrade, que contesta veementemente a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que negou o seguimento de sua candidatura e, consequentemente, suspendeu seus direitos políticos, vai, no momento certo e oportuno, recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, com a convicção de que essa Corte Superior vai reformar essa decisão.

 

O advogado Juvenal Klayber, fará a defesa do TSE

 

E isso se faz necessário, pois Otoniel Andrade é um líder com forte apelo popular, que consegue canalizar as demandas de parcelas historicamente marginalizadas da população. Ao dar voz a esses grupos, ele altera a agenda política, priorizando ações de redistribuição de renda, acesso à educação, saúde, lazer, moradias e segurança pública, dentre outras áreas.

 

A força de Otoniel Andrade, um líder, um homem do povo, raramente vem apenas de sua atuação institucional, mas sim de sua capacidade de mobilizar as massas em busca de um Tocantins mais desenvolvido e mais igualitário. Sua candidatura é necessária e sua eleição fundamental para um Tocantins mais justo.

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 08:47 Escrito por

Em vídeo, candidato à Presidência reforça lealdade do parlamentar tocantinense. “Quando o Brasil precisou, ele estava lá”

 

 

Da Assessoria

 

 

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) gravou nesta terça-feira (15) vídeo em apoio à reeleição do senador Eduardo Gomes (PL-TO). No mesmo dia em que fez um pronunciamento à Nação, Flávio destacou a atuação de Eduardo Gomes como líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional e defendeu sua permanência no Senado para ajudar na construção do seu futuro governo.

 

“Eu conheço o senador Eduardo Gomes e sei que posso contar com ele. Foi líder do governo Bolsonaro no Congresso e, quando a gente precisou, o Eduardo estava lá, sempre leal, firme e ajudando a construir soluções para o nosso Brasil. É gente de confiança e nós vamos precisar muito dele no Senado para o nosso futuro governo”, afirmou Flávio Bolsonaro.

 

Ao agradecer o apoio do presidenciável, Eduardo Gomes reafirmou seu compromisso com o Tocantins e com o país. “Recebo as palavras de Flávio Bolsonaro com gratidão e com a responsabilidade de quem sempre esteve ao lado do Brasil nos momentos decisivos. Nossa lealdade é com os tocantinenses, com a democracia e com a construção de soluções que fortaleçam o país. Quero continuar no Senado para defender o nosso estado e ajudar o Brasil a retomar o caminho do desenvolvimento, da segurança e das oportunidades”, declarou o senador.

 

Eduardo Gomes exerceu a liderança do governo do então presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional entre 2020 e 2022, período em que participou da articulação de pautas do Executivo junto à Câmara dos Deputados e ao Senado. Candidato à reeleição, o parlamentar apresenta essa experiência política e a interlocução com diferentes setores como fundamentos para pedir a renovação do mandato e ampliar a participação do Tocantins nas decisões nacionais.

Veja o vídeo aqui : https://www.instagram.com/reel/DdUYsFXpbFN/?utm_source=ig_web_copy_link&stkn=NTc4MTIwNjQ2YQ==

 

 

 

 

 

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 08:45 Escrito por

OLHO NO OLHO

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

A nova rodada da pesquisa Paraná Pesquisas, registrada no TSE sob o nº TO-08578/2026, trouxe movimentações importantes na corrida sucessória ao Palácio Araguaia. A candidata Professora Dorinha apresentou crescimento em cenários estimulados, demonstrando reação significativa do grupo político ligado ao governo estadual. Como já destacamos na primeira rodada, quando havia um empate técnico, tratava-se de uma fotografia do momento. Agora, os números revelam uma tendência de recuperação e fortalecimento da candidatura, sinalizando que o jogo político está longe de estar definido.

 

INDECISOS

Os números mostram que ainda há uma parcela relevante de eleitores sem posição definida. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 12 e 14 de setembro de 2026. Foram entrevistados 1504 eleitores em 75 municípios. Tal amostra representativa do Estado do Tocantins atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais. Para o governo, os indecisos variam entre 3,9% e 5,7%, na estimulada, mas, na espontânea, chega a 42,7%, dependendo do cenário testado. Já para o Senado, o índice de eleitores que não sabem ou não opinaram chega a 5,9%, além de 8,0% que declararam voto branco ou nulo na estimulada e 61,7% na espontânea. Esses percentuais reforçam que tanto a disputa pelo Executivo estadual quanto pela segunda vaga ao Senado permanecem em aberto.

 

SENADO FEDERAL

Vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes

Deputado federal Alexandre Guimarães 

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, o atual senador e vice-presidente da Casa, Eduardo Gomes, segue liderando com 36,0% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Alexandre Guimarães com 24,5%, seguido de perto pelo também deputado federal Carlos Gaguim, que soma 22,7%. A disputa pela segunda vaga mostra-se acirrada, com três nomes competitivos e margem estreita entre eles.

 

 

JOGO SUCESSÓRIO EM ABERTO

O cenário eleitoral evidencia que tanto a corrida para o governo quanto para a segunda vaga ao Senado ainda estão indefinidos. A reação de Dorinha fortalece sua posição, mas os índices de indecisos e a proximidade entre os candidatos demonstram que o eleitorado tocantinense mantém o poder de decisão em aberto.

 

DESAFIO AOS INSTITUTOS DE PESQUISA

 

O Observatório Político de O Paralelo13 chama atenção para um ponto crucial: acompanhar quais institutos de pesquisa mais se aproximam da realidade das urnas. Assim como destacamos anteriormente, cada rodada é apenas um retrato do momento. Cabe aos eleitores e eleitoras observarem, acreditarem ou não nos resultados apresentados. O desafio está lançado: quem acertar ou mais se aproximar dos números finais no segundo turno será referência metodológica para futuras análises.

O Paralelo13 seguirá trazendo editoriais e artigos aprofundados para que o eleitor tocantinense saiba em quem confiar quando o assunto é pesquisa eleitoral.

 

 

 

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 05:40 Escrito por

 

Os 15 novos juízes e juízas substitutos(as) do Poder Judiciário do Tocantins posam para foto oficial após a solenidade de posse coletiva, realizada no Tribunal Pleno. Vestidos com toga, os novos magistrados estão dispostos em duas fileiras no plenário do TJTO.

 

 

Por Neuracy Viana 

Fotos: Elias Oliveira e Lucas Nascimento

 

Quinze trajetórias diferentes e, a partir de agora, uma mesma missão: “fazer a diferença na vida das pessoas por meio da Justiça”. A mensagem marcou a posse coletiva de 15 novos juízes e juízas substitutos, nesta terça-feira (15/9), no Tribunal de Justiça, em Palmas. A solenidade representa a chegada de uma nova geração à magistratura tocantinense, após a conclusão do VI Concurso Público para o cargo de juiz substituto.

 

Ao receber os novos integrantes da magistratura, a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, destacou a dimensão humana da função que eles passam a exercer. Em sua mensagem, a desembargadora ressaltou que o exercício da magistratura exige preparo, responsabilidade e, sobretudo, capacidade de compreender a realidade humana que chega ao Judiciário.

 

 

“A Justiça precisa de conhecimento técnico, equilíbrio e firmeza. Mas precisa também de sensibilidade e humanidade.”

 

A presidente reforçou ainda que processos judiciais não podem ser vistos apenas como números, documentos ou demandas jurídicas. “Porque, por trás de cada processo, existe uma vida e a esperança de quem enxerga no Poder Judiciário o caminho para a solução do seu conflito.”

 

Compromisso e toga

Um dos momentos mais simbólicos da solenidade ocorreu durante o compromisso regimental. Em nome dos novos magistrados, Gabriela Lopes Cirelli conduziu o juramento, acompanhado pelos demais empossados.

 

“Por minha honra e pela Pátria, prometo cumprir com exatidão, dignidade e escrúpulo os deveres inerentes ao cargo de juiz substituto do Poder Judiciário do Estado do Tocantins, cumprindo a Constituição e as leis.”

 

O compromisso dos 15 novos magistrados marcou, de forma solene, a passagem da condição de aprovados no concurso para a responsabilidade inerente ao exercício da magistratura.

 

Depois do juramento, outro momento trouxe emoção à cerimônia. Chamados um a um, os novos juízes e juízas assinaram os termos de posse e exercício e receberam de seus familiares a toga que usarão na magistratura.

 

Nesse instante, a toga, símbolo da função, ganhou um significado ainda mais especial: chegou pelas mãos de quem acompanhou de perto anos de estudo, escolhas, renúncias e expectativas até a conquista de uma vaga na magistratura.

 

Cumpridas as formalidades legais e regimentais, a presidente do TJTO declarou oficialmente empossados os 15 novos juízes e juízas substitutos.

Nova missão

Ao falar em nome dos novos magistrados e magistradas, o juiz Lucas Chaves de Andrade Passo, primeiro colocado no concurso, destacou que a posse encerra o ciclo de preparação e abre uma etapa marcada pela responsabilidade de colocar o conhecimento a serviço das pessoas.

 

“A partir de hoje, deixam de existir os candidatos e surgem os magistrados. O conhecimento que acumulamos ao longo desses anos deixa de servir às provas e passa a servir às pessoas. Cada processo que chegar às nossas mãos representará uma vida, uma família, uma liberdade, uma esperança.”

 

Lucas também ressaltou que a toga simboliza uma responsabilidade que deve aproximar o magistrado da realidade de quem procura o Judiciário. “A toga que hoje passamos a vestir não pode nos afastar da realidade daqueles que buscam Justiça. Ao contrário, deve constantemente nos recordar da responsabilidade que assumimos perante cada cidadão que bater às portas do Poder Judiciário.”

Sonhos e pertencimento

Decano do TJTO e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), o desembargador Marco Villas Boas resgatou a história da construção do Estado e da Justiça tocantinense para falar aos novos juízes sobre pertencimento, sonhos e compromisso com o futuro do Tocantins.

 

“Eu sei que cada um de vocês traz um sonho, tem expectativas e quer comungar conosco dessa jornada, dessa caminhada. É o resgate do sonho de todos nós, os sonhos da primeira hora, que nos alentaram, que nos trouxeram ânimo para seguir a nossa jornada e cumprir a nossa missão.”

 

Ao celebrar a chegada dos novos magistrados, completou: “Começamos agora um novo ciclo. Todos nós precisamos voltar a sonhar. Acho que este é um momento de resgate de sonhos e de sonhar com um Tocantins cada dia melhor e mais justo.”

 

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, aconselhou os novos magistrados a exercerem a autoridade com equilíbrio, respeito e serenidade.

 

“O cargo pode dar autoridade formal, mas respeito é outra coisa. Respeito não se impõe, respeito se conquista. Educação e gentileza geram gentileza”, afirmou.

 

O desembargador também chamou a atenção para a maturidade necessária diante das decisões e das situações difíceis próprias da magistratura. Para ele, o magistrado deve atuar com discrição e deixar que o trabalho ocupe o primeiro plano. O corregedor reforçou ainda que os novos juízes encontrarão na Corregedoria um espaço de apoio e orientação ao longo da trajetória profissional.

 

Presidente da Comissão de Seleção e Concurso do TJTO, o desembargador Eurípedes Lamounier relembrou a trajetória dos novos magistrados ao longo das etapas do certame e, desta vez, trocou o desejo de “boa prova” pelas boas-vindas à carreira.

 

“Hoje, com muita honra, quero desejar a vocês boas-vindas à magistratura tocantinense. Vocês são fruto daquela luta diuturna da comissão do concurso e da banca examinadora.”

 

Ao saudar os novos magistrados, o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), juiz Allan Martins Ferreira, destacou o significado da renovação da magistratura e lembrou que, por trás de cada processo, há pessoas que depositam na Justiça a esperança por uma resposta.

 

“Não permitam que a rotina transforme pessoas em números. Sejam produtivos, porque a sociedade tem direito a uma Justiça célere, mas jamais permitam que a velocidade substitua a reflexão. Justiça rápida é importante; Justiça justa é indispensável. Escutem. A escuta não diminui a autoridade do magistrado. Ao contrário, quem ouve melhor decide melhor.”

 

Allan Martins também apresentou a atuação da Asmeto e colocou a associação à disposição dos novos magistrados.

 

Presenças

A solenidade reuniu desembargadores e desembargadoras, magistrados e magistradas, representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de integrantes de instituições do Sistema de Justiça, autoridades estaduais e municipais, servidores, familiares e convidados dos novos juízes e juízas.

 

Quem são os(as) novos(as) magistrados(as) tocantinenses

Lucas Chaves de Andrade Passo
Natural de Natural de Salvador (BA);
Idade: 28 anos;
Formação: Direito, pela Universidade de Brasília (UnB), em 2020;
Atuação anterior: analista judiciário — STJ.

 

Gabriela Lopes Cirelli
Natural de Ribeirão Claro (PR);
Idade: 35 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em 2014;
Atuação anterior: procuradora jurídica da Câmara Municipal de Cambará — PR.

 

João Vitor Ribeiro Barbosa
Natural de Minaçu (GO);
Idade: 29 anos;
Formação: Direito, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em 2020;
Atuação anterior: assessor jurídico — 1º grau (TJGO).

 

Vanessa Cristina Dal Bosco
Natural de Toledo (PR);
Idade: 31 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2018
Atuação anterior: assessora de desembargador — TJPR.

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca e gravata azul-escura. Mantém as mãos unidas à frente do corpo. Ao fundo, aparecem fileiras de cadeiras do plenário e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Jáder Melquíades de Araújo
Natural de João Pessoa (PB);
Idade: 34 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em 2014.
Atuação anterior: delegado da Polícia Federal (PE)

 

Homem em pé, em primeiro plano, olhando para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca, gravata azul e óculos de armação escura. Ao fundo, aparecem o plenário, com fileiras de cadeiras, e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Pedro Henrique Fernandes Barros
Natural de Goiânia (GO);
Idade: 32 anos;
Formação: Direito, pela Universidade de Brasília (UNB), em 2016;
Atuação anterior: magistrado (TJAM).

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca, gravata listrada em azul e vermelho e óculos. Ao fundo, aparecem fileiras de cadeiras do plenário e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

João Gabriel Fumian Novis de Souza
Natural de Muriaé (MG);
Idade: 36 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em 2019.
Atuação anterior: magistrado (TJAM).

 

Homem em pé, em primeiro plano, olhando para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca e gravata em tom vermelho. Mantém as mãos unidas à frente do corpo. Ao fundo, aparece o plenário, com fileiras de cadeiras. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Israel Andrade Alves
Natural de Belo Horizonte (MG);
Idade: 39 anos;
Formação: Direito, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC - Minas), em 2011.
Atuação anterior: delegado da Polícia Civil - Palmas (TO).

 

Mulher em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos e blusa em tom vermelho. Usa brincos e colar com detalhes verdes. Ao fundo, aparece o plenário, com fileiras de cadeiras. A fotografia, em formato vertical, destaca a magistrada ao centro da imagem.

Paula Carvalho Coutinho
Natural do Rio de Janeiro (RJ);
Idade: 38 anos;
Formação: Direito, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC- Rio), em 2011;
Atuação anterior: advogada (RJ).

 

Mulher em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos e blusa vermelha. Usa brincos dourados e mantém as mãos unidas à frente do corpo. Ao fundo, aparecem fileiras de cadeiras do plenário e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca a magistrada ao centro da imagem.

Ivie Sampaio Pires
Natural de Nova Iguaçu (RJ);
Idade: 36 anos;
Formação: Direito, pela Faculdade Nacional de Direito (UFRJ), em 2014;
Atuação anterior: advogada (RS).

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca, gravata cinza e óculos de armação escura. Ao fundo, aparece o plenário, com fileiras de cadeiras. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Wander Filho Nunes de Resende
Natural de Araguaína (TO);
Idade: 30 anos;
Formação: Direito, pelo Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (Unitepac – Araguaína), em 2018.
Atuação anterior: advogado — PA/TO/SP.

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca, gravata cinza e óculos. Ao fundo, aparece o plenário, com fileiras de cadeiras. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Keverson Jannio Alves e Silva
Natural de Ouvidor (GO);
Idade: 31 anos;
Formação: Direito, pelo Centro de Ensino Superior de Catalão (Cesuc), em 2018;
Atuação anterior: Juiz leigo - Comarca Catalão — TJGO.

 

Homem em pé, em primeiro plano, olhando para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca e gravata vermelha. Ao fundo, aparece o plenário, com fileiras de cadeiras. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Wiliam Silva Leopoldino Resende
Natural de São Paulo (SP);
Idade: 41 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), em 2012;
Atuação anterior: assistente magistrado — TRT3/MG.

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca e gravata escura. Ao fundo, aparecem o plenário, com fileiras de cadeiras, e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Mikael de Oliveira Waiss
Natural de Ourinhos (SP);
Idade: 31 anos;
Formação: Direito, pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em 2020;
Atuação anterior: analista judiciário (TJMT).

 

Homem em pé, em primeiro plano, sorrindo para a câmera, vestindo toga preta com cordões brancos, camisa branca e gravata estampada em tons de azul e laranja. Ao fundo, aparecem o plenário, com fileiras de cadeiras, e algumas pessoas. A fotografia, em formato vertical, destaca o magistrado ao centro da imagem.

Marco Aurélio Benevenuto Kromberg
Natural de Rondonópolis (MT);
Idade: 31 anos;
Formação: Direito, formado pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Sobral Pinto (FAIESP), em 2014;
Atuação anterior: oficial de Justiça — Rondonópolis (MT).

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 05:34 Escrito por
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