Da Assessoria
Relatora da receita do orçamento de 2026, a Senadora Professora Dorinha (União) deve apresentar o seu parecer na próxima semana à Comissão Mista de Orçamento (CMO). No último dia 25, a senadora esteve reunida com o Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para tratar do tema antes da apresentação do relatório.
A relatoria da Receita é uma das funções mais estratégicas e técnicas do Congresso Nacional. É a partir dessa etapa, a definição da receita, que todo o orçamento ganha forma, permitindo garantir recursos, estabelecer prioridades e assegurar que cada real chegue aos estados, municípios e às políticas públicas que impactam diretamente a vida da população.
Segundo a senadora, compreender a receita significa entender de onde virão os recursos que irão financiar ações essenciais nas áreas de educação, saúde, segurança, infraestrutura, cuidado com a pessoa idosa, políticas para mulheres e desenvolvimento regional. “É na receita que começa tudo. É daqui que definimos o que estará disponível para o Governo Federal, para os estados e para os municípios desenvolverem todas as suas ações, destacou Dorinha.
Desde que assumiu a relatoria, a parlamentar tem realizado uma série de reuniões com diversos setores que apresentam demandas e necessidades para projetos estruturantes. O relatório da receita servirá de base para as relatorias setoriais responsáveis por áreas como segurança, educação e saúde e, posteriormente, para o relatório geral do Orçamento Federal.
A senadora ressaltou que a elaboração da receita influencia diretamente o funcionamento de programas federais e também o atendimento às necessidades locais. “Os municípios têm reiterado que muitas de suas políticas essenciais só funcionam graças aos recursos federais. No caso do Tocantins, a bancada federal envia, todos os anos, quase um bilhão de reais para saúde, segurança, infraestrutura e cuidado com as pessoas”, afirma.
Da Assessoria
O Partido Liberal do Tocantins (PL-TO) realizará, na próxima sexta-feira, 5 de dezembro, em Palmas, o encontro estadual do PL60+, movimento criado para incentivar a participação política e social da população com mais de 60 anos.
O evento contará com a presença de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, do vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, do presidente estadual do PL60+ no estado, Abel Moreschi, e do deputado federal Lincoln Portela, presidente nacional do PL60+. Também participarão vereadores, prefeitos e parlamentares estaduais e federais da legenda.
Com entrada gratuita, o encontro abrirá credenciamento às 08h, oferecendo ao público um momento de integração, troca de experiências e fortalecimento da presença dos 60+ dentro do partido.
Serviço:
Data - 5 de dezembro de 2025 – Sexta-feira
Horário - Início do credenciamento: 08h
Local - Spazio Belladata - 103 sul, Rua de Pedestre, SO 3, 29 – Palmas (TO)
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A política do Tocantins segue em constante transformação, como nuvens que mudam de forma a cada instante. Ontem, enquanto o Observatório Político de O Paralelo 13 analisava os bastidores eleitorais com o título “O Tabuleiro Eleitoral Tocantinense às vésperas de 2026”, o governador em exercício Laurez Moreira deu sinais claros de que não pretende esperar o início do próximo ano para mostrar firmeza e segurança diante do cenário político.

O governador do Tocantins, Laurez Moreira, sancionou nesta quinta-feira, 27, o novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Educação (fotos: Gazeta do Cerrado)
Em evento marcado pela sanção do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Educação, Laurez inaugurou um novo estilo de comunicação: emocionado, próximo do público e olhando “olho no olho”. O ato contou com a presença de servidores e profissionais da educação, além de lideranças políticas como o deputado estadual JN Geo, já integrado à base governista, o deputado federal Antonio Andrade, que anunciou mudança partidária para disputar vaga na Assembleia Legislativa, e o deputado federal Tiago Dimas.
RECADO

O novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Educação, é uma conquista aguardada há 10 anos pelos profissionais da área (Foto: Adilvan Nogueira)
A ausência de outros parlamentares foi interpretada como um recado da Assembleia Legislativa ao Palácio Araguaia. Não se trata de rompimento, mas da necessidade de ajustar os ponteiros entre Executivo e Legislativo. O próprio governador reforçou essa percepção ao afirmar: “Enquanto a gente conta com os lúcidos para ajudar, alguns fazem questão de atrapalhar.”
Segundo fonte próxima ao governo, Laurez já conta com apoio de 16 deputados estaduais para garantir governabilidade, enquanto outros oito não demonstram interesse em integrar a base.
Ainda em dezembro, Laurez deve anunciar medidas de impacto para os 139 municípios tocantinenses, incluindo repasses de R$ 3 milhões para cada prefeitura, independentemente da filiação partidária. Outras novidades, mantidas em sigilo, também devem ser divulgadas, com expectativa de agradar prefeitos e a população.
OPOSIÇÃO CONSOLIDADA

No campo oposicionista, a única candidatura com território demarcado é a da senadora Professora Dorinha Seabra, referência nacional na área da educação e responsável pela consolidação do Fundeb. O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, destacou sua trajetória:
“Além de educadora respeitada, é uma parlamentar de méritos reconhecidos, sempre figurando na lista dos 100 melhores políticos do ano. Esse preconceito de achar que por ser mulher não pode ser uma boa gestora é coisa de 100 anos atrás.”
Dorinha e sua equipe já trabalham na elaboração de um projeto de governo a ser discutido com a população. Sua campanha deve ser marcada por propostas, ideias e diálogo com sindicatos e entidades classistas.
A disputa entre Laurez Moreira e Dorinha Seabra promete oferecer aos eleitores uma campanha de alto nível, propositiva e respeitosa, com debates transmitidos no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Caso outras candidaturas surjam, a expectativa é de que mantenham o mesmo padrão de qualidade e respeito.
SEMPRE ATENTO
O cenário político do Tocantins caminha para uma disputa equilibrada entre dois nomes de peso: Laurez Moreira, que busca consolidar sua base e mostrar resultados antes de 2026, e Dorinha Seabra, que se apresenta como alternativa sólida e respeitada. O Observatório Político de O Paralelo 13 seguirá acompanhando os próximos capítulos dessa sucessão estadual, que promete novos movimentos e “fotografias” diferentes a cada mudança das nuvens políticas.
Deputado destacou que caso Tarcísio deseje o apoio, não poderá concorrer se apresentando apenas como 'candidato de Bolsonaro'
Com Estadão Conteúdo
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu nesta quinta-feira, 27, a presidência nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A chegada do parlamentar ao comando da sigla pode abrir caminho para um eventual apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele decida disputar a Presidência da República em 2026.
Durante a cerimônia, o novo presidente do PSDB afirmou que, caso Tarcísio deseje concorrer, não poderá fazê-lo apenas como “candidato de Bolsonaro”.
“Se Tarcísio for apenas o candidato de Bolsonaro, não o apoiaremos”, disse Aécio, indicando que não há decisão fechada sobre alianças.
O evento contou com a presença de vários parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), e o líder bolsonarista Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que discursaram no local.
Aécio afirmou ter aprendido a “fazer oposição vendo o PSDB atuar contra os petistas” e ressaltou sua admiração pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pela tradição política da legenda.
O deputado também disse ter sido “injustiçado nos últimos anos” durante a Operação Lava Jato e declarou que tem a meta de eleger 30 deputados federais e “recolocar o PSDB no tabuleiro político” nas próximas eleições.
“Seguimos firmes no propósito de combater os desmandos das gestões petistas e nos manteremos contra os extremos, a polarização que tomou conta do nosso país”, afirmou o tucano.
Presente no evento, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que “o fortalecimento do PSDB é o fortalecimento do debate saudável no Congresso”.
Nesta semana, Motta anunciou o rompimento de sua relação com o PT. O desentendimento ganhou força quando o deputado declarou à Folha de S.Paulo: “Não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias”. A decisão foi confirmada por aliados de Motta ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a aliados ter 60 votos para rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) no plenário. Mesmo que o governo obtenha os apoios necessários, ele teria sinalizado que encurtaria o tempo de votação para evitar que haja o mínimo necessário para Messias assumir o cargo
Por Raphael Di Cunto
A pressão representa um passo a mais na movimentação do presidente do Senado contra o indicado por Lula. Alcolumbre fez campanha aberta pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Senadores ouvidos pela reportagem dizem acreditar que os 60 votos mencionados pelo senador do Amapá são um exagero —e que ele pode estar querendo vender caro o seu apoio—, mas reconhecem haver maioria contra Messias.
Dois homens vestidos com ternos escuros conversam próximos em ambiente interno com fundo de madeira. O homem à esquerda, de cabelos brancos e barba, cobre parcialmente a boca com a mão enquanto fala. O homem à direita, de cabelos escuros, aponta com o dedo indicador enquanto escuta atentamente.
A dois aliados, Alcolumbre afirmou que o governo terá que "apostar uma corrida" para ver quem serão os primeiros 41 senadores a registrarem o voto no plenário porque encerrará a votação pouco depois do quórum ser atingido. A postura seria diferente da verificada na aprovação de autoridades na semana passada, quando ele esperou que mais de 70 senadores votassem antes de proclamar o resultado.
O indicado pelo presidente da República para o cargo de ministro do STF precisa do voto favorável de 41 dos 81 senadores para ser aprovado, a maioria absoluta do plenário. Qualquer placar abaixo disso levará à rejeição do nome, algo que não ocorre desde o fim do século 19, quando cinco escolhidos pelo ex-presidente Floriano Peixoto foram derrotados.
No caso do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, que também precisava do apoio de 41 senadores, a aprovação durou 16 minutos, com 45 votos a favor e 26 contra. O placar apertado, de apenas quatro votos a mais do que o necessário, foi visto como um recado sobre a indicação para o STF. O Palácio do Planalto preferiu apontar a ausência de quatro governistas para sustentar que a margem poderia ser maior.
Na mesma sessão foram aprovadas ainda a indicação de outras autoridades, e Alcolumbre pediu diversas vezes para que os senadores se mantivessem no plenário e votassem. A preocupação era com a possibilidade de alguma rejeição por falta de votos. "Tem que todo mundo ficar. Se alguém quiser viajar, mude para amanhã", disse Alcolumbre na ocasião.
Já no caso do STF, Alcolumbre tem se recusado a encontrar com Messias e marcou a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para 10 de dezembro, com a votação no mesmo dia, prazo considerado curto pelos governistas por causa da resistência dos senadores —que, assim como Alcolumbre, preferiam a indicação de Pacheco.
O presidente do Senado tem procurado os colegas para defender que, embora o presidente Lula (PT) tenha a prerrogativa de indicar o ministro, cabe aos senadores concordar ou não com a escolha, e que seria a chance de o Legislativo reafirmar essa prerrogativa.
Procurado nesta quinta (27), o presidente do Senado não comentou.
Aliados do governo dizem que Lula deve procurar Alcolumbre e que há espaços abertos para negociação com o Senado, como a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) —que está ocupada de forma interina desde julho— e a presidência da ANA (Agência Nacional de Águas), com mandato vencendo em 15 de janeiro.
Na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), além da vaga de presidente, há uma diretoria desocupada desde dezembro e outra que será liberada no fim deste ano. O Ministério da Fazenda, no entanto, tenta evitar que esses postos entrem na negociação política e busca preenchê-los com nomes técnicos, assim como duas diretorias do Banco Central.
A vaga de ministro do STF, no entanto, seria inegociável, porque abrir mão desta escolha seria o presidente da República abrir mão de suas próprias prerrogativas —um caminho sem volta, na avaliação de governistas.
Messias tem procurado senadores por telefone e pessoalmente para tentar vencer resistências e buscar apoio a sua indicação. Na maioria das conversas, ouve que sua situação é delicada por causa dos desentendimentos entre o governo e Alcolumbre.
Lula teve o Senado como sua principal fonte de governabilidade ao longo do atual mandato. A indicação de Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, porém, estremeceu a relação.
O indicado de Lula tem dito em reuniões que não deve ser penalizado por uma crise entre Alcolumbre e o governo federal. Também afirma, nos bastidores, que costumava ter boa relação com o presidente do Senado quando foi assessor da Casa —ele atuou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo e com quem Alcolumbre rompeu.
Messias faz movimentos para tentar se reaproximar do presidente do Senado. Na segunda-feira (24), divulgou uma nota pública com elogios a Alcolumbre. A repercussão no Senado foi ruim. Alcolumbre respondeu o texto com uma nota fria, na qual sequer cita o indicado de Lula pelo nome.
Governistas falam nos bastidores em recorrer a uma formalidade regimental para tentar adiar a data e contam com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para ganhar mais tempo.