Da Assessoria
A Senadora Professora Dorinha esteve em Santa Rosa do Tocantins nesta sexta-feira, 23, para a cerimônia que marcou o início das obras de 25 unidades habitacionais no Setor São Jerônimo. A construção das casas, pelo Minha Casa, Minha Vida, teve a garantia dos recursos federais no valor de R$ 3.250.000,00 e contou com a atuação da parlamentar para que fosse viabilizado no município.
A senadora, que já destinou mais de R$ 8 milhões ao município para atender diversas áreas, destacou o significado da obra: "Este é um momento de grande alegria. Estamos falando de 25 lares, 25 endereços de dignidade. A moradia é um direito fundamental, e meu mandato tem o compromisso de trabalhar para trazer recursos e desenvolvimento para todas as regiões do nosso estado", afirmou Dorinha.
Um resultado direto dessa parceria bem-sucedida já pode ser visto: o CMEI Ana Clara - Luz da infância, cuja obra estava inacabada, agora está totalmente pronta e foi entregue no final do ano de 2025. E agora em 2026 inicia suas atividades.
O prefeito Levi agradeceu o empenho da parlamentar para beneficiar a comunidade: "A senhora foi fundamental para transformar o sonho destas 25 casas em realidade. Com estes recursos garantidos, conseguimos finalizar obras essenciais para nossa população.
A atuação da Senadora Dorinha gerou um duplo benefício concreto para Santa Rosa: garantiu as novas casas e, ao mesmo tempo, liberou capacidade orçamentária para que a prefeitura concluísse a creche, transformando duas demandas urgentes da comunidade em realidade.
Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo
Por Orion Teixeira
A um aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disse que está vacinado dos encantos do presidente Lula, que tentará convencê-lo, na próxima semana, a disputar o governo de Minas. Segundo esse interlocutor, Pacheco teria dito que, após o período de férias e descanso com a família, não está magoado ou ressentido com Lula por não o ter escolhido para vaga no STF. “Estou apenas decepcionado, eu tenho esse direito”.
Diante dessa revelação, o aliado duvida que o senador irá mudar de ideia, que vire a página e abrace a causa eleitoral. Adiantou que, por outro lado, Pacheco atuará na campanha eleitoral para ajudar a derrotar o futuro candidato de seu partido atual, Mateus Simões (hoje vice-governador de Minas). Além de Simões, o padrinho político do rival, o governador Romeu Zema (Novo), que pretende disputar a Presidência da República.
De Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que o trocou por Simões, também não guarda mágoa, apenas distanciamento. Como diria o ex-governador Hélio Garcia, “não briga, mas também não faz as pazes”.
Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo, apenas que estará elegível. De outra forma, a filiação é necessária até para o pleno exercício da atividade de senador até o final do mandato, em fevereiro do ano que vem. Pacheco nunca iludiu ninguém. Poderá descer do muro, na semana que vem, diante de Lula, para ficar no mesmo lugar.
AMM rejeita deboche de Simões
Em vídeo em rede social, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, cobrou respeito do vice-governador Mateus Simões. A manifestação de Falcão se deu após Simões reclamar de prefeito que cobrou apoio do governo estadual na área da segurança. “Prefeito reclamou, eu mandei cancelar todo o apoio que ele dava para a polícia. Na hora que fui olhar o apoio dele, eram dois estagiários. A gente só precisa da ajuda de quem está disposto a construir com a gente”, disse Simões.
Falcão considerou a fala infeliz e desrespeitosa de quem, segundo ele, desconhece a realidade do interior mineiro. “Não são apenas dois estagiários. Em Patos de Minas, nós cedemos 13 pessoas à Polícia Civil, além de pagamento de aluguel, estrutura física, manutenção e outros. Tratar isso como algo pequeno é diminuir a cidade e ridicularizar o interior, incluindo servidores que trabalham no interior de Minas. O que ele demonstra é um deboche”. O espaço está aberto à réplica do vice-governador.
A estratégia do Palácio do Planalto é usar a Esplanada como trampolim eleitoral para ampliar a base aliada no Congresso Nacional
Com Jovem Pan -Estadão e UOL
Por Everson Bressan
A proximidade do prazo legal de desincompatibilização deve provocar uma troca em série no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até abril, ao menos 17 dos 38 ministros avaliam deixar os cargos por causa das eleições, como exige a legislação.
A estratégia do Palácio do Planalto é usar a Esplanada como trampolim eleitoral para ampliar a base aliada no Congresso Nacional, em um eventual quarto mandato de Lula.
Um dos movimentos mais sensíveis envolve a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A sucessão na pasta, responsável pela articulação política do governo, ainda é incerta. Pelo desenho tradicional, a cadeira tende a ser ocupada pelo secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa, porém, ainda não se sabe quem assumirá o cargo.
Inicialmente, Gleisi cogitava disputar a reeleição à Câmara dos Deputados, cargo do qual está licenciada. A mudança de plano ocorreu após um pedido direto de Lula. O presidente avalia que a candidatura ao Senado é estratégica para fortalecer a presença do PT na Casa revisora e enfrentar o plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de formar maioria no Senado com poder para avançar em processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula também tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). Apesar de Haddad já ter declarado em diversas ocasiões que não pretende disputar as eleições, o presidente deseja que ele concorra ao Senado por São Paulo ou ao Palácio dos Bandeirantes. Até agora, o nome mais cotado para chefiar a equipe econômica em caso de saída de Haddad é o do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan.
“Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Isso vale para qualquer cargo”, afirmou Haddad na segunda-feira, 19, em entrevista ao UOL News.
Outro ministro que deve deixar o governo é o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), um dos principais auxiliares de Lula. Ele é cotado para disputar uma vaga no Senado ou até voltar à corrida pelo governo da Bahia, apesar de o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), estar em seu primeiro mandato e poder concorrer à reeleição. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, deve assumir o comando da pasta.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Governador a Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) e Rui Costa (PT)
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também deve deixar o cargo e pode ser substituída pelo assessor especial da Casa Civil Bruno Moretti. A intenção de Simone é disputar novamente uma vaga no Senado. Desde que apoiou Lula no segundo turno de 2022, porém, ela perdeu força em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado de perfil conservador. Diante desse cenário, aliados avaliam que a ministra pode concorrer ao Senado por São Paulo.
Já o secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira, também deve se afastar do cargo, mas para coordenar a campanha de Lula à reeleição. Responsável pela estratégia de comunicação na disputa de 2022, ele não concorrerá a cargo eletivo e, por isso, não está sujeito ao prazo legal de desincompatibilização.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pela primeira vez e, por isso, também deve deixar o cargo até abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização.
No cenário paulista, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decida concorrer ao Palácio do Planalto, Lula avalia a possibilidade de lançar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao governo de São Paulo. Por ora, o presidente trabalha com a permanência da chapa, mas admite que o desenho pode mudar conforme o cenário político.
Mesmo se permanecer na vice-presidência, Alckmin terá de deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio A tendência é que a vaga seja ocupada pelo secretário-executivo Márcio Elias Rosa.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também defende que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, concorra a deputada federal. Cantora de renome, Margareth foi convidada a se filiar ao PT e avalia a proposta, mas ainda não deu resposta definitiva
Já o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), senador licenciado, vem sendo pressionado a disputar o governo do Ceará caso Ciro Gomes seja candidato. Camilo, porém, nega a intenção e afirma que deve atuar na campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Ele não precisa disputar a reeleição ao Senado, já que foi eleito em 2022 e tem mandato até 2031.

Outros ministros também já sinalizaram que deixarão o governo para entrar na disputa eleitoral. O titular das Cidades, Jader Filho (MDB), informou que pretende concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Pará. No mesmo grupo estão André de Paula (PSD), ministro da Pesca; Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos; e Waldez Góes (PDT), Integração, que também já comunicaram ao Planalto a intenção de deixar os cargos.
No Ministério do Trabalho, Luiz Marinho (PT) chegou a avaliar uma candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados, mas desistiu do plano em dezembro do ano passado. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a decisão foi tomada após um pedido do presidente Lula. No lugar de Marinho, o PT terá como candidato o atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.
“Essa não foi uma decisão simples, não foi uma decisão fácil”, admitiu Marinho em vídeo postado nas redes sociais. “Ser candidato novamente era um desejo legítimo, construído junto com vocês. Mas, neste momento, o que está em jogo é maior do que um projeto pessoal. O mais importante é a continuidade do projeto nacional liderado pelo presidente Lula.”
Na área ambiental, a ministra Marina Silva (Rede-SP), que deve trocar de partido, também é citada como possível candidata ao Senado por São Paulo, o que exigiria seu afastamento do cargo dentro do prazo legal.

Já o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), confirmou que deixará o governo para disputar o comando do Estado de Alagoas nas eleições deste ano.
A titular dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), trabalha para tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Já o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), planeja concorrer novamente a uma vaga no Senado por Mato Grosso.
Rogério Marinho desiste de candidatura no Rio Grande do Norte e afirma ter aceitado convite de Bolsonaro: ‘gratidão e lealdade’
Com O Globo
Em ampla desvantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu escalar um parlamentar da região, o também senador Rogério Marinho (PL-RN), para coordenar sua pré-candidatura ao Planalto. A decisão, tomada após um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro a seu ex-ministro do Desenvolvimento Regional, é uma sinalização de que o representante do bolsonarismo pretende priorizar o tradicional reduto petista durante a corrida eleitoral.
A última Genial/Quaest, divulgada na semana passada, mostra o tamanho da dificuldade na região, onde seu pai ficou atrás dos candidatos do PT nos dois pleitos que disputou, em 2018 e 2022. De acordo com a pesquisa, Lula tem mais 60% das intenções de voto no Nordeste, enquanto Flávio marca 13% e 15% nos cenários com mais nomes testados.
O patamar alcançado pelo senador do PL fica abaixo do registrado por ele em outras regiões. No Sudeste, Flávio empata com o atual presidente — em um dos cenários, na margem de erro, de três pontos percentuais para a região. Já no Sul, Centro-Oeste e Norte, ele chega a aparecer à frente de Lula.
Ao explicar sua decisão, Marinho anunciou que desistiu de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte. O senador enfatizou que atendeu a um pedido de Bolsonaro para “se somar à luta de seu filho, Flávio, para resgatar o Brasil”. Na terça-feira, a defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ele receber a visita de Marinho na Papudinha.
“A gratidão, a solidariedade e a lealdade a Bolsonaro e ao que ele representa definem a minha decisão”, acrescentou Marinho, que defendeu que “derrotar o PT é uma necessidade histórica para salvar o Brasil”.
O senador também divulgou nesta quarta-feira um vídeo em que Flávio o agradece por abrir mão da candidatura em prol da coordenação de sua campanha ao Planalto, o que classificou como “uma escolha pelo Brasil”. Segundo Flávio, o Rio Grande do Norte entrega “um dos principais quadros da política nacional” para ajudar a “resgatar o país”.
“Eu sei que vocês estão com o coração um pouco apertado pela decisão que ele tomou. Mas tenho a consciência e a certeza que ele está fazendo uma escolha pelo Brasil, porque nós vamos resgatar juntos, a partir de 2027, esse país das garras do partido das trevas”, disse Flávio, em alusão ao PT.
O pré-candidato à Presidência também destacou que, com a companhia de Marinho, o estado estará “ainda mais contemplado” em seu plano de governo:
“Vamos fazer um trabalho fenomenal por todo o país, e o Rio Grande do Norte vai estar ainda mais contemplado com o Rogério junto com a gente nesse grande time que eu pretendo montar para recolocar o Brasil no caminho da prosperidade.”
Marinho era considerado a principal aposta do bolsonarismo para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte, estado que vive um acirramento da corrida eleitoral e tem em seu calendário uma eleição para um mandato-tampão, prevista para acontecer em abril, quando a governadora Fátima Bezerra (PT) deve deixar o cargo para disputar o Senado.
O pleito ocorrerá porque o vice-governador, Walter Alves (MDB), anunciou que também renunciará para disputar o cargo de deputado estadual. Ele deve apoiar uma chapa de oposição ao PT, junto aos partidos União Brasil, PP e PSD. Sob a presidência de Marinho, o PL no estado tem capilaridade na Assembleia Legislativa, ocupando um terço das cadeiras, e deve ter influência na escolha de quem comandará a máquina.
PANORAMA POLÍTICO
Por Edson Rodrigues
Sem alarde, mas com foco em construir uma ampla frente partidária, o senador Irajá Abreu (PSD) articula alianças políticas para fortalecer o palanque da sucessão estadual em 2026. O movimento ganhou força com a união do parlamentar ao ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, e tem como primeiro passo a posse de Roberto César Ferreira de Oliveira, o Cesinha, no comando regional do PSB.
CESINHA ASSUME O PSB

Superintendente da Agricultura e Pecuária no Tocantins, Cesinha substitui Amastha, que estava à frente da sigla desde 2019. A transição foi construída em diálogo com o próprio ex-prefeito, com o presidente nacional do PSB, João Campos (prefeito de Recife), e com o líder da bancada federal do partido, deputado Felipe Carreiras (PE).

Com experiência política consolidada – dois mandatos como vereador (2009-2016) e dois como prefeito de Lavandeira (2017-2024) –, Cesinha chega ao PSB com a missão de fortalecer a legenda e prepará-la para as eleições. Ele já marcou para o dia 28 de janeiro, no escritório da sigla em Palmas, a primeira reunião da nova executiva, ocasião em que ocorrerá oficialmente a transição de comando. Atualmente, é pré-candidato a deputado estadual pela região sudeste.
FRENTE AMPLA NO CAMPO POPULAR
A chegada de Cesinha ao PSB reforça a estratégia de Irajá de consolidar uma frente ampla no campo popular tocantinense. Além do PSD e do PDT, o grupo agora conta com o PSB e pode ainda receber o PT. “Tenho conversado bastante com o presidente Nile [William Fernandes, dirigente regional petista]”, revelou o senador.
LAUREZ MOREIRA

O pacto entre as forças políticas locais busca construir um palanque sólido para a pré-candidatura ao governo do atual vice-governador Laurez Moreira (PSD), que preside o partido no Estado. A frente também deve sustentar a candidatura de Irajá à reeleição no Senado, abrindo espaço para negociações em torno da segunda vaga ao Senado e da vice-governadoria entre os partidos aliados.