Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
As eleições estaduais de 2026 no Tocantins se desenham como um marco de maturidade política. O cenário atual não permite espaço para amadores ou aventureiros, como já ocorreu em décadas passadas, quando radialistas, empresários de outros estados ou figuras abonadas conquistaram mandatos sem experiência política consistente. O eleitor tocantinense amadureceu e exige hoje seriedade, dedicação e compromisso com as causas coletivas.

Nesse contexto, o senador Eduardo Gomes surge como exemplo de profissionalismo político. Vice-presidente do Senado, Gomes construiu sua trajetória sem se envolver em disputas do baixo clero, mantendo foco exclusivo nos interesses da população dos 139 municípios tocantinenses, independentemente de coloração partidária.
Tocantins consolidado

O Tocantins é hoje um estado consolidado, com riqueza e potencial garantido para o futuro. Essa realidade é fruto da visão estratégica de seu criador, o saudoso José Wilson Siqueira Campos, que plantou sementes de desenvolvimento ao fundar a Universidade Federal do Tocantins (UFT), criar a Unitins e trazer escolas técnicas federais para diversas regiões.

Essas iniciativas abriram oportunidades para famílias humildes formarem seus filhos em cursos superiores e técnicos, resultando em médicos, engenheiros, advogados, veterinários e enfermeiros que hoje orgulham o estado.
Apesar dos avanços, há desafios a corrigir: desvios de conduta de alguns políticos, práticas não republicanas e carência de melhorias em saúde, educação, infraestrutura e transparência no uso dos recursos públicos. O Tocantins precisa de representantes sérios, comprometidos e dedicados às causas da população.
Representatividade política

O eleitor tocantinense já demonstra maturidade para distinguir o bom do mau político. Mais do que ser governista ou oposicionista, o que importa é a atuação parlamentar em defesa do estado e de seus municípios.
Com as eleições marcadas para 4 de outubro de 2026, os próximos meses serão decisivos para reflexão: quem merece continuar no mandato e quem deve ser substituído. A representatividade política exige presença ativa na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado, sempre em defesa dos 139 municípios e da população tocantinense.
Eduardo Gomes

O senador e vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, encerra seu sétimo ano de mandato com resultados inéditos para o Tocantins. Mais de R$ 2,2 bilhões em recursos foram destinados aos 139 municípios, contemplando diversas áreas estratégicas. Entre os destaques estão a inclusão do estado na Codevasf e no Programa Calha Norte, a criação da UFNT – Universidade Federal do Norte do Tocantins, o apoio à Universidade da Maturidade (UMA), à Fazenda da Esperança, parcerias com a Embrapa para comunidades indígenas e a consolidação como maior alocador de recursos da história do Hospital de Amor.
Na esfera política, Gomes se tornou o primeiro parlamentar tocantinense a ocupar o cargo de vice-presidente do Senado, além de relatar projetos de grande relevância, como o PL 2338/2023, que regulamenta o uso da Inteligência Artificial. Sua atuação reforça o compromisso em elevar a qualidade de vida da população tocantinense e consolidar o estado no cenário nacional.
Quadro Comparativo – Conquistas x Desafios do Tocantins

Cenário Prospectivo para 2026 – Prioridades do Tocantins
* Expansão da rede hospitalar e modernização de equipamentos.
* Investimentos em atenção básica para reduzir filas e melhorar o atendimento nos municípios menores.
* Programas de formação e fixação de médicos e enfermeiros no interior, evitando concentração apenas na capital.
Cenário Prospectivo para 2026 – Prioridades do Tocantins
* Consolidação da UFT e Unitins como polos de excelência.
* Fortalecimento da educação básica, com foco em alfabetização plena e combate à evasão escolar.
* Ampliação de escolas técnicas e cursos voltados para demandas regionais (agro, energia, tecnologia).
* Melhoria das rodovias estaduais e federais que cortam o Tocantins, fundamentais para o agronegócio.
* Investimentos em logística multimodal (rodovia, ferrovia e hidrovia) para integrar o estado ao mercado nacional e internacional.
* Expansão da infraestrutura digital, garantindo internet de qualidade em todos os municípios.
* Implementação de sistemas de controle e auditoria digital para acompanhar gastos públicos.
* Incentivo à participação cidadã na fiscalização de obras e projetos.
* Combate firme a práticas não republicanas e desvios de conduta.
* Políticas de preservação ambiental, especialmente na região amazônica do estado.
* Incentivo a energias renováveis (solar e biomassa), aproveitando o potencial climático.
* Apoio a projetos de agricultura sustentável e manejo responsável dos recursos naturais.
* Manutenção de uma bancada atuante no Congresso Nacional, capaz de articular recursos e defender interesses regionais.
* Valorização de lideranças que tenham histórico de compromisso com os 139 municípios.
* Eleitores atentos e maduros, cobrando resultados concretos e rejeitando aventureiros políticos.
Em resumo: o Tocantins chega a 2026 consolidado, mas com grandes desafios. Saúde, educação, infraestrutura e transparência serão os pilares para garantir que o estado avance de forma equilibrada e sustentável.
Segundo a publicação, candidatos com mais de 80 anos representam "riscos elevados" para a estabilidade política e institucional, mesmo quando são experientes e populares
Com Estadão Conteúdo
Um editorial publicado pela revista britânica The Economist nesta terça-feira, 30, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar um novo mandato em 2026 devido à idade. Segundo a publicação, candidatos com mais de 80 anos representam “riscos elevados” para a estabilidade política e institucional, mesmo quando são experientes e populares.
Lula é comparado a Joe Biden, o ex-presidente americano que desistiu de concorrer à reeleição devido a limitações impostas pela idade. Segundo a publicação, o presidente brasileiro tem 80 anos e, caso seja reeleito, concluiria um eventual quarto mandato aos 85. “Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo período do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”, lembra o texto, que também afirma que o carisma do brasileiro “não é escudo contra o declínio cognitivo”.
O artigo avalia que o presidente brasileiro teve um ano marcado por tensões institucionais e disputas internacionais, mas sobreviveu inclusive à disputa comercial com os Estados Unidos. Porém, diz que a centralidade de Lula limita a renovação política no País.
Conforme a publicação, além da idade e das políticas econômicas “medíocres” do seu governo, uma nova campanha eleitoral de Lula seria marcada pelos escândalos de corrupção que se desenrolaram durante seus dois primeiros mandatos, pelos quais “muitos brasileiros não conseguem perdoá-lo”.
O texto, publicado com uma ilustração mostrando Lula grisalho, com uma bandeira do Brasil e uma cabine de votação ao fundo, também faz menção à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por conspiração para um golpe de Estado. Lembra que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou falsamente que tudo não passava de uma armação e impôs pesadas tarifas punitivas sobre produtos brasileiros, mas depois voltou atrás.
O periódico defende que o Brasil deveria passar por um processo de renovação política e o presidente Lula poderia ceder lugar a uma nova geração de líderes, já que havia prometido, durante a campanha de 2022, não disputar um quarto mandato. Observa, no entanto, que até o momento não há sinais claros de que Lula prepara um sucessor da esquerda ou do centro.
A publicação cita uma disputa intensa no campo da direita para ocupar o espaço deixado com prisão de Bolsonaro que, mesmo após ser condenado, ainda mantém “um número surpreendente” de apoiadores, especialmente entre os evangélicos. O texto lembra que Bolsonaro indicou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) como possível candidato presidencial, mas o classifica como “impopular” e “ineficaz”.
A revista britânica aponta outros possíveis candidatos à presidência, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descrito como “ponderado” e “democrata”, além de ser bem mais jovem do que o atual presidente.
A publicação conclui que as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro político do Brasil e recomenda um candidato de centro-direita que se equilibre entre a preservação do meio ambiente, o combate ao crime organizado e o respeito ao estado de direito e as liberdades civis.
Da Assessoria
Atuação direta do vice-presidente do Senador e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, no Congresso Nacional assegurou a liberação de mais de R$ 80 milhões em emendas parlamentares para fortalecer a saúde pública em 75 municípios do Tocantins. Os recursos já estão disponíveis e serão aplicados desde a Atenção Primária, como postos e unidades básicas de saúde, até serviços de Média e Alta Complexidade (MAC), incluindo exames, cirurgias e atendimentos especializados.
O senador afirmou que a estratégia foi assegurar recursos distribuídos de forma equilibrada pelo estado. “São investimentos que fortalecem o atendimento nos municípios, garantem funcionamento da rede, ampliam exames, cirurgias e asseguram mais eficiência ao sistema de saúde do Tocantins”, afirmou.
Distribuição dos recursos por município
A liberação dos mais de R$ 80 milhões contempla municípios de todas as regiões do Tocantins, com foco no custeio da Atenção Primária e no reforço dos atendimentos de Média e Alta Complexidade. A estratégia busca garantir equilíbrio regional, fortalecendo tanto pequenos municípios quanto cidades-polo que concentram maior demanda de serviços de saúde.
Os valores variam de R$ 100 mil a R$ 3 milhões, assegurando recursos para manutenção das unidades, ampliação de exames, realização de cirurgias e melhoria da capacidade de atendimento à população. A seguir, a relação completa dos municípios contemplados e respectivos valores liberados.
Ananás (R$ 1,28 milhão); Araguaçu (R$ 500 mil); Arapoema (R$ 300 mil); Axixá (R$ 500 mil); Babaçulândia (R$ 300 mil); Bandeirantes (R$ 200 mil); Bernardo Sayão (R$ 200 mil); Bom Jesus (R$ 300 mil); Brasilândia (R$ 200 mil); Brejinho de Nazaré (R$ 200 mil); Cachoeirinha (R$ 200 mil); Campos Lindos (R$ 300 mil); Cariri (R$ 300 mil); Carmolândia (R$ 200 mil); Caseara (R$ 300 mil); Chapada da Natividade (R$ 200 mil); Chapada de Areia (R$ 200 mil); Colmeia (R$ 618 mil); Combinado (R$ 200 mil); Conceição (R$ 200 mil); Crixás (R$ 400 mil); Darcinópolis (R$ 200 mil); Fátima (R$ 200 mil); Filadélfia (R$ 340 mil); Goianorte (R$ 200 mil); Ipueiras (R$ 200 mil); Itapiratins (R$ 200 mil); Itaporã (R$ 450 mil); Jaú (R$ 200 mil); Juarina (R$ 200 mil); Lavandeira (R$ 200 mil); Luzinópolis (R$ 200 mil).
Nazaré (R$ 400 mil); Novo Alegre (R$ 200 mil); Novo Jardim (R$ 200 mil); Palmeirante (R$ 200 mil); Palmeiras (R$ 300 mil); Pau D’Arco (R$ 200 mil); Pedro Afonso (R$ 300 mil); Pium (R$ 600 mil); Ponte Alta do Bom Jesus (R$ 300 mil); Riachinho (R$ 200 mil); Rio da Conceição (R$ 200 mil); Rio dos Bois (R$ 569 mil); Sampaio (R$ 300 mil); Sandolândia (R$ 200 mil); Santa Maria (R$ 200 mil); Santa Rita (R$ 500 mil); São Valério (R$ 200 mil); Sítio Novo (R$ 769 mil); Tabocão (R$ 200 mil); Taipas (R$ 200 mil); Tocantínia (R$ 200 mil); Tupiratins (R$ 200 mil); Araguanã (R$ 100 mil).
Colinas (R$ 3 milhões); Couto Magalhães (R$ 190 mil); Dois Irmãos (R$ 250 mil); Dueré (R$ 400 mil); Figueirópolis (R$ 300 mil); Goiatins (R$ 400 mil); Gurupi (R$ 2 milhões); Lagoa da Confusão (R$ 440 mil); Lajeado (R$ 500 mil); Monte do Carmo (R$ 320 mil); Palmeirópolis (R$ 570 mil); Paraíso (R$ 2 milhões); Peixe (R$ 300 mil); Pequizeiro (R$ 510 mil); Santa Fé do Araguaia (R$ 260 mil); Silvanópolis (R$ 360 mil); Taguatinga (R$ 1,7 milhão); Tocantinópolis (R$ 1,5 milhão); e Pindorama (R$ 260 mil).
Palmas
Palmas recebeu mais de R$ 50 milhões, o maior volume individual de recursos. O montante será aplicado no fortalecimento da rede municipal de saúde, com impacto direto no custeio dos serviços, ampliação da assistência e apoio aos atendimentos de média e alta complexidade.
“O investimento em Palmas tem reflexo em todo o estado, porque a Capital concentra atendimentos especializados e recebe pacientes de todas as regiões do Tocantins”, destacou Eduardo Gomes.
Estratégia pode ser questionar acusação de fraude pelo BC e alegar que houve apenas gestão temerária no Master
Por Alvaro Gribel
Muito mais do que tentar reverter a liquidação do Banco Master, o grande objetivo da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pode ser livrá-lo do risco de prisão. Esse cenário também agradaria ao mundo político, porque implicaria reduzir a praticamente zero o risco de o banqueiro fazer uma delação premiada que exponha figuras autoridades do primeiro escalão de Brasília.
Por isso, o depoimento e a provável acareação marcada para esta terça-feira devem ser usados pela defesa de Vorcaro para contestar a alegação do Banco Central de que houve fraude no banco. É a constatação pelo BC de que houve gestão fraudulenta por parte de Vorcaro no Master que o levou à prisão. Esse crime é mais grave do que seria a gestão “temerária”, que também ocorre em casos de liquidação bancária, - ou seja, quando um gestor comete erros, mas não crimes, na condução do negócio.
Sem o risco de prisão, desaparece o risco de delação - e isso interessa a muita gente em Brasília. Assim, a estratégia será desqualificar o trabalho técnico do Banco Central, que apontou que houve R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudadas pelo Master.
Quem acompanha supervisão bancária, por sua vez, entende como impossível que o BC tenha errado na avaliação da fraude e, por isso, a autoridade monetária deve levar para o depoimento uma série de documentos e dados que deixem tanto o STF quanto a defesa do banqueiro sem capacidade de questionamentos.
O receio do BC, por outro lado, é de que a condução do processo não seja técnico por parte do ministro Dias Toffoli que, até aqui, adotou uma série de medidas heterodoxas: decretou sigilo nas investigações, depois chamou para acareação um diretor do BC, o colocando em pé de igualdade com os seus investigados, e negou pedido da PGR para que recuasse. Toffoli, contudo, fez um leve recuo ao permitir, na última segunda-feira, que a decisão da acareação fique com uma delegada da PF.
A velocidade com que Toffoli tem tomado decisões também desperta atenção, com despachos durante o recesso judiciário. Chamou atenção o uso da expressão “sessão” de títulos, em resposta da uma petição do Banco Central, quando ele queria dizer “cessão” (ato de ceder). O deslize foi entendido como pressa por parte do magistrado, de um lado, e falta de familiaridade com o assunto supervisão bancária, de outro.
A defesa de Vorcaro queria que o ministro Nunes Marques fosse o relator do caso, mas o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, negou o pedido e determinou o sorteio, que acabou com Toffoli. Até aqui, o banqueiro não tem do que reclamar sobre a condução do processo pelo magistrado. O BC, por seu turno, já teve seu caráter de guardião do sistema financeiro posto em xeque nesse episódio.
Manuela D’Ávila, Paulo Pimenta e Jaques Wagner são algumas das apostas para disputar uma vaga na Casa, que ganhou prioridade com novas regras para pedidos de impeachment de integrantes do STF
Por Hyndara Freitas
Definida como prioridade pelo PT, junto com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a disputa para o Senado em 2026 começa a ganhar definições na esquerda. A decisão recente do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que fixou novas regras para pedidos de impeachment de integrantes da Corte, posteriormente revista, voltou a jogar luz na Casa, que já vinha sendo tratada como carro-chefe pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo diretriz aprovada pela executiva nacional do PT, “o Senado deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Para isso, estão na mesa acordos com siglas como PSB, MDB, PSD e PDT. O lançamento de candidaturas próprias vai ser avaliado de acordo com a força dos nomes em cada região, que já vêm sendo testados nas pesquisas.
Entre os bolsonaristas, o discurso de foco no Senado tem como mote um freio às decisões do STF, já que a Casa tem a prerrogativa de aprovar impeachment de ministros da Corte. No início do mês, Gilmar havia determinado, em decisão monocrática, que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia pedir a saída de ministros do Supremo. Após acordo costurado pelo Senado, o magistrado suspendeu pontos da liminar. A Casa encaminhou uma revisão da Lei do Impeachment, de 1950, para o próximo ano.
Aliança com o PSOL
Na esquerda, a situação está mais avançada no Rio Grande do Sul, onde o PT fechou um acordo com o PSOL para tentar eleger o deputado federal Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado nas vagas de Paulo Paim (PT), que anunciou aposentadoria, e Luís Carlos Heinze (PP), senador bolsonarista com apelo no agronegócio. No ano que vem, serão renovados dois terços da Casa, ou seja, cada estado vai escolher dois senadores.
Pimenta comandou um ministério extraordinário criado pelo governo federal durante a crise das enchentes no estado, no ano passado, quando disputou protagonismo com o governador Eduardo Leite (PSD). Manuela foi vice em 2018, pelo PCdoB, na chapa de Fernando Haddad (PT) ao Palácio do Planalto. Nesse meio-tempo, concorreu à prefeitura de Porto Alegre, em 2020, mas foi derrotada por Sebastião Melo (MDB).
O candidato do PT ao governo deverá ser o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Ele ficou fora do segundo turno na eleição passada por cerca de 2 mil votos, e agora tenta atrair a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) para a chapa. A neta de Leonel Brizola aparece empatada tecnicamente na liderança das pesquisas com Pretto e o deputado federal Luciano Zucco (PL).
Eduardo Leite tem sinalizado a preferência pelo nome de seu vice, Gabriel Souza (MDB), que já presidiu a Assembleia Legislativa. O próprio governador aparece como adversário mais competitivo ao Senado, mas a candidatura depende da inviabilidade de concorrer, mais uma vez, a presidente da República. Dentro da sigla, o gaúcho concorre contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
Na direita, os principais nomes para disputar o Senado são os dos deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL), além de Heinze, que já reverteu uma situação eleitoral adversa há sete anos para conquistar a vaga.
Na Bahia, a esquerda enfrenta um impasse, que se deve a uma tentativa do PT de emplacar candidatura dupla ao Senado, com o senador Jaques Wagner e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O problema é que, além de Wagner, outro que terá o cargo em disputa é Ângelo Coronel (PSD), que foi eleito em uma dobradinha lulista em 2018 e faz parte da base do governo.
Caso a estratégia vá adiante, o PSD ameaça fechar apoio ao principal candidato de oposição na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que confirmou sua candidatura ao governo do estado contra Jerônimo Rodrigues (PT), atual chefe do Executivo (leia mais na página 9).
— O nosso partido está na base do governo Lula e não estamos pretendendo fazer nenhuma mudança, a não ser que nos tirem de uma possível união — diz Coronel. — O senador Otto Alencar e o presidente Gilberto Kassab sempre falam que o espaço do PSD deverá ser preservado, então, estou nessa premissa. Não tem por que um partido do nosso tamanho ficar fora de uma chapa majoritária.
Em Pernambuco, hoje, a prioridade é reeleger o senador Humberto Costa (PT). O partido ainda estuda se vai apoiar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ou a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), para a eleição ao governo estadual. Campos preside o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A outra vaga ao Senado será alvo de negociações. Além de PSD e PSB, há conversas com o PSOL. Na semana passada, foi aprovada a criação de um grupo de tática eleitoral pelo PT pernambucano, no qual serão discutidas as propostas do partido para o pleito de 2026, bem como as alianças da legenda.
— A partir de janeiro vamos percorrer todo o estado com plenárias regionais. A eleição ao Senado é importante para barrar a extrema-direita, que quer cassar ministro do Supremo, dar liberdade para os golpistas. É importante ampliar as cadeiras dentro do espectro popular democrático — diz o deputado federal Carlos Veras (PT-PE), presidente do diretório estadual do partido.
Minas Gerais é um dos estados considerados prioritários para Lula, mas por lá o cenário é de indefinição. Em visita ao estado no dia 11, o presidente expôs sua preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD) na disputa ao governo estadual, ainda que o ex-presidente do Senado venha negando a intenção de concorrer.
Na corrida ao Senado, hoje é Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, o nome que tem mais simpatia dentro do PT mineiro. Ela tem pontuado bem e até aparecido na liderança em algumas pesquisas recentes divulgadas no estado. Outro nome que o PT estuda apoiar para concorrer a uma cadeira como senador é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Esse acerto, entretanto, depende das definições para o governo estadual.
Além de Pacheco, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), e o ex-senador Clésio Andrade (PSB) estão sendo avaliados. Kalil, que enfrenta resistências entre petistas mineiros, também é um nome cotado para ser lançado ao Senado.
Rumo atrelado à direita
Em São Paulo, a definição da esquerda ainda depende dos rumos que a direita irá tomar. Uma ala do PT defende que Alckmin ou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), concorra ao Senado, mas os dois também são mencionados para o governo estadual.
Outra opção é apoiar a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), mas neste caso existe uma indefinição sobre como o MDB vai caminhar no ano que vem, já que no âmbito federal o partido é da base de Lula, mas em São Paulo apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No Rio, também há indefinição na esquerda para o Senado. As pré-candidaturas do ex-deputado Alessandro Molon (PSB) e da deputada Benedita da Silva (PT) perderam força após a megaoperação policial que deixou 122 mortos e que teve forte apoio popular, segundo as pesquisas. Em 2019, o PSB fluminense, presidido por Molon, entrou com a ADPF das Favelas no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a letalidade policial nas comunidades do Rio. Já Benedita subiu à tribuna da Câmara para criticar a megaoperação.