Da Assessoria
A senadora Professora Dorinha articulou junto ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, apoio para atender as famílias que tiveram casas destruídas após as fortes chuvas no bairro Taquari, em Palmas. Essa articulação foi após visita in loco, junto ao prefeito Eduardo Siqueira Campos, para averiguar a situação das famílias na última segunda-feira, 12.

Dorinha lembrou que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já prestou apoio em situações anteriores, como no caso da queda da ponte em Aguiarnópolis, enviando apoio da Defesa Civil e recursos para cestas básicas e que pode auxiliar Palmas a partir do decreto de situação de emergência, fundamental para destravar mecanismos legais que permitem respostas rápidas, acesso a recursos federais e apoio técnico para enfrentar os prejuízos causados pelas chuvas.
“As nossas equipes já dialogam com o ministro Waldez Góes, agindo de forma célere para que a comunidade não demore a receber os atendimentos necessários”, disse Dorinha.
A senadora destacou, ainda, a agilidade das ações coordenadas pela Prefeitura de Palmas e do Governo do Estado. Segundo a senadora, essas medidas foram fundamentais para minimizar os impactos sofridos pelas famílias e iniciar o processo de assistência e recuperação.
“Momentos como esse exigem união, responsabilidade e compromisso institucional. Cada um precisa fazer a sua parte dentro do seu mandato e do seu trabalho. Solidariedade, respeito e rapidez no atendimento fazem toda a diferença em situações extremas como essa”, afirmou a senadora.
Em meio a negociações políticas, presidente da Câmara afirma que definição depende de projeto que atenda aos interesses da Paraíba
Com Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai aguardar “gestos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de decidir se apoiará a reeleição do petista.
Segundo Motta, qualquer definição passa por uma lógica de reciprocidade política e pela construção de um projeto que atenda aos interesses da Paraíba.
Motta falou à imprensa nesta segunda-feira (12), em João Pessoa, onde o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano — seu aliado — anunciou o apoio do governo federal ao pré-carnaval da cidade.
“A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que, nessa construção política, entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado”, declarou.
O deputado afirmou ainda que a decisão não depende apenas de Lula, mas do posicionamento do Partido dos Trabalhadores e das alianças locais mantidas pelo Republicanos.
“Isso primeiro depende do presidente, depende do partido do presidente. O que nós temos procurado dialogar — no âmbito do Republicanos e da aliança que nós temos com o governador João Azevêdo e com o vice-governador Lucas Ribeiro — é poder ter um projeto que verdadeiramente represente aquilo que o estado precisa”, argumentou.
PL da Dosimetria
Questionado sobre o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que diz respeito às penas dos condenados pelos atos do 8 de Janeiro, Motta disse tratar do tema “com tranquilidade” e afirmou que o Congresso avaliará a decisão do Executivo.
“Vejo isso com muita tranquilidade. Esse é um assunto que acabou dividindo o Brasil durante todo o ano de 2025. A proposta votada na Câmara dos Deputados foi bastante dialogada e teve quase 300 votos. Agora, respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto do presidente”, ponderou.
Para derrubar um veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.
Futuro do ministro nas eleições é discutido no governo e no PT
Por Ana Isabel Mansur
O presidente Lula tem “fugido“ de uma conversa com Fernando Haddad, avaliam interlocutores do chefe do Executivo. Isso porque Lula tem evitado discutir o futuro do ministro da Fazenda nas eleições de outubro deste ano.
Alguns aliados do presidente acreditam que ele enxerga algum detalhe da corrida eleitoral ainda não percebido pela base. Daí o motivo do “adiamento” do debate com Haddad.
Parte do PT quer que o ministro dispute novamente o governo de São Paulo. Esse grupo argumenta que a “obviedade” não deve “brigar“ com a política. Sob essa perspectiva, o caminho mais óbvio seria Haddad disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes. Ele concorreria com o atual governador do estado, Tarcísio de Freitas, batalha que perdeu em 2022.
Apesar da derrota nas últimas eleições, parte do PT acredita que a campanha de Haddad foi bem-sucedida. Além de ter chegado ao segundo turno, ele liderou em São Paulo um palanque essencial para a vitória de Lula.
Quem defende que o ministro dispute o governo de SP usa este argumento — é preciso fortalecer os apoios estaduais para garantir a reeleição do presidente.
Outra alternativa para o ministro neste ano é disputar uma vaga para o Senado por São Paulo. Isso integraria o plano do PT de aumentar os aliados de Lula na Casa. A disputa pelo Senado entre governo e oposição terá destaque neste ano.
Há, ainda, quem defenda que Haddad seja o vice-presidente de Lula nas eleições deste ano. O cálculo considera que o ministro é o sucessor natural de Lula — assim, a vice-presidência seria uma preparação para 2030.
Haddad, no entanto, tem outros planos. Ele já avisou que vai sair do Ministério da Fazenda em breve. O objetivo é se preparar para coordenar a campanha de reeleição de Lula. Essa opção não é bem vista por parte do PT, que não quer abrir mão de ter Haddad como candidato. Na visão do grupo, seria um desperdício.
No entanto, interlocutores acreditam que Haddad fará o que Lula pedir. A aposta deles é que o presidente solicite ao ministro que dispute o governo de São Paulo.
Entre as ações planejadas, estão focar em estados menores e utilizar ‘figuras conhecidas’
Por Ana Isabel Mansur
O PT traçou uma estratégia para aumentar o tamanho da bancada de senadores aliados no Senado na próxima legislatura. As tratativas incluem focar em estados menores e usar “figuras conhecidas”.
Neste ano, 54 senadores serão eleitos — ou seja, os brasileiros terão de escolher dois candidatos nas urnas. Atualmente, a base aliada de Lula na Casa tem 38 votos “fiéis” e, desses, 28 estão em fim de mandato.
O cálculo dos estados vale para, entre outros, Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte. Nesses locais, pela menor quantidade de eleitores, são necessários menos votos para vencer a disputa ao Senado. A corrida para a Casa é majoritária, isto é, ganha quem conquistar a maior quantidade de cidadãos.
Em Tocantins, o martelo ainda não foi batido, mas o pré-candidato do PT ao Senado é o ex-deputado Paulo Mourão.
No Acre, o presidente da Apex, Jorge Viana, tentará voltar ao Senado. Ele foi senador de 2011 a 2019. No Amapá, a expectativa é de que o senador Randolfe Rodrigues busque a reeleição.
O mesmo cenário deve ocorrer em Sergipe, com o senador Rogério Carvalho. No Rio Grande do Norte, a previsão é de que a atual governadora, Fátima Bezerra, represente o PT nas urnas para o Senado.
Em unidades federativas como Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo, a estratégia do partido deve envolver “rostos famosos”. Na capital do país, o nome do PT deve ser o de Erika Kokay, deputada federal desde 2011 e uma das mais conhecidas petistas do DF.
Em SC, a aposta é o presidente do Sebrae, Décio Lima, que chegou ao segundo turno para o governo do estado em 2022. O feito foi inédito para o PT em Santa Catarina, reduto tradicionalmente conservador. Lima já foi deputado federal por três mandatos e duas vezes prefeito de Blumenau.
No estado mais rico do país, as principais opções para o Senado incluem ministros de Lula — Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad. No entanto, ainda não definições para São Paulo.
Interlocutores creem que disputa será mais difícil do que a de 2022
Por Ana Isabel Mansur
Aliados do presidente Lula acreditam que a eleição deste ano será mais difícil do que a de 2022, quando o petista superou Jair Bolsonaro nas urnas por uma pequena diferença — 1,8% a mais de votos válidos, cerca de 2,1 milhões de eleitores.
A análise considera o cenário mundial e o contexto brasileiro. Na visão de interlocutores, será a primeira eleição internacional para o PT, o que inclui “enfrentar” o governo de Donald Trump.
Esses aliados usam as eleições legislativas na Argentina, em outubro, para exemplificar a avaliação. Sob o risco de o partido de Javier Milei ter mau desempenho, Trump desembolsou US$ 20 bilhões, o que garantiu a vitória da legenda.
Além do fator externo, petistas avaliam que o papel das redes sociais nas eleições deste ano será ainda maior do que no último pleito, visto o episódio conhecido como a crise do Pix, que gerou desgaste no governo e fez o Executivo voltar atrás em iniciativas ligadas ao método de pagamento.
Interlocutores de Lula argumentam, portanto, que vão enfrentar o governo americano “fazendo campanha contra”. Por fim, completam que o interesse de Trump na América Latina nunca foi tão escancarado.