Levantamento mostra deterioração contínua da avaliação pessoal do presidente, enquanto o governo mantém desempenho relativamente melhor
Por Marina Verenicz
Às vésperas do ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 2026 em uma posição politicamente mais frágil do que a do próprio governo que comanda.
Pesquisa do PoderData indica que 57% dos brasileiros desaprovam o desempenho pessoal do petista, enquanto apenas 34% o aprovam. Já a gestão federal registra índices menos negativos, com 53% de desaprovação e 41% de aprovação.
O dado central do levantamento é o ritmo de deterioração da imagem presidencial. Em pouco menos de dois anos, entre março de 2024 e janeiro de 2026, a distância entre aprovação e desaprovação de Lula praticamente dobrou.
O saldo negativo, que era de 11 pontos percentuais, passou para 23 pontos, evidenciando um desgaste contínuo que não se explica apenas por oscilações pontuais de humor do eleitorado.
A trajetória da avaliação do governo segue um movimento distinto. Após oscilar para pior a partir de setembro de 2025, a percepção sobre a gestão retornou ao nível observado no início do mandato, em janeiro de 2023.
Esse descolamento ganha peso no contexto eleitoral, ao sugerir que a resistência a Lula é mais pessoal do que institucional. Em outras palavras, a rejeição ao presidente avança em ritmo mais acelerado do que a insatisfação geral com o governo, criando um desafio adicional para uma eventual campanha à reeleição.
Públicos distintos
Os recortes demográficos ajudam a mapear onde Lula ainda preserva capital político. A aprovação é mais alta entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e moradores do Nordeste, além de eleitores com menor escolaridade formal e renda familiar intermediária, entre dois e cinco salários mínimos.
Na direção oposta, a desaprovação se concentra entre homens, eleitores de 25 a 44 anos, moradores do Centro-Oeste e grupos de renda mais elevada. Entre brasileiros com renda familiar acima de cinco salários mínimos, quase sete em cada dez dizem desaprovar o presidente, um dos índices mais altos do levantamento.
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, distribuídos por todas as unidades da Federação, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Nos últimos dias, as oposições têm se movimentado de forma coordenada, ocupando espaços e fortalecendo articulações enquanto a base governista segue fragilizada. Falta liga, falta unidade e falta direção política! Esse cenário não surge por acaso. Ele é reflexo direto da ausência de comando claro do Palácio Araguaia, que ainda não conseguiu organizar seu campo político para a disputa sucessória de 2026.
BASE GOVERNISTA FRAGILIZADA

A fragilidade da base governista ficou evidente já nas eleições municipais de 2024. Mesmo com altos índices de aprovação, o governador Wanderlei Barbosa não conseguiu transferir votos nos principais colégios eleitorais do estado, perdendo disputas estratégicas e deixando claro que aprovação administrativa não substitui articulação política. Esse histórico pesa agora sobre o processo sucessório, ampliando a desconfiança entre aliados e abrindo espaço para o avanço das oposições.
PROFESSORA DORINHA

A senadora Professora Dorinha Seabra chega à pré-candidatura ao Governo do Tocantins liderando as pesquisas de intenção de voto e se consolidando como o nome que mais agrega prefeitos dos principais colégios eleitorais do estado, reunindo apoios tanto em municípios grandes quanto médios e pequenos. Com um currículo robusto e serviços amplamente reconhecidos, Dorinha se destaca pela atuação decisiva como principal articuladora do Fundeb, garantindo recursos estruturantes para a educação, além de investimentos em saúde, infraestrutura urbana, construção de escolas, pavimentação asfáltica e abastecimento das farmácias públicas nos 139 municípios tocantinenses.
Apesar da liderança confortável no momento, aliados avaliam nos bastidores que a senadora precisa avançar na construção de uma “cabeça política” clara e fortalecer a unidade da base aliada, evitando sangramentos e dissidências que possam gerar surpresas mais adiante. A leitura predominante é que Dorinha segue firme na dianteira, mas que o sucesso de sua candidatura dependerá da capacidade de unificar forças, ampliar alianças estratégicas e transformar a liderança nas pesquisas em um projeto político coeso e sem fissuras até o início oficial da campanha.
GOVERNADOR WANDERLEI BARBOSA

O governador Wanderlei Barbosa ocupa hoje o centro do tabuleiro político da sucessão estadual. Com um orçamento robusto, reforçado por elevados volumes de recursos provenientes de operações de crédito junto ao Banco do Brasil e a outros organismos financeiros, além de uma arrecadação de ICMS que vem batendo recordes, o governo reúne condições objetivas para colocar em prática um amplo projeto de parcerias com os municípios.
A expectativa no meio político é de que essa estratégia se traduza em forte presença institucional nos próximos meses, com a execução de um pacote expressivo de obras estruturantes, incluindo pavimentação urbana e rodoviária, construção e ampliação de universidades e faculdades, implantação e reforma de colégios estaduais, além de pontes e outras obras de integração regional. Esse volume de ações tende a garantir ao governador intensa exposição durante o período pré-eleitoral, com elevado potencial de ação popular e capilaridade nos municípios, o que pode contribuir para recuperar e ampliar ainda mais seus índices de popularidade.
Apesar desse cenário favorável do ponto de vista administrativo e financeiro, Wanderlei Barbosa enfrenta um desafio de comandar a base aliada no campo político. Hoje, não há outro ator com capacidade real de tentar unificar o grupo governista. Caso opte por apoiar a candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra, será necessário tornar esse apoio público com rapidez e assumir, de forma clara, a liderança do processo sucessório. Há um racha evidente na Assembleia Legislativa, onde ao menos 11 deputados estaduais demonstram desconfiança em relação ao Palácio Araguaia. A leitura predominante é que a demora em assumir posições pode aprofundar a desintegração da base, repetindo erros observados nas eleições municipais de 2024. O tempo político ainda permite correções de rumo, mas isso exigirá decisão, articulação e liderança efetiva para manter a coesão do grupo e evitar fissuras irreversíveis no campo governista.
DORINHA PRECISA AGIR COMO CANDIDATA
Até aqui, Dorinha se movimentou como senadora e pré-candidata. A partir de agora, o cenário exige uma mudança de postura. É necessário assumir agenda política, intensificar a presença no interior, ampliar o diálogo com lideranças regionais e construir um discurso que vá além da educação, conectando-se com os desafios econômicos, sociais e administrativos do estado. O tempo da observação já passou, e a ausência de movimento pode custar caro.
QUEM COMANDA A ESTRATÉGIA
Um dos principais gargalos da pré-candidatura é a ausência de uma coordenação política clara. Falta uma cabeça estratégica capaz de organizar o projeto, alinhar interesses e impedir que prefeitos e lideranças municipais firmem compromissos irreversíveis com outras candidaturas. Essa função não será exercida nem pela própria senadora nem pelo senador Eduardo Gomes. Caso haja apoio real, caberá exclusivamente ao governador Wanderlei Barbosa assumir essa responsabilidade e dar direção ao projeto.
O G5 NO AGUARDO

Os prefeitos dos principais colégios eleitorais do Tocantins (Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins), já declararam apoio à pré-candidatura da senadora Professora Dorinha ao governo do estado. No maior colégio eleitoral, Palmas, o prefeito Eduardo Siqueira Campos tornou-se o principal sustentáculo político dessa construção. Ele já afirmou publicamente que não será candidato em 2026, assim como sua esposa, Poliana Siqueira, e sua filha, Gabriela, destacando que seu foco permanece integralmente na gestão municipal. Ainda assim, tem sinalizado disposição para contribuir com o processo sucessório estadual, embora dentro de limites bem definidos. Esse apoio, apesar de relevante, não substitui a necessidade de comando político em nível estadual, especialmente para garantir unidade e coordenação da base aliada.
Eduardo Siqueira Campos desponta como um cabo eleitoral de peso para Professora Dorinha. O volume de recursos já assegurados, a sequência de ordens de serviço em andamento, a execução de obras estruturantes, a construção de pontes, a reorganização e melhoria do transporte urbano, os avanços na área educacional e o processo de oxigenação administrativa da capital tendem a produzir um efeito significativo de transferência de votos no período eleitoral. Ao lado do governador Wanderlei Barbosa, Eduardo passa a desempenhar papel estratégico na capital, formando, junto com o senador Eduardo Gomes, um núcleo de lideranças capazes de sustentar a pré-candidatura de Dorinha em Palmas. Hoje, o prefeito da capital é uma das âncoras mais importantes da campanha no principal colégio eleitoral do estado.
EDUARDO GOMES

Nesse processo de construção e pacificação da base governista, o senador Eduardo Gomes exerce papel central. Vice-presidente do Senado Federal e reconhecido como o parlamentar que mais viabilizou recursos para Palmas e para os municípios tocantinenses, Eduardo Gomes reúne credibilidade política, capacidade de articulação e um perfil marcado pelo diálogo, pela moderação e pela ausência de confrontos diretos. É um líder que transita com facilidade entre diferentes campos políticos e atua como ponto de equilíbrio em momentos de tensão.
Ao lado do governador Wanderlei Barbosa e do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, tende a ser peça-chave na estratégia de união da base em torno da candidatura da senadora Professora Dorinha. A expectativa nos bastidores é de que esse arranjo só ganhe forma definitiva após abril, já que, antes disso, o governador precisará de espaço político para dialogar, ajustar interesses e evitar decisões precipitadas que possam comprometer a coesão do grupo.
OPOSIÇÃO CRESCE EM BLOCOS

A oposição avança de forma organizada e pragmática. Um primeiro bloco começa a se consolidar a partir da articulação entre PSD, PSB e PDT, reunindo lideranças como o senador Irajá, o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha, o ex-governador Mauro Carlesse e o vice-governador Laurez Moreira. O objetivo desse agrupamento é estruturar uma candidatura competitiva ao governo do Estado, com Laurez despontando como nome central neste momento, sem descartar a possibilidade de incorporação do PT e de outras legendas, ampliando o espectro político, o tempo de televisão e a capilaridade eleitoral do bloco.

Deputado federal Vicentinho Júnior e o prefeito de Paraíso do Tocantins Celso Moraes
Paralelamente, o deputado federal Vicentinho Júnior intensifica sua movimentação política, amplia o diálogo com diferentes lideranças regionais e passa a preocupar adversários pelo alcance de seu discurso e pela capacidade de atrair quadros interessados em disputar mandatos eletivos em 2026. O principal entrave segue sendo a definição partidária. Vicentinho precisa de uma legenda que lhe permita aglutinar esse campo político em torno de um projeto consistente. Nesse contexto, ganha força a hipótese de um entendimento com a ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, movimento que poderia reorganizar e fortalecer o PSDB, hoje fragilizado, mas ainda presente no cenário político estadual.
O MDB de Moisés Avelino, Jacinto Nunes, Jurimar Macêdo, Derval de Paiva, Agaus, Dr. Euvaldo e Totó Cavalcante trabalha com clareza a hipótese de candidatura própria ao governo do Estado. Sob a liderança do deputado federal Alexandre Guimarães, presidente do MDB tocantinense, a legenda articula um amplo campo de diálogo com deputados estaduais que, no passado recente, estiveram fora da base governista e que podem se reorganizar em bloco. Nesse tabuleiro, o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, se impõe como uma das lideranças mais sólidas, respeitadas e equilibradas da política tocantinense. Amélio é hoje um líder incontestável no Parlamento, exerce comando firme, sereno e agregador, mantém interlocução com todas as correntes políticas e construiu uma liderança consolidada na região Norte do estado, com forte base entre prefeitos, vereadores, deputados e lideranças locais. Sua palavra tem peso, sua decisão arrasta seguidores e sua postura inspira confiança política.

Deputado Amélio Cayres e o deputado federal Alexandre Guimarães
Caso Amélio Cayres decida confirmar sua candidatura ao governo pelo MDB, ou venha a se integrar formalmente a um bloco oposicionista mais amplo, ao lado de outros deputados estaduais e lideranças partidárias, o impacto será imediato e profundo. Essa decisão reorganiza a oposição, bem como provoca um racha direto no Palácio Araguaia, colocando em risco real a sucessão estadual de 2026. Não há dúvidas nos bastidores de que Amélio não caminha sozinho, ele leva consigo parlamentares, prefeitos e estruturas políticas importantes. A conversa dele com o governador Wanderlei Barbosa é considerada inevitável, franca e decisiva, mas, até que esse diálogo produza um desfecho claro, o nome de Amélio segue como uma das variáveis mais sensíveis e potencialmente explosivas do atual cenário político tocantinense.
SUCESSÃO EM ABERTO
Diante desse cenário, para o Observatório Político do O Paralelo 13, a sucessão estadual de 2026 segue em aberto. Não por falta de nomes ou de projetos, mas pela ausência de definições claras sobre alianças e lideranças. Nesse contexto, quem mais corre riscos é o Palácio Araguaia. Sem vontade política, comando e capacidade de liderança para manter sua base unida, o governo pode caminhar para um racha de difícil reversão. Ainda há tempo para reorganizar o campo governista, mas, enquanto isso, a oposição já se movimenta com método, estratégia e senso de urgência.
Ninguém é tão forte que não possa perder, assim como ninguém é tão fraco que não possa vencer. Transferência de votos é um ativo raro na política tocantinense, e poucos conseguem entregá-la. Sem uma base unida, fazer o sucessor será extremamente difícil. E, neste momento, apenas o governador Wanderlei Barbosa tem condições reais de tentar unir esse campo político. O tempo corre, e a política não espera.
Presidente da Casa deve discutir com deputados próximos passos do acordo Mercosul-UE
Por Lis Cappi, do R7
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer alinhar a pauta da Casa e convocou a primeira reunião de líderes partidários de 2026 para a próxima quarta-feira (28).
O encontro vai acontecer pouco antes do fim do recesso parlamentar, que segue até a primeira semana de fevereiro. A reunião será na residência oficial da Câmara, às 11h.
Além da tradicional discussão de quais propostas entram na pauta, o encontro vai discutir os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
O tratado para criação de uma zona de livre comércio foi assinado pelos dois blocos econômicos, mas ainda depende da aprovação dos parlamentos dos países do Mercosul e do grupo europeu.
O aceite do Brasil passa pelo envio da mensagem presidencial ao Congresso e pela aprovação dos políticos que fazem parte do Parlasul (Parlamento do Mercosul). A análise, em si, começa pela Câmara.
Ao receber o texto, o acordo será direcionado para a Comissão de Relações Exteriores, que ainda terá a presidência definida a partir de negociações entre lideranças de partidos. Em 2025, o colegiado ficou sob o comando do PL.
O acordo também depende de aprovação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e do plenário da Câmara. Motta pretende acelerar as etapas de análise do texto. Assim que a Câmara concluir as votações, o assunto segue para o Senado.
O Congresso estima aprovar o acordo no primeiro semestre, de forma que possa ser implementado no Brasil até o fim de 2026.
O plano, contudo, depende da União Europeia, onde a análise pode atrasar. O texto do acordo será avaliado pelo Tribunal de Justiça Europeu e, se aprovado, seguirá para a votação formal do parlamento do bloco.
Na última semana, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, admitiu que a análise da Corte poderá adiar a implementação do tratado, mas que ainda não sabe “por quanto tempo”, e que o processo ganha força com apoio de congressistas.
“O papel dos parlamentos é chave”, declarou Schuegraf, após reunião com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).
Da Assessoria
A Senadora Professora Dorinha esteve em Santa Rosa do Tocantins nesta sexta-feira, 23, para a cerimônia que marcou o início das obras de 25 unidades habitacionais no Setor São Jerônimo. A construção das casas, pelo Minha Casa, Minha Vida, teve a garantia dos recursos federais no valor de R$ 3.250.000,00 e contou com a atuação da parlamentar para que fosse viabilizado no município.
A senadora, que já destinou mais de R$ 8 milhões ao município para atender diversas áreas, destacou o significado da obra: "Este é um momento de grande alegria. Estamos falando de 25 lares, 25 endereços de dignidade. A moradia é um direito fundamental, e meu mandato tem o compromisso de trabalhar para trazer recursos e desenvolvimento para todas as regiões do nosso estado", afirmou Dorinha.
Um resultado direto dessa parceria bem-sucedida já pode ser visto: o CMEI Ana Clara - Luz da infância, cuja obra estava inacabada, agora está totalmente pronta e foi entregue no final do ano de 2025. E agora em 2026 inicia suas atividades.
O prefeito Levi agradeceu o empenho da parlamentar para beneficiar a comunidade: "A senhora foi fundamental para transformar o sonho destas 25 casas em realidade. Com estes recursos garantidos, conseguimos finalizar obras essenciais para nossa população.
A atuação da Senadora Dorinha gerou um duplo benefício concreto para Santa Rosa: garantiu as novas casas e, ao mesmo tempo, liberou capacidade orçamentária para que a prefeitura concluísse a creche, transformando duas demandas urgentes da comunidade em realidade.
Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo
Por Orion Teixeira
A um aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disse que está vacinado dos encantos do presidente Lula, que tentará convencê-lo, na próxima semana, a disputar o governo de Minas. Segundo esse interlocutor, Pacheco teria dito que, após o período de férias e descanso com a família, não está magoado ou ressentido com Lula por não o ter escolhido para vaga no STF. “Estou apenas decepcionado, eu tenho esse direito”.
Diante dessa revelação, o aliado duvida que o senador irá mudar de ideia, que vire a página e abrace a causa eleitoral. Adiantou que, por outro lado, Pacheco atuará na campanha eleitoral para ajudar a derrotar o futuro candidato de seu partido atual, Mateus Simões (hoje vice-governador de Minas). Além de Simões, o padrinho político do rival, o governador Romeu Zema (Novo), que pretende disputar a Presidência da República.
De Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que o trocou por Simões, também não guarda mágoa, apenas distanciamento. Como diria o ex-governador Hélio Garcia, “não briga, mas também não faz as pazes”.
Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo, apenas que estará elegível. De outra forma, a filiação é necessária até para o pleno exercício da atividade de senador até o final do mandato, em fevereiro do ano que vem. Pacheco nunca iludiu ninguém. Poderá descer do muro, na semana que vem, diante de Lula, para ficar no mesmo lugar.
AMM rejeita deboche de Simões
Em vídeo em rede social, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, cobrou respeito do vice-governador Mateus Simões. A manifestação de Falcão se deu após Simões reclamar de prefeito que cobrou apoio do governo estadual na área da segurança. “Prefeito reclamou, eu mandei cancelar todo o apoio que ele dava para a polícia. Na hora que fui olhar o apoio dele, eram dois estagiários. A gente só precisa da ajuda de quem está disposto a construir com a gente”, disse Simões.
Falcão considerou a fala infeliz e desrespeitosa de quem, segundo ele, desconhece a realidade do interior mineiro. “Não são apenas dois estagiários. Em Patos de Minas, nós cedemos 13 pessoas à Polícia Civil, além de pagamento de aluguel, estrutura física, manutenção e outros. Tratar isso como algo pequeno é diminuir a cidade e ridicularizar o interior, incluindo servidores que trabalham no interior de Minas. O que ele demonstra é um deboche”. O espaço está aberto à réplica do vice-governador.