Magistrados ou familiares teriam ligação direta ou indireta com o banqueiro; PF pediu reunião com Fachin para esta terça (13) para apresentar levantamento
Por Túlio Amâncio com SBT
A Polícia Federal (PF) deve apresentar nesta terça-feira (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um levantamento que reúne referências a pelo menos seis dos dez ministros da Corte nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, os magistrados aparecem direta ou indiretamente no material analisado pelos investigadores, seja por relações pessoais, encontros, contratos profissionais ou negócios envolvendo familiares.
A própria Polícia Federal solicitou a reunião com Fachin para apresentar as informações que haviam sido solicitadas pelo presidente do STF. O encontro está previsto para esta terça-feira, quando o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, deverá colocar à disposição do presidente do Supremo os dados encontrados durante as investigações.
Segundo fontes, o levantamento reúne informações extraídas de mensagens, documentos e outros registros apreendidos no âmbito do caso Master. Também foram identificadas referências a integrantes de outros tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O objetivo é permitir que Fachin tenha conhecimento do alcance das citações e avalie quais providências poderão ser adotadas.
A iniciativa ocorre em meio ao desgaste provocado pelas revelações sobre as relações de Vorcaro com integrantes do Judiciário. A presença dos nomes no material, porém, não significa necessariamente que os ministros sejam investigados ou tenham cometido irregularidades.
O que já veio à tona sobre os seis ministros
Ao longo dos últimos meses, reportagens revelaram informações envolvendo Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça.
As situações são diferentes e variam de encontros com o banqueiro a contratos milionários e relações profissionais mantidas por familiares.
Alexandre de Moraes

O ministro teve o nome associado a mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o banqueiro teria procurado Moraes pouco antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
Também veio à tona um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Reportagens revelaram ainda viagens do casal em aeronaves de empresas ligadas ao banqueiro.
Moraes nega ter mantido as conversas atribuídas a ele. O escritório de Viviane afirma que as viagens foram contratadas como serviços de táxi aéreo.
Dias Toffoli

O ministro deixou a relatoria do caso Master após a Polícia Federal apresentar informações sobre movimentações financeiras envolvendo a Maridt, empresa de sua família, e fundos ligados ao banco.
A empresa tinha participação no resort Tayayá, no Paraná. Também foram reveladas viagens de Toffoli em aeronave de uma empresa que tinha Vorcaro como sócio.
O ministro defende a legalidade de suas atividades empresariais e nega irregularidades.
Kassio Nunes Marques

Mensagens de Vorcaro mencionam pagamentos mensais de R$ 500 mil associados a Kevin Marques, filho do ministro, por intermédio de uma consultoria.
Kevin confirmou ter recebido R$ 281,6 mil por serviços jurídicos tributários, mas negou relação profissional com o Banco Master.
Também surgiram conversas sobre o custeio de uma mansão no Rio de Janeiro para hospedar um ministro identificado pelas iniciais "KN", além de despesas de hotel supostamente solicitadas em nome de Kassio.
O ministro nega ter pedido benefícios ou mantido contato com Vorcaro.
Luiz Fux

Mensagens recuperadas pela PF mostram a proximidade entre Vorcaro e Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro.
Outras conversas indicam que empresas com relações comerciais com o banqueiro participaram do custeio de despesas ligadas a uma viagem de Fux a Nova York e a um evento da revista Forbes em homenagem ao magistrado.
Fux afirma que nunca teve relação com Vorcaro e que participou do evento a convite da revista. O escritório de Rodrigo nega ter prestado serviços ou recebido pagamentos do banqueiro.
Gilmar Mendes

O nome do ministro aparece indiretamente em conversas envolvendo Francisco Feitosa, conhecido como Chiquinho, ex-cunhado de Gilmar, contratado por uma empresa investigada por suspeitas de realizar pagamentos ligados a Vorcaro.
As mensagens tratavam de interesses no setor de educação, incluindo a abertura de cursos de medicina, tema de processos relatados por Gilmar no STF.
Outra ligação envolve a advogada Dalide Corrêa, ex-diretora-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição da qual Gilmar é sócio. Ela recebeu R$ 33 milhões do Master e foi descrita como sócia do ministro em uma mensagem de um executivo do banco.
Gilmar nega ter tratado de interesses de Vorcaro com o ex-cunhado e afirma que nunca manteve sociedade com a advogada.
André Mendonça

Mendonça, que conduziu as investigações do Banco Master antes de mudanças na relatoria, confirmou ter se encontrado com Vorcaro em março de 2025, em São Paulo.
Segundo o ministro, a reunião durou entre 20 e 30 minutos e tratou de precatórios relacionados ao banco. Mensagens encontradas pela PF também mostram convites feitos ao banqueiro para eventos do Instituto Iter, fundado por Mendonça.
Não há confirmação de que Vorcaro tenha participado desses eventos. O ministro nega irregularidades.
Fachin terá de avaliar encaminhamentos
Segundo fontes, a apresentação do levantamento busca dar ao presidente do Supremo uma visão abrangente das referências a integrantes da Corte encontradas durante as investigações.
A entrega do material ocorre em um momento de divergências internas no tribunal sobre os desdobramentos do caso Master e os limites das apurações que envolvem magistrados.
Em manifestação anterior, Fachin afirmou que os fatos relevantes devem ser rigorosamente investigados, sem exceções, respeitando as atribuições das instituições responsáveis pelas apurações.
A expectativa é que o encontro desta terça-feira ajude a definir os próximos passos. Entre as possibilidades está a elaboração de relatórios individualizados, caso sejam considerados necessários.
Segundo fontes, o material a ser apresentado não representa, por si só, uma acusação formal contra os seis ministros. A avaliação sobre eventuais irregularidades dependerá da análise dos documentos e dos encaminhamentos adotados pelas autoridades competentes.
Da Assessoria
O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Palmas condenou, nesta quarta-feira (7/10), Misael Sena Missões, ao julgá-lo culpado pela morte a tiros de Thierrys Henrique Alves de Sousa, de 20 anos, após uma briga sobre o volume de um som automotivo.
Conforme o processo, o crime aconteceu em novembro de 2024, no Setor Vale do Sol, na capital, durante uma festa em que o som do carro de Misael Sena estava em volume muito alto. Vizinhos acionaram a Polícia Militar, que obrigou Misael Sena a desligar o equipamento. Ele discutiu com algumas pessoas e deixou o local, mas retornou depois com uma arma de fogo.
A vítima, que não participou da confusão inicial, tentava conversar com o réu quando recebeu pelo menos sete tiros. Thierrys recebeu socorro médico, mas morreu dias depois. O ataque ocorreu na presença da esposa da vítima e da filha do casal, de apenas um ano e cinco meses.
Durante o julgamento, as juradas e os jurados do Conselho de Sentença reconheceram que o réu agiu por motivo fútil ao usar de violência em uma discussão por barulho. O Conselho também reconheceu o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que sofreu os disparos de surpresa, quando não esperava o ataque.
O juiz de direito Luciano Rostirolla presidiu a sessão e fixou a pena em 21 anos e nove meses de prisão, após avaliar de maneira negativa a culpabilidade do réu devido à quantidade de tiros. O juiz também considerou graves as consequências do assassinato, uma vez que a vítima deixou uma filha bebê e a família desenvolveu traumas psicológicos severos.
O juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade para preservar a ordem pública. Além da pena de prisão, a sentença estabelece o pagamento de indenização por danos no valor de R$ 30 mil à filha, à viúva e aos pais da vítima, em partes iguais.
Cabe recurso contra a sentença.
Bolsonaristas terão 49 votos no Senado, o suficiente para mudar a Constituição e as atribuições do tribunal
Por Mônica Bergamo
A bancada bolsonarista no Senado vai propor o esvaziamento dos poderes do STF (Supremo Tribunal Federal) por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que retira da Corte seus principais poderes.
A principal proposta será deslocar do STF os julgamentos de processos criminais de autoridades, transferindo essas ações para outras instâncias, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) os TRFs (Tribunais Regionais Federais).
O tribunal se transformaria em uma Corte exclusivamente constitucional e os magistrados, portanto, perderiam suas principais fontes de poder.
Contabilizados os votos de senadores que permanecem em seus mandatos com os dos 35 que foram eleitos neste domingo (4), a bancada bolsonarista terá pelo menos 49 votos favoráveis ao impeachment de magistrados.
É um número insuficiente para aprovar o afastamento de ministros, para o qual são necessários 54 votos. É o suficiente, no entanto, para aprovar emenda constitucional modificando a Carta Magna e retirando os poderes do Supremo.
Se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, a proposta de impeachment de Alexandre de Moraes deve ganhar impulso também, o que exigirá de qualquer forma mobilização política e confronto com a Corte para a conquista dos 5 votos que faltam no Senado para afastar o ministro.
Com Lula eleito, o impeachment dificilmente prosperará. Mas as reformas dos poderes do STF devem caminhar.
As propostas já estão inclusive no programa de governo de Flávio Bolsonaro.
Durante a campanha ele propôs o fim das competências criminais originárias do STF, o fim do foro privilegiado para autoridades na Corte, a limitação de decisões monocráticas de ministros e novas restrição para a atuação de parentes de magistrados nos tribunais em que seus familiares são juízes.
Eduardo Gomes (PL): Reeleito com 27,2% dos votos válidos (cerca de 446.887 votos), garantindo mais um mandato de oito anos (2027–2035)
Alexandre Guimarães (MDB): Elegeu-se para o primeiro mandato no Senado com 19,15% dos votos válidos (cerca de 313.991 votos)
Por Victor Schneider
O senador Eduardo Gomes (PL) e o deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) foram eleitos neste domingo (4) para as duas vagas do Tocantins no Senado Federal.
Com 98,81% das urnas apuradas, Gomes tinha 27,26% dos votos válidos, enquanto Guimarães registrava 19,15%.
Eduardo Gomes (PL): 27,26%;
Alexandre Guimarães (MDB)L 19,15%;
Eli Borges (Republicanos): 16,44%;
Gaguim (União): 15,51%;
Paulo Mourão (PT): 7,86%;
Ronaldo Dimas (Podemos): 5,51%;
Vanderlei Luxemburgo (Podemos): 4,12%;
Professor Osvaldo (Psol): 2,16%;
Coronel Nilton Santos (Novo): 0,88%;
Fábio Ribeiro (Rede): 0,47%;
Osvany Luz (Democrata): 0,30%;
Hélio Rodrigues Bolsonaro (Democrata): 0,19%;
Apóstolo Flávio Braga (DC): 0,13%.
Quem é Eduardo Gomes
Carlos Eduardo Torres Gomes nasceu em Estância (SE), em 28 de abril de 1966. Formado em gestão pública, iniciou a carreira política como vereador de Palmas, onde exerceu dois mandatos entre 1997 e 2003. Em seguida, foi eleito deputado federal e permaneceu na Câmara por três mandatos consecutivos, de 2003 a 2015.
Em 2018, foi eleito senador pelo Tocantins para o mandato iniciado em 2019. Em 2026, concorreu à reeleição pelo PL.
Quem é Alexandre Guimarães
José Alexandre Domingues Guimarães nasceu em Araguaína (TO), em 19 de fevereiro de 1986. É advogado e produtor agropecuário. Antes de chegar ao Congresso Nacional, foi vice-prefeito de Novo Repartimento (PA), entre 2017 e 2020.
Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Tocantins e assumiu o mandato em 2023. Em 2026, deixou a disputa pela Câmara para concorrer a uma das duas vagas do Senado pelo MDB.
Consternada, a Família Paralelo 13 se une na dor e na saudade à FAMÍLIA MACEDO, em razão do falecimento de um dos mais brilhantes filhos de Porto Nacional, o desembargador por Goiás, JAMIL MACEDO.
Um homem reto e probo, de ideias brilhantes, apegado à simplicidade, que fez de sua vida um ideário de exemplos, destacando como pilares de sustentação os princípios da fé, da honradez e da fraternidade.
Que o Nosso Bom Deus o receba em Sua Morada, com luz e amor, por toda a eternidade.
Descanse em paz!
Edivaldo, Edson e Edimar Rodrigues