Investigação afirma que servidora operava desvios de emendas em favor do ex-deputado com respaldo da cúpula da Casa

 

 

 

Por Anita Prado

 

A Polícia Federal afirma que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, contava com "pleno aval da presidência da Casa" para promover desvios de emendas parlamentares em favor do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos).

 

A afirmação consta na representação da PF reproduzida na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-presidente da Câmara.

 

O SBT News procurou a presidência da Câmara e a defesa de Tuca e aguarda resposta. Cunha nega irregularidades.

 

"Apenas pedi em algum momento através do líder do partido, que era um deputado de Minas, que atendesse a algumas demandas. Diretamente não fiz qualquer indicação", afirma o ex-parlamentar.

 

 

Segundo a investigação, a suspeita surgiu a partir da análise do celular de Mariângela, alvo da Operação Transparência, em dezembro. Para os investigadores, os elementos reunidos indicam que a servidora operacionalizava mudanças na destinação de emendas em favor de Cunha, que está sem mandato desde 2016.

 

"Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha”, afirma a Polícia Federal no documento reproduzido pelo STF.

Ainda de acordo com a PF, o esquema revelaria um "altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto".

 

Os investigadores também afirmam que Cunha mantinha um canal direto com a servidora, situação que, segundo a investigação, não era disponibilizada à maioria dos deputados federais.

 

Na decisão, Flávio Dino destaca que os elementos reunidos indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência sobre a destinação de recursos públicos, apesar de não ocupar cargo eletivo.

 

O ministro afirma que a "espantosa ascendência" atribuída ao ex-deputado por servidores da Câmara contrasta com a ausência de qualquer título jurídico que lhe permitisse dispor do orçamento público.

 

O ministro também reproduz trechos da investigação segundo os quais Mariângela dominava os sistemas internos da Câmara e executava alterações na destinação das emendas conforme orientações atribuídas a Cunha.

 

Para a PF, as mensagens indicam que a servidora exercia papel ativo na implementação das demandas do ex-presidente da Câmara.

 

 

Posted On Segunda, 13 Julho 2026 13:11 Escrito por

A determinação de bloqueio é de segunda-feira (6), mas se tornou pública neste domingo (12)

 

 

POR RAQUEL LOPES

 

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

 

A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga a possível ingerência ilícita de Cunha no direcionamento de verbas públicas, mesmo sem exercer mandato parlamentar desde 2016.

A determinação de bloqueio é de segunda-feira (6), mas se tornou pública neste domingo (12).

Cunha foi procurado pela reportagem por mensagem de WhatsApp, mas ainda não retornou o contato.

 

A Polícia Federal afirma ter indícios de que Eduardo Cunha atuava como um “vetor relevante” na definição e remanejamento de emendas, utilizando-se da servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

 

Segundo as investigações, Tuca operava como braço direito de Cunha dentro da Casa Legislativa, ignorando fluxos formais para materializar as decisões do ex-deputado.

 

Análises de mensagens telemáticas revelaram que Cunha coordenava diretamente a destinação de, pelo menos, 29 emendas da Comissão de Saúde, totalizando um valor de R$ 6,15 milhões.

 

O caso envolve municípios de Minas Gerais, estado que Cunha usa como nova base política para tentar voltar à Câmara as próximas eleições.

 

“Em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas. Várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado”, diz o ministro, na decisão.

 

O ministro suspendeu ainda a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas identificadas, estejam elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento.

 

A Câmara dos Deputados foi intimada a fornecer, em 10 dias, todos os documentos de tramitação interna das emendas citadas na investigação.

 

Dino enfatizou que o orçamento secreto não pode degradar o erário à condição de patrimônio privado e que a falta de transparência e rastreabilidade fere os princípios constitucionais da administração pública.

 

O ministro ressaltou que a conduta configura, em tese, o crime de peculato-desvio, uma vez que Cunha, um agente privado sem autorização institucional, interferia na alocação de recursos federais para fins pessoais e eleitorais.

 

Em janeiro, reportagem da Folha mostrou que o ex-presidente da Câmara enviou para a cidade de João Pinheiro (MG) uma emenda de R$ 1 milhão assinada pelo deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG).

Cunha passou mais de três anos preso em decorrência de investigação na Operação Lava Jato e posteriormente conseguiu a anulação de suas condenações.

 

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi alvo de bloqueio de bens, também por ordem de Dino, na última semana. A suspeita é de que ele direcionava as verbas de emendas mesmo sem ter mandato parlamentar.

 

 

Posted On Segunda, 13 Julho 2026 05:47 Escrito por

Samir Xaud estaria com os dias contados. O plano da Turma de Brasília é consolidar o poder e colocar Chico Mendes diretamente na linha de frente do futebol brasileiro

 

 

Por Marcondes Brito

 

 

A cadeira de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não é apenas um assento de poder; é uma autêntica armadilha. Historicamente traiçoeira, a posição já derrubou gigantes, baniu cartolas e levou vários de seus ocupantes direto para as páginas policiais ou para o ostracismo. O roteiro é sempre o mesmo: quem senta ali, mais cedo ou mais tarde, acaba fritado em praça pública.

 

O caso mais recente dessa ciranda de degolas foi o de Ednaldo Rodrigues. Quando parecia estabilizado no cargo — inclusive após ser salvo de uma primeira cassação graças a liminares no tapetão jurídico —, caiu de repente em maio de 2025.

 

Em seu lugar, emergiu do mais absoluto anonimato o atual presidente, Samir Xaud. Oriundo da federação de Roraima — um estado sem qualquer expressão no mapa do futebol nacional —, Xaud parecia o nome perfeito para uma transição pacífica. Não foi. Com pouco mais de um ano de mandato, o dirigente perdeu o controle, envolveu-se em denúncias de gastos inexplicáveis antes mesmo da Copa do Mundo de 2026 e, agora, após a eliminação vexatória do Brasil diante da Noruega, viu sua frigideira atingir a temperatura máxima.

 

Mas quem está movimentando os bastidores para virar a mesa e decretar a queda de Samir Xaud? A resposta atende pelo apelido de

 

“Turma de Brasília”

 

Diferente das velhas oligarquias do futebol carioca ou paulista, o novo grupo que efetivamente manda na CBF tem DNA jurídico e político direto da capital federal. O consórcio é liderado pelo advogado Francisco Schertel Mendes, o Chico Mendes — diretor-geral do IDP e filho do ministro do STF, Gilmar Mendes.

 

Embora não tenha cargo formal na diretoria executiva da confederação, Chico Mendes comanda o verdadeiro cofre e a estratégia da entidade. Através de um contrato expressivo entre o IDP e a CBF Academy (onde o instituto fica com 84% da receita), a “Turma de Brasília” indicou as peças-chave que hoje controlam a CBF de ponta a ponta: o diretor financeiro (Valdecir de Souza), o diretor jurídico (André Mattos) e o homem-forte da transição, Gustavo Dias Henrique.

 

O isolamento de Samir Xaud ficou escancarado logo após o fracasso do Brasil no Mundial. Enquanto o presidente balança no cargo, o ministro Gilmar Mendes foi às redes sociais avalizar publicamente a permanência do técnico Carlo Ancelotti e blindar o atacante Neymar para o ciclo de 2030. Um movimento claro de quem já dita as regras do jogo, independentemente de quem assina os papéis na presidência.

 

Nos bastidores da bola, o veredicto já foi dado: Samir Xaud está com os dias contados. O plano da Turma de Brasília é consolidar o poder e colocar Chico Mendes diretamente na linha de frente do futebol brasileiro. Ele sabe perfeitamente que a cadeira é escorregadia e perigosa, mas o tabuleiro político e econômico de bilhões de reais que move a CBF parece ser atraente demais para se dar o luxo de recuar. Como no futebol a bola pune, na política da CBF, a traição nunca dorme.

 

 

Posted On Sexta, 10 Julho 2026 06:12 Escrito por

Ataques foram justificados por Washington como resposta às ações iranianas no Estreito de Ormuz; Teerã promete retaliar

 

 

Com Do R7

 

 

Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea contra o Irã e atingiram cerca de 90 alvos militares em diferentes regiões do país, em uma das maiores operações americanas desde o início da atual escalada no Oriente Médio. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a ação teve como objetivo reduzir a capacidade militar iraniana de ameaçar embarcações comerciais e civis que transitam pelo Estreito de Ormuz.

 

De acordo com o governo norte-americano, os bombardeios tiveram como foco sistemas de defesa antiaérea, instalações navais, centros de comando, depósitos de armamentos e outras estruturas militares consideradas estratégicas. A operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump, que afirmou que o cessar-fogo entre os dois países “chegou ao fim” e advertiu que novas ofensivas poderão ocorrer caso o Irã mantenha ações consideradas hostis pelos Estados Unidos.

 

A ofensiva ocorre após uma série de incidentes envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Washington atribui ao Irã a responsabilidade por ataques recentes contra navios que cruzavam a região, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Teerã, por sua vez, rejeita as acusações e afirma que as operações militares americanas representam uma violação da soberania iraniana.

 

Em resposta aos bombardeios, autoridades iranianas anunciaram o lançamento de drones e outros ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, incluindo bases localizadas no Kuwait, Bahrein e Catar. Segundo o governo iraniano, a reação faz parte do direito de defesa do país diante da ofensiva americana. Os sistemas de defesa aérea desses países foram acionados para interceptar parte dos projéteis e aeronaves não tripuladas.

O Ministério da Saúde do Irã informou que os ataques deixaram mortos e dezenas de feridos em diferentes províncias do país. Os números ainda não foram confirmados por fontes independentes e podem ser atualizados à medida que equipes de resgate chegam às áreas atingidas.

 

A nova troca de ataques aumenta a preocupação da comunidade internacional com o risco de uma expansão do conflito para outros países do Oriente Médio. Especialistas alertam que uma escalada militar na região pode comprometer a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo, além de provocar impactos no mercado internacional de energia.

 

 

Posted On Quinta, 09 Julho 2026 05:49 Escrito por

Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente

 

 

Com Estadão 

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados nas intenções de voto em São Paulo em um cenário de primeiro turno para a disputa presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 8. Apesar do equilíbrio, o petista registra rejeição maior entre os eleitores paulistas.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula e Flávio têm 35% das intenções de voto cada um. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão), ambos com 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a ativista Samara Martins (UP) e o presidente do PSDB, Aécio Neves, marcam 2% cada.

 

O psiquiatra Augusto Cury (Avante), o pastor Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) registram 1% cada. Os ativistas Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1 608 entrevistas em São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

 

O instituto também testou confrontos de Lula contra outros pré-candidatos. Contra Caiado, o petista tem 42%, ante 43% do ex-governador de Goiás. Já contra Zema, Lula marca 41%, enquanto o ex-governador mineiro aparece com 44%. Nos dois casos, há empate técnico dentro da margem de erro.

 

 

Posted On Quarta, 08 Julho 2026 15:30 Escrito por
Página 11 de 1092