Restrição para uso de emendas parlamentares começa no sábado (4); governo acelera pagamentos

 

 

Por Cézar Feitoza

 

 

O governo Lula (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares nas últimas semanas diante da proximidade do período eleitoral, que impõe restrições para o repasse dos recursos.

Os ministérios liberaram R$ 23,9 bilhões em emendas parlamentares este ano. No mesmo período do ano passado, o valor pago foi de menos de R$ 500 milhões.

 

O valor pago representa 48% do montante destinado para as emendas parlamentares este ano (R$ 49,9 bilhões).

 

São duas as razões da celeridade para o pagamentos das emendas.

 

A primeira é um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que obriga o governo a pagar, até o fim de junho, 65% das emendas individuais e de bancadas com determinadas finalidades, como saúde e assistência social.

 

Esse percentual equivale a R$ 17,5 bilhões das emendas parlamentares.

 

Outra razão para a pressa é a restrição imposta pela legislação eleitoral que impede a emissão de ordens de pagamento para contratos sem execução de obra ou serviço em andamento.

 

Esse impedimento, conhecido como defeso eleitoral, passa a valer três meses antes da eleição. Neste ano, o período de restrições começa no sábado (4).

 

Por conta desse impedimento, o governo acelerou o pagamento das emendas e liberou R$ 2,4 bilhões nesta semana. O valor pago nos últimos quatro dias é quatro vezes maior que o destinado nos seis primeiros meses de 2025.

 

Caixa envia orientações

A área da Caixa Econômica Federal responsável pelas ordens de pagamento das emendas parlamentares enviou aos ministérios um ofício com orientações para a execução das verbas indicadas por deputados e senadores.

 

O documento diz que as ordens de pagamento devem ser assinadas pelos responsáveis até às 16h da sexta-feira (3). Os pagamentos que forem liberados depois desse prazo ficam restritos aos "contratos que atendam integralmente aos requisitos estabelecidos na Lei nº 9.504/1997".

 

Para evitar falhas na execução das emendas, a Caixa destacou que os recursos devem ser identificados de acordo com as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre transparência e rastreabilidade.

 

"A ausência dessas informações inviabilizará o processamento da demanda, que será incluída em lista própria de pagamentos não efetivados, encaminhada semanalmente aos gestores, aguardando complementação para reprocessamento, caso haja prazo disponível."

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 14:13 Escrito por

Por Evellyn Paola - Metropóles 

 

 

O presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Metrópoles, nesta quinta-feira (2/7), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sinalizou que não deve ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal (DF).

 

A decisão se dá após a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Michelle disse que se sentiu desrespeitada durante uma conversa por telefone sobre articulações do partido no Ceará.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, a ex-primeira-dama relatou que o imbróglio com Flávio começou no fim de 2025, visto que ela era contrária ao apoio a Ciro Gomes (PSDB) para o governo cearense. O senador pelo Rio de Janeiro, no entanto, defendia a articulação com o grupo.

 

Michelle diz ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado, depois que ele disse que ela deveria se afastar de decisões partidária e que, por ter ingressado recentemente na política, não teria experiência suficiente para opinar sobre as articulações do partido.

 

Após a repercussão, Flávio divulgou uma nota afirmando que jamais teve a intenção de ofender Michelle. O senador disse que, caso ela tenha se sentido desrespeitada, pedia desculpas, ressaltando reconhecer sua importância tanto para o PL Mulher quanto para o cuidado com Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que sua prioridade era preservar a união da família e reduzir os desgastes públicos.

Durante encontro com lideranças femininas, Flávio fez acenos à Michelle e agradeceu à madrasta pelo trabalho à frente do PL Mulher e afirmou que as portas seguem abertas para ela.

 

“Respeito demais a Michelle e tenho a convicção de que vamos superar esse momento difícil porque ela sabe que o Brasil não tem condições de mais anos de PT e sabe que a única alternativa é Flávio Bolsonaro. Quero parabenizar o trabalho da Michelle Bolsonaro, porque muitas mulheres se interessaram pela política pelo trabalho dela”, disse.

 

Valdemar chegou a se reunir com a ex-primeira-dama e tentou apaziguar a relação com o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), mas Michelle acabou recusando os pedidos de continuar na disputa por uma cadeira na Casa Alta.

 

Michelle afirmou que pretende se dedicar à saúde do marido e do bem-estar de sua filha, Laura, além de estar “cansada” da política. Ela também deixou a presidência do PL Mulher.

 

O partido já começou a avaliar outros nomes para substituir a esposa do ex-presidente Bolsonaro. As opções são a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF), que pretendia concorrer para o governo do DF, mas perdeu espaço após o PL decidir apoiar a candidatura à reeleição de Celina Leão (PP).

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 11:50 Escrito por

Por Manuela de Moura

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto em um cenário de primeiro turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º/7). O petista registra 46,3% das intenções de voto, enquanto o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), soma 36,6%.

 

O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho, com 4.999 entrevistados, tem margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

 

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8% das intenções de voto, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.

 

Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%; Aécio Neves (PSDB), com 0,7%; Samara Martins (UP), com 0,6%; Augusto Cury (Avante), com 0,5%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%; Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%; e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.

 

Confira:

 

Brancos e nulos somam 1,2%, enquanto 0,1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

 

A pesquisa mensal da AtlasIntel referente ao mês de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Evolução em relação a abril

Na comparação com o levantamento de abril, Lula avançou, passando de 44% para 46,3% das intenções de voto.

 

Flávio Bolsonaro oscilou negativamente 2,4 pontos, caindo de 39% para 36,6%.

 

O maior crescimento foi registrado por Renan Santos, que passou de 5% para 7,8%, alta de 2,8 pontos percentuais.

 

Já Ronaldo Caiado permaneceu praticamente estável, variando de 3% para 2,9%, enquanto Romeu Zema caiu de 3% para 2%.

 

O grupo formado pelos demais candidatos passou de 4% para 3,2%, e o percentual de eleitores que declararam voto branco, nulo ou indecisão subiu de 0,4% para 1,2%.

 

Cenários em Lula tem melhor desempenho

Ainda de acordo com a pesquisa, o petista registra seu melhor desempenho entre os eleitores com 60 anos ou mais, segmento em que alcança 54,6% das intenções de voto.

 

O presidente também apresenta vantagem entre os eleitores com ensino superior (50,6%), entre aqueles com renda familiar de R$ 5 mil a R$ 10 mil (53%) e entre quem recebe mais de R$ 10 mil

(50,4%).

Regionalmente, o melhor desempenho ocorre no Nordeste, onde Lula chega a 57,7% das intenções de voto. Entre os eleitores que votaram nele em 2022, 88,4% afirmam que repetiriam o voto.

 

No recorte religioso, Lula lidera entre os católicos (48,3%) e obtém seu maior percentual entre agnósticos e ateus, com 75,5%.

 

Base de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro tem seu melhor desempenho entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que registra 41,4% das intenções de voto.

 

O senador também lidera entre os eleitores com renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil (43,6%) e entre aqueles com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil (43,5%).

 

Entre os evangélicos, soma 42,9%, e no Sudeste, alcança 42,6%.

 

Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 74,8% afirmam que escolheriam Flávio Bolsonaro em um eventual primeiro turno.

 

 

Posted On Quarta, 01 Julho 2026 09:49 Escrito por

Por Igor Gadelha - Metrópoles 

 

 

As recentes postagens da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais têm produzido um efeito que vai além das críticas públicas ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Tanto entre lideranças da esquerda quanto da direita, cresce a percepção de que Michelle sinaliza, com as publicações, saber de informações potencialmente comprometedoras envolvendo o enteado.

 

A sequência de postagens chama a atenção pelo conteúdo e pelo timing. Na quarta-feira (24/6), horas antes do jogo entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo, Michelle divulgou um vídeo com críticas nominais a Flávio.

 

Na gravação, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “desrespeitada” e “maltratada” pelo enteado em uma ligação telefônica, expondo publicamente um conflito familiar que, até então, permanecia restrito aos bastidores.

 

Cinco dias depois, na segunda-feira (29/6) — novamente em um dia de jogo da Seleção Brasileira —, Michelle voltou a movimentar as redes. Desta vez, repostando um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho.

 

Na gravação, o ex-governador do Rio de Janeiro afirma ter, supostamente, visto vídeos de festas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro com mulheres nuas e “homens que defendem a família”.

 

Ao repostar o conteúdo em seus stories do Instagram, a atual esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro acrescentou a enigmática frase: “A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer“.

 

Embora a publicação não cite Flávio nominalmente, a postagem foi vista como uma sinalização de que Michelle tem conhecimento de fatos que não vieram a público e que podem atingir a campanha do senador.

 

Essa apreensão é reforçada por um dado lembrado por aliados de Flávio nos bastidores: a proximidade da ex-primeira-dama com o ministro André Mendonça, relator do chamado caso Master do STF.

 

Na avaliação de lideranças da direita que apoiam Flávio, o que mais preocupa não é propriamente o conteúdo das postagens, mas a impressão de que Michelle estaria preparando terreno para algo maior.

 

Ao combinar mensagens enigmáticas, referências à ideia de que “a verdade” ainda aparecerá e ataques nas redes sociais, ela mantém um clima de expectativa que aumenta a inquietação entre aliados de Flávio.

 

Desde maio, vieram à tona áudios, mensagens e notícias de encontros que revelaram uma relação próxima entre o primogênito de Jair Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

Flávio jura a integrantes de sua campanha que não haveria mais nada de novo e comprometedor a surgir e que sua relação com Vorcaro estaria restrita ao patrocínio ao Dark Horse, filme sobre a história de seu pai.

 

Até aqui, não há qualquer elemento público que confirme ilegalidade na relação entre os dois. Os movimentos de Michelle, contudo, sinalizam que ela sabe de algo a mais que pode inviabilizar a candidatura de Flávio.

 

Indicam ainda que Michelle usa essa possível informação privilegiada para se descolar do enteado e se colocar como opção na direita – seja em 2026, seja em 2030, caso Flávio perca a eleição para Lula neste ano.

 

 

Posted On Quarta, 01 Julho 2026 06:00 Escrito por

O nome do ex-prefeito de São Paulo já vinha sendo ventilado desde maio, ocasião em que Kassab se disse “à disposição”, caso fosse essa a escolha de Kassab

 

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar nesta quarta-feira, dia 1º, o nome do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice em sua chapa ao Palácio do Planalto. A informação foi confirmada pelo Estadão junto a uma fonte na pré-campanha. O nome do ex-prefeito de São Paulo já vinha sendo ventilado desde maio, ocasião em que Kassab se disse “à disposição”, caso fosse essa a escolha de Kassab.

Nesta segunda-feira, 29, Caiado confirmou que o vice será anunciado em coletiva em Brasília nesta quarta, às 11h. Contudo, evitou confirmar qual seria o nome e nem mesmo se seria de seu mesmo partido, como é o caso de Kassab.

 

Até aqui, Caiado não tem apoio de outros partidos para a disputa presidencial. Ele chegou a conversar com Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato, mas não houve nenhum avanço para uma união das duas candidaturas.

O ex-governador de Goiás aparece empatado tecnicamente com Zema e também Renan Santos (Missão) na maioria dos levantamentos, distante de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados.

 

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 29, mostra Lula com 42% e Flávio com 34% no primeiro turno. Na sequência aparecem Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Zema, com 3%. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 5% e não souberam ou não responderam, 3%.

 

A pesquisa ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. O levantamento tem nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08521/2026.

 

 

 

Posted On Terça, 30 Junho 2026 13:30 Escrito por
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