Candidato à Presidência pelo PL poderá visitar o estado antes da votação do segundo turno, em 25 de outubro
Com Assessoria
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), volta a se posicionar ao lado do grupo político ligado à família Bolsonaro na eleição presidencial. Em 2022, já reeleito para o Governo do Tocantins no primeiro turno, Wanderlei declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência no segundo turno. Quatro anos depois, mantém o posicionamento em relação à família Bolsonaro e declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
“Agora há pouco conversamos com o nosso presidente Flávio Bolsonaro, que agradeceu pela votação que teve no nosso estado e também em todo o Brasil. Vai ser o nosso presidente, está com Dorinha aqui no segundo turno, virá fazer uma visita ao Tocantins, se Deus quiser”, destacou o governador nesta segunda-feira, 5, durante reunião com a candidata ao governo Professora Dorinha (União Brasil) e o senador reeleito Eduardo Gomes, que colocou Flávio em uma chamada de vídeo.
No Tocantins, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 469.321 votos neste último domingo, 4 de outubro, o equivalente a 50,44% dos votos válidos.
Também participaram do encontro o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o deputado estadual Léo Barbosa e outras lideranças que integram o grupo político que apoia a candidatura de Dorinha no segundo turno.
Apoio em 2022
Já reeleito governador do Tocantins no primeiro turno em 2022, com 58% dos votos válidos, Wanderlei declarou apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência no segundo turno e, em 17 de outubro daquele ano, viajou a Brasília para se encontrar com o então presidente no Palácio da Alvorada. Na ocasião, colocou sua representatividade política à disposição da campanha pela reeleição de Bolsonaro.
Candidata ressaltou campanha limpa, agradeceu os eleitores e apoiadores, destacou eleição de sete deputados federais e 19 estaduais aliados e anunciou mobilização para ampliar votos
Texto: Cidiane Carvalho
A Professora Dorinha (União Brasil) avançou à frente na disputa pelo Governo do Tocantins e enfrentará Vicentinho Júnior (PSDB) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Após a confirmação do resultado neste domingo (04), com 45,52% para a candidata e 43,94% para o adversário, Dorinha agradeceu aos eleitores e apoiadores e anunciou que vai intensificar as visitas aos municípios para conquistar os votos necessários à vitória.
“Obrigada pelos votos que nos deram, eu e o Atos Gomes. Obrigada por acreditarem. Energia positiva, muita gratidão a todos vocês. Vamos continuar a pedir voto, discutir, apresentar nossas propostas. E é isso que nós vamos fazer”, afirmou Dorinha, diante de militantes e lideranças políticas.
Grupo conquistou mais cadeiras no Congresso e Assembleia
A candidata agradeceu o trabalho das equipes que percorreram o estado e parabenizou os candidatos eleitos. Foram sete das oito vagas para a Câmara dos Deputados e 19 das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, além da reeleição do senador Eduardo Gomes (PL).

“Nós elegemos sete dos oito deputados federais, 19 deputados estaduais. Elegemos o nosso senador. A força dessa bancada será decisiva para garantir recursos e atender às necessidades dos municípios e do estado”.
Trabalho no segundo turno
Com a liderança no primeiro turno, a candidata convocou os apoiadores a ampliar o trabalho nas ruas e buscar quem fez outra escolha nesta primeira votação. “Nós queremos mais. Queremos mostrar e conquistar cada tocantinense, mostrando quais são os nossos compromissos e o que vamos fazer”, declarou.
Dorinha afirmou que, a partir de agora, buscará o diálogo com os eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno. A orientação é ampliar as conversas, apresentar os compromissos de governo e buscar novos apoios.
“Vamos olhar os municípios em que nós não ganhamos e vamos conversar com o nosso povo. Vamos conversar com a nossa gente. Vamos apresentar as nossas propostas e projetos”, declarou.
Apoios
O candidato a vice-governador, Atos Gomes (Republicanos), convocou os apoiadores a transformar a mobilização em novas ações nas ruas e nas comunidades. “Traga mais um amigo, chame mais um familiar, visite mais uma casa, mande mensagem para mais um colega. Agora vamos trabalhar com mais vontade”, disse.

Reeleito para o Senado, Eduardo Gomes destacou a eleição dos deputados federais aliados e citou Janad Valcari (PP) e Jair Farias (União Brasil) entre os nomes com maior votação. O senador agradeceu aos eleitores e anunciou dedicação à campanha de Dorinha até a nova votação e cantou o jingle do segundo turno. “Daqui para o dia 25 eu não durmo. É Dorinha no segundo turno”, afirmou. O senador também fez questão de ressaltar que Dorinha é a candidata a governadora do PL, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro.
Deputada federal mais votada do Estado, com quase 100 mil votos, Janad Valcari agradeceu a confiança dos eleitores e defendeu uma campanha ainda mais intensa. “Nós vamos andar na rua. Vamos fazer muito mais”, declarou.
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), reafirmou seu apoio e disse que a liderança nas urnas exige trabalho para ampliar a vantagem. “Chegamos à frente. Temos que nos manter à frente”, afirmou. O prefeito prometeu repetir as caminhadas e a mobilização, “com ainda mais vibração”, na capital e no Estado.
A primeira-dama Karynne Sotero agradeceu às mulheres que estiveram na campanha e prometeu redobrar o trabalho para eleger Dorinha. “Nós vamos andar o dobro, o triplo. E nós vamos eleger a primeira mulher a governar esse Estado. Não é só porque ela é mulher, mas porque ela é preparada. Conte comigo 24 horas por dia”, afirmou.
Já o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) anunciou que estará nas ruas em busca de novos votos. “Nós estamos na frente. Nós vamos votar de novo. Nós vamos arrumar mais votos e vamos trabalhar até a vitória no segundo turno”, disse.
Da Assessoria
Em celebração aos 38 anos do Estado do Tocantins, a Associação Amigos do Palacinho realizou um ato solene de hasteamento das bandeiras, reafirmando o compromisso de preservar e valorizar a história do Estado e daqueles que ajudaram a construir sua trajetória.
O momento foi conduzido pelo idealizador e conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes; pelo primeiro vice-governador do Tocantins, Darci Martins Coelho; e pelo aluno do 3º ano do Colégio Militar de Palmas, Antônio Maya Vinícius Monteiro.
A Associação Amigos do Palacinho realizou, nesta quinta-feira, 2 de outubro, um ato solene em homenagem aos 38 anos do Tocantins, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Tocantins e de Palmas. A cerimônia foi realizada no Palacinho, em Palmas, espaço que integra a memória da criação e da construção institucional do Estado.

O hasteamento foi conduzido pelo idealizador e conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO), José Wagner Praxedes; pelo primeiro vice-governador do Tocantins, Darci Martins Coelho; e pelo estudante do 3º ano do Colégio Militar de Palmas, Antônio Maya Vinícius Monteiro.
O ato reuniu diferentes gerações em torno da preservação da memória tocantinense. Participaram estudantes do 1º ano, coordenadores do Ensino Médio e representantes do Colégio Militar de Palmas, além de membros da Associação Amigos do Palacinho.
Também prestigiaram a solenidade o conselheiro do TCETO Severiano Costandrade e o conselheiro substituto Adauton Linhares.
A programação contou ainda com a participação da professora Márcia Barbosa e dos compositores e cantores Badinho Araújo e Relmivan Milhomem, que contribuíram para o momento de celebração da identidade e da cultura tocantinenses.
A criação do Tocantins
A história do Tocantins está diretamente ligada ao movimento pela emancipação do antigo norte de Goiás. A criação do Estado foi consolidada pela Constituição Federal de 1988, promulgada em 5 de outubro daquele ano, que determinou o desmembramento da região norte de Goiás para a formação do novo Estado.
A instalação do Tocantins ocorreu em 1º de janeiro de 1989, quando o Estado passou a integrar oficialmente a Federação. Palmas, planejada para ser a capital, foi fundada em 20 de maio de 1989 e tornou-se um dos principais símbolos da nova unidade federativa.
O Palacinho, primeira sede administrativa do Governo do Tocantins, ocupa lugar de destaque nesse processo. Construído para abrigar a estrutura inicial do Executivo estadual, o espaço se tornou um importante patrimônio histórico e cultural, preservando registros de um período decisivo para a formação da identidade tocantinense.
Memória que atravessa gerações
Ao reunir pioneiros, representantes de instituições, estudantes e integrantes da comunidade, a homenagem promovida pela Associação Amigos do Palacinho reforçou o papel da memória na construção da identidade do Estado.
O hasteamento das bandeiras simbolizou não apenas a celebração dos 38 anos do Tocantins, mas também o encontro entre aqueles que participaram de sua criação, os que preservam essa história no presente e as novas gerações que terão a responsabilidade de mantê-la viva.
A Associação Amigos do Palacinho reafirma, assim, seu compromisso com a preservação da história, da memória e do patrimônio cultural do Tocantins.
Senador recém-eleito por São Paulo critica engavetamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal
Por Lívia Zanolini
O deputado federal Guilherme Derrite (PP), recém-eleito o senador mais votado da história do Brasil por São Paulo, disse que o país precisa de um novo presidente no Senado e criticou Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupa o cargo atualmente, por engavetar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (5).
"O que não dá para aturar é o atual presidente do Senado com 109 pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte, todos eles engavetado", disse. "E a gente sabe por que que ele tá engavetando, porque o senador Davi Alcolumbre tá diretamente envolvido nesse processo gigantesco aí e escândalos e mais escândalos de corrupção", completou.
Segundo Derrite, dois possíveis nomes que podem substituir Alcolumbre são Rogério Marinho (PL) e Teresa Cristina (Progressistas).
Derrite disse que vai continuar trabalhando para Flávio Bolsonaro (PL) se eleger como presidente da República. "A minha campanha não acabou, só vai acabar quando o Flávio Bolsonaro for eleito presidente do Brasil. Aliás, tô indo hoje para Brasília já para me encontrar com o senador Flávio Bolsonaro."
Ele disse também que desconhece qualquer tipo de interferência externa dos Estados Unidos na eleição brasileira e criticou o presidente Lula, que é candidato à reeleição. "Quem criou todo esse ecossistema que prejudicou o Brasil em termos de relação internacional com os Estados Unidos foi o Lula, que disse que tinha que rever uma outra moeda como padrão de relação internacional e não o dólar."
Lula afirma que o uso do dólar como moeda padrão nas negociações internacionais confere aos Estados Unidos uma vantagem imensa sobre os demais países.
Leis para combater o crime
Derrite disse que "o problema da segurança são as leis" e que vai trabalhar no Congresso para endurecê-las. "Cito como exemplo aqui a redução da maioridade penal, que já tá pautada na Câmara, tá sendo discutida na comissão especial. Se Deus quiser, a gente vota esse ano ainda."
Ele também disse que quer extinguir a progressão do regime no cumprimento de pena e acabar ou revisar a audiência de custódia, que ele classificou como "uma ferramenta que acaba sendo uma ferramenta de manutenção da impunidade."
Revisão do pacto federativo
O senador eleito afirmou que a revisão do pacto federativo será uma das suas principais lutas no Senado. "O pagador de impostos de São Paulo contribui com cerca de 40% dos impostos federativos regionalizados e retorna para o nosso estado 17... 17,6%", disse.
Bolsonaristas terão 49 votos no Senado, o suficiente para mudar a Constituição e as atribuições do tribunal
Por Mônica Bergamo
A bancada bolsonarista no Senado vai propor o esvaziamento dos poderes do STF (Supremo Tribunal Federal) por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que retira da Corte seus principais poderes.
A principal proposta será deslocar do STF os julgamentos de processos criminais de autoridades, transferindo essas ações para outras instâncias, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) os TRFs (Tribunais Regionais Federais).
O tribunal se transformaria em uma Corte exclusivamente constitucional e os magistrados, portanto, perderiam suas principais fontes de poder.
Contabilizados os votos de senadores que permanecem em seus mandatos com os dos 35 que foram eleitos neste domingo (4), a bancada bolsonarista terá pelo menos 49 votos favoráveis ao impeachment de magistrados.
É um número insuficiente para aprovar o afastamento de ministros, para o qual são necessários 54 votos. É o suficiente, no entanto, para aprovar emenda constitucional modificando a Carta Magna e retirando os poderes do Supremo.
Se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, a proposta de impeachment de Alexandre de Moraes deve ganhar impulso também, o que exigirá de qualquer forma mobilização política e confronto com a Corte para a conquista dos 5 votos que faltam no Senado para afastar o ministro.
Com Lula eleito, o impeachment dificilmente prosperará. Mas as reformas dos poderes do STF devem caminhar.
As propostas já estão inclusive no programa de governo de Flávio Bolsonaro.
Durante a campanha ele propôs o fim das competências criminais originárias do STF, o fim do foro privilegiado para autoridades na Corte, a limitação de decisões monocráticas de ministros e novas restrição para a atuação de parentes de magistrados nos tribunais em que seus familiares são juízes.