Conheça a história de mulheres que conquistaram espaço e quebraram barreiras em um setor historicamente masculino
Por Elisangela Farias
Fernanda Lopes da Silva tem 37 anos e está entre as nove motoristas mulheres que fazem parte da Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP). Há pouco mais de um ano exercendo a profissão, em um ambiente predominantemente masculino, composto 225 motoristas homens, é preciso mais do que o olhar feminino para superar os desafios e mostrar que estar nesta função não é questão de representatividade, mas um passo essencial para uma sociedade mais justa e igualitária.
O incentivo para começar no transporte coletivo veio do marido. “Ele falava que eu era muito boa no volante. Dirigi algumas vezes com ele o caminhão, e ele dizia que eu tinha muita noção das coisas.” A princípio, ela se questionou sobre como fazer uma curva, entrar em uma rotatória com um veículo tão grande, mas com os cursos disponibilizados pela Agência, percebeu que era possível. “Eu fui olhando, analisando e vi que não era diferente de um carro pequeno. Então, vi que não era uma dificuldade.”
Fernanda estava acostumada a trabalhar com o público, mas no transporte coletivo, segundo ela, é bem diferente. Ela começa o expediente às 5h20 e sai às 11 horas, com seis a oito viagens a cada manhã. “Tem muito movimento de gente. Sobe, desce. Eu, particularmente, gosto muito dessa profissão que eu estou incluindo no meu currículo.”
Mais do que manhãs movimentadas, Fernanda diz que a nova profissão a fez aumentar sua confiança e sua responsabilidade. “Isso é importante para que mais mulheres tentem entrar nessa área que, antigamente, era só para homens. Então, agora temos esse espaço e a visão de que tudo que as mulheres quiserem, elas conseguem, se persistirem.”
Questionada sobre as dificuldades, Fernanda é enfática em dizer que os desafios a movem. “Todo dia eu saio da minha casa e agradeço a Deus por essa profissão. Eu sei que todo dia é um desafio diferente”, diz, acrescentando que existe muito preconceito, não só da parte dos homens, mas também de mulheres. “A própria mulher, ao ver uma mulher dirigindo ônibus, não entra, prefere pregar o próximo porque para elas, mulher não sabe dirigir, como muitos homens também dizem. Mas têm muitos homens que hoje aplaudem. Existe o preconceito por todos os lados.”
E em meio a preconceitos, o movimento de passageiros e a responsabilidade de prestar um serviço de qualidade, Fernanda segue seu trabalho com o que para ela é uma regrinha básica: “gentileza gera gentileza”, destaca.
Respeito
Como Fernanda, Erica Barbosa Silva, de 44 anos, também faz parte do quadro feminino do transporte coletivo de Palmas. Atualmente, exerce a função de fiscal, na Estação Javaé, em Taquaralto. Em uma jornada semanal de 36 horas, ela é responsável por checar os horários, substituir veículo, ver se os itinerários estão atrasados ou adiantados, colocar reforços nas linhas de ônibus quando estão cheios, verificar se o veículo está em boas condições de tráfego, entre outros.
“O grande desafio é impor respeito, tanto em relação aos colegas, quanto aos usuários, porque existe muito preconceito de achar que a função só pode ser exercida por homem”, diz, ressaltando que acredita que as mulheres estão quebrando tabus e conquistando espaço. “Hoje tem mulher mecânica, motorista e acredito que a forma que nos dedicamos ao trabalho faz a diferença.”
Trabalhando em um ambiente muito masculino, a fiscal enfatiza que é preciso ter pulso firme. “Sempre deixo claro que estamos em um local de trabalho e que todos precisam ser respeitados. Graças a Deus fui muito bem aceita. Sou muito feliz no meu trabalho e tenho muito orgulho da função que exerço. Sou uma mulher honrada em estar neste cargo.”
Mulheres da ATCP
A ATCP foi criada por meio da Lei nº 2.842, de 1° de março de 2023, atualmente possui 378 servidores, sendo 63 mulheres. O presidente da Agência, Walace Pimentel, ressalta a importância da presença feminina nos diversos setores da ATCP para garantir a qualidade do serviço prestado às cerca de 60 mil pessoas que usam o transporte público diariamente.
Anúncio da licença para utilização do lago pela a aquicultura para produção de pescado será feita ainda no primeiro semestre de 2025
Por Lucas Eurilio
O Governo do Tocantins por meio da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea) vem se destacando no desenvolvimento das ações que fomentam os setores aquícola e pesqueiro no Estado e uma prova disso, é que o Tocantins subiu no ranking de produção de pescados e vem mais novidade por aí para os produtores tocantinenses.
Após Porto Nacional, Aguiarnópolis também vai receber a outorga da União, que é a concessão de uma área aquícola para a produção de pescado, o que vai ajudar os produtores a ampliar a capacidade de produtiva naquela região. Sem data definida, a entrega da concessão deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2025.
Com uma população estimada em 4.537 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), Aguiarnópolis, que fica na região do Bico do Papagaio, em uma posição geográfica estratégica, e é uma cidade conhecida por sua produção de peixes e com um grande potencial de expansão da cadeia produtiva.
A concessão da área é uma demanda antiga da Sepea e foi viabilizada em parceria com a Superintendência do Patrimônio da União no Tocantins
A concessão dessa área destinada à produção de peixes é uma demanda antiga da Sepea e está sendo viabilizada em parceria com a Superintendência do Patrimônio da União no Tocantins (SPU-TO).
O secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, celebrou a conquista da licença e ressaltou a importância que ela terá na vida dos produtores. “Depois de uma longa espera, esta demanda vai ser resolvida. A concessão dessa área aquícola vai trazer benefícios e mais desenvolvimento ainda para a produção de pescados na região, pois vai terá um impacto importante na expansão da cadeia produtiva, vai gerar emprego, riqueza pra região, renda para os moradores, além de gerar receita para o município, que terá um impacto direto e positivo na economia local”.
O superintendente do Patrimônio da União, Edy César, ressaltou a importância da parceria entre o Governo Federal e o Governo do Tocantins. “Está tudo pronto e nós iremos fazer um evento em Aguiarnópolis, que é quando faremos o anúncio da concessão das águas da União para expandir o pescado na região. Essa concessão, atende as demandas do Estado e é uma parceria importante entre a União e o Governo do Tocantins, na consolidação do desenvolvimento da aquicultura e toda a cadeia produtiva”.
Participaram da reunião o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, os diretores da Sepea, Dyego Reis e Thiago Tardivo, o superintendente do Patrimônio da União, Edy César e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Tiago Costa Rodrigues.
Entre produtos da lista estão azeite, café, milho e carnes
POR WELLTON MÁXIMO
Como alternativa para segurar a inflação dos alimentos, o governo decidiu zerar o Imposto de Importação de nove tipos de comida, conforme anunciou nesta noite o vice-presidente Geraldo Alckmin.
As medidas foram divulgadas após uma série de reuniões ao longo desta quinta-feira (6).
>> Os alimentos que terão os tributos zerados são:
Azeite: (hoje 9%)
Milho: (hoje 7,2%)
Óleo de girassol: (hoje até 9%)
Sardinha: (hoje 32%)
Biscoitos: (hoje 16,2%)
Massas alimentícias (macarrão): (hoje 14,4%)
Café: (hoje 9%)
Carnes: (hoje até 10,8%)
Açúcar: (hoje até 14%)
A cota de importação do óleo de palma, atualmente em 65 mil toneladas, subiu para 150 mil toneladas.
Segundo Alckmin, a redução de tarifas entrará em vigor nos próximos dias após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).
“O governo está abrindo mão de imposto em favor da redução de preço”, declarou o vice-presidente.
As medidas foram anunciadas após uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alckmin com ministros e empresários, no Palácio do Planalto.
Para o vice-presidente, a medida não prejudicará os produtores nacionais, apesar da concorrência com o alimento importado.
“Nós entendemos que não [vai prejudicar o produtor brasileiro]. Você tem períodos de preços mais altos, mais baixos. Nós estamos em um período em que reduzir o imposto ajuda a reduzir preços. Você está complementando. Não vai prejudicar o produtor, mas beneficiar os consumidores”, declarou.
Outras medidas
Além da redução das tarifas, Alckmin anunciou o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O vice-presidente não entrou em detalhes.
No mês passado, a companhia havia pedido R$ 737 milhões para reconstituir os estoques de alimentos desmantelados nos últimos anos.
Alckmin também anunciou a prioridade para os alimentos da cesta básica no próximo Plano Safra.
Segundo o vice-presidente, os financiamentos subsidiados deverão se concentrar na produção de itens que compõem a cesta básica, aumentando o estímulo a produtores rurais que produzam para o mercado interno.
A última medida anunciada por Alckmin foi a aceleração do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA). Esse sistema descentraliza as inspeções sanitárias, permitindo que estados e municípios façam o trabalho.
Segundo o vice-presidente, o governo pretende aumentar o número de registro no sistema de 1.550 para 3 mil.
De acordo com Alckmin, a medida permitirá que produtos como leite, mel, ovos e carnes sejam liberados mais rapidamente para venda em todo o país.
O vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, senador Eduardo Gomes, participou nesta quinta-feira, 6, da aula inaugural do primeiro semestre de 2025 do Programa Educacional Bombeiro Mirim (Proebom)
Com Assessoria
O evento foi realizado no auditório do Palácio Araguaia José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, e contou com a presença do governador Wanderlei Barbosa, da primeira-dama e secretária de Participações Sociais, Karynne Sotero, e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Tocantins, coronel Peterson Queiroz de Ornelas.
Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa anunciou medidas para fortalecer o programa, incluindo a concessão de bolsas no valor de R$ 300 e passes para o transporte escolar, facilitando o acesso e a participação das crianças e adolescentes nas atividades oferecidas pelo Corpo de Bombeiros.
O senador Eduardo Gomes parabenizou o governador e o Corpo de Bombeiros pela iniciativa e destacou a importância do programa na promoção da cidadania, educação e respeito.
“O Programa Bombeiro Mirim é um exemplo de política pública bem estruturada, que proporciona às nossas crianças e adolescentes uma formação voltada para valores fundamentais, como ética, disciplina e compromisso social. Como senador, reafirmo meu apoio a este projeto e continuarei buscando recursos em Brasília para fortalecer ações como essa, que fazem a diferença na vida das famílias tocantinenses”, afirmou.
O programa tem como objetivo interagir com a comunidade na base de formação das crianças, adolescentes e suas famílias, promovendo valores como ética, cidadania, respeito à diversidade cultural e preservação ambiental. Além disso, busca contribuir para a formação social e educacional dos participantes, prevenindo desvios de conduta e incentivando a participação ativa na sociedade.
Atualmente, o programa é desenvolvido em sete municípios tocantinenses: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Dianópolis, Araguatins e Guaraí. Ele atende crianças e adolescentes entre 12 e 14 anos, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social, matriculados em escolas públicas ou bolsistas de instituições particulares.
Senador prestigia aniversário do cantor Evoney Fernandes em Palmas
Após a agenda oficial, o senador Eduardo Gomes prestigiou o aniversário do cantor tocantinense Evoney Fernandes, celebrado na Capital. Acompanhado do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero, o parlamentar participou da comemoração e ressaltou a importância de valorizar os talentos locais e a cultura tocantinense.
O Carnaval do Brasil, estudado e pesquisado nas maiores instituições sociologias do planeta, é reconhecidamente a maior festa popular do mundo.
Por Edivaldo Rodrigues
Dessa mistura de ritmos e fantasias, surgiram os blocos de rua das cidades, responsáveis, responsáveis por reunir todas camadas sociais, cores e vontades em um só objeto: fazer valer a alegria.
Essa manifestação de milhares teve origen na cultura portuguesa, na festa chamado entrudo. Celebrações que aconteciam no período anterior à Quaresma, e foi apresentada ao povo brasileiro por volta do século 17.
Registros históricos dão conta de que o primeiro bloco de Carnaval de rua no Brasil foi o Cordão da Bola Preta, fundado em 1918 no Rio de Janeiro, e assim essa reunião de foliões em conjunto se espalhou por todas as regiões brasileiras.
Em Porto Nacional, ainda nas décadas de 1960 e 1970, alguns bares famosos como o Bar Triunfo, de Rosário Manduca, e o Bar Bom Jardim, do João Xirux, realizavam animados bailes de Carnaval, permitindo que os foliões fossem até a frente do estabelecimento para dançar. Assim começaram os carnavais de rua na cidade portuense.
Durante alguns anos os carnavais de Porto Nacional, mesmo com o apoio e estrutura financiado pelo poder público, muita gente se juntava nas praças e ruas da cidade comemorando o reinado de Momo. Os blocos Pinta Preta, de Goiânia, e Sangue da Cidade, de Brasília, integrados por estudantes portuenses, formavam caravanas e invadiam o Light Clube, bares e praças, consolidando a vontade do povo em festejar com liberdade, ao ar livre.
Essa força popular levou o reinado de Momo para a icônica Rua do Pau D'óleo onde durante anos foi o ponto de agito da cidade com uma explosão de alegria, contentamento e fraternidade.
Um conjunto de fatores calaram as canções, findaram os bailados, e silenciaram os tambores que davam vida aos célebres carnavais da Rua do Pau D'óleo. Mas, uma luz começa a iluminar uma nova iniciativa.
Carnaval de rua em Porto Nacional
Em fevereiro desse ano a Prefeitura de Porto Nacional, anunciou que devido a o aumento de casos de Covid-19 na cidade e a falta de recursos, não iria realizar o Carnaval de 2025. Com isso, um grupo de amigos do Centro Histórico da cidade teve a brilhante ideia de fundar o Bloco da Tenda e o Boco do Beco, e com isso oferecer aos foliões uma organizada infraestrutura, com tendas armadas na rua, acomodações com dezenas de mesas e cadeiras, vários cantores e sua canções contagiantes, muita alegria e fraternidade o que sugere que a tradição do Carnaval de rua em Porto Nacional está de volta.
"Essa, sem dúvida nenhuma, foi uma iniciativa brilhante desses nossos amigos, que juntos proporcionaram a nós momentos de alegria plena, de carinho e muita folia", disse Riba Manduca, completando em seguida: "Espero em Deus que no próximo anos essa festança será maior, sinalizando que nossas tradições estão de volta."
O responsáveis pela iniciativa
José Maria, Pedrocina Pereira, Antônio Oliveira, o popular Maninho, Eduardo Figueiredo, se juntaram ao empresário Eaton Rodrigues, mais conhecido como Preto, e proprietário do Bar Central, e reacenderam a esperança dos foliões de Porto Nacional. Durante cinco dias, do findar da tarde até a madrugada, o Bloco da Tenda, recebeu seus convidados de todas as partes da cidade e ali, com os olhos voltados para a Catedral de Nossa Senhora das Mercês, beberam muita cerveja gelada e dançaram libertos ao som da esperança de que o ano que vem terá muito mais.
"Esse Carnaval tá briks, tá fiskolups, é o melhor. Eu tô rolex, rainax puro. O ano que vem vai ser volikask, seis vão vê", celebrou Picolé, o famoso Klaus Wesley.
E não foi só isso. Na meio do percurso da Rua Aires Jóca, o empresário Cleiber Rocha, proprietário do Bar Mãe Doninha, instalou suas tendas para receber o Bloco do Beco e seus convidados, formando assim a "Passarela do Álcool", ligando os dois aconchegantes ambientes, que certamente se tornará com um movimento de renascimento, de ressurreição dos velhos carnavais de rua de Porto Nacional, que ainda tem muito a oferecer.
"Participei com alegria e contentamento desse movimento carnavalesco dos dois blocos e confesso que essa iniciativa é revolucionária, fazendo renascer nossos velhos carnavais de rua e de blocos. Tenho certeza que esse movimento vai crescer, pois os líderes têm credibilidade e história para refazerem essa caminhada iniciada lá atrás. Estou junto e pronto para o ano que vem", afirmou Helder Luz Costa.