ELEIÇÃO DE 2026 SERÁ DECIDIDA POR UMA FATIA RESTRITA DO ELEITORADO
Em entrevista ao Jornal da Globo, o cientista político Felipe Nunes, sócio-fundador e CEO da Quaest, afirmou que a disputa presidencial de 2026 não está sendo travada no centro do eleitorado, mas nas bordas mais móveis do sistema político. Segundo ele, o foco real da corrida eleitoral está em cerca de 10% do eleitorado brasileiro, grupo decisivo para o desfecho da eleição.
De acordo com Felipe Nunes, o país está hoje dividido em cinco grandes blocos políticos. Os lulistas representam aproximadamente 19%, enquanto a esquerda não lulista soma cerca de 14%, formando um campo relativamente estável de 33%. No outro polo, a direita não bolsonarista aparece com 21%, e os bolsonaristas mais fiéis com 12%, totalizando outros 33%.
O dado central, porém, está nos 32% de eleitores independentes. A maioria desse grupo, segundo as pesquisas analisadas pela Quaest, encontra-se desmotivada, apática e distante do processo eleitoral. Apenas cerca de 10% desses independentes demonstram disposição real para votar, o que os coloca no centro da disputa de 2026.
NA PERCEPÇÃO DO ELEITOR, DOIS CENÁRIOS ELEITORAIS BEM DEFINIDOS

À jornalista Renata Lo Prete, Felipe Nunes explicou que, quando estimulados a projetar cenários eleitorais, os eleitores brasileiros constroem dois roteiros bastante claros. Em um eventual confronto entre o presidente Lula e um candidato da família Bolsonaro, a percepção majoritária é de uma vitória confortável do atual presidente.
Já em um cenário em que Lula enfrenta um nome da oposição não bolsonarista, a avaliação muda significativamente. A disputa passa a ser vista como apertada, com projeções próximas de um empate técnico, na casa de 45% a 43%.
Para o CEO da Quaest, esse comportamento revela que o eleitor mais politizado — aquele que acompanha pesquisas, análises, redes sociais e noticiário — já diferencia, mentalmente, o que seria uma eleição “fácil” de uma eleição “difícil” para Lula.
O MOMENTO ATUAL É DE EXPECTATIVA DE PODER, NÃO DE DECISÃO DE VOTO

Na avaliação de Felipe Nunes, o que está em jogo neste momento não é propriamente o voto, mas a expectativa de vitória. A pergunta central do eleitor ainda não é “em quem vou votar?”, mas sim “quem parece capaz de ganhar a eleição?”.
Segundo ele, o processo eleitoral ainda está em seu “primeiro tempo”, restrito à elite política, às lideranças partidárias e aos formadores de opinião. A população observa à distância, mas envia um recado claro:
Esse sinal, destacou Nunes na entrevista a Renata Lo Prete, tem impacto direto nas estratégias partidárias, na formação de alianças e nas decisões sobre candidaturas. Em política, concluiu, a percepção da maré importa — e ignorá-la pode custar caro antes mesmo da largada.
CANDIDATURA DE DORINHA PRECISA DE BÚSSOLA POLÍTICA
Até 2025, a senadora Professora Dorinha Seabra cumpriu o roteiro esperado de uma pré-candidata ao Governo do Tocantins. Circulou pelo estado, consolidou presença institucional e manteve diálogo com diferentes segmentos políticos. O dever de casa, como se diz nos bastidores, foi feito.
A partir de agora, no entanto, o cenário muda de escala. A pré-campanha entra em uma fase mais complexa, em que não basta estar presente, é preciso direção. A sucessão estadual exige leitura fina do tabuleiro, decisões estratégicas e, sobretudo, capacidade de articulação real.
Sem uma bússola política bem calibrada, o risco é a candidatura perder tempo, espaço e narrativa, enquanto adversários se organizam com mais clareza de objetivos.
TERÇA-FEIRA SERÁ “DIA D” NO PSDB TOCANTINENSE

O PSDB do Tocantins vive uma semana decisiva. Nesta terça-feira, Vicentinho Júnior e Cinthia Ribeiro se encontram em Brasília para uma reunião com o presidente nacional da sigla, Aécio Neves. A expectativa é de que a Executiva Nacional dê um desfecho ao impasse que divide o partido no estado.
Nos bastidores, tanto Vicentinho quanto Cinthia demonstram confiança absoluta na vitória. Mas, como bem sabem os tucanos mais experientes, nesse jogo não existe empate. A decisão passa pela correlação de forças, influência nacional e capacidade de sustentar o comando político do partido no Tocantins.
Fato é fato: alguém sairá fortalecido e alguém sai derrotado.
CARLOS AMASTHA DEVE DEIXAR O PSB

Nos corredores da política tocantinense em Brasília, já é tratada como certa a saída do vereador e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, do PSB. O movimento, segundo apurado pelo Observatório Político de O Paralelo 13, está juridicamente bem fundamentado para garantir a manutenção do mandato.
Amastha teria sido surpreendido com um completo esvaziamento político dentro da legenda, marcado por desprestígio junto à cúpula nacional do partido. O clima, dizem aliados, tornou-se insustentável.
Sem ambiente político e sem diálogo, a permanência no PSB perdeu sentido. A troca de legenda agora é vista não como ruptura, mas como sobrevivência política.
AMÉLIO CAYRES EM BRASÍLIA: ALMOÇO, FUTEBOL… E SUCESSÃO?

Informações do Observatório Político de O Paralelo 13 dão conta de um encontro no mínimo curioso em Brasília. O presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao Governo do Tocantins, deputado Amélio Cayres, teria almoçado com o também deputado e pré-candidato Vicentinho Júnior.
Na sequência, os dois seguiram para o estádio para assistir ao clássico Flamengo x Corinthians. Amélio estava acompanhado dos dois filhos e de um irmão, o que adiciona um tom quase familiar ao encontro.
Fica a pergunta que ecoa nos bastidores:
falaram sobre a sucessão estadual…
ou apenas sobre futebol e o sexo dos anjos?
Na política, convenhamos, coincidência raramente acontece.
A BÚSSOLA PASSA PELA UNIDADE DAS PRINCIPAIS LIDERANÇAS

Essa bússola tem nomes e sobrenomes. O governador Wanderlei Barbosa, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, à frente do maior colégio eleitoral do estado e a própria Dorinha precisam sentar à mesa, alinhar interesses e transformar intenção em planejamento.
A equação é simples, mas decisiva de uma unidade política, discurso afinado e pré-campanha estruturada. Sem isso, o campo governista corre o risco de abrir espaço para que a oposição ocupe o salão antes mesmo da largada oficial.
Na política, especialmente em eleições majoritárias, vácuo não existe. Se não for ocupado por quem está no jogo, será preenchido por quem espera a primeira brecha.
PF APERTA O CERCO AO CRIME ORGANIZADO NAS ELEIÇÕES DE 2026

A Polícia Federal e o Tribunal Superior Eleitoral já tratam as eleições de 2026 como um campo sensível de enfrentamento ao crime organizado. Após a apreensão recorde de quase R$ 30 milhões em dinheiro vivo nas eleições municipais de 2024, as autoridades decidiram antecipar e reforçar o monitoramento do processo eleitoral.
O plano inclui uso intensivo de tecnologia, cruzamento de dados do TSE, investigações financeiras aprofundadas e operações permanentes, inclusive fora do período oficial de campanha. A lógica é atacar a raiz financeira das práticas ilícitas.
COMPRA DE VOTOS, ABUSO ECONÔMICO E DESINFORMAÇÃO NO RADAR

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, crimes como compra de votos, abuso de poder econômico e disseminação de desinformação estão diretamente ligados à atuação de facções e organizações criminosas. Por isso, o combate eleitoral passou a ser integrado à estratégia de asfixia financeira desses grupos.
Em 2024, só no primeiro turno, foram registrados 3.089 crimes eleitorais, incluindo boca de urna, corrupção eleitoral e propaganda irregular. Houve 536 prisões, entre elas de 23 candidatos.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, foi direta ao afirmar que o objetivo é proteger a liberdade de escolha do eleitor e impedir qualquer tipo de captura do processo democrático, seja por dinheiro, pressão ou tecnologia.
Com auditorias reforçadas, testes nas urnas e audiências públicas já marcadas para fevereiro, o recado é de que em 2026, o jogo será mais vigiado, e as regras, mais duras.
"A política é a arte do possível, do necessário e do desejável." — Otto von Bismarck (Estadista alemão conhecido como "Chanceler de Ferro", utilizou uma política pragmática de "sangue e ferro" (guerras estratégicas e diplomáticas) para unir a Alemanha nos anos 1800)
BOAS LEMBRANÇAS

Durante a solenidade de entrega do novo Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Karajá II, realizada na quarta-feira, 28, no setor Santa Bárbara, região Sul de Palmas, o prefeito Eduardo Siqueira Campos fez questão de destacar sua trajetória no bairro desde 1993. Ele relembrou o programa Pão Nosso de Cada Dia, que formou comerciantes e panificadores locais, e ressaltou que a revitalização do CRAS e da Unidade Básica de Saúde simboliza a retomada das políticas públicas voltadas à dignidade e inclusão social. “O novo está aqui. O Santa Bárbara voltou a ser prioridade”, afirmou, sob aplausos da comunidade.
OBRAS NA PRAÇA

Eduardo anunciou também a retomada imediata das obras da Praça das Três Marias, uma das maiores áreas de lazer de Palmas. Segundo ele, a decisão integra um conjunto de ações para devolver dignidade urbana ao setor Santa Bárbara.
ASFALTO INÉDITO
O anúncio mais celebrado foi o início do asfaltamento inédito em importantes vias do bairro. Mais de três quilômetros de pavimentação já começaram a ser executados nas avenidas São João, Goiás e Taquari. “É o primeiro asfalto da história do Santa Bárbara, e só para quando acabar”, garantiu o prefeito.
APOIO A DORINHA

Ainda durante o evento, Eduardo reforçou seu apoio à senadora Dorinha, pré-candidata ao governo do Tocantins. Ele destacou sua postura ética e moral, além do protagonismo feminino que representa. “Estamos fazendo uma opção por quem tem mais conteúdo, por quem é mais inatacável do ponto de vista ético e moral”, disse.
AMÉLIO E WANDERLEI

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, mantém firme o sentimento de amizade e apoio ao governador Wanderlei Barbosa. Segundo membros da família Cayres, por onde Amélio andar no Estado, estará defendendo a gestão do governador.
LAUREZ E A BOLA FORA I

O vice-governador Laurez Moreira, pré-candidato ao governo, gravou vídeo defendendo a legalidade do aumento de 10% na tarifa de água da BRK, autorizado em sua gestão interina e anulado pelo governador Wanderlei Barbosa.
LAUREZ E A BOLA FORA II

O ex-secretário Carlos Amastha, que atuou na gestão interina de Laurez, foi às redes apoiar a decisão de Wanderlei Barbosa de anular o aumento da tarifa. “Muitas vezes ficar calado é melhor”, ironizou.
NOMINATAS, A PREOCUPAÇÃO DO MOMENTO
Candidatos à reeleição enfrentam dificuldades em suas legendas e buscam novas siglas, enquanto pré-candidatos sem mandato procuram partidos sem concorrência interna. Já os partidos menores tentam construir nominatas sem candidatos à reeleição.
DETENTORES DE MANDATOS ROMPIDOS COM PALÁCIO ARAGUAIA

Onze deputados estaduais que não integram mais a base governista estão em conversas com partidos de oposição. Alguns aguardam seguir o presidente da Assembleia, Amélio Cayres, enquanto outros sinalizam aproximação com partidos da base, especialmente o PL, presidido pelo senador Eduardo Gomes, aliado de Wanderlei Barbosa e da senadora Dorinha.
MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS DIZ QUE LULA NÃO MERECE REELEIÇÃO

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra que 51% dos entrevistados acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece um novo mandato. Já 45,3% defendem a reeleição, enquanto 3,8% não souberam opinar.
LULA EMPATA COM FLÁVIO BOLSONARO E TARCÍSIO NO 2º TURNO

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece empatado com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. No primeiro turno, o petista lidera com cerca de 40% das intenções de voto, seguido por nomes da oposição como Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado.
PREJUÍZO DO BRB COM MASTER PODE CHEGAR A R$ 5 BILHÕES

A Polícia Federal investiga a compra de carteiras de crédito pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo o Banco Central, a perda potencial pode alcançar R$ 5 bilhões, exigindo provisões imediatas de R$ 2,7 bilhões e reservas adicionais de R$ 2,2 bilhões. O caso levanta preocupações sobre a gestão financeira da instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal.
SOLIDÃO DE LAUREZ I

A candidatura de Laurez Moreira ao governo sofreu um esvaziamento quase total. Cerca de 90% dos adesistas desapareceram após o retorno do titular, governador Wanderlei Barbosa. Os que não se lançaram como candidatos próprios já articulam apoio a outras pré-candidaturas: Mauro Carlesse, Cinthia Ribeiro ou Alexandre Guimarães.
SOLIDÃO DE LAUREZ II
Entre as raríssimas lideranças que permanecem com Laurez, destaca-se Raul Filho, ex-prefeito de Palmas. O recado de Wanderlei Barbosa foi claro: não quer relacionamento com deputados estaduais e federais que o traíram ao aderirem ao governo interino de Laurez. Resultado: muitos desses nomes estão hoje sem teto partidário.
SOLIDÃO DE LAUREZ III
Na prática, grande parte dos que abandonaram a base de Wanderlei nunca teve compromisso real com o Estado. A adesão ao governo interino de Laurez foi movida por interesses pessoais e circunstanciais, e não por projeto coletivo.
VICENTINHO JR. I

O deputado Vicentinho Júnior tenta viabilizar sua candidatura ao governo pelo PSDB, articulando em Brasília com Aécio Neves e Marconi Perillo. Mas enfrenta resistência da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, atual presidenta nacional do PSDB Mulher, que vê em Vicentinho um adversário interno.
VICENTINHO JR. II
Reconhecido como um dos parlamentares mais atuantes do Tocantins, Vicentinho conta com apoio de prefeitos, vices e lideranças nos 139 municípios. Se conseguir alinhamento com Cinthia Ribeiro, sua pré-candidatura pode ganhar corpo, especialmente se agregar partidos nanicos e lideranças descontentes com a base governista.
Porém, caso não se viabilize no PSDB, terá de buscar reeleição em outra legenda. Do contrário, como dizem nos bastidores, será “caixão e vela preta”.
JAIR FARIAS FAZENDO O DEVER DE CASA I

No dia 10 de janeiro, o deputado Jair Farias, pré-candidato a federal, reuniu-se com lideranças que disputaram vagas de vereador em Palmas, todos com votações acima de 542 votos. O encontro foi marcado por diálogo e escuta: os participantes saíram satisfeitos com as propostas apresentadas.
JAIR FARIAS FAZENDO O DEVER DE CASA II

Mesmo apoiado pelo prefeito da capital, Eduardo Siqueira Campos, Jair Farias mantém agenda intensa com lideranças palmenses. Farias tem como coordenador de campanha o experiente Carlos Braga (ex-deputado, ex-presidente da Câmara de Palmas e ex-secretário estadual).
Com fama de cumpridor de palavra, Jair Farias desponta como um dos nomes que podem estar entre os mais bem votados nas eleições proporcionais de 2026.
ELEIÇÕES PROPORCIONAIS I

Partidos médios e pequenos, junto a deputados fora da curva, buscam abrigo partidário para compor nominatas. O desafio é o quociente eleitoral, cada vez mais difícil de alcançar diante do excesso de candidatos e pré-candidaturas. Os grandes partidos já têm suas listas praticamente fechadas, e ninguém quer ser “barriga de aluguel”.
ELEIÇÕES PROPORCIONAIS II
Deputados com conflitos internos nos partidos pelos quais foram eleitos enfrentam barreiras para ingressar em legendas menores. A infraestrutura de quem já tem mandato é considerada pesada demais para partidos médios e pequenos.
O prazo final para filiação é 4 de abril de 2026 – data limite para quem deseja disputar cargos eletivos.
MILEI: “SEM CONVERSA” COM LULA

O presidente argentino Javier Milei afirmou que não tem nada a dizer a Lula (PT) a respeito da incursão dos Estados Unidos na Venezuela, e afirmou que prefere que os Bolsonaro vençam as eleições presidenciais de 2026.
As declarações foram feitas durante entrevista ao jornalista Andrés Oppenheimer, da CNN, divulgada no sábado (10).
Ao ser questionado falas de Lula em dezembro que acenavam a uma saída diplomática para a situação da Venezuela, o argentino afirmou que tal solução seria alinhada ao “socialismo do século 21”.
INDICADO POR BOLSONARO ASSUME PRESIDÊNCIA DO TSE

O ministro Nunes Marques irá presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições gerais de 2026. Esta será a primeira vez que um magistrado de Corte Superior indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandará o tribunal eleitoral.
Indicado por Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal) em 2020, Nunes Marques assumiu a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ele foi aprovado pelo Senado após sabatina e tomou posse em novembro daquele ano.
Nunes Marques foi o primeiro nome indicado por Bolsonaro a chegar ao STF. Em 2021, o então presidente fez uma segunda indicação à Corte: André Mendonça, que tomou posse em dezembro.
LULA PODE IGUALAR RECORDE DE MINISTÉRIOS DE DILMA

Se a criação de um ministério dedicado exclusivamente à segurança pública for confirmada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá chegar a 39 pastas na Esplanada, igualando o recorde estabelecido na gestão de Dilma Rousseff (PT).
O total representaria um aumento de quase 70% em relação ao governo Jair Bolsonaro (PL), com 23 ministérios. No governo Michel Temer (MDB), esse número chegou a 29.
A possibilidade de um possível desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltou ser discutida após a saída de Ricardo Lewandowski.
O tema ganhou força também nos entes federativos: o Consesp (colegiado que reúne secretários de segurança pública de todos os estados) afirmou, por exemplo, que o momento é “oportuno e estratégico” para a separação das pastas.
AMIGOS PARA SEMPRE

Para fechar 2025 com chave de ouro, um encontro marcado pela gratidão. Em Goiânia, reencontrei o amigo Wolney Siqueira, figura fundamental em minha trajetória pessoal e profissional. Foi ele quem estendeu a mão quando cheguei à capital goiana, sendo uma verdadeira luz no meu caminho por mais de uma década. Tivemos a honra de assessorá-lo na Câmara dos Deputados e na Casa Civil do Governo de Goiás, nos dois últimos mandatos do saudoso Iris Rezende, período em que Wolney ocupou o cargo de chefe da Casa Civil. Um encontro familiar, de muitos abraços e boa conversa. Gratidão eterna.
PARTIDOS POLÍTICOS: PRIORIDADE É A CÂMARA FEDERAL

As cúpulas nacionais dos partidos já definiram a estratégia para as eleições de 2026: a prioridade absoluta será a Câmara dos Deputados. A maior fatia do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral será destinada às candidaturas consideradas viáveis ao Parlamento federal. O motivo é claro: a distribuição futura dos recursos depende diretamente da representatividade partidária na Câmara. Por isso, o investimento pesado será nos nomes com reais chances de vitória no dia 4 de outubro de 2026.
LAUREZ NO SALÃO DA SUCESSÃO ESTADUAL

O vice-governador Laurez Moreira esteve recentemente em São Paulo, onde se reuniu com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Do encontro, Laurez saiu com sinal verde e apoio total para disputar o Governo do Tocantins em 2026. Na sequência, o vice-governador seguiu para Goiânia, onde passa alguns dias com familiares, recarregando as energias para o embate sucessório rumo ao Palácio Araguaia.
DENUNCISMO EM ALTA
Plenários do Senado, da Câmara dos Deputados, da Assembleia Legislativa e, principalmente, as redes sociais devem se transformar em palcos de denúncias, suspeitas e versões conflitantes envolvendo o governo Wanderlei Barbosa e seus aliados. As oposições tocantinenses vêm para o tudo ou nada em 2026.
PALÁCIO ARAGUAIA E A CHAPA MAJORITÁRIA

Nos bastidores, o Palácio Araguaia deve oficializar em breve pelo menos três nomes para compor a chapa majoritária encabeçada pela senadora Professora Dorinha Seabra e pelo vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes. Um dos nomes cotados para a vice pode sair do Republicanos, enquanto outra articulação segue sendo mantida pelo deputado Carlos Gaguim, ainda sem definição final.
LAUREZ X RONALDO DIMAS: QUEM DISSE A VERDADE?

O decreto de emergência financeira na Saúde, publicado durante o governo interino de Laurez Moreira, abriu uma crise política. A medida foi baseada em dados da Secretaria de Planejamento, então comandada por Ronaldo Dimas. Com o retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo, o decreto foi revogado e o discurso oficial passou a ser de normalidade. Afinal, quem exagerou no diagnóstico? Quem faltou com a verdade? O leitor tira suas próprias conclusões.
BASTIDORES DA SUCESSÃO: PALÁCIO DIVIDIDO?

Dois movimentos distintos disputam espaço na sucessão estadual: um liderado pela senadora Dorinha Seabra, outro articulado por aliados do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres. Dorinha está na estrada há mais de um ano, com apoio de dezenas de prefeitos e do senador Eduardo Gomes. Amélio, por sua vez, aproveita o recesso parlamentar para intensificar articulações, amparado pela maioria dos deputados estaduais. Resta saber se o Palácio Araguaia permitirá seguir dividido até o fim.
OPOSIÇÃO SILENCIOSA, MAS VIVA

A oposição monitora atentamente cada movimento do governo e de seus aliados. O silêncio atual faz parte da estratégia: observar, medir forças e escolher o adversário certo antes de entrar em campo. Tudo indica que o objetivo é forçar um segundo turno. Uma coisa é certa: a eleição para o governo não será por W.O.
ALERTA GERAL
Ano eleitoral não perdoa. Político que virar alvo de operação da Polícia Federal em 2026 — seja por corrupção, lavagem de dinheiro ou superfaturamento, dificilmente sobreviverá politicamente. Caixão e vela preta. Estamos de olho.
Por Edivaldo Rodrigues (Interino)
ALÍVIO COM AS OPERAÇÕES DA PF NO TOCANTINS

A cinco dias do início do recesso do Judiciário brasileiro, que começa em 20 de dezembro e se estende até 6 de fevereiro de 2026, o clima entre políticos tocantinenses investigados pela Polícia Federal é de evidente alívio.
Com a chamada “fluência lenta” da Justiça durante o período de férias, investigados por suspeitas de atos não republicanos, incluindo corrupção, respiram mais tranquilos. Pelo menos até fevereiro, diminui o risco de visitas indesejadas da PF nas primeiras horas da manhã.
Isso não significa, no entanto, que as investigações estejam paralisadas. Os inquéritos seguem em andamento no âmbito da Polícia Federal e, posteriormente, deverão ser encaminhados ao Judiciário para análise e eventuais desdobramentos.
O Natal e o Ano Novo podem até ser celebrados em família, mas 2026 promete ser um ano de ajustes de contas.
O RITUAL JURÍDICO

Nos bastidores do meio jurídico, o entendimento é de que as investigações envolvendo políticos detentores de mandato devem estar concluídas até 4 de abril de 2026, prazo estratégico dentro do calendário eleitoral.
A data não é aleatória. Trata-se de um marco sensível para o jogo político, especialmente para quem pretende disputar as eleições do próximo ano ou influenciar diretamente o tabuleiro sucessório no Tocantins. Até lá, silêncio, cautela e muitas articulações fora dos holofotes.
2026 PROMETE
O próximo ano já nasce quente. O ambiente político do Tocantins entra em 2026 com investigações em curso, articulações aceleradas e alianças sendo testadas diariamente. Quem sobreviver ao primeiro semestre chega mais forte, ou mais exposto, ao período eleitoral.
VICENTINHO JÚNIOR REBATE INVESTIGAÇÃO DA PF

O deputado federal Vicentinho Júnior (PP) divulgou um vídeo para rebater reportagem da imprensa nacional que o cita em investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean, que apura um esquema bilionário de corrupção envolvendo recursos públicos e emendas parlamentares.
Entenda o caso
De acordo com apuração jornalística, a PF identificou indícios de que uma empresa registrada no nome da esposa do parlamentar teria recebido repasses mensais de uma empresa de fachada ligada a uma organização criminosa investigada. As transferências teriam ocorrido entre 2023 e 2024 e somariam cerca de R$ 420 mil, conforme planilhas apreendidas pelos investigadores, nas quais os valores aparecem associados ao codinome “VIC”.
A Polícia Federal apura se os recursos teriam sido destinados ao deputado por intermédio da empresa. Vicentinho Júnior nega qualquer irregularidade. Não há indiciamento até o momento, e as investigações seguem em andamento.
PALMAS: EDUARDO SIQUEIRA SEM RODEIOS

De forma serena, porém firme, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, tem sido taxativo ao declarar apoio à candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Tocantins.
À frente do maior colégio eleitoral do estado, Eduardo foi o primeiro grande líder político a se posicionar publicamente em favor da senadora, ainda em 2024. Nos bastidores, não deixa margem para dúvidas: Dorinha lidera com folga as intenções de voto e representa, segundo ele, o nome mais competitivo para a sucessão estadual em 2026.
A sinalização antecipada fortalece o palanque da senadora e reposiciona o prefeito de Palmas como peça-chave no xadrez eleitoral que se desenha.
WANDERLEI GARANTE TERCEIRO MANDATO POR UNANIMIDADE NO STF

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, obteve na última semana uma vitória decisiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Segunda Turma da Corte confirmou a legalidade de seu terceiro mandato à frente do Palácio Araguaia.
O resultado foi recebido com surpresa por analistas políticos em Brasília, sobretudo por aliados do então governador interino Laurez Moreira, que acreditavam na impossibilidade do retorno de Wanderlei ao cargo. Nos bastidores, Laurez chegou a apostar que a decisão não avançaria no Supremo.
Entre os principais fiadores políticos de Wanderlei durante o processo esteve o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL). Considerado um dos pilares de sustentação do governador em Brasília, o senador atuou como verdadeiro porto seguro na articulação política e jurídica que resultou na decisão favorável do STF.
Com o desfecho, Wanderlei Barbosa sai fortalecido institucionalmente e reposiciona seu grupo no tabuleiro político estadual, mirando com mais segurança os desdobramentos de 2026.
IRAJÁ PRECISA FALAR

O presidente do PSD no Tocantins, senador Irajá Abreu, precisa vir a público para confirmar ou negar a continuidade do projeto sucessório do partido no estado. A principal dúvida nos bastidores é se o vice-governador Laurez Moreira segue, de fato, como pré-candidato ao Governo do Tocantins pela legenda.
O silêncio do comando estadual do PSD tem alimentado especulações e provocado ruídos dentro da própria base aliada. Com o tabuleiro de 2026 em constante rearranjo, a definição, ou ao menos uma sinalização clara tornou-se necessária para evitar desgastes e manter a coesão interna do partido.
Em política, o vácuo raramente fica vazio. E, neste caso, falar é tão estratégico quanto agir.
PARALELO 13 ENTRA EM RECESSO

Após um ano marcado por intensos desafios no cenário político e institucional, o Paralelo 13 entra em período de recesso. Foi um ciclo que exigiu do nosso jornalismo profissional, independente e equilibrado, sempre fiel à linha editorial do veículo.
Ao longo de 2025, a equipe do Paralelo 13 dedicou-se a entregar aos leitores e colaboradores uma cobertura jornalística sem rodeios, acompanhando de perto os bastidores da política tocantinense, muitas vezes avançando noites adentro para levar a informação em tempo real, com responsabilidade e compromisso público.
O recesso ocorre de 22 de dezembro a 5 de janeiro de 2026. Retornaremos com ainda mais dedicação para seguir informando com seriedade, transparência e respeito ao leitor.
A todos que nos acompanharam ao longo do ano, nosso agradecimento.