Corte aprovou a adoção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como principal critério para cálculo do limite de despesas eleitorais; reajuste aplicado será de 26,21% em relação à eleição de 2018

 

Por Jovem Pan 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira, 30, que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será adotado como o critério principal para o cálculo do limite de gastos com as campanhas eleitorais, com base no mesmo teto utilizado em 2018. A aprovação ocorre por meio de uma resolução interna, já que o Congresso Nacional não elaborou a tempo uma lei que fixava as diretrizes que seriam utilizadas. Não houve a divulgação os valores exatos que serão disponibilizados aos candidatos, porém, a inflação acumulada no período foi de 26,21% e, com isso, os valores que os candidatos poderão gastar serão:

 

– Presidente da República, durante o 1º turno: até R$ 88,35 milhões

 

– Presidente da República, durante o 2º turno: até R$ 44,17 milhões

 

– Deputado federal: R$ 3,15 milhões

 

– Deputado estadual ou distrital: R$ 1,26 milhão

 

O valor limite para candidatos a senadores e governadores varia com base na quantidade de eleitorado dos Estados brasileiros. A fonte de origem dos recursos que poderão ser gastos durante a campanha deverão vir do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – o chamado Fundo Eleitoral -, Fundo Partidário, recursos próprios dos candidatos e doações de pessoas físicas. O recebimento de doações empresariais não é mais permitido desde 2015. A Justiça Eleitoral deverá receber a prestação de contas dos candidatos para conferência de autenticidade dos comprovantes e de origem dos recursos.

 

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, afirmou que a Corte encontrava-se diante da “inexistência de legislação ordinária” e que com isso entendeu-se que o tribunal eleitoral esteve “compelido ao enfrentamento da questão. “Ressalte-se que a atividade regulamentar desta Corte Eleitoral rende prestígio às normas já consolidadas no âmbito do Poder Legislativo, projetando para o pleito vindouro idêntico enfeixe de balizas previsto para as eleições passadas”, ressaltou. Acompanharam o voto de Fachin – favoráveis às diretrizes de gastos eleitorais em 2022 – a ministra Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes, Benedito Gonçalves, Carlos Horbach, Mauro Campbell e Sergio Banhos.

 

Posted On Quinta, 30 Junho 2022 15:08 Escrito por

Trata-se da menor taxa para período desde 2015; mercado esperava que a taxa ficasse em 10,24% no período

 

Por Ligia Tuondo

 

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, menor taxa para o período desde 2015, quando foi de 8,3%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30). Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

O mercado esperava que a taxa ficasse em 10,24% no período.

Em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, a taxa caiu 1,4 ponto percentual (p.p.). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 4,9 p.p.

Vale ressaltar que ainda há cerca de 10,6 milhões de pessoas procurando por uma oportunidade no mercado de trabalho. Esse número, porém, recuou 11,5% frente ao trimestre anterior, o que representa 1,4 milhão de pessoas a menos. No ano, a queda foi de 30,2%, menos 4,6 milhões de pessoas desocupadas.

 IBGE Já o número de pessoas ocupadas atingiu 97,5 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012, e mostrou alta de 2,4% na comparação com o trimestre anterior, o que equivale a 2,3 milhão de pessoas a mais. Na comparação anual, a alta é de 10,6%, 9,4 milhões de ocupados a mais no ano.

“Foi um crescimento expressivo e não isolado da população ocupada”, diz Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Ela destaca que os aumentos da ocupação vêm ocorrendo em diversas formas de inserção do trabalhador, tanto entre os informais quanto entre os com carteira de trabalho.

Movimento faz parte de um processo de recuperação das perdas de 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021. “No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas”.

“O contingente de trabalhadores com carteira vêm apresentando uma recuperação bem interessante, já recompondo o nível pré-pandemia. Principalmente no final de 2020 e primeiro semestre de 2021, a recuperação da ocupação estava majoritariamente no trabalho informal. A partir do segundo semestre de 2021, além da informalidade, passou a ocorrer também uma contribuição mais efetiva do emprego com carteira no processo de recuperação da ocupação”, ressalta.

O crescimento da população ocupada foi mais relevante, segundo a pesquisadora, no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, impulsionado pelo crescimento do segmento de educação.

Rendimento cai 7,2% no ano

O rendimento real habitual ficou em R$ 2.613 no trimestre até maio, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, o número representa uma queda de 7,2%.

A queda anual é puxada por segmentos da ocupação formais, segundo o instituto. Mas, até mesmo dentre os trabalhadores formalizados há um processo de retração, diz  Beringuy.

Segundo a pesquisadora, isso pode ser efeito da própria inflação, mas também da estrutura de rendimento atual dos trabalhadores, com um peso maior de trabalhadores com rendimentos menores.

Alta em carteiras assinadas

No trimestre, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado subiu 2,8% em relação ao período imediatamente anterior, o que representa 981 mil pessoas a mais nesse contingente, que passa a reunir 35,6 milhões de pessoas.

Na comparação anual, o avanço foi de 12,1% (mais 3,8 milhões de pessoas).

Já a taxa de informalidade foi de 40,1% da população ocupada (ou 39,1 milhões de trabalhadores informais), contra 40,2% no trimestre anterior e 39,5% no mesmo trimestre de 2021.  

Posted On Quinta, 30 Junho 2022 13:43 Escrito por

Levantamento da Modalmais/Futura Inteligência ouviu 2 mil pessoas entre 20 e 24 de junho deste ano

Com RedeTV!

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) aparecem em um empate técnico, segundo a pesquisa de intenções de voto divulgada pela Modalmais/Futura Inteligência nesta quinta-feira (30).

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 20 e 24 de junho deste ano em todo o país via telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e tem confiabilidade de 95%.

Levando em consideração o cenário 1 estimulado (quando o nome dos candidatos é apresentado aos eleitores), Lula aparece com 38,9% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, com 37,6%, um empate técnico. Ciro Gomes (PDT) somou 7,3%, e André Janones (Avante), 2,2%. Brancos e nulos atingiram 5,8%, e indecisos, 5,2%. Os demais candidatos não somaram porcentagens dentro da margem de erro da pesquisa.

[Reprodução] O cenário 2 estimulado, que apresentou menos candidatos à Presidência da República, novamente mostrou um empate técnico entre os dois favoritos ao comando do Poder Executivo do Brasil: Lula somou 38%, Bolsonaro, 36,5%, Gomes, 9,4%, André Janones, 3,2%, Simone Tebet (MDB), 3%, indecisos, 3,7%, e brancos e nulos, 6,2%.

[Reprodução] Já no cenário espontâneo (quando os nomes não são divulgados), o candidato do PT, Lula, apareceu com uma pequena vantagem: 37,6%, contra 34,3% do atual presidente Jair Bolsonaro. Neste ponto da pesquisa, o número de indecisos é ainda maior: 18,3%.

[Reprodução] Outro dado de destaque da pesquisa é que a maioria considera o combate à fome a prioridade do Brasil: 23,7%. Além disso, 16,1% consideram o principal a melhoria na educação pública, 15,4% a melhoria na saúde pública e 15,1% o combate à corrupção no país.

Posted On Quinta, 30 Junho 2022 13:41 Escrito por

Por Aline Gusmão

A Câmara Municipal de Palmas elegeu nesta quinta-feira, 30, a mesa diretora para o biênio 2023-2024. A nova mesa diretora é composta por Folha Filho (PSDB) como presidente, Pedro Cardoso (União ) como vice-presidente, Solange Duaillibe (PT) como primeira secretária, Professora Iolanda Castro (PTB) como segunda secretária e Waldson da Agesp (AVANTE) como terceiro secretário,

Folha venceu com 10 votos, contra nove do vereador Jucelino Rodrigues (PSDB). O parlamentar está no seu 4º mandato e já assumiu a presidência da Casa no biênio 2017-2018. Pedro Cardoso (União) recebeu 12 votos, Solange Duaillibe (PT) 16 votos, Professora Iolanda Castro (PTB), 13 votos e Waldson da Agesp (AVANTE) 18 votos.

Após o anúncio do resultado, o vereador Jucelino disse que vai solicitar uma perícia técnica nas células de votação, por suspeita de que as mesmas tenham sido marcadas, o que, segundo ele, está em desacordo com o processo eleitoral da Casa.

A nova mesa diretora toma posse em 31 de dezembro de 2022

Laudecy Coimbra entrega cargo de Líder de Governo

 Em meio a um discurso sobre quebra de confiança, a vereadora Laudecy Coimbra (SOLIDARIEDADE) entregou o seu cargo de Líder de Governo. “Não tenho estrutura, não tenho assessoria para fazer esse papel, faço por lealdade, faço por coragem. E digo que Laudecy Coimbra não é mulher que trai, que engana ninguém. Para estar comigo tem que ter confiança, em qualquer tipo de relacionamento, principalmente político, onde não existe papel assinado, apenas palavra”, desabafou ela que também ressaltou não ter rompido com a gestão da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB).

 

Posted On Quinta, 30 Junho 2022 13:40 Escrito por

Economista Daniella Marques é secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Substituição é motivada pelas denúncias de assédio sexual contra Guimarães

 

Com Agências

 

O nome de Daniella Marques Consentino, considerada braço direito do ministro Paulo Guedes, foi confirmado para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, após a demissão de Pedro Guimarães. Ela deve assumir o posto nesta (DATA)

 

Daniella ocupava há quase cinco meses o cargo de secretária especial de Produtividade e Competitividade no Ministério da Economia. Desde o início seu nome era o favorito para ocupar a presidência da Caixa Econômica Federal depois que o atual presidente, Pedro Guimarães, foi acusado de assédio sexual por funcionárias da instituição financeira.

 

 

Formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e com MBA – modalidade de pós-graduação – em finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Daniella começou sua jornada no governo no fim de 2019, quando era chefe da assessoria especial de assuntos estratégicos do Ministério da Economia.

 

Segundo informações do Ministério da Economia, ela atuou por 20 anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos. Além disso, diretora de compliance e operações e financeiras (COO e CFO) da Bozano Investimentos e diretora executiva da Oren Investimentos. Na Mercatto Investimentos, foi diretora de risco e compliance, sócia e gestora de renda variável.

 

Denúncias derrubaram presidente

Pedro Guimarães deixou o cargo na última quarta-feira (29), após revelações de acusações de assédio sexual contra funcionárias.

 

As acusações contra Guimarães foram reveladas inicialmente pelo portal Metrópoles. De acordo com as vítimas ouvidas pela reportagem, o assédio sempre se dava por "toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos". Ainda segundo o Metrópoles, o Ministério Público Federal já abriu uma investigação, que está em andamento e sob sigilo.

 

O que disse a Caixa

Após a revelação do caso, no dia 28, a Caixa Econômica Federal emitiu uma nota. O banco afirmou "não ter conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo" e "esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio".

 

Na manhã seguinte, antes de deixar o cargo oficialmente, Pedro Guimarães participou de um evento da Caixa Econômica, acompanhado da esposa, e se defendeu das acusações.

 

Posted On Quinta, 30 Junho 2022 06:24 Escrito por