A divisão considera a representatividade dos partidos no Congresso e o desempenho nas últimas eleições
COM UOL/FOLHAPRESS
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta quarta (3) a divisão dos valores do fundo eleitoral de financiamento de campanha. Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos.
A divisão considera a representatividade dos partidos no Congresso e o desempenho nas últimas eleições. Como PL e PT elegeram as maiores bancadas na Câmara e Senado, recebem mais recursos.
Veja quanto cada partido vai receber:
o PL: R$ 881.657.477,34
o PT: R$ 615.367.980,20
o União Brasil: R$ 526.242.858,11
o PSD: R$ 421.008.404,89
o PP: R$ 417.067.738,40
o MDB: R$ 400.002.399,99
o Republicanos – R$ 348.587.815,77
o Podemos: R$ 245.969.763,68
o PDT: R$ 169.285.643,92
o PSB:R$ 152.252.956,07
o PSDB: R$ 147.895.172,40
o PSOL: R$ 131.506.284,42
o Solidariedade: R$ 88.526.669,83
o Avante: R$ 72.516.777,19
o PRD: R$ 71.819.227,37
o Cidadania: R$ 60.714.157,11
o PCdoB: R$ 60.531.914,25
o PV: R$ 45.183.873,26
o Novo: R$ 37.044.203,26
o Rede: R$ 35.803.821,03
o Agir: R$ 3.307.679,85
o DC: R$ 3.307.679,85
o Democrata: R$ 3.307.679,85
o Missão: R$ 3.307.679,85
o Mobiliza: R$ 3.307.679,85
o PCB: R$ 3.307.679,85
o PCO: R$ 3.307.679,85
o PRTB: R$ 3.307.679,85
o PSTU: R$ 3.307.679,85
o UP: R$ 3.307.679,85
Os valores podem ser utilizados para despesas relacionadas à campanha. Gastos incluem produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação.
Da Assessoria
Estão abertas as inscrições para o Seminário “25 Anos da Lei 10.216: Estratégias para a Promoção de Direitos e Garantias na Rede de Atenção Psicossocial”. O evento é uma iniciativa do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Saúde (CaoSaúde) em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional - Escola Superior do Ministério Público (Cesaf-ESMP).
Os interessados têm até o dia 22 de junho para garantir a participação. As solicitações devem ser feitas exclusivamente por meio do sistema eletrônico do Cesaf-ESMP, no endereço: https://eadcesaf.mpto.mp.br/course/view.php?id=353.
Um debate sobre avanços e desafios da saúde mental no Brasil
O seminário marca os 25 anos da Lei nº 10.216/2001, considerada um dos principais marcos da política de saúde mental brasileira. A legislação redefiniu o modelo de atenção à saúde mental no país, priorizando o cuidado humanizado, comunitário e voltado à garantia de direitos das pessoas com sofrimento psíquico.
A programação reunirá especialistas, integrantes do Ministério Público, gestores públicos, profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), representantes da sociedade civil e instituições de ensino para discutir os avanços conquistados e os desafios ainda presentes na consolidação da política de saúde mental.
O evento contará com palestras de especialistas convidados dos Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, que compartilharão experiências relacionadas à Reforma Psiquiátrica e à proteção dos direitos das pessoas em sofrimento mental.
No período da tarde, o foco será a realidade tocantinense. Um painel dialógico abordará os desafios e as experiências da Rede de Atenção Psicossocial no Estado, incluindo um momento de escuta ativa voltado aos usuários dos serviços de saúde mental, que poderão compartilhar vivências e percepções sobre o atendimento recebido.
Como participar
O seminário acontecerá no dia 25 de junho de 2026, nos períodos das 9h às 12h e das 14h às 18h. A dinâmica será realizada de forma híbrida:
Presencial: No auditório térreo do MPTO, em Palmas, com limite de 200 vagas.
Virtual: Transmissão em tempo real pelo portal EadCesaf, com vagas ilimitadas.
A carga horária total da atividade é de 7 horas. O público-alvo prioritário envolve integrantes do Ministério Público do Tocantins, gestores e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), representantes do controle social, organizações da sociedade civil e instituições de ensino.
O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos
POR VICTORIA BECHARA
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou hoje os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e manteve sua inelegibilidade até 2030.
O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os ministros também negaram os embargos de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Castro recorreu da decisão que o tornou inelegível em março. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico devido a um esquema de cargos secretos. Reportagens publicadas pelo UOL em 2022 mostraram que milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência.
Funcionários retiravam dinheiro na “boca do caixa”. A investigação revelou que os contratados em cargos secretos da Ceperj sacaram ao menos R$ 248,4 milhões em dinheiro vivo entre setembro de 2021 e julho de 2022.
Relator também rejeitou recurso do Ministério Público. O órgão pedia que o TSE reconhecesse a cassação do diploma de Castro. O relator, no entanto, considerou a discussão prejudicada, já que o ex-governador renunciou ao mandato um dia antes do julgamento. Os ministros Floriano Marques de Azevedo e Estela Aranha divergiram e entenderam que o TSE deveria acolher o recurso do MP, mas foram voto vencido.
O MP argumenta que a cassação do diploma é diferente da cassação do mandato. O diploma é o documento que atesta que o candidato foi eleito e está apto a tomar posse no cargo. Conforme o Código Eleitoral, se houver cassação do diploma a mais de seis meses do final do mandato, a eleição para o mandato-tampão deve ser direta.
Com a conclusão do julgamento no TSE, o STF deve retomar o julgamento sobre as eleições no RJ. O Supremo vai definir se o estado vai escolher o novo governador por eleições diretas ou indiretas.
Enquanto isso, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, governa o RJ de forma interina.
Por Neuracy Viana
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou o prosseguimento do Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), após reconhecer o cumprimento das determinações que haviam motivado a suspensão temporária do certame.
A decisão foi proferida pelo conselheiro Marcello Terto, relator do Procedimento de Controle Administrativo (PCA) instaurado para analisar questionamentos apresentados por candidatos em relação à apreciação de recursos das provas de sentença. Após receber informações da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso, o CNJ concluiu que houve a reapreciação dos recursos administrativos nos termos anteriormente determinados.
Com isso, a medida liminar que havia suspendido o andamento do concurso foi revogada e foi autorizada a retomada das próximas etapas do processo seletivo.
Em despacho publicado nesta segunda-feira (1º/6), o presidente da Comissão do Concurso, desembargador Eurípedes Lamounier, determinou o encaminhamento da decisão à FGV para adoção das providências necessárias ao regular prosseguimento do certame. Também foi determinada a publicação da decisão no Diário da Justiça.
Transparência e segurança jurídica
A suspensão temporária do concurso atendeu integralmente à determinação do CNJ e assegurou a reavaliação dos recursos apresentados pelos candidatos. A medida assegura transparência e segurança jurídica em todas as etapas do certame.
O concurso público oferece sete vagas imediatas para o cargo de juiz substituto, além da formação de cadastro de reserva para eventuais vagas que surgirem durante o prazo de validade do certame, fixado em dois anos.
Os candidatos podem acompanhar as próximas atualizações, comunicados e cronograma do concurso por meio da página oficial do certame no Portal do TJTO.
O encontro traz para Palmas chefes das corregedorias-gerais de todo o paísO encontro traz para Palmas chefes das corregedorias-gerais de todo o país
Texto Lidiane Moreira
Nos próximos dois dias, Palmas se transforma em ponto de encontro de algumas das principais lideranças do Ministério Público brasileiro. A capital tocantinense recebe a 152ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, reunindo corregedores-gerais de diversos estados e representantes do Ministério Público da União para discutir desafios, estratégias e avanços voltados ao fortalecimento da instituição em todo o país.
Promovido pelo Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União e sediado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), o encontro tem como foco o aprimoramento da atuação ministerial, a integração entre as corregedorias e o compartilhamento de experiências que contribuam para uma prestação de serviços cada vez mais eficiente à sociedade.
Para o corregedor-geral do MPTO, o procurador de Justiça Moacir Camargo de Oliveira, a realização do evento representa o reconhecimento da capacidade institucional do Tocantins e fortalece o intercâmbio de boas práticas entre os Ministérios Públicos brasileiros.
"As corregedorias têm a missão de orientar, acompanhar e aperfeiçoar continuamente a atuação do Ministério Público. Quando compartilhamos experiências e boas práticas entre os estados, fortalecemos a instituição e ampliamos nossa capacidade de oferecer respostas mais eficientes à sociedade", destaca.
Programação
A programação prevê exposições de membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), reuniões administrativas e apresentações institucionais.
As atividades terão início na terça-feira, 2, às 9 horas, com a abertura oficial do encontro. Em seguida, às 10 horas, o conselheiro do CNMP, José de Lima Ramos Pereira, fará exposição de temas relacionados à atuação ministerial. No período da tarde, às 14h30, será a vez da conselheira do CNMP, Fabiana Costa Oliveira Barreto, conduzir apresentação aos participantes.
Ainda na programação do primeiro dia, a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Tocantins fará apresentação institucional às 16h30, para compartilhar experiências, práticas e iniciativas desenvolvidas no estado. O encerramento das atividades está previsto para às 18 horas. Já a manhã da quarta-feira será voltada para pautas administrativas do Conselho, além de homenagens.
Integração nacional
Criado em 1994, o Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União atua na promoção da integração entre as corregedorias, no intercâmbio de experiências e na construção de diretrizes voltadas ao aperfeiçoamento da atuação ministerial em todo o país.
Programação
Terça-feira, 2 de junho
9h – Abertura;
10h – Exposição do conselheiro do CNMP José de Lima Ramos Pereira;
12h – Almoço;
14h30 – Exposição da conselheira do CNMP Fabiana Costa Oliveira Barreto;
16h – Retomada das atividades;
16h30 – Apresentação da Corregedoria-Geral do MPTO;
18h – Encerramento.
Quarta-feira, 3 de junho
9h – Abertura da Reunião Administrativa e homenagens;
10h15 – Retomada das atividades;
12h – Encerramento.