Categoria é contra criação de fundação de direito privado

 

 

POR RAFAEL CARDOSO

 

 

Trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fizeram nesta terça-feira (15) uma paralisação de 24 horas contra um conjunto de decisões da presidência do órgão, ocupada pelo economista Marcio Pochmann. A principal crítica da categoria é a criação da fundação pública de direito privado IBGE+, que poder vender pesquisas para o mercado. A categoria organizou um ato pela manhã na região central do Rio de Janeiro.

 

No entendimento de Bruno Perez, diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE, a nova fundação colocaria em risco a autonomia da instituição e a confiabilidade das pesquisas.

 

"Fomos avisados que essa fundação foi criada 2 meses depois de ter sido registrada em cartório, de forma totalmente sigilosa, sem conversar com ninguém. A gente avalia que traz muitos riscos. O IBGE tem uma reputação, um nome construído em quase 90 anos de história. É um processo de privatização, porque a fundação pode vender pesquisas para o setor privado. [Vai] Contratar funcionários por CLT, diferentemente do que ocorre hoje com os funcionários estatutários. A estabilidade é necessária para produção de dados confiáveis. Produzimos dados que podem incomodar os governos, como taxas de desemprego e inflação. É necessária a estabilidade para não sofrer pressão política. Essa fundação coloca em risco a produção de estatísticas que guiam a aplicação de políticas públicas no Brasil", alerta o diretor do sindicato.

 

A paralisação inclui outras insatisfações, como a possibilidade de transferência da unidade localizada na Avenida Chile, no centro da cidade, para a região do Horto, no prédio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Essa e outras decisões são classificadas como autoritárias pelo sindicato, que acusa o presidente Marcio Pochmann de não conversar com a categoria, nem com outros membros da própria diretoria.

O sindicalista disse que caso não haja abertura de diálogo, os trabalhadores estudam fazer uma greve de mais dias, a ser decidida na próxima semana em assembleia.

 

IBGE

 

Em nota, a direção do IBGE disse não ter sido avisada oficialmente sobre a greve de 24 horas dos servidores, e que tomou conhecimento do ato apenas pela imprensa. “Nesse sentido, foi citada a Lei de Greve (Nº 7.783, de 28 de junho de 1989), sobre a obrigatoriedade de a representação sindical comunicar o empregador com antecedência mínima de 72 horas da paralisação”.

 

A nota diz ainda que cabe ao IBGE "zelar pela lei e o papel democrático das relações de trabalho, para a conclusão, a contento, do plano de trabalho referente ao exercício de 2024".

 

Sobre as críticas ao "IBGE +", foi emitida uma outra nota na noite de segunda-feira (14). Segundo a direção, as limitações orçamentárias atuais da empresa "requerem a reorganização das relações público-privadas no Instituto".

 

Assim, segundo o IBGE, a nova fundação permitirá o recebimento de recursos "para atender a pesquisas ou projetos desenvolvidos com ministérios, bancos públicos e autarquias até hoje impossibilitadas por definição legal".

 

 

Posted On Quarta, 16 Outubro 2024 14:13 Escrito por

Os pedidos de extradição foram feitos ao ministro pela Polícia Federal

 

 

Por André Richter

 

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extradição de investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que estão foragidos no exterior.

 

A medida do ministro envolve cerca de 60 brasileiros que fugiram para a Argentina após romperem a tornozeleira eletrônica e o blogueiro Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.

 

A íntegra das decisões está em segredo de Justiça, e os detalhes não foram divulgados.

 

A tramitação dos pedidos de extradição é longa e não há previsão para que os acusados sejam presos e enviados para o Brasil.

 

Os pedidos de extradição foram feitos ao ministro pela Polícia Federal. Após a autorização da medida, os processos seguiram para o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores.

 

Caberá à diplomacia brasileira e ao ministério realizarem os trâmites internacionais do caso.

 

O STF já condenou mais de 200 envolvidos no 8 de janeiro. Eles respondem pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

 

 

Posted On Quarta, 16 Outubro 2024 14:11 Escrito por

Na noite desta terça-feira, dia 15, o candidato a prefeito de Palmas Eduardo Siqueira Campos (Podemos) pode ter cometido o maior erro de sua campanha e enterrado suas chances de vitória ao dizer que caso seja eleito vai devolver o terreno doado pelo Governo do Tocantins para a construção do tão esperado hospital municipal de Palmas

 

 

Da Redação

 

 

O terreno na 1.301 Sul foi doado em maio deste ano e tem 24 mil metros quadrados, avaliado em R$ 12 milhões.

 

A fala de Eduardo frustra uma expectativa de mais de 20 anos de pacientes de baixa e média complexidade, que lotam o Hospital Geral de Palmas, concebido para a alta complexidade, mas que por omissão do município atende pessoas que poderiam ser liberadas com um simples raio-x ou um gesso.

 

A fala de Eduardo foi tão infeliz, que mesmo ele dizendo que iria construir a unidade na região Sul de Palmas, chocou os próprios correligionários. Sob condição de anonimato um tucano que acaba de aderir à campanha de Eduardo disse: “nos causou espanto a fala do Eduardo [Siqueira] ter dito uma barbaridade dessas, principalmente depois de a Cinthia [Ribeiro] ter dito que vai deixar até os recursos para a construção. Era para ser uma noite desta terça com a adesão da prefeita, mas o clima ficou pesado”, confessa.

 

PESQUISA

 

Outro impacto sentido pela campanha de Eduardo foi a Divulgação da Pesquisa Quest/TV Anhanguera em Palmas divulgada também nesta terça. Segundo fontes de dentro da coligação que apoia Eduardo a expectativa era que ele tivesse ao menos 15 pontos de frente. Mesmo duvidando do resultado a militância não conseguiu esconder a frustração.

 

 

Posted On Quarta, 16 Outubro 2024 06:03 Escrito por

A reunião do PSDB no início da noite desta terça-feira para declarar apoio à candidatura de Eduardo Siqueira Campos (PODEMOS) no segundo turno das eleições em Palmas foi marcada por muita emoção

 

 

Da Redação

 

 

Capitaneada pela prefeita de Palmas, Cínthia Ribeiro, presidente regional do partido, pelo deputado estadual Eduardo Mantoan, pelo presidente da Câmara Municipal, vereador José do Lago Folha Filho, e pelo presidente do diretório metropolitano Carlos Braga, o evento contou com a presença de vereadores eleitos pelas duas siglas, ex-candidatos a vereador, vereadores e lideranças.

 

 

A sala de reuniões do Hotel Select ficou pequena para os apoiadores, que aglomeravam do lado de fora. O deputado estadual Júnior Geo, que disputou primeiro turno em Palmas pelo PSDB, foi a grande ausência, apesar de ter participado de todas as reuniões preparatórias e que definiram o apoio da sigla a Eduardo Siqueira Campos.

 

Os discursos de Carlos Braga, deputado Mantroan, da prefeita Cínthia Ribeiro e de Eduardo Siqueira Campos foram marcados pela emoção, ao relembrar a relação com Siqueira Campos e sua luta para criar o Estado do Tocantins e a capital, Palmas.

 

Cinthia abraça a candidatura de Eduardo

 

Em seu discurso, Cínthia Ribeiro revelou que vai preparar a primeira sede da prefeitura de Palmas para passar a faixa de prefeito a Eduardo Siqueira Campos e convocou toda a militância a colocar o pé na estrada e trabalhar diuturnamente pela eleição de Eduardo.

 

Segundo Cíntha, todos os prefeitos contribuíram muito para que Palmas se transformasse na cidade pujante com qualidade de vida de hoje. “Não se pode negar a história, mas vivemos um momento de excelência, que escreverá um novo capítulo na história de nossa cidade. Momento de equilíbrio, de transformação e Eduardo Siqueira Campos representa essa transformação”, disse a prefeita. Para arrematar: “o meu povo é o o seu povo, Eduardo. A partir de agora teremos um verdadeiro exército nas ruas, para dar uma resposta silenciosa e munida de muito amor. Quem votou no 45 no primeiro turno vota no 20 no segundo turno em Palmas”.

 

 

Já Eduardo Siqueira Campos afirmou, ao se unir ao PSDB, vem “trazer a paz, a segurança e o otimismo de trabalharmos juntos. Estamos junto pelo amor que simboliza a criação de Palmas e do Tocantins. Disse que carrega sentimentos e bandeiras em favor do povo, propondo o melhor para a cidade. “O amor por Palmas irá banir qualquer milícia que queira saquear a cidade e buscar desunir a população.

 

Posted On Quarta, 16 Outubro 2024 05:52 Escrito por

Realizado pelo Governo do Estado com entrada gratuita, interessados em participar podem se inscrever por meio de formulário on-line

 

Por Ana Carolina Monteiro

 

Voltado para a promoção de ações que universalizam a cultura literária no estado, acontece no dia 30 de outubro, a partir das 8h30, o I Seminário do Livro, Leitura e Escrita do Tocantins. Realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Cultura (Secult), o evento acontecerá no auditório do Sebrae, em Palmas, e reunirá profissionais da área da cultura e da educação, além de escritores, bibliotecários e o público em geral para debaterem sobre o papel do Estado e dos Municípios no fomento de políticas públicas que garantam o direito ao livro, à leitura, à escrita e às bibliotecas.

 

A programação incluirá mesas de discussão no período da manhã e da tarde e contará com a presença do diretor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (MinC), Jéferson Assumção, além do secretário de Estado da Cultura Tião Pinheiro, de representantes da Secretaria da Educação (Seduc), Academia Tocantinense de Letras e outras instituições e entidades ligadas ao setor.

 

O seminário oferecerá três momentos de debate focados em políticas de leitura e escrita. O primeiro, "Política Nacional do Livro, Leitura e Escrita e o papel dos estados e municípios", abordará as políticas de leitura em níveis nacional e estadual, além dos desafios no Tocantins. A segunda mesa promoverá a troca de ideias sobre a formação de mediadores e leitores, com destaque na bibliodiversidade no Estado. O encerramento será marcado pelo tema "Aliança pelas Bibliotecas Públicas e Comunitárias do Tocantins", com foco na reestruturação e adesão ao Sistema Nacional de Bibliotecas e no fortalecimento das bibliotecas públicas e comunitárias no Tocantins.

 

De acordo com o secretário da Cultura Tião Pinheiro, esses diálogos são importantes para a construção de iniciativas que promovam e intensifiquem a cultura letrada no Tocantins. "São em encontros como este que surgem ideias que podem transformar nossa cultura. Nosso objetivo é fortalecer as bibliotecas públicas, garantir o acesso ao livro e incentivar a leitura em todas as regiões do estado. O trabalho conjunto entre o governo, educadores, escritores e bibliotecários é um importante caminho para consolidarmos políticas públicas que façam a diferença na vida dos tocantinenses", afirmou.

 

Para o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Antônio Miranda, “O Seminário do Livro, Leitura e Escrita do Tocantins marca o início da reestruturação de políticas voltadas para o fortalecimento do setor. Neste encontro estaremos dialogando também sobre o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e o papel do Estado e municípios nesse processo”, disse.

 

 

Posted On Quarta, 16 Outubro 2024 05:39 Escrito por
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