Por Célio Pedreira
O verdadeiro patrimônio de uma cidade vive nas casas antigas, no jeito de falar, nas danças, na comida, nas festas e nos gestos cotidianos de seu povo. Grandes safras, negócios e arrecadações sustentam a economia, mas não sustentam a memória. Sem cultura, prosperidade vira apenas estatística. Governar exige equilíbrio: proteger a história enquanto se constrói o futuro. Uma cidade forte é como uma árvore viva, raízes na ancestralidade, tronco no presente e frutos no amanhã. Quando esquecemos as raízes culturais, perdemos o que realmente nos sustenta. De nada vale riqueza material se deixamos desaparecer aquilo que nos diz quem somos.