OLHO NO OLHO
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Laurez Moreira já foi visto como um político tentando decolar sozinho, mas agora carrega consigo o peso — e o bônus — de estar “casado”, politicamente, com o PT e com o presidente Lula. Esse apoio não é simbólico: programas sociais que beneficiam centenas de milhares de tocantinenses, casas populares e assentamentos rurais são ativos eleitorais concretos. Se Lula vier ao estado pedindo votos diretamente para Laurez, o impacto pode ser devastador para os adversários.

Mas política não é só sobre apoios externos. Laurez precisa mostrar habilidade interna: pacificar sua chapa, conter egos e evitar sangramentos entre aliados como Irajá, Paulo Mourão e Kátia Abreu. Se conseguir esse “milagre”, sua candidatura pode deixar de ser apenas promissora e se tornar competitiva de fato.
ATAÍDES OLIVEIRA: O FATOR SURPRESA QUE INCOMODA

Ataídes Oliveira surge como a voz crítica, sem prefeitos ou deputados em sua retaguarda, mas com discurso direto que ressoa em parte da sociedade. Ele fala verdades que muitos preferem ignorar, mas corre o risco de exagerar ao colocar todos os políticos na mesma vala.
Mesmo assim, sua candidatura tem força suficiente para embaralhar o jogo e empurrar a disputa para um segundo turno. Isso, por si só, já é um fator de preocupação para Dorinha Seabra, que tenta consolidar sua candidatura palaciana.
DORINHA SEABRA E O RISCO DA BABEL POLÍTICA

A candidatura palaciana da senadora Professora Dorinha Seabra enfrenta um desafio urgente: resolver os conflitos de interesse entre seus líderes e dirigentes partidários. A multiplicidade de cinco candidaturas ao Senado, longe de fortalecer sua chapa, acaba por transformá-la em uma verdadeira Babel política. Cada candidato apresenta suas próprias propostas, confundindo o eleitorado e gerando efeitos colaterais que fragilizam a candidatura ao governo.
Nesse cenário, Ronaldo Dimas, ex-prefeito de Araguaína e conhecido como “Professor de Deus”, parece estar tentando criar um “rastro de onça” para assustar os concorrentes. No entanto, sem infraestrutura partidária, sem grupo político sólido e sem apoio de outros partidos, sua candidatura ao Senado caminha para uma derrota dupla: a sua própria e a de seu filho, deputado federal Tiago Dimas, que vinha crescendo nas intenções de voto. Na prática, Ronaldo Dimas não passa de um candidato de si mesmo, sem chances reais de competitividade, e corre o risco de terminar como o lanterninha da disputa, encerrando melancolicamente sua trajetória pública. Essa aventura de Dimas, somada à candidatura do pastor Eli Borges, que dispensa comentários em relação à sua competitividade, pode, antecipadamente, abrir espaço para Alexandre Guimarães, aliado de Vicentinho Jr., conquistar uma das vagas ao Senado. Esse movimento, por consequência, ameaça contaminar a união de uma chapa majoritária consolidada. É uma estratégia arriscada. Como diz o velho ditado, mais vale um na mão do que dois voando....
A demora do grupo governista em anunciar o nome do candidato a vice só acentua o desgaste e transmite a imagem de desorganização. Enquanto isso, o senador Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e candidato à reeleição pelo PL, se mantém firme na dianteira das pesquisas espontâneas e estimuladas realizadas, com o devido registro no TSE, e Carlos Gaguim aposta em um trabalho de base discreto, sem alarde, mas com potencial de revelar apoios decisivos após as convenções.
TRIO PARADA DURA DEMARCANDO TERRITÓRIO

Por sua vez, o chamado “Trio Parada Dura” — formado por Vicentinho Jr., Amélio Cayres e Alexandre Guimarães — vem arrastando multidões por onde passa e chega às vésperas das convenções partidárias tecnicamente em pé de igualdade com a candidatura palaciana da senadora Professora Dorinha Seabra. Até o momento, o grupo não contabiliza perdas; ao contrário, vem conquistando adesões importantes, o que demonstra força política e capacidade de mobilização.
O PESO DE WANDERLEI BARBOSA

Wanderlei Barbosa é, goste-se ou não, o maior líder político do Tocantins. Sua capacidade de transferir votos pode influenciar, mas até agora sua postura é de cautela. O governador segue firme no apoio a Dorinha, mas evita mergulhar de corpo e alma antes da definição do vice.
Pesquisas locais e nacionais ainda podem redesenhar o quadro, e a entrada efetiva de Wanderlei na campanha seria um divisor de águas. Mas, como em política, nem tudo que reluz é ouro, é preciso esperar para ver se o governador jogará todas as fichas.
A BOLHA DAS REDES

Enquanto candidatos propagam nas redes sociais números inflados de apoios, a realidade é bem diferente. Essa “bolha” pode estourar e deixar muitos projetos pelo caminho. No andar de baixo, o eleitor quer proximidade, quer ver o candidato de sandália na rua, no campo, nos 139 municípios.
Quem não entender isso, quem terceirizar demais sua campanha, corre o risco de ser derrotado pela própria ilusão. A política tocantinense exige humildade e contato direto — sem isso, não há marketing que sustente.
O que se desenha é um tabuleiro instável, onde alianças, egos e surpresas podem redefinir o processo sucessório. Mais do que nunca, será a capacidade de unir, dialogar e se aproximar do eleitor comum que decidirá quem realmente tem condições de governar.
Encontros realizados no fim de semana reuniram prefeitos de Tupiratins, Guaraí, Itaporã, Brasilândia, Colmeia e Itapiratins
Da Assessoria
A pré-candidata ao Governo do Tocantins, senadora Professora Dorinha (União Brasil), reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região central do Estado durante agendas realizadas neste fim de semana, em Tupiratins e Itacajá. Representantes de seis municípios reafirmaram apoio ao projeto político liderado pela senadora.
Participaram das agendas as prefeitas Filó (Tupiratins), Fátima Coelho (Guaraí) e Keia Kaponi (Itaporã), os prefeitos Felipe Miranda (Brasilândia), Pedro Clésio (Colmeia) e Ailton Coelho (Itapiratins), além do vice-prefeito de Tupiratins, Brandão Rezende, da vice-prefeita de Itapiratins, Ilzamar Branquinha, vereadores de diferentes municípios da região e outras lideranças políticas.
A prefeita de Tupiratins, Filó, reafirmou apoio à pré-candidatura de Dorinha e destacou a confiança no projeto liderado pela senadora. “Tenho orgulho de apoiar a professora Dorinha, nossa pré-candidata ao Governo do Tocantins. É uma mulher guerreira e tenho confiança no trabalho que pode realizar pelo nosso Estado. Estou ao lado dela nessa caminhada”, afirmou.

A prefeita de Guaraí, Fátima Coelho, destacou a união das lideranças em torno da pré-candidatura. “Cada reunião que a gente faz sai mais forte, porque mostra a união e a força do nosso grupo. A presença dos prefeitos demonstra o carinho e a confiança que temos na senadora Dorinha”, afirmou.
O prefeito de Brasilândia, Felipe Miranda, ressaltou a parceria construída com a senadora ao longo dos últimos anos. “Dorinha sempre ajudou Brasilândia, destinando obras e recursos para nossa cidade. Tenho certeza de que será a primeira governadora do Tocantins”, disse.
Ao agradecer as manifestações de apoio, Dorinha afirmou que sua trajetória política sempre foi pautada pelo compromisso com os municípios tocantinenses. “Depois da eleição para o Senado, continuei trabalhando por todas as cidades do Tocantins, independentemente de posicionamentos políticos. Tenho consciência da minha capacidade de ajudar o Estado e é isso que coloco à disposição da população tocantinense”, afirmou.
REFLEXÃO DA SEMANA
Por Edson Rodrigues
Trago aos nossos leitores, amigos e colaboradores, um texto que chegou em minhas mãos e me encantou de imediato. É uma história , sobretudo, de superação, mas que mostra como a fé e a persistência podem transformar a vida das pessoas. É a história de Alex Cardoso, um catador de materiais recicláveis de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que em oito anos mudou a trajetória da sua vida e, hoje, é Doutor em Ciências Sociais.
O Sul21 conta, desde o início, a trajetória de Alex Cardoso, catador de materiais recicláveis que, após mais de 20 anos afastado da escola e com três filhos para sustentar, retomou os estudos pelo EJA, ingressou em Ciências Sociais na UFRGS e, oito anos depois, concluiu seu doutorado. Ele se tornou o que acredita ser o primeiro catador doutor do mundo, defendendo a tese “Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis Enfrentam a Máquina de Moer Mundos”.
Sua conquista não é apenas pessoal, mas coletiva: representa a luta dos catadores por dignidade, reconhecimento e inclusão. Alex nunca abandonou a catação, transformando sua experiência prática em conhecimento científico. Ele defende que a educação deve ser gratuita e acessível, e que políticas públicas precisam valorizar o trabalho dos catadores, garantindo contratos e condições justas.
Hoje, Alex deseja seguir contribuindo com o movimento, fortalecendo cooperativas e construindo políticas que reconheçam os catadores como sujeitos de direito. Sua história é um símbolo de superação, resistência e transformação social.
Conheça a história completa nesta entrevista do próprio Alex Cardoso ao site Sul21: https://sul21.com.br/noticias/entrevistas/2026/07/alex-cardoso-o-primeiro-catador-doutor-do-mundo/
O QUE ALEX NOS ENSINA
A história de Alex Cardoso, o primeiro catador doutor do mundo, nos ensina que nenhum sonho é grande demais quando existe fé, coragem e perseverança. Ele saiu das ruas, onde o corpo era sua ferramenta de trabalho, e chegou às salas da universidade, onde sua voz se tornou ciência e resistência.
Alex nos mostra que a educação é uma ponte capaz de transformar dor em vitória, exclusão em reconhecimento e invisibilidade em protagonismo. Sua caminhada é a prova viva de que a esperança pode florescer mesmo nos terrenos mais áridos.
Que sua conquista nos inspire a acreditar que, mesmo diante das maiores dificuldades, a fé nos sustenta, a esperança nos guia e a luta nos dignifica. Se hoje parece impossível, amanhã pode ser o dia em que o impossível se tornará realidade.
Compartilhe essa mensagem e lembre-se: a vida é feita de batalhas, mas também de vitórias que nascem da persistência.
Que Deus lhe abençoe!
Paraná Pesquisas mostra que 17,7% consideram o Governo ótimo, 33,7% consideram boa e 28,9% regular. Outros 7,5% consideram a gestão ruim e 10,2% disseram que a gestão é péssima
Da Assessoria
Pesquisa divulgada neste sábado, 25, pelo Instituto Paraná, aponta que o Governador Wanderlei Barbosa (presidente estadual do Republicanos) teve um aumento da sua aprovação, chegando a 80,3% dos entrevistados.
Para 17,7% dos entrevistados, o Governo é considerado ótimo; 33,7% classificam a administração como boa; e 28,9% avaliam como regular. Já 7,5% consideram a gestão ruim, enquanto 10,2% a classificaram como péssima.
Com isso, a avaliação positiva da gestão estadual alcança 80,3%, acima dos 78% (51,2% como ótimo ou bom e 26,8% regular) verificados na pesquisa anterior, evidenciando o crescimento da percepção favorável ao trabalho desenvolvido pelo Governo do Tocantins em todas as regiões do Estado.

“Esse resultado nos motiva a trabalhar ainda mais. Agradeço a confiança da população tocantinense e reafirmo nosso compromisso de continuar fazendo um governo presente, municipalista e voltado para todos”, destacou Wanderlei Barbosa.
Metodologia
A pesquisa foi realizada, entre os dias 21 a 24 de julho, pelo Instituto Paraná Pesquisas, com 1300 eleitores de 60 municípios com metodologia quantitativa, com a realização de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais.
Medida foi adotada devido ao risco de incêndios durante a estiagem
Por Vinicius Venâncio
A Portaria nº 190/2026, que suspende a emissão e a vigência das Autorizações Ambientais de Queima Controlada no Tocantins (AQCs), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 24.
A medida, que entra em vigor na data de sua publicação, estabelece a suspensão das autorizações no período de 27 de julho a 31 de outubro. Durante esse intervalo, ficam suspensas a emissão de novas autorizações e a validade das já concedidas para a realização de queima controlada no estado.
A suspensão foi adotada devido ao risco de incêndios durante a estiagem, período em que a vegetação seca do Cerrado favorece a propagação do fogo.
A norma não se aplica às ações de prevenção e combate a incêndios florestais em Unidades de Conservação (UCs), às atividades educacionais e à agricultura de subsistência de comunidades tradicionais e indígenas.
Em caso de atividades educacionais que envolvam o uso do fogo, as instituições devem comunicar previamente o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).