Moradores foram agredidos pelo criminoso, que acreditava que havia armas na propriedade e queria roubá-las
Por João Guilherme Lobasz
Uma ação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Militar levou a prisão de um homem suspeito de uma tentativa de assalto marcada por grande violência na zona rural de Araguaçu, sul do estado. O crime foi no último domingo, 15, e a prisão foi realizada nesta quarta-feira, 18, após intensas buscas. A operação incluiu equipes da 91ª Delegacia de Polícia Civil e militares da Força Tática e da Patrulha Rural da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar de Alvorada.
O suspeito J.C.B.S., de 30 anos, foi localizado escondido em uma casa no setor Felix Ferreira, em Araguaçu. De acordo com a investigação, no último domingo o homem invadiu uma fazenda e agrediu os moradores. Ele acreditava que no local havia armas de fogo e exigia que as vítimas entregassem os objetos.
O delegado Bruno Boaventura, que lavrou o auto de prisão em flagrante, disse que a resposta à sociedade para um crime de grande violência é o resultado da cooperação entre as forças de segurança. “Desde que o crime foi registrado, uma grande mobilização foi feita para permitir que essa prisão fosse realizada da forma mais célere possível. É sinal do compromisso da Polícia Civil e das demais forças de que não haverá tolerância com a criminalidade em nossa região, em particular com a criminalidade mais violenta. Hoje nossa população pode dormir mais tranquila, sabendo que este homem não está mais em circulação pela comunidade”, destacou.
O comandante da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar, major PM Éden Ferreira Morgado, destacou que a rápida resposta das forças de segurança demonstra a eficiência do trabalho integrado no combate à criminalidade, especialmente na zona rural. “Desde o momento em que tomamos conhecimento da ocorrência, nossas equipes da Força Tática e da Patrulha Rural atuaram de forma coordenada com a Polícia Civil, realizando diligências ininterruptas até a localização e prisão do suspeito. A Polícia Militar mantém atenção permanente à segurança no campo, com presença ostensiva e pronta resposta às demandas da população rural. Não mediremos esforços para preservar a ordem pública e garantir tranquilidade às famílias que vivem e produzem na nossa região”, afirmou.
O suspeito foi autuado por tentativa de roubo majorado e será encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Gurupi, onde aguardará manifestação do Poder Judiciário.
Durante a ação, mãe e filho, que utilizavam uma lanchonete como ponto de venda de drogas, também foram presos
Por Rogério de Oliveira
Dando continuidade às ações da operação Narcofolia, que visa reduzir a distribuição de entorpecentes no período que antecede ao carnaval em Palmas, na manhã desta quinta-feira, 12, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc -Palmas), deu cumprimento a mandado de busca apreensão em uma lanchonete, localizada na Quadra 307 Norte, onde foram apreendidas dezenas de porções de drogas, armas de fogo e grande quantidade em dinheiro.
O delegado Alexander Pereira da Costa, responsável pela operação destaca que o imóvel vinha sendo monitorado, pois havia fortes indícios de que o proprietário estaria utilizando o local como ponto de venda de drogas. Assim, na manhã de hoje, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, as equipes da Unidade Antidrogas da PCTO, localizaram e apreenderam porções de cocaína, porções de crack, porções de maconha, bem como um revólver, calibre 38, municiado, uma pistola, calibre 9mm, também municiada, um supressor de ruído, também conhecido como silenciador, que é um acessório de uso restrito, além de dois carregadores.
Em continuidade as buscas no interior do imóvel, os policiais civis também apreenderam cerca de R$ 3 mil reais, em espécie, balanças de precisão e demais apetrechos relacionados ao tráfico de drogas. Diante dos fatos, a mulher, de iniciais M.L., de 61 anos e seu filho, L.H.L.O., de 30 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
O imóvel contava com sistema de monitoramento por câmeras e também tinha compartimentos secretos nas paredes, que provavelmente eram utilizados para ocultar entorpecentes e dinheiro. Durante as buscas, as equipes da 1ª Denarc também localizaram um veículo, que era utilizado nas atividades criminosas, bem como duas motocicletas de alta potência e valor. Todos os veículos foram apreendidos.
O delegado Alexander ressalta ainda que a proprietária do imóvel, uma senhora de 61 anos, já havia sido presa pela 1ª Denarc, em 2023 por realizar o tráfico de entorpecentes no mesmo local, ou seja, sua lanchonete. Ela foi colocada em liberdade, após passar 29 dias presa.
“No entanto, nós obtivemos informações de que ela teria voltado a delinquir. O outro conduzido é o filho dela, um rapaz de 30 anos, que inclusive estava com tornozeleira eletrônica e também possui histórico de tráfico, passado por tráfico de entorpecentes”, frisou o delegado.
Mãe e filho foram conduzidos para a sede da 1ª Denarc, onde foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e associação para o tráfico. Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, os dois foram entregues à custódia do sistema prisional e colocados à disposição do Poder Judiciário.
O delegado Alexander da Costa destaca que a ação realizada pela 1ª Denarc, hoje, em Palmas, põe fim às atividades ilícitas de mãe e filho que estavam unidos não só pelos laços de parentesco, mas também na venda e distribuição de drogas na região norte da Capital.
“A repressão qualificada ao tráfico de drogas que vem sendo realizada pela 1ª Denarc, nos últimos dias em Palmas, tem resultados em prisões, e apreensões de grande quantidade de drogas e também armas de fogo. Desse modo, a Polícia Civil do Tocantins está trabalhando incansavelmente para garantir a segurança do palmense nesse período carnavalesco e assegurando que que traficantes sejam identificados e presos, para que respondam na Justiça por seus atos”, concluiu a autoridade policial.
Homem conhecido pelo apelido de ‘Galo Cego’ era procurado por pelo menos 20 homicídios
Por João Guilherme Lobasz
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas (DHPP), prendeu nesta terça-feira, 10, J.M.S.C., conhecido como ‘Galo Cego’. Esta ação é a quinta fase da Operação Gotham City.
O suspeito, um dos responsáveis pela onda de homicídios registrada em 2023 no Tocantins, foi capturado durante uma incursão no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro (RJ). A ação teve o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do RJ. Além da prisão dele, a operação também cumpriu cinco mandados de prisão em Palmas.
"Galo Cego’ é considerado uma das principais lideranças criminosas do Tocantins e foi diretamente responsável por pelo menos 20 homicídios. Ele era o último dos procurados ainda foragido dentro do contexto da onda de violência de 2023. Ele também é considerado suspeito em outros casos ainda em apuração.
O homem detido está no sistema prisional do Rio de Janeiro, aguardando determinações judiciais. A Polícia Civil do Tocantins informa que irá detalhar a investigação que levou a captura de ‘Galo Cego’ em coletiva de imprensa que ainda será convocada.
Evento é ofertado em parceria com a empresa Griaule, referência em soluções de biometria
Por Rogério de Oliveira
Com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico sobre os processos de biometria na era da inteligência artificial, aplicados a atividade papiloscópica e pericial, a Polícia Civil do Tocantins, participa de 2 a 6 de fevereiro, em Campinas, SP, do curso intitulado, “Reconhecimento Biométrico na Era da Inteligência Artificial”.
Na ocasião, a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon e o diretor do Instituto de Criminalística, Wanderson Santana Rocha representam a Polícia Científica do Tocantins no evento, que ocorre no Instituto de Computação da Universidade de Campinas - UNICAMP e é uma parceira entre a universidade e a Griaule, que é considerada a maior empresa das Américas, especializada em sistemas de reconhecimento biométrico, sobretudo, em carteira de identidade.
O curso tem carga horária de 25 horas, e a programação do s cinco dias de eventos inclui oficinas e palestras sobre; Fundamentos de Biometria e Técnicas de Reconhecimento Papiloscópico, Reconhecimento Papiloscópico Aplicado e Prática em Pesquisa de Latentes, Inteligência Artificial Aplicada à Biometria e Prática em Redes Neurais, Técnicas de Reconhecimento Facial e Segurança em Sistemas Biométricos e Metodologias e Fundamentos na Execução de Projetos Biométricos.
A diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro, ressaltou a importância do curso, destacando que os conhecimentos adquiridos durante o evento serão de grande valia para para as ações desenvolvidas pelo órgão no Tocantins. “O curso realizado pela Griaule em parceria com a Unicamp traz o que há de mais novo e moderno na área de identificação humana, apontando os novos rumos da identificação em tempos de inteligência artificial”, frisou a diretora.
O perito e diretor do Instituto de Criminalística, Wanderson Santana reforçou a participação da Perícia Criminal no curso e frisou que Inteligência Artificial (IA) é a tecnologia que vem se expandindo aceleradamente nos últimos anos. Utilizando algoritmos complexos e aprendizado de máquina, a IA pode analisar grandes volumes de dados para identificar padrões, trazer soluções específicas e auxiliar na tomada de decisões. Essa tecnologia tem grande potencial para a segurança digital.
“O reconhecimento biométrico na era da Inteligência Artificial (IA) tornou-se importante para a segurança digital e a autenticação de identidade. A integração da IA elevou a biometria de simples leitores de impressões digitais para sistemas multimodais sofisticados, capazes de analisar várias características”, conclui o diretor.
A ação mobilizou policiais civis de três unidades especializadas e resultou na prisão de um homem
Da Assessoria
Com o objetivo de desarticular células de uma organização criminosa que vêm atuando em Palmas, a Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação contra o grupo que operava no setor Recanto das Araras I, região sul da Capital.
A ação mobilizou três unidades especializadas da Polícia Civil e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além da prisão em flagrante de um indivíduo pelo crime de receptação.
O delegado-chefe da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), Wanderson Queiroz, explica que a ofensiva foi coordenada pela unidade, com apoio operacional da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE). O foco da intervenção foi o combate ao chamado “tribunal do crime”, prática em que membros de facções impõem punições violentas a moradores da região, à revelia da lei.

Mandados de busca foram cumpridos em endereços estratégicos
O inquérito policial que subsidiou a operação teve início após um crime registrado em fevereiro de 2025. Conforme as investigações, duas mulheres foram vítimas de uma emboscada e sofreram agressões severas. O crime ocorreu em uma residência que servia como base para a facção e teria sido motivado por uma acusação de furto de celular na região, o que representaria violação das “regras” impostas pelo grupo criminoso.
As vítimas foram submetidas a sessões de tortura e “disciplina”, resultando em graves ferimentos. De acordo com a apuração, os integrantes chegaram a filmar as agressões para prestar contas às lideranças da facção. Os suspeitos foram identificados como membros ativos de uma facção de origem paulista.
Durante as diligências realizadas nesta terça-feira, equipes da DRACCO, DEIC e GOTE cumpriram mandados em endereços estratégicos identificados ao longo das investigações. Em um dos locais, um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação.
A investigação aponta uma relação hierárquica entre os envolvidos. A.J.G.S., de 29 anos, e A.J.J.S., de 31 anos, atuariam como “disciplinas” ou “cabeças”, exercendo funções de liderança. Já P.H., de 26 anos, e Í.S., de 23 anos, seriam membros iniciados, responsáveis por aplicar a chamada “correção paralela”, imposta a pessoas que descumprem regras internas da facção.
Segundo a Polícia Civil, esse modus operandi é característico da atuação de organizações criminosas e representa afronta direta ao Estado Democrático de Direito.
O delegado Wanderson Queiroz destaca que a operação reafirma o papel fundamental da Polícia Civil do Tocantins no combate ao avanço do crime organizado.
“A PCTO mantém uma política de tolerância zero contra qualquer tentativa de estabelecimento de um ‘Estado paralelo’ em território tocantinense”, afirma.
O delegado também ressalta que a repressão a esses grupos é contínua. “A repressão não é eventual, mas constante e sistemática. A Polícia Civil atua de forma integrada para garantir que o monopólio da justiça permaneça com o Estado. Não permitiremos que facções criminosas intimidem a população ou imponham suas próprias leis”, pontua.
A presença da DRACCO e da DEIC nos bairros da Capital, segundo a autoridade policial, visa não apenas efetuar prisões, mas também desarticular a logística financeira que sustenta essas estruturas criminosas.
Por fim, Wanderson Queiroz informa que as equipes seguem em diligências para localizar os demais suspeitos, que serão interrogados, e que o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias.