Investigações continuam a fim de localizar e prender o mandante do crime, que já foi identificado.
Por Rogério de Oliveira
Por meio de ação ininterrupta, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi, com apoio da Polícia Militar e da 91ª Delegacia de Araguaçu, prenderam, na noite desta quinta-feira, 6, em Sandolândia, um homem de iniciais FF.M, de 38 anos. Ele é apontado como o autor do feminicídio que vitimou a técnica de enfermagem Daiany Batista de Carvalho, de 31 anos, fato ocorrido na última terça-feira, 4, em Figueirópolis.
Comandada pelo delegado Bruno Boaventura, a ação teve início logo depois do crime, ainda na terça-feira. Após um intenso e minucioso trabalho investigativo, que envolveu além das equipes da 3ª DHPP, e da 91ª DP, e da Equipe da Agência de Inteligência da 7ª Companhia da Polícia Militar de Alvorada, foi possível identificar o autor, bem como, o mandante do crime.
Desse modo, após o aprofundamento das investigações, na tarde desta quinta-feira, menos de 48 horas após o feminicídio, as equipes da PC e da PM, conseguiram localizar F.F.M., em seu local de trabalho, a cerca de 30 km da cidade de Sandolândia, onde ele foi preso ainda em situação de flagrante.
Capturado, o indivíduo confessou envolvimento no crime, mas disse que foi contratado por outro homem pela quantia de R$ 5 mil reais. O homem também deu detalhes sobre a dinâmica do feminicídio e afirmou que no dia dos fatos, o mandante o levou para a cidade de Figueirópolis em seu próprio veículo e apontou o local onde a vítima trabalhava.
De posse das características físicas de Daiany, o executor aguardou o momento em que ela saiu do trabalho e quando se aproximou do carro, foi alvejada com vários disparos de arma de fogo, que causaram sua morte ainda no local.
Fuga com o mandante
Após praticar o feminicídio, F.F.M., fugiu e entrou no veículo do mandante que o aguardava nas proximidades da BR 153. Eles voltaram para Sandolândia, onde o executor foi deixado. O mandante fugiu tomando rumo ignorado e continua sendo procurado pelas Forças de Segurança.
Crime encomendado
O delegado Bruno Boaventura destaca que o homem preso é do Estado do Pará e veio para o Tocantins para cometer o crime. “Trata-se de um indivíduo de altíssima periculosidade que já possui passagem por homicídio no Estado de origem, e teria sido contratado pelo mandante, pela quantia de R$ 5 mil reais”, disse a autoridade policial.
Após a prisão, o homem foi levado até a sede da Delegacia de Araguaçu, onde foi formalizada a prisão ainda em flagrante. Em seguida, o homem foi conduzido até Gurupi e, após os procedimentos legais cabíveis, recolhido à Unidade Penal Regional Local, onde aguardará manifestação do Poder Judiciário.
O delegado Bruno ressaltou a importância da prisão, enfatizando que trata-se de um crime gravíssimo, onde a vítima foi executada ao sair de seu trabalho e não teve qualquer chance de defesa. “A união das Forças de Segurança foi essencial para que fossemos capazes de, em menos de 48 anos, dar uma resposta satisfatória a toda a população de Figueirópolis, sobre esse crime que chocou os moradores do sul do Tocantins, pela crueldade com que foi praticado”, frisou a autoridade policial.
Nessa mesma linha, o delegado-regional, Joadelson Rodrigues Albuquerque, titular da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi, destacou a pronta resposta da Polícia Civil para que o caso fosse solucionado o mais rapidamente possível.
“Logo após o fato, mobilizamos as equipes da 3ª DHPP, que com apoio de outras unidades da PC/TO e da Polícia Militar, conseguiram identificar e capturar o autor do crime. Essa ação, realizada em menos de 48 horas, demonstra o comprometimento da PC/TO com a investigação criminal desse crime bárbaro e oferece uma resposta satisfatória não somente aos parentes e amigos da vítima, mas também para toda a sociedade”, concluiu.
A ação contou com apoio do Núcleo de Operações com Cães da Polícia Penal
Por Rogério de Oliveira
Dando continuidade às ações da Operação Narke, na manhã desta terça-feira, 4, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão de Repressão a Narcóticos (1ª DENARC –Palmas), efetuou a apreensão de mais de 5kg de substâncias entorpecentes e prendeu três pessoas suspeitas por tráfico de drogas na Capital.
Conforme explica o delegado Thyago Bustorff, as diligências investigativas tiveram início quando os policiais civis realizavam monitoramento de pontos de vendas de drogas e chegaram até uma residência, localizada no Jardim Taquari, região sul da Capital. No local, os oficiais investigadores flagraram uma transação onde um usuário adquiriu uma porção de drogas. Ao ser abordado, ele confessou que tinha comprado o papelote na residência.
Dada à fundada suspeita, os policiais civis adentraram ao local e após a realização de buscas, localizaram e apreenderam porções de maconha, cocaína e crack. Durante a ação, dois homens tentaram fugir, mas foram alcançados. No interior do imóvel, os policiais abordaram um indivíduo de iniciais N. G. S., de 23 anos, o qual foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
Na mesma ação, as equipes prenderam uma mulher de iniciais M.E.F.S., de 19 anos, também por tráfico de drogas. Em continuidade às buscas, os policiais localizaram e apreenderam uma arma de fogo, de fabricação artesanal e um simulacro. Além das porções apreendidas nos quartos e na sala, também foram encontradas porções de cocaína e uma pedra maior de crack na cozinha do imóvel.
2ª Ação
Em continuidade às ações da operação Narke, as equipes da 1ª Denarc foram até uma residência, localizada no Distrito Industrial, nas proximidades da BR 010, sentido Porto Nacional, e que, segundo apontavam as investigações da Unidade Antidrogas da PC/TO era o local de armazenamento de entorpecentes de uma conhecida facção criminosa.
Após monitoramento, os policiais flagraram o momento em que um VW Gol, de cor branca, chegou ao local, que é conhecido como “Casa Bomba”. Em seguida, uma mulher saiu do veículo carregando uma bolsa, momento em que os oficiais investigadores decidiram realizar a abordagem. Percebendo a ação, a mulher correu para o interior do imóvel e tentou fechar o portão, mas foi impedida pelos policiais.
Após incursão no interior do imóvel, foi identificada uma balança de precisão com resquícios de um pó branco, possivelmente cocaína, além de uma trouxinha de maconha; Em continuidade as buscas, os agentes encontraram um homem que estava no local e se apresentou como namorado da suspeita.
Com apoio de uma equipe com cão farejador do NOC (Núcleo de Operações com Cães da Polícia Penal) os policiais arrastaram uma cama onde foi visto uma cerâmica com fundo falso. Após remoção da cerâmica, os policais encontraram uma espécie de Bunker, contendo um tonel enterrado ao solo e no seu interior foram encontrados tabletes de maconha, cocaína e crack, balança de precisão e inúmeras embalagens de entorpecentes já manipuladas, que serviam para auditoria da facção criminosa.
Dentre essas embalagens, foram encontradas algumas com símbolos característicos de uma facção criminosa de renome nacional. De pronto, a mulher assumiu a propriedade da droga e disse que seu namorado não tinha conhecimento do entorpecente no local e nada tinha a ver com os fatos. Desse modo, A.J.V.S., de 26 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
Os três presos foram encaminhados para a sede da 1ª Denarc, onde foram autuados por tráfico de drogas. O indivíduo também foi autuado por posse irregular de arma de fogo. Após a realização das providências legais cabíveis, os três foram recolhidos a Unidades Penais de Palmas.
O delegado Thyago Bustorff ressalta que a ação da 1ª Denarc nesta terça-feira, é mais um duro golpe contra a criminalidade e as organizações criminosas. Além disso, uma considerável quantidade de drogas foi retirada de circulação e não mais chegará às mãos de usuários e microtraficantes.
“Essas três prisões trazem mais paz e segurança a toda a população, pois são indivíduos ligados a facções criminosas e que movimentavam grande quantidade de entorpecentes na capital. Com mais essa etapa da operação Narke, a Polícia Civil reafirma seu compromisso inabalável no combate ao tráfico de drogas em Palmas e na identificação e prisão de todos aqueles que ainda insistem nesse expediente criminoso”, disse.
A operação Narke é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Secretária da Segurança Pública do Tocantins e tem por finalidade combater o crime organizado, reforçando a integração entre as forças de segurança.
Dois homens foram indiciados por causar grave dano à nascente do Rio Bartolomeu, entre Aurora do Tocantins e Lavandeira
Por Adrielly Calixto
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 106ª Delegacia de Aurora do Tocantins, concluiu um inquérito policial que resultou no indiciamento de dois homens pela prática de crimes ambientais de grande impacto na região das Serras Gerais, patrimônio natural e turístico do sudeste do Estado.
De acordo com a investigação, os dois investigados, agricultores do estado da Bahia, foram responsáveis pelo descarte irregular de pneus, embalagens de agrotóxicos e outros resíduos sólidos em uma área de serra considerada Área de Preservação Permanente (APP). A ação provocou erosão do tipo voçoroca, que carreou cerca de 10 mil metros cúbicos de sedimentos, comprometendo a nascente do Rio Bartolomeu e parte da vegetação nativa local.
Com base nas provas coletadas, os autores foram indiciados pelos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, que tratam de poluição ambiental e descarte irregular de resíduos.
Após representação da autoridade policial, o Juízo da Vara Criminal de Taguatinga determinou como medida cautelar a remoção imediata dos resíduos poluentes, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, além de outras obrigações.
O delegado Lucas Rodrigues, responsável pelas investigações, destacou a gravidade da conduta e a importância da resposta judicial. “A atuação da Polícia Civil foi essencial para coibir práticas que colocam em risco um dos patrimônios naturais mais valiosos do Tocantins. A Serras Gerais abriga nascentes, formações geológicas e ecossistemas únicos, e qualquer dano nessa região causa impactos diretos na biodiversidade e na economia local, especialmente no turismo. A aplicação da multa reforça que o crime ambiental não ficará impune”, afirmou o delegado.
Também foram cumpridos dois mandados de busca em endereços ligados aos investigados
Por Rogério de Oliveira
Ao longo da última semana, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Vulneráveis (DAV - Palmas), deflagrou uma série de ações contra integrantes de uma organização criminosa especializada no golpe do falso consórcio e falso financiamento, resultando na prisão de três indivíduos.
Eles são suspeitos de praticar o crime de estelionato e de causar prejuízos de dezenas de milhares de reais por meio do golpe conhecido como falso financiamento, em Palmas. Os suspeitos foram localizados durante ações realizadas entre os dias 17 e 20 de outubro de 2025.
As investigações da unidade especializada revelaram a atuação de um grupo criminoso estruturado, com clara divisão de funções e responsabilidades, organizado em níveis hierárquicos e voltado à prática dos crimes de estelionato, propaganda enganosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Estrutura do crime
Por meio das investigações, foi possível constatar que a organização criminosa era composta por diretores/beneficiários finais, responsáveis por criar empresas com CNPJ próprio ou em nome de terceiros para receber os valores ilícitos.
Os supervisores, que possuíam amplo conhecimento da fraude, recrutavam e treinavam vendedores. Já os operadores publicavam anúncios falsos de imóveis e veículos em redes sociais, apropriando-se dos bens e valores pagos pelas vítimas.
A investigação aponta também para a prática de lavagem de dinheiro, por meio da movimentação de valores em contas de terceiros e empresas de fachada.
Mandados de prisão e busca
Com base na gravidade e no caráter sistemático dos crimes, a Polícia Civil representou pelas prisões preventivas de algumas pessoas envolvidas nos ilícitos. Desse modo, três homens, de 37, 23 e 21 anos, foram presos com o objetivo de garantir a ordem pública e interromper a continuidade da atividade criminosa, uma vez que a estrutura permanecia ativa.
As prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palmas, contando ainda com o apoio de outras forças de segurança.
As investigações continuam em relação a outros núcleos criminosos que atuam nas mesmas modalidades de crime.
Orientações à população sobre como evitar o golpe do falso financiamento
A Polícia Civil alerta a população de Palmas e região sobre o modus operandi desta e de outras organizações que utilizam o falso financiamento para aplicar golpes. Para se proteger, é necessário que o cidadão adote algumas cautelas, tais como.
Desconfiar de promessas milagrosas, sobretudo em anúncios de redes sociais e sites de compra e venda que ofereçam casas ou veículos a preços muito abaixo do mercado ou com condições de financiamento excessivamente facilitadas — especialmente se a entrada for baixa.
Sempre procurar corretores de imóveis devidamente registrados para a realização de negócios imobiliários, ou certificar-se de que está tratando com o legítimo proprietário do imóvel.
Cuidado com a omissão da natureza do negócio
Dentro dessa modalidade de crime, há ainda o golpe em que a vítima é atraída pela promessa de um financiamento, mas, na realidade, está adquirindo uma cota de consórcio inviável.
Portanto, desconfie de promessas de rápida contemplação e verifique se o que está descrito no contrato corresponde realmente à modalidade que deseja contratar.
As empresas de consórcio sempre realizam a validação da compra. Caso seja orientado pelo vendedor a apresentar informações divergentes da sua intenção, desconfie.
Verifique o CNPJ e o contratante
Sempre pesquise o CNPJ da empresa para a qual está transferindo o dinheiro. Em geral, os valores devem ser pagos à pessoa ou empresa que figura no contrato.
Não realize pagamentos para contas de pessoas físicas (CPFs), a menos que se trate de um negócio legítimo e devidamente documentado.
A Polícia Civil reforça o compromisso com a garantia da ordem pública e incentiva os cidadãos a registrar Boletim de Ocorrência (BO) caso tenham sido vítimas de golpes semelhantes.
Família deixou de prestar assistência como forma de castigo à irmã que contraiu empréstimo em nome da mãe e usou o valor para fins pessoais
Por Hiago Muniz
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Vulneráveis (DAV - Palmas), concluiu um inquérito policial que apurou crimes praticados contra uma idosa de 65 anos. As investigações resultaram no indiciamento de cinco filhos da vítima por abandono material, sendo uma das filhas, de 38 anos, também indiciada por apropriação de valores decorrentes de empréstimo consignado.
De acordo com a apuração, a filha realizou um empréstimo em nome da mãe sem o conhecimento dos demais familiares, utilizando o valor para fins pessoais, como compra de um veículo e despesas com festa de casamento. Ao descobrirem o ocorrido, os outros cinco filhos, com idades entre 40 e 48 anos, decidiram, em comum acordo, deixar a idosa sob os cuidados exclusivos da irmã como forma de punição, recusando-se a oferecer qualquer tipo de apoio até o término do pagamento das parcelas do empréstimo.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Lucas Melo, os filhos admitiram acreditar que a mãe poderia estar em situação de maus-tratos, mas ainda assim decidiram deixá-la sem qualquer apoio, com o objetivo de punir a irmã. “A decisão de abandonar a mãe, mesmo diante de sua vulnerabilidade, demonstra a gravidade da conduta praticada”, destaca.
A polícia não constatou sinais de maus-tratos físicos, mas confirmou a situação de vulnerabilidade social em razão da escassez de recursos financeiros.
Com a conclusão do inquérito, a filha que se apropriou indevidamente dos valores foi indiciada por crime previsto no Estatuto do Idoso, cuja pena varia de 1 a 4 anos de reclusão. Já os demais cinco filhos foram indiciados por abandono material, conforme o Código Penal Brasileiro, que prevê a mesma pena, além de multa.
O caso será agora encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Operação Virtude
A Operação Virtude é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que visa combater de forma qualificada os crimes praticados contra pessoas idosas em todo o país.