Investigação aponta que indivíduo utilizava técnicas de phishing para capturar credenciais e lucrar com a venda de consultas ilegais

 

 

Por João Guilherme Lobasz

 

 

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC – Paraíso do Tocantins), prendeu no Paraguai o principal investigado de um esquema criminoso voltado à captura e uso indevido de credenciais de acesso a sistemas institucionais de segurança pública. A ação é fruto de uma investigação que iniciou a partir de uma campanha de phishing contra policiais civis do Tocantins.

 

O suspeito, que mora em Paranavaí, no Paraná, ao desconfiar que estava sendo investigado, tentou fugir atravessando a fronteira antes de ser capturado. Dois endereços dele em Paranavaí foram alvo de buscas. O computador usado nos crimes virtuais foi apreendido em sua residência, situada em um condomínio de luxo em Paranavaí. Uma arma de fogo calibre 9mm foi apreendida em sua empresa. Outras diligências investigativas seguem em andamento. Após ser preso, o detento foi entregue pela polícia paraguaia para autoridades da Polícia Federal do Brasil na fronteira e se encontra recolhido em uma unidade penal em Guaíra, no Paraná.

 

As apurações indicam que o investigado atua, ao menos, desde o ano de 2024 na captura de credenciais de policiais civis do Tocantins, por meio de campanhas de phishing — técnica de engenharia social utilizada para enganar usuários e obter dados de acesso, simulando o sistema da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins. Entre 2024 e março de 2026, foram identificadas ao menos quatro campanhas desse tipo, sendo a mais recente no mês de março deste ano.

 

De posse dos logins e senhas obtidos de forma fraudulenta, o suspeito criou um ecossistema estruturado de diversos servidores virtuais que acessava de forma automatizada os sistemas policiais e realizava consultas de dados sigilosos de pessoas e veículos, que posteriormente eram comercializadas por meio de plataformas clandestinas na internet.

 

A investigação também identificou que ele administrava a infraestrutura necessária para o funcionamento destes sistemas clandestinos, que lucravam com a venda das consultas.

 

 

Durante o curso das investigações, foi apurado que o cibercriminoso possuía credenciais de policiais civis do Tocantins, e de policiais civis e militares de vários estados brasileiros, incluindo Piauí, Amazonas, Maranhão, Paraná e DETRANs de demais estados, além de outros sistemas institucionais. No Tocantins, estima-se que ao menos sete credenciais tenham sido comprometidas.

 

A Polícia Civil também apurou que o investigado utilizava serviços de anonimização VPN para dificultar sua identificação, simulando estar em países europeus, Oriente Médio e Ásia, o que evidencia o alto grau de sofisticação e planejamento das ações criminosas. Mesmo assim, a Polícia Civil do Tocantins, através de uma minuciosa investigação técnica no mundo virtual, conseguiu identificar o operador cibercriminoso do esquema.

 

As investigações apontam ainda que, em um período de aproximadamente 40 dias, entre os meses de março e abril de 2026, o suspeito pode ter obtido cerca de R$ 90 mil com a atividade ilícita. Com base na continuidade da prática desde pelo menos 2023, a estimativa é de que o lucro total projetado possa chegar a R$ 6 milhões. A Ordem Judicial determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros do investigado em R$ 6 milhoes.

 

Além dos crimes relacionados à obtenção e comercialização ilegal de dados, o suspeito também é investigado por lavagem de capitais. Segundo apurado, ele teria constituído uma empresa de fachada, registrada como prestadora de serviços de análise de crédito, para dar aparência lícita aos valores obtidos com a atividade criminosa.

 

Para o delegado responsável pelo caso, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, o caso é emblemático para as forças de segurança. “Essa operação demonstra a capacidade investigativa da Polícia Civil do Tocantins diante de crimes cibernéticos cada vez mais sofisticados. Mesmo tendo o investigado montado uma robusta infraestrutura de servidores virtuais (VPS) de consultas automatizadas, mediante uso de VPNs , mecanismos de anonimização de endereços IPs, e técnicas de engenharia social, conseguimos identificar o responsável pela manutenção da estrutura criminosa, provando que ninguém fica anônimo na internet.. Consideramos que este alvo possui uma extrema periculosidade social, pois vendia dados sigilosos de órgãos de segurança pública, inclusive para o crime organizado”.

 

As diligências também revelaram que o investigado ostentava elevado padrão de vida nas redes sociais, tendo adquirido imóveis de alto padrão, com recursos provenientes das práticas ilícitas.

 

A Polícia Civil do Tocantins destaca que o uso indevido de credenciais institucionais representa grave risco à segurança pública, especialmente quando envolve acesso a bases de dados sensíveis. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais cabíveis.

 

O nome da operação, ROLLBACK, faz alusão a técnica utilizada por administradores de banco de dados para desfazer uma transação realizada em um banco de dados, retornando a anterior integridade, como no caso da investigação, restabelecendo a integridade dos bancos de dados da Segurança Pública.

 

A ação deflagrada faz parte da Operação RENORCRIM, no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, tendo sido deflagrada pela 6ªDEIC/Paraíso, com apoio da DRACCO, 67ªDP, Diretoria de Inteligência Policial -DIP/PCTO, SIE-SSP-TO, Delegacia de Estelionato de Maringá e 8ªSubdivisão Policial de Paranavaí, ambas da Polícia Civil do Paraná, CISPPA-FIG/MJ e da Direção Contra o Crime Organizado da Polícia do Paraguai e da Polícia Federal do Brasil.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 29 Abril 2026 16:41 Escrito por

 

Ação integrada das unidades especializadas da Regional de Araguaína ocorreu em uma fazenda e no setor Monte Sinai; investigações seguem em andamento

 

 

Da Assessoria

 

 

A Polícia Civil do Tocantins por meio da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Araguaína, deflagrou nesta quarta-feira, 29, a Operação Vindicta, que resultou na prisão de seis pessoas e na apreensão de oito armas de fogo. A ação ocorreu em uma fazenda localizada na zona rural do município, e também no setor Monte Sinai.

 

Participaram da operação equipes das unidades especializadas da regional, entre elas a Divisão Especializada de Investigação Criminal (DEIC), Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Delegacia de Atendimento à Vulneráveis (DAVI), Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (DENARC), além do 29º Distrito Policial.

 

Durante o cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão, expedidos no âmbito de investigações conduzidas pela DHPP de Araguaína, os policiais localizaram e apreenderam oito armas de fogo.

 

Entre os presos na operação estão J.S.M., de 55 anos; C.L.A.M., de 50 anos; D.I.P., de 65 anos; D.L.P., de 60 anos; A.R.S.P., de 41 anos; e E.R.M., de 47 anos. Os suspeitos foram detidos durante o cumprimento dos mandados e encaminhados à Central de Flagrantes de Araguaína, onde permanecem à disposição da autoridade policial e da Justiça.

 

Segundo o delegado regional responsável pela operação, Breno Eduardo Campos Alves, a ação teve como principal objetivo retirar armas de circulação e reforçar o trabalho investigativo em andamento. “A operação foi exitosa, pois conseguimos retirar seis armas de fogo de circulação e efetuar a prisão dos indivíduos, garantindo maior segurança à população. As investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos”, destacou.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 29 Abril 2026 16:31 Escrito por

Cadáver é do sexo masculino, com aproximadamente 1,70 m de altura

 

 

Por Rozeane Feitosa

 

O Instituto de Medicina Legal (IML) em Palmas informa que aguarda manifestação de familiares ou conhecidos para identificar e reclamar o corpo de um homem não identificado, que permanece sob responsabilidade do Instituto na Capital.

 

De acordo com informações, trata-se de um indivíduo adulto, 63 anos, parda, do sexo masculino, com estatura de aproximadamente de 1,70 metros. O corpo apresenta cabelos brancos e ondulados, barba e bigode por fazer. Além disso, Possui sinais de diabetes no pé direito, e observam-se tatuagens no braço direito, representando uma aranha, um escorpião e picos de montanhas.

 

Conforme o IML, trata-se de um indivíduo em situação de andarilho. Deu entrada portando um colar com uma concha, camiseta bege de botões, pulseira de corrente na cor prata, além de dois anéis, sendo um na cor prata e outro na cor preta.

 

O cadáver foi localizado no dia 5 de abril de 2026, na Avenida Perimetral Norte, Setor Santa Fé II, em Palmas.

 

O IML solicita a colaboração da população na tentativa de localizar familiares ou pessoas conhecidas do homem. Informações podem ser repassadas diretamente ao Instituto por meio do telefone (63) 3218-6840 ou presencialmente na sede, localizada na quadra Arse 31 (antiga 304 Sul), Avenida NS 04, Lote 02, em Palmas, Tocantins.

 

Para o reconhecimento e liberação do corpo, é necessário que um familiar entre em contato com o IML para checagem dos dados e compareça à unidade com documentos que comprovem o parentesco. Após a identificação, o corpo será entregue à família ou à funerária devidamente autorizada.

 

 

Posted On Terça, 14 Abril 2026 13:38 Escrito por

 

Encontro tratou do planejamento estratégico para 2026, incluindo alocação de efetivo e prioridades operacionais; quatro regionais foram contempladas com novos veículos

 

 

Por João Guilherme Lobasz

 

 

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) realizou, nesta quarta-feira, 25, uma reunião de alinhamento com delegados regionais e com integrantes da cúpula da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Tocantins (PCTO). O encontro foi conduzido pelo secretário Bruno Azevedo e contou com a participação do delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira, do delegado-geral adjunto Jeter Aires Rodrigues e do assessor da Delegacia-Geral Roger Knewitz, além dos diretores de polícia da Capital, Rodrigo Ferraz e do interior, Elírio Putton e delegados regionais de todo o Estado.

 

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados ao planejamento anual da instituição, com foco na otimização da alocação de pessoal, integração entre unidades e definição de prioridades operacionais. A iniciativa reforça o compromisso da SSP/TO com a gestão eficiente dos recursos e com o aprimoramento contínuo das atividades desenvolvidas pela Polícia Civil em todas as regiões do Tocantins.

 

Após o encontro, foram entregues quatro viaturas modelo Sentra, destinadas ao reforço das atividades investigativas em delegacias regionais. As unidades contempladas foram as delegacias regionais de Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Gurupi.

 

Os quatro veículos distribuídos integram um lote de nove unidades recebidas recentemente pela SSP/TO, oriundas de doação da Força Nacional de Segurança Pública, como parte do chamado “legado”, que é um mecanismo de compensação pelas ações de apoio e deslocamento de equipes realizadas pelo Estado. Do total, três viaturas foram destinadas à Polícia Científica, enquanto as últimas três ainda serão alocadas.

 

A entrega dos veículos contribui para o fortalecimento da estrutura operacional da Polícia Civil, ampliando a capacidade de atendimento e deslocamento das equipes, especialmente no interior do Estado.

 

O secretário Bruno Azevedo destacou a importância do alinhamento institucional contínuo. “Esse diálogo permanente com as lideranças da Polícia Civil é essencial para garantir uma atuação cada vez mais estratégica, integrada e eficiente. Estamos fortalecendo nossa estrutura e planejando ações que tragam resultados concretos para a segurança da população tocantinense”, ressaltou.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 26 Março 2026 14:07 Escrito por

Mandados foram cumpridos em cidades do Tocantins e no Maranhão; oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular

 

 

Por Hiago Muniz

 

 

A Polícia Civil do Tocantins apresentou, na tarde desta quarta-feira, 11, durante coletiva de imprensa realizada na Delegacia Regional de Araguaína, o balanço da Operação Sinal Vermelho, deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de fraude na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no estado. Até o momento, oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular.

 

A operação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína) e contou com o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão. As prisões ocorreram nas cidades de Araguaína, Araguatins, Augustinópolis e Guaraí. As ordens judiciais também foram executadas em Palmas, Sítio Novo do Tocantins, Ananás e Imperatriz, no estado do Maranhão.

 

O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que o resultado da operação demonstra a importância do trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no combate a crimes que comprometem a segurança da população. “Fraudar o processo de emissão de uma CNH significa colocar nas ruas pessoas sem a devida preparação para conduzir um veículo, o que representa um risco direto à segurança no trânsito. A investigação conduzida pela Polícia Civil permitiu identificar esse esquema criminoso e responsabilizar os envolvidos”, afirma.

 

As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos, Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Palmas. A investigação contou com a colaboração da Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), além do trabalho técnico realizado pelo Núcleo de Papiloscopia da Polícia Civil.

 

Conforme explica o delegado Márcio Lopes da Silva, titular da 3ª DEIC de Araguaína e responsável pela investigação, foi possível identificar a adulteração e a inserção de dados falsos em sistemas utilizados pelo Detran durante o processo de emissão das habilitações. “A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e contou com a colaboração da Corregedoria do Detran e com o trabalho técnico da papiloscopia. Ao longo das diligências, verificamos adulterações e inserções de dados falsos em sistemas utilizados no processo de emissão de CNHs, o que possibilitou a concessão irregular de habilitações”, explica.

 

Modus Operandi

 

As investigações também apontaram a ocorrência de fraudes em diferentes etapas do procedimento, desde o lançamento inicial de dados por servidores até exames médicos, avaliações psicológicas e registros de provas teóricas e práticas.

 

O Modus Operandi do esquema permitia que candidatos obtivessem a habilitação sem cumprir as etapas obrigatórias do processo legal. Os interessados pagavam valores que chegavam a R$ 4,5 mil para obter o documento sem realizar exames médicos ou psicológicos, aulas teóricas e práticas ou provas exigidas pela legislação. Em alguns casos, os beneficiários sequer estiveram no estado do Tocantins durante o processo.

 

A investigação também identificou indícios da participação de servidores públicos, profissionais de clínicas médicas e psicológicas, instrutores de Centros de Formação de Condutores (CFCs), avaliadores responsáveis pelas provas teóricas e práticas e funcionários ligados a empresas terceirizadas que atuam no processo de habilitação.

 

O delegado-geral da Polícia Civil do Tocantins, Claudemir Luiz Ferreira, ressaltou o empenho das equipes envolvidas na operação e destacou a atuação integrada das unidades policiais no estado. “Esse resultado demonstra o comprometimento e a capacidade investigativa dos policiais civis do Tocantins. O trabalho realizado pelas equipes, especialmente aqui na região de Araguaína, reforça a atuação da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado e contribui para tornar o nosso estado cada vez mais seguro”, afirma.

 

Procedimento

 

Após o cumprimento das ordens judiciais, os indivíduos presos foram encaminhados às Unidades Prisionais Regionais, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

 

Força empregada

 

A operação contou com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e de equipes das Delegacias Regionais de Guaraí, Gurupi, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Colinas e Araguatins, além da colaboração da Delegacia Regional de Imperatriz (MA). Cerca de 200 policiais civis participaram das diligências.

 

 

 

Posted On Quinta, 12 Março 2026 06:18 Escrito por
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