Homem conhecido pelo apelido de ‘Galo Cego’ era procurado por pelo menos 20 homicídios
Por João Guilherme Lobasz
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas (DHPP), prendeu nesta terça-feira, 10, J.M.S.C., conhecido como ‘Galo Cego’. Esta ação é a quinta fase da Operação Gotham City.
O suspeito, um dos responsáveis pela onda de homicídios registrada em 2023 no Tocantins, foi capturado durante uma incursão no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro (RJ). A ação teve o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do RJ. Além da prisão dele, a operação também cumpriu cinco mandados de prisão em Palmas.
"Galo Cego’ é considerado uma das principais lideranças criminosas do Tocantins e foi diretamente responsável por pelo menos 20 homicídios. Ele era o último dos procurados ainda foragido dentro do contexto da onda de violência de 2023. Ele também é considerado suspeito em outros casos ainda em apuração.
O homem detido está no sistema prisional do Rio de Janeiro, aguardando determinações judiciais. A Polícia Civil do Tocantins informa que irá detalhar a investigação que levou a captura de ‘Galo Cego’ em coletiva de imprensa que ainda será convocada.
Evento é ofertado em parceria com a empresa Griaule, referência em soluções de biometria
Por Rogério de Oliveira
Com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico sobre os processos de biometria na era da inteligência artificial, aplicados a atividade papiloscópica e pericial, a Polícia Civil do Tocantins, participa de 2 a 6 de fevereiro, em Campinas, SP, do curso intitulado, “Reconhecimento Biométrico na Era da Inteligência Artificial”.
Na ocasião, a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon e o diretor do Instituto de Criminalística, Wanderson Santana Rocha representam a Polícia Científica do Tocantins no evento, que ocorre no Instituto de Computação da Universidade de Campinas - UNICAMP e é uma parceira entre a universidade e a Griaule, que é considerada a maior empresa das Américas, especializada em sistemas de reconhecimento biométrico, sobretudo, em carteira de identidade.
O curso tem carga horária de 25 horas, e a programação do s cinco dias de eventos inclui oficinas e palestras sobre; Fundamentos de Biometria e Técnicas de Reconhecimento Papiloscópico, Reconhecimento Papiloscópico Aplicado e Prática em Pesquisa de Latentes, Inteligência Artificial Aplicada à Biometria e Prática em Redes Neurais, Técnicas de Reconhecimento Facial e Segurança em Sistemas Biométricos e Metodologias e Fundamentos na Execução de Projetos Biométricos.
A diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro, ressaltou a importância do curso, destacando que os conhecimentos adquiridos durante o evento serão de grande valia para para as ações desenvolvidas pelo órgão no Tocantins. “O curso realizado pela Griaule em parceria com a Unicamp traz o que há de mais novo e moderno na área de identificação humana, apontando os novos rumos da identificação em tempos de inteligência artificial”, frisou a diretora.
O perito e diretor do Instituto de Criminalística, Wanderson Santana reforçou a participação da Perícia Criminal no curso e frisou que Inteligência Artificial (IA) é a tecnologia que vem se expandindo aceleradamente nos últimos anos. Utilizando algoritmos complexos e aprendizado de máquina, a IA pode analisar grandes volumes de dados para identificar padrões, trazer soluções específicas e auxiliar na tomada de decisões. Essa tecnologia tem grande potencial para a segurança digital.
“O reconhecimento biométrico na era da Inteligência Artificial (IA) tornou-se importante para a segurança digital e a autenticação de identidade. A integração da IA elevou a biometria de simples leitores de impressões digitais para sistemas multimodais sofisticados, capazes de analisar várias características”, conclui o diretor.
A ação mobilizou policiais civis de três unidades especializadas e resultou na prisão de um homem
Da Assessoria
Com o objetivo de desarticular células de uma organização criminosa que vêm atuando em Palmas, a Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação contra o grupo que operava no setor Recanto das Araras I, região sul da Capital.
A ação mobilizou três unidades especializadas da Polícia Civil e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além da prisão em flagrante de um indivíduo pelo crime de receptação.
O delegado-chefe da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), Wanderson Queiroz, explica que a ofensiva foi coordenada pela unidade, com apoio operacional da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE). O foco da intervenção foi o combate ao chamado “tribunal do crime”, prática em que membros de facções impõem punições violentas a moradores da região, à revelia da lei.

Mandados de busca foram cumpridos em endereços estratégicos
O inquérito policial que subsidiou a operação teve início após um crime registrado em fevereiro de 2025. Conforme as investigações, duas mulheres foram vítimas de uma emboscada e sofreram agressões severas. O crime ocorreu em uma residência que servia como base para a facção e teria sido motivado por uma acusação de furto de celular na região, o que representaria violação das “regras” impostas pelo grupo criminoso.
As vítimas foram submetidas a sessões de tortura e “disciplina”, resultando em graves ferimentos. De acordo com a apuração, os integrantes chegaram a filmar as agressões para prestar contas às lideranças da facção. Os suspeitos foram identificados como membros ativos de uma facção de origem paulista.
Durante as diligências realizadas nesta terça-feira, equipes da DRACCO, DEIC e GOTE cumpriram mandados em endereços estratégicos identificados ao longo das investigações. Em um dos locais, um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação.
A investigação aponta uma relação hierárquica entre os envolvidos. A.J.G.S., de 29 anos, e A.J.J.S., de 31 anos, atuariam como “disciplinas” ou “cabeças”, exercendo funções de liderança. Já P.H., de 26 anos, e Í.S., de 23 anos, seriam membros iniciados, responsáveis por aplicar a chamada “correção paralela”, imposta a pessoas que descumprem regras internas da facção.
Segundo a Polícia Civil, esse modus operandi é característico da atuação de organizações criminosas e representa afronta direta ao Estado Democrático de Direito.
O delegado Wanderson Queiroz destaca que a operação reafirma o papel fundamental da Polícia Civil do Tocantins no combate ao avanço do crime organizado.
“A PCTO mantém uma política de tolerância zero contra qualquer tentativa de estabelecimento de um ‘Estado paralelo’ em território tocantinense”, afirma.
O delegado também ressalta que a repressão a esses grupos é contínua. “A repressão não é eventual, mas constante e sistemática. A Polícia Civil atua de forma integrada para garantir que o monopólio da justiça permaneça com o Estado. Não permitiremos que facções criminosas intimidem a população ou imponham suas próprias leis”, pontua.
A presença da DRACCO e da DEIC nos bairros da Capital, segundo a autoridade policial, visa não apenas efetuar prisões, mas também desarticular a logística financeira que sustenta essas estruturas criminosas.
Por fim, Wanderson Queiroz informa que as equipes seguem em diligências para localizar os demais suspeitos, que serão interrogados, e que o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias.
Capacitações fazem parte da visita de monitoramento de gestão e uso dos recursos do FNSP
Por João Guilherme Lobasz
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) deu início, nesta quarta-feira, 14, à programação de oficinas técnicas promovidas pela comitiva do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), voltadas ao aperfeiçoamento das equipes responsáveis pela execução e prestação de contas dos recursos aplicados no estado. As atividades seguem até sexta-feira, 16, com a participação das forças de segurança estaduais e também com representantes de alguns municípios.
A iniciativa faz parte do ciclo de monitoramento e acompanhamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), destinado a reforçar a gestão responsável, a transparência, a capacidade técnica e o emprego eficiente dos recursos transferidos aos entes federados. Pela manhã, a equipe do MJSP esteve na sede da SSP/TO e foi recepcionada pelo secretário de Segurança Pública Bruno Azevedo, que destacou a importância do encontro.

Oficinas são em áreas como convênios, licitações e transferências - Giovanna Fernandes/Colaboração
“O Tocantins tem obtido melhorias nos índices de aplicação de recursos e busca aperfeiçoar permanentemente a forma como planeja, utiliza e comprova os investimentos destinados à segurança pública. A presença da equipe nacional aqui fortalece esse compromisso e garante que cada recurso aplicado gere resultados reais para a população”, afirmou.
Oficinas e capacitação
Ao longo de dois dias, representantes do FNSP conduzem workshops simultâneos no auditório da SSP e salas temáticas, abordando temas-chave como gestão e execução de convênios federais, prestação de contas, planejamento e aplicação dos recursos do modelo fundo a fundo, licitações, logística, patrimônio e doações no Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
A programação contempla ainda agendas direcionadas a ajustes e termos aditivos, governança de contratações, resolução de pendências, análise técnica e financeira e boas práticas de transparência na aplicação dos recursos.
Na sexta-feira, 16, a comitiva participará de uma reunião administrativa e fará visitas a unidades operacionais para conhecer de perto ambientes que contam com investimentos em andamento.
“Esse trabalho em rede fortalece o Tocantins e coloca o estado em sintonia com as melhores práticas do país no uso de verbas federais”, concluiu o secretário Bruno Azevedo.
Ação rápida da 71ª e 70ª DPs resultou na localização dos objetos escondidos em casa abandonada
Por João Guilherme Lobasz
A Polícia Civil do Tocantins, por meio de ação conjunta realizada por agentes da 71ª Delegacia de Polícia (DP) e da 70ª DP de Porto Nacional, identificou o autor de um furto qualificado ocorrido em um estabelecimento comercial no Centro da cidade e recuperou parte significativa dos bens subtraídos.
A investigação teve início após o registro de um Boletim de Ocorrência que relatava o furto mediante arrombamento da fechadura de uma porta de blindex, ocorrido entre a noite de 8 e a manhã de 9 de dezembro de 2025. Com base nas informações iniciais e na análise de imagens de câmeras de monitoramento, os policiais civis constataram que o suposto autor era um indivíduo conhecido no meio policial e suspeito de praticar outros furtos na região após ter deixado o sistema prisional.

Em diligências ininterruptas, a equipe localizou os bens furtados em uma casa abandonada no setor Jardim Municipal. No local, foram recuperados diversos objetos que haviam sido ocultados, entre eles um notebook, uma parafusadeira, uma caixa de ferramentas e chaves, uma lixadeira, roupas femininas e perfumes. Todos os itens foram reconhecidos pelas vítimas.
Embora o autor não tenha sido encontrado no momento da recuperação dos objetos, a Polícia Civil de Porto Nacional reforça que ele foi devidamente identificado e será responsabilizado pela prática do furto qualificado. A apuração dos fatos prossegue por meio de inquérito policial.
O delegado Pedro Henrique Félix destaca o comprometimento da equipe em mais uma atuação bem-sucedida. “Trabalhamos de forma ágil e integrada para esclarecer o crime e restituir os bens às vítimas. A Polícia Civil seguirá empenhada em identificar e responsabilizar autores de delitos, garantindo maior segurança para a população de Porto Nacional”, afirmou.