PT NACIONAL RECOMENDA PARA PT TOCANTINENSE APOIAR CANDIDATURA À REELEIÇÃO DE KATIA ABREU

Posted On Segunda, 10 Janeiro 2022 06:21
Avalie este item
(1 Votar)

Não é surpresa para ninguém que vivenciou a ligação de lealdade política entre a senadora Kátia Abreu e a ex-presidente Dilma Rousseff, de quem a tocantinense foi ministra da Agricultura. Kátia também tem uma duradoura relação de amizade com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que mantém, também, laços estreitos de ideologia política.

 

Por Edson Rodrigues

 

Logo, já era mais que esperado que as duas petistas da cúpula nacional trouxesse o apoio do ex-presidente Lula, líder mor do partido, a apoiar as pretensões políticas da senadora tocantinense nas eleições de outubro próximo.

 

A época Kátia escreveu em uma rede social: 

Estive neste final de semana com dirigentes nacionais do PT (Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann) para falarmos sobre o apoio do partido no Tocantins. Mais do que tempo de televisão em uma campanha eleitoral, o importante são as propostas que cada partido tem a oferecer em prol do desenvolvimento do nosso estado. Precisamos unir forças de forma responsável e consciente a fim de termos uma gestão eficiente, honesta e transparente, retomarmos o crescimento e, sobretudo, recuperamos o emprego dos tocantinenses.
Continuo no PMDB, mas quero fazer alianças com todos os partidos que possam contribuir para a reconstrução do meu estado, principalmente aqueles que têm experiências exitosas em desenvolvimento social e econômico.
Sempre fiz e faço política no campo da centro-direita, mas governar não é afirmar ideologia, e sim encontrar equilíbrio e soluções. Não sou da esquerda, mas se há propostas na esquerda que indiquem soluções, eu vou defendê-las. O que é bom precisa ser aproveitado.
Os brasileiros não querem guerra, querem resultado. E a união de muitas ideias é que fará a diferença. Sem radicalismo e sem preconceitos, nosso foco tem que ser as famílias, o sucesso das pessoas, o bem estar. Vamos em frente. Força, Tocantins!

 

 

Kátia demonstrou-se muito mais fiel à Dilma Rousseff que muitos amigos e companheiros petistas durante o processo de “fritura” que levou ao seu impeachment.  Agindo dessa forma, o PT está apenas retribuindo à senadora Tocantinense o tratamento recebido, inclusive com a possibilidade da vinda de Lula e da cúpula nacional do partido para participar do palanque em que estiver Kátia Abreu na campanha eleitoral deste ano.

 

Nos bastidores da política tocantinense as conversas indicam que tudo caminha para um possível palanque entre Kátia Abreu, como candidata á reeleição, juntamente com o governador em exercício, Wanderlei Barbosa.VICENTINHO JR. “FECHADO” COM KÁTIA

 

Senadores Katia Abre Irajá Abreu e o governador Wanderlei Barbosa

 

A se contar por sua atuação política nas últimas eleições municipais, Kátia Abreu deve contar com o apoio do presidente do PL estadual, deputado federal Vicentinho Jr., que, no fim do ano passado, tornou público seu apoio à senadora por um pacto feito e cumprido na íntegra pela parlamentar, em retirar a candidatura de um de seus correligionários à prefeito de Pindorama, para apoiar a candidatura do irmão do deputado federal, Dr. Thiago Tapajós, que acabou eleito com uma diferença apertada de votos (17 votos), sua adversária, Tatiane Arruda.

 

 A diferença de votos mostrou claramente que o movimento de Kátia, na retirada da candidatura de seu apoiado foi fundamental para a eleição de Dr. Thiago.

 

Vicentinho Jr. circulou na região do Bico do Papagaio na companhia do senador Irajá Abreu, presidente do PSD estadual, e do governador em exercício Wanderlei Barbosa, na entrega de obras, no fim de 2021.  Irajá, inclusive, passou um fim de semana em uma fazenda de Vicentinho Jr., no município de Aparecida do Rio Negro, onde mantiveram conversas e articulações comuns do mundo político.

 

COMBATE ÀS ENCHENTES

 

Wanderlei, por sua parte, está totalmente desligado das movimentações eleitorais, e se encontra na frente de batalha contra as mazelas da população tocantinense com as enchentes em vários municípios, que já deixaram milhares de desabrigados.  O governador faz questão de acompanhar a situação in loco, comparecendo a todas as regiões impactadas e participando, pessoalmente, da distribuição de cestas básicas, kits de higiene pessoal e apoio logístico, junto com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, e secretarias do Trabalho e Ação Social, da Saúde, do Meio Ambiente e dos homens da Defesa Civil, que vêm se desdobrando 24 horas por dia para mitigar o sofrimento da população atingida.

 

Deputado Federal Vicente Junior em inauguração de obras no Bico de Papagaio com o governador Wanderlei Barbosa

 

Quando perguntado, Wanderlei afirma que não tem tempo para tratar de política enquanto houver um tocantinense desassistido nesse momento de calamidade pública; “antes das águas baixarem, o Palácio Araguaia não emite uma nota sobre sucessão estadual”, demonstrando um bom senso exemplar que deveria estar presente em toda a classe política do Estado.

 

ALERTA LIGADO NO PT TOCANTINENSE

Ex=presidente Dilma a presidente do PT Gleisi Hoffmann e Katia Abreu

 

Independentemente do PT do Tocantins gostar ou não da indicação da cúpula nacional acerca do apoio à candidatura á reeleição de Kátia Abreu, a indicação é clara e objetiva, mas já começa a causar transtornos na cúpula estadual do partido.

 

Um “quatro-estrelas” do PT tocantinense foi claro:  “ou apóia Kátia Abreu ou não terão investimentos em infraestrutura partidária para as eleições de outubro”.  Esse mesmo petista disse que uma cisão no partido é aguardada, faltando, apenas as manifestações em favor de outro nome para o Senado.

 

Apenas o tempo poderá afirmar se as informações obtidas pelo Observatório Político de O Paralelo 13 estão corretas, tendo-se que levar em conta, também, a possibilidade de Kátia Abreu tentar uma vaga para deputada federal, o que seria uma decisão “sem risco” e com probabilidade de eleição perto dos 100%.

 

Para dar esse passo, Kátia teria que se dispor a “olhar pelo retrovisor político” para enxergar os grandes líderes políticos que, por razões diversas, resolveram reiniciar suas vidas  públicas em cargos menores que os que já ocuparam, como Iram saraiva, que foi senador por Goiás e reiniciou seu caminho como vereador, foi eleito deputado estadual e, hoje é ministro do TCU.

 

O saudoso Ibsen Pinheiro, deputado federal e presidente da Câmara Federal, que foi massacrado pela mídia como corrupto, cassado pelos seus pares, provou sua inocência e voltou como deputado federal e se aposentou como deputado estadual.

 

O próprio ex-presidente da República, Fernando Collor, que renunciou ante a um impeachment iminente, foi execrado da vida pública, inocentado e conseguiu sua volta á política como senador da República.

 

É óbvio que o melhor para Kátia Abreu é conseguir uma reeleição de forma tranqüila, principalmente do alto de todo o seu patrimônio político.  Mas, se tudo der errado e a reeleição ficar difícil, optar por dar um passo atrás para progredir dois passos, logo à frente, não seria muito fora do seu perfil de mulher guerreira e combativa e, principalmente, extremamente inteligente.

 

Por enquanto, só cabe á senadora esperar pela reação do PT tocantinense para, depois, tomar a atitude que julgar mais coerente com sua personalidade e sua vida pública.

 

DIRETO DA FONTE

 

PRESIDENTE DA ANVISA COBRA BOLSONARO

 

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, rebateu neste sábado, dia 8, o presidente Jair Bolsonaro e cobrou uma retratação pública dele. A reação do chefe da agência reguladora aconteceu dois dias depois de Bolsonaro levantar suspeitas sobre a diretoria do órgão, ao reclamar do aval da Anvisa para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19. Em entrevista a uma emissora de rádio de Pernambuco, Bolsonaro perguntou, em tom insinuativo, "qual o interesse da Anvisa por trás disso aí?". 

 

12 MINISTROS VÃO SE CANDIDATAR

Presidente Bolsonaro e o ministro dp STF Luis Barroso

 

O presidente Jair Bolsonaro admitiu neste sábado (8) que até 12 ministros devem deixar o governo nos próximos meses para concorrerem a cargos públicos nas eleições deste ano. O prazo para a desincompatibilização dos ministros vai até abril e o presidente disse esperar que todos fiquem nos cargos até lá.

 

"Gostaria que eles saíssem somente um dia antes do limite máximo, para não termos qualquer problema. Já começamos a pensar em nomes para substituí-los, e alguns já estão mais que certos. A maioria será por escolha interna, até mesmo porque seria um mandato tampão até o fim do ano", respondeu, ao participar da festa de aniversário do advogado Geral da União, Bruno Bianco.

 

MORO QUE JUDICIÁRIO MAIS EFICIENTE E BARATO

Durante sua viagem pela região Nordeste, o pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro, reafirmou a disposição de implementar uma reforma do Poder Judiciário caso seja eleito. Moro confirmou que Joaquim Falcão, professor de direito constitucional e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), será o responsável pela coordenação do time de juristas chamados por ele para elaborar as propostas.

 

"Hoje você tem dificuldade de cobrar uma dívida", disse o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça em entrevista à rádio Correio, de João Pessoa, na Paraíba. "Há uma situação de insegurança jurídica que impacta nos investimentos. É preciso ter um judiciário mais eficiente e menos custoso."

 

Pesquisa

Última edição

o-paralelo-13-edicao-505.jpg

Boletim de notícias

Boletim de notícias

Colunistas

 

Últimas notícias