Nas entrelinhas da sucessão estadual, ninguém pode subestimar o eleitor

Posted On Sexta, 30 Janeiro 2026 05:45
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O Tocantins conta, com aproximadamente 1,1 milhão de eleitores aptos a votar nas eleições estaduais de 2026. Neste pleito, não haverá mais coligações proporcionais, que foram substituídas pelas federações partidárias, decisões tomadas pelas cúpulas nacionais das legendas partidárias, com homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em outras palavras, decisões impostas “goela abaixo”, sem a devida participação das bases.

 

Esse cenário ganha ainda mais peso com um tempero que entrou de corpo e alma no debate político nesta quinta-feira: a sucessão presidencial.

 

A última rodada da Pesquisa Paraná Pesquisas traz uma realidade que alimenta a narrativa do “já ganhou do PT”. Os resultados são assustadores para os petistas e seus aliados. O cenário aponta para um segundo turno extremamente apertado com a direita, onde o presidente Lula poderá enfrentar Flávio Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, e isso, inevitavelmente, irá influenciar as eleições estaduais de 2026 no Tocantins.

 

 

Aos dirigentes partidários, pré-candidatos e pré-candidatas às eleições estaduais de 2026, fica o alerta de que a antecipação do processo sucessório está provocando um enorme desgaste nas pré-candidaturas, principalmente às de governador e senador. Esse desgaste ocorre, sobretudo, pela falta de discussão de uma bandeira de alcance coletivo.

 

Há pré-candidatos que esqueceram que a classe política vive um momento de desgaste, com raras exceções. Hoje, a notícia e a informação estão na palma da mão de cada eleitor que com o celular conectado à internet, navega pelas redes sociais, portais de notícias, blogs e jornais online.

 

O que temos visto é que, a cada dia, muitos pretensos pré-candidatos congestionam as redes sociais com besteirais, sem propostas, com exposições pessoais e autoafirmações, cuidando apenas de seus interesses. Com isso, desrespeitam e subestimam a inteligência dos eleitores e dos veículos de comunicação sérios, comprometidos com os fatos e com a verdade.

 

 

Muitos desses políticos passaram a criar jornais eletrônicos e sites próprios para disseminar notícias voltadas exclusivamente à promoção pessoal. São dezenas de novos veículos online no ar, muitos deles bancados com recursos públicos, oriundos de diversos órgãos, inclusive câmaras municipais, com emissão de notas fiscais de altos valores.

 

Esquecem esses falsos profetas que a imprensa tradicional, os veículos comprometidos com um jornalismo sério e verdadeiro, fazem a diferença. A população, os eleitores e eleitoras, saberão distinguir os produtos “paraguaios”, os piratas, dos verdadeiros.

 

 

O jornal O Paralelo 13, com mais de 39 anos de atuação no mercado, assim como outros de credibilidade, estão atentos a essa picaretagem no mercado da comunicação. Pesquisas feitas em escritórios e divulgadas apenas em “seus próprios veículos” não ficarão impunes às garras da opinião pública.

 

As candidaturas “chupetas”

 

Há várias candidaturas “chupetas” em curso. São aquelas em que grupos, inclusive religiosos, lançam candidatos ou candidatas a cargos majoritários, como governador ou senador. Reúnem fiéis, formam grupos e disseminam notícias fabricadas em seus próprios veículos de promoção pessoal para pressionar adversários e, posteriormente, propor a retirada da candidatura em troca de dinheiro, favores ou cargos de primeiro escalão em prefeituras, no governo do estado ou no Legislativo estadual.

 

Parece que esses políticos do baixo clero ainda não acordaram para a velocidade da informação e para o alto nível de conhecimento da população tocantinense. Basta um toque no celular para que os eleitores tenham acesso à vida pública e pregressa, especialmente na vida pública, de quem detém ou pretende deter mandatos no Executivo e no Legislativo.

 

A candidatura de Carlos Velozo e o respeito aos tocantinenses

 

 

O Tocantins precisa de um senador com a experiência e maturidade política de nomes como João Ribeiro, Eduardo Siqueira Campos, João Rocha, professor Luiz Maia Leite, Vicentinho Alves, Professora Dorinha, Eduardo Gomes e Irajá que foram eleitos com bandeiras coletivas, e não de religião. Nada contra a religião, mas isso, ao nosso ver, representa falta de compromisso com o futuro do estado.

 

 

O jovem pastor e vice-prefeito Carlos Velozo, que também é sobrinho do ex deputado e pastor Amarildo, tem toda a liberdade de ser candidato a qualquer cargo eletivo. No entanto, sua experiência na vida pública não o credencia a postular tal função. Conforme o próprio afirmou, trata-se de uma decisão de grupo, sem que esteja formalizada a maturidade política de cada um dos membros desse grupo, nem o necessário passado político de seus integrantes.

 

 

O Tocantins não pode ser laboratório, não pode ser experimento de grupo. O Tocantins precisa ser pensado como estado, com visão de futuro, e não como teste de projetos.

 

O debate que o Tocantins precisa enfrentar

 

Apesar de estarmos em um processo sucessório antecipado, a partir de quatro de abril, é preciso abrir condições para um debate sobre a capacidade de representatividade política de cada candidatura aos cargos de deputado estadual, governador, senador e deputado federal nas eleições estaduais de 2026.

 

A inteligência dos eleitores e eleitoras tocantinenses não pode ser subestimada. Quem tentar fazê-lo pode ser punido na hora de votar.

 

 

Última modificação em Sexta, 30 Janeiro 2026 08:28
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