Pesquisa mostra desgaste nas faixas intermediárias enquanto base de baixa renda sustenta Lula

 

 

Por Marina Verenicz

 

 

Os dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), indicam que o desgaste do governo se concentra cada vez mais na classe média, enquanto a base de menor renda segue relativamente mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula mantém aprovação em 51,8%, com desaprovação de 47,1%. O quadro se inverte nas faixas intermediárias. Entre quem ganha de R$ 2 mil a R$ 3 mil, a desaprovação sobe para 65,1%, com aprovação em 34,2%. Na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil, o padrão se repete, com 60,6% de desaprovação e 39,3% de aprovação.

 

O comportamento desse grupo altera o centro de gravidade da eleição. A base mais pobre segue relativamente alinhada ao governo, mas a perda de apoio entre eleitores de renda média amplia o espaço para a oposição justamente no segmento que costuma decidir eleições apertadas.

A tendência se reforça quando se observa o topo da renda. Entre quem ganha acima de R$ 10 mil, a desaprovação chega a 55,5%, enquanto a aprovação fica em 43,9%. O padrão indica que o desgaste não está concentrado apenas na elite, mas distribuído ao longo das faixas intermediárias.

 

Esse deslocamento ajuda a explicar o ambiente competitivo captado nos cenários eleitorais. Lula mantém liderança no primeiro turno, mas enfrenta dificuldades para ampliar vantagem no segundo, onde a disputa se dá justamente sobre o eleitorado mais volátil.

 

A classe média, mais sensível a temas como inflação, renda e percepção econômica, passa a ter peso decisivo na formação do resultado.

 

Na prática, o dado impõe um desafio específico ao governo. A manutenção do apoio entre os mais pobres não é suficiente para garantir vantagem confortável, enquanto a perda nas faixas intermediárias amplia o espaço para crescimento de adversários.

 

A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre os dias 24 e 27 de abril, por meio de questionário digital. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07992/2026.

 

 

 

Posted On Terça, 28 Abril 2026 13:30 Escrito por

A medida permitirá descontos de até 90% em créditos caros, como cartão e cheque especial, visando reduzir a inadimplência em meio a juros elevados

 

 

Com Agência Brasil

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar ainda esta semana o novo programa Desenrola 2.0, que permitirá o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação de dívidas das famílias brasileiras.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo, após reuniões com representantes de instituições financeiras. “A gente segue trabalhando com a possibilidade de usar o fundo de garantia”, afirmou o ministro.

Durigan explicou que haverá um limite para o saque do FGTS, vinculado ao pagamento das dívidas, mas não superior ao valor devido. Ele destacou que o programa contará com aporte no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para garantir a renegociação.

As conversas envolveram presidentes de bancos como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e representantes do Citibank. O ministro deve retornar a Brasília amanhã para apresentar o programa ao presidente, com anúncio previsto para esta semana.

 

O objetivo do Desenrola 2.0 é reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, com expectativa de queda nos próximos meses. A iniciativa foca em reduções para dívidas em cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial, com taxas entre 6% e 10% ao mês.

 

Durigan estimou que os descontos poderão alcançar até 90%, com taxas de juros bem inferiores às praticadas atualmente. Ele enfatizou que o programa exige contrapartidas dos bancos e ocorrerá como medida excepcional, não recorrente. “Não se trata de um Refis recorrente”, ressaltou.

A expectativa do governo é beneficiar dezenas de milhões de pessoas, similar ao primeiro Desenrola, que atendeu cerca de 15 milhões de indivíduos e negociou R$ 53,2 bilhões em dívidas.

 

 

 

 

Posted On Terça, 28 Abril 2026 03:28 Escrito por

Segundo o deputado Sanderson, a ligação de Flávio com o Master é feita com relatos apresentados como fatos comprovados e uso de expressões de forte apelo emocional.

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O deputado federal Ubiratan Sanderson (RS), do Partido Liberal (PL), enviou nesta segunda-feira, 27, um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o Partido dos Trabalhadores (PT) por um vídeo divulgado neste domingo, 26, e que tenta associar o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao escândalo do Banco Master.

 

No vídeo, que começa a circular em perfis bolsonaristas e petistas, o locutor usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema.

 

“Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um Google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz.

 

Segundo o deputado Sanderson, a ligação de Flávio com o Master é feita com relatos apresentados como fatos comprovados e uso de expressões de forte apelo emocional. O ofício afirma que não há, até o momento, investigação formal que vincule o senador ao escândalo. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações são “mentirosas e absurdas” já que o senador não é formalmente citado nas investigações do caso.

 

“No presente caso, não se trata de mera crítica política ou opinião, mas de imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual”, afirma Sanderson.

 

Assim o deputado solicita a abertura imediata de investigação para apurar a produção e a disseminação do vídeo, com a identificação dos responsáveis e a análise do conteúdo dentro da legislação eleitoral. O parlamentar também pede a adoção de medidas urgentes para interromper a circulação do material, caso sejam constatadas irregularidades, além do eventual envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a responsabilização dos envolvidos.

 

O deputado justifica ainda que as medidas devem ser tomadas com urgência, já que o vídeo está circulando em ambiente digital “onde a velocidade de propagação é exponencial e os efeitos da desinformação podem se tornar irreversíveis em curto espaço de tempo”, escreve o deputado.

 

O vídeo foi divulgado para apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O partido lembra que o Master foi autorizado a operar em 2019, durante do governo Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e para o próprio Jair Bolsonaro.

 

“Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster”, diz o vídeo.

 

 

 

 

Posted On Terça, 28 Abril 2026 03:26 Escrito por

Levantamento mostra cenário estável na corrida presidencial, com alta rejeição a Lula e Flávio e crescimento discreto de Romeu Zema; avaliação do governo segue negativa para a maioria

 

 

Com Correio Braziliense

 

 

A segunda rodada da pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto para a Presidência da República, divulgada nesta segunda-feira (27/4), aponta um cenário de estabilidade na disputa eleitoral de 2026, com liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

De acordo com o levantamento, Lula aparece com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual, o que configura empate técnico. Em relação à pesquisa anterior, houve oscilação de um ponto percentual para baixo no desempenho do presidente.

Em seguida aparece: Romeu Zema (Novo) 4%; Ronaldo Caiado (PSD), 3%; Renan Santos (Missão), 3%; Augusto Cury (Avante) 2%; Cabo Daciolo (Mobiliza); 1%; e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, e não sabem ou não responderam, 2%.

O estudo também revela altos índices de rejeição entre os principais nomes da disputa. Lula e Flávio Bolsonaro lideram nesse quesito, ambos com 48% dos eleitores afirmando que não votariam neles de forma alguma.

No levantamento anterior, Lula registrava 49% de rejeição, enquanto Flávio já aparecia com os mesmos 48%.Entre os demais pré-candidatos, Romeu Zema (Novo) tem rejeição de 33%, ante 31% na rodada anterior. Já Ronaldo Caiado aparece com 29%, recuando em relação aos 31% registrados anteriormente.

Avaliação do governo Lula segue negativa

A pesquisa BTG/Nexus também mediu a avaliação da gestão federal. Segundo os dados, 43% dos entrevistados classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, leve melhora em relação aos 44% da pesquisa anterior. Por outro lado, 33% avaliam a administração como ótima ou boa — uma queda de dois pontos percentuais em comparação aos 35% registrados anteriormente.No recorte de aprovação, 49% desaprovam a forma como Lula governa, enquanto 46% aprovam.

Na rodada anterior, a desaprovação era de 51% e a aprovação, de 45%, indicando uma leve melhora na percepção geral, ainda que dentro da margem de erro.

Além das intenções de voto, o levantamento traz dados sobre o perfil político-ideológico do eleitorado brasileiro, percepções sobre a economia e o nível de endividamento da população — fatores que tendem a influenciar o comportamento do voto ao longo da campanha.

Segundo a Nexus, empresa de pesquisa e inteligência de dados da FSB Holding responsável pelo estudo em parceria com o BTG Pactual, o cenário atual indica baixa volatilidade e ausência de movimentos significativos entre os principais candidatos.

 

A pesquisa entrevistou 2.028 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 24 e 26 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

 

 

 

 

Posted On Segunda, 27 Abril 2026 14:53 Escrito por

Articuladores políticos do Palácio do Planalto dão como certa derrubada de veto de Lula

 

 

Por Eduardo Gayer

 

 

Os articuladores políticos do governo federal fazem entre hoje e amanhã uma ofensiva final com senadores pela aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina e a votação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) no Senado estão marcadas para esta quarta-feira (29).

 

 

Nesta segunda-feira (27) haverá uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), para combinar as estratégias finais.

 

O governo calcula ter os votos necessários para aprovar a indicação de Messias, mas quer uma margem menos apertada. Com o PL fechado pela rejeição e a base governista encaminhada ao voto favorável, a rodada de conversas vai focar nos senadores de centro.

 

Com todos os esforços voltados para Messias, a "tropa de choque" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende se mobilizar para evitar a derrubada do veto ao projeto de lei da dosimetria, que deve reduzir as penas dos condenados pela trama golpista. A análise interna é que seria uma "batalha perdida", frente à disposição da maioria do Congresso de enterrar o veto presidencial.

 

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou sessão conjunta para esta quinta-feira (30) que terá como pauta única o veto da dosimetria. Com a iminência de derrubada, e possivelmente com margem acima dos 300 votos, o PT se prepara para acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a eventual retomada da lei da dosimetria, muito embora com baixa expectativa de vencer a batalha no campo jurídico.

 

 

 

Posted On Segunda, 27 Abril 2026 14:52 Escrito por
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