Seleção oferta 40 vagas para o Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas
Da Assessoria
As inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas (Gespol), da Universidade Federal do Tocantins (UFT), foram prorrogadas até 30 de setembro. A seleção é destinada a diretores, vice-diretores e a professores da rede estadual de ensino, com uma turma específica para a área de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a UFT e ofertará 40 vagas, distribuídas entre duas turmas com 20 vagas cada.
A prorrogação também alterou o cronograma das etapas seguintes. A divulgação das inscrições homologadas está prevista para até 5 de outubro, com prazo para recursos nos dias 6 e 7 de outubro. Já a prova de conhecimentos específicos será realizada no dia 18 de outubro.
A etapa de avaliação da proposta de pesquisa interdisciplinar e a prova oral estão previstas para ocorrer entre os dias 3 e 5 de novembro e o resultado final deverá ser divulgado até 16 de novembro. As datas de matrícula e início das aulas ainda serão definidas.
Conforme a retificação publicada pela UFT, a alteração se limita à prorrogação das inscrições e à atualização do cronograma. Permanecem inalterados os requisitos de participação, o número e a distribuição das vagas, os critérios de avaliação, os conteúdos, a pontuação e as regras de classificação previstas nos editais.
As inscrições realizadas anteriormente, entre 23 de julho e 30 de agosto, permanecem válidas, sem necessidade de novo envio de documentação.
Mestrado em Gestão de Políticas Públicas
O curso tem duração prevista de 24 meses e integra a oferta de formação em nível de pós-graduação destinada aos profissionais contemplados pelas seleções. As atividades serão realizadas no campus de Palmas da UFT.
Na seleção destinada a diretores e vice-diretores escolares, são ofertadas 20 vagas: 17 para profissionais da Rede Estadual, uma para ações afirmativas e duas para ampla concorrência.
Para a seleção destinada aos professores, também são ofertadas 20 vagas, sendo 17 para docentes da Rede Estadual, uma para ações afirmativas e duas para ampla concorrência. A turma é voltada à Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).
Endocrinologista explica diferenças em relação à NPH e os principais benefícios da insulina de ação prolongada para os pacientes
Texto: Vania Machado
A insulina glargina, que passa a ser ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para públicos específicos, apresenta como uma de suas principais características a ação prolongada, capaz de proporcionar uma cobertura mais contínua da insulina basal ao longo do dia. A mudança da insulina NPH para a glargina, quando indicada pelo médico, pode trazer mais estabilidade ao controle glicêmico e maior comodidade para o paciente.
O endocrinologista Alberto Messias Alves Júnior explica que a diferença está principalmente no perfil de ação das duas insulinas. O médico destaca que a NPH é uma insulina de ação intermediária, com duração aproximada de 14 a 18 horas, enquanto a glargina apresenta ação prolongada. “A glargina tem uma duração mais estendida, de até 24 horas. A vantagem dela é que você consegue manter índices de insulinização ao longo dessas 24 horas”, explica o médico.
Mais estabilidade e menor risco de hipoglicemia
A mudança pode trazer benefícios especialmente para pacientes que apresentam maior risco de hipoglicemia (queda dos níveis de glicose), variações importantes da glicemia ou dificuldade para manter o controle adequado com a NPH.
O endocrinologista destaca ainda que, a glargina, por não apresentar um pico de ação pronunciado como a NPH, está associada a menor risco de episódios de hipoglicemia. Esse aspecto é especialmente importante entre crianças e idosos, grupos contemplados pela estratégia nacional.
“Com a insulina NPH, geralmente o paciente precisa fazer duas ou até três aplicações ao dia, enquanto a glargina é aplicada uma vez ao dia e oferece essa cobertura basal de aproximadamente 24 horas. Isso reduz o número de aplicações e traz mais praticidade e comodidade, além de permitir maior flexibilidade no horário de aplicação. Com a NPH, os horários precisam ser mais fixos; já com a glargina, o paciente pode definir, com orientação da equipe de saúde, um horário que seja mais conveniente para sua rotina e mantê-lo diariamente”, destaca o médico.
Para o médico Alberto Messias, essa redução do número de aplicações da insulina basal pode ainda facilitar a rotina e favorecer a adesão ao tratamento.
Por Edson Rodrigues
Depois de colocar sobre a mesa os resultados das pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta última semana de agosto, o Observatório Político de O Paralelo 13 entende que chegou a hora de avançar na reflexão sobre o processo sucessório tocantinense. E há uma pergunta que começa a ganhar força: o Tocantins caminha para uma eleição de governador em dois turnos?
Ainda não existe resposta definitiva. Pesquisa não é urna e seria precipitado afirmar que o segundo turno é inevitável. Mas os números divulgados pela Quaest, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas apresentam sinais suficientes para que essa possibilidade deixe de ser apenas uma hipótese e passe a fazer parte das estratégias dos principais grupos políticos.
A pouco mais de um mês das urnas, nenhum candidato aparece próximo da maioria absoluta dos votos válidos necessária para liquidar a eleição no primeiro turno. Ao mesmo tempo, os levantamentos revelam parcelas importantes do eleitorado ainda indecisas ou suscetíveis a mudar de posição.
A eleição está aberta. E o segundo turno precisa entrar definitivamente no radar das campanhas.
O QUE DIZEM OS NÚMEROS

Segundo as pesquisas, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior aparecem tecnicamente empatados, ambos ainda abaixo dos 40% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, os levantamentos revelam um contingente expressivo de eleitores indecisos e uma parcela significativa que admite poder mudar sua escolha até o dia da votação. Apesar das diferentes metodologias adotadas pelos institutos, os números convergem quando demonstram que há um amplo espaço eleitoral ainda a ser conquistado, e a disputa pelo Governo do Tocantins permanece aberta.
SEGUNDO TURNO: O QUE DIZ A LEI
A Constituição Federal e a legislação eleitoral estabelecem que, para ser eleito governador no primeiro turno, um candidato precisa alcançar maioria absoluta dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Se nenhum candidato atingir essa maioria absoluta, haverá segundo turno entre os dois mais votados. Em termos simples: não basta chegar em primeiro. Para acabar a eleição no primeiro turno é preciso ultrapassar a metade dos votos válidos.
36 ANOS DEPOIS?
O Tocantins conhece bem pouco uma eleição estadual em dois turnos.
Desde a promulgação da Constituição de 1988 e a criação do Estado, houve apenas uma eleição para governador decidida dessa maneira: 1990. E houve uma curiosidade histórica: o segundo turno colocou frente a frente dois Moisés — Moisés Avelino e Moisés Abrão.
Avelino venceu e chegou ao Palácio Araguaia. Passados 36 anos, o Tocantins pode novamente experimentar uma disputa de segundo turno para governador. Não estamos afirmando que acontecerá. Estamos dizendo que as campanhas precisam estar preparadas para essa possibilidade.
A ELEIÇÃO DO PRIMEIRO TURNO É UMA. A DO SEGUNDO É OUTRA

Esse talvez seja o ponto político mais importante desta reflexão. Uma eleição de segundo turno não é simplesmente uma continuação do primeiro. É praticamente uma nova eleição.
No primeiro turno existem candidatos a governador, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa percorrendo municípios, mobilizando prefeitos, vereadores, lideranças, militantes, cabos eleitorais e estruturas partidárias.
No dia seguinte à votação, tudo muda.
Os deputados estaduais e federais já terão sido eleitos. Os senadores também. Alguns estarão comemorando; outros estarão contabilizando prejuízos políticos e financeiros. Surgirão frustrações, cobranças, ressentimentos e novas negociações.
Os candidatos a governador que ficarem fora do segundo turno também terão que decidir que posição tomar. É aí que começa outro campeonato. E quem chegar ao segundo turno imaginando que manterá automaticamente toda a estrutura do primeiro poderá cometer um erro grave.
PALÁCIO ARAGUAIA PRECISA PENSAR NESSA HIPÓTESE

Para o grupo governista, a questão merece atenção especial. O governador Wanderlei Barbosa possui uma grande aprovação de sua gestão. Mas, como já destacamos em nossa análise anterior, Wanderlei não estará na urna para governador.

A candidata de seu grupo é Professora Dorinha.
Portanto, o desafio não é apenas ter um governador bem avaliado. É transformar essa avaliação, a estrutura partidária, o apoio de prefeitos, parlamentares e lideranças em votos para a candidata escolhida pelo grupo.
Se houver segundo turno, essa engrenagem terá que ser novamente mobilizada. Por isso, a campanha governista precisa trabalhar simultaneamente com duas estratégias: buscar uma votação forte no primeiro turno e estar preparada para uma eventual segunda batalha.
VICENTINHO TAMBÉM NÃO PODE CONFUNDIR PESQUISA COM URNA

Para Vicentinho Júnior, os empates técnicos são politicamente animadores. Isso demonstra competitividade, mas não significa vitória. Vicentinho precisa continuar fazendo aquilo que os números indicam que funcionou e ampliar sua presença, conversar com o eleitor e evitar erros. Em uma eleição tão equilibrada, salto alto pode custar caro.
REDES SOCIAIS NÃO RESOLVERAM
Há outro recado dos números que todos os candidatos deveriam ouvir. As redes sociais são fundamentais em uma campanha moderna. WhatsApp, Instagram, vídeos, transmissões e demais plataformas têm enorme capacidade de mobilização. Mas não resolveram sozinhas o problema dos indecisos.
Quando uma pesquisa espontânea encontra praticamente metade dos entrevistados sem indicar candidato a governador, existe um sinal evidente de que uma grande parcela da sociedade ainda não foi alcançada de maneira suficiente pelas campanhas.
Não adianta terceirizar campanha, o candidato precisa furar a bolha e se fazer conhecido. É fundamental gastar sola de sapato, enfrentar o calor do Tocantins e percorrer os municípios. Política se faz olho no olho!
COMUNICAÇÃO NÃO É APENAS REDE SOCIAL

Também existe espaço para uma reflexão sobre a relação das campanhas com os veículos de comunicação tocantinenses. Uma campanha não pode imaginar que um vídeo de alguns segundos nas redes sociais substitui completamente uma entrevista, um debate ou uma reportagem em que o candidato precisa explicar suas propostas.
Os veículos de comunicação continuam tendo papel relevante de questionar, apresentar trajetórias e permitir que o eleitor conheça melhor quem pretende governá-lo. O candidato precisa dizer o que pretende fazer nas diferentes áreas da gestão e é assim que uma eleição passa a ser uma escolha consciente.
QUEM ESTÁ INDECISO NÃO ESTÁ NECESSARIAMENTE DESINTERESSADO
Tratar o eleitor indeciso como alguém que não acompanha a eleição tem sido um erro grave nas campanhas, pois muitas vezes acontece o contrário e o eleitor pode simplesmente estar esperando, observando, comparando e querendo saber quem apresenta as melhores propostas. E é justamente esse eleitor que poderá decidir se haverá ou não segundo turno.
A CAMPANHA COMEÇA AGORA
Dorinha tem estrutura. Vicentinho mostrou competitividade. Laurez Moreira e Ataídes Oliveira ainda disputam espaço e podem interferir diretamente na matemática do primeiro turno. Os demais candidatos também retiram votos do universo necessário para alguém alcançar a maioria absoluta. Quanto maior a dispersão dos votos válidos entre candidaturas competitivas, mais difícil tende a ser para um único nome ultrapassar os 50% dos votos válidos.
Mas ainda faltam cinco semanas de campanha. E neste período um debate pode mudar tudo, uma nova aliança, uma declaração infeliz pode fazer o eleitor mudar de ideia.
O Observatório Político de O Paralelo 13 entende que seria precipitado escrever hoje que o Tocantins terá inevitavelmente segundo turno. Os números não permitem essa certeza. Mas também seria fechar os olhos para a realidade não reconhecer que a possibilidade de um segundo turno é hoje concreta e merece entrar definitivamente no planejamento político das campanhas.
Os números deram o aviso. Agora é hora de sair do ar-condicionado, colocar o pé na estrada e gastar sola de sapato.
Com a palavra, os bravos eleitores e eleitoras do nosso Tocantins.