Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Faltando exatamente 12 dias para o segundo turno das eleições estaduais, o Observatório Político de O Paralelo 13 faz um alerta às campanhas de Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior: é preciso olhar para além dos votos conquistados no primeiro turno e conversar com quem não compareceu às urnas ou não escolheu nenhum dos candidatos na disputa pelo Governo do Tocantins.
Os números merecem atenção. No primeiro turno, o Estado registrou 216.827 abstenções, 27.085 votos brancos e 88.096 votos nulos na eleição para governador. Somados, são 332.008 registros, entre eleitores que não compareceram e aqueles que, mesmo votando, não escolheram uma candidatura válida para o governo estadual.
É um contingente expressivo, que representa um desafio para os dois projetos políticos nesta reta final.
UM UNIVERSO ELEITORAL QUE NÃO PODE SER IGNORADO

A abstenção, o voto branco e o voto nulo têm significados diferentes. Não é correto afirmar que todos esses eleitores estão indecisos ou que votarão no segundo turno. Ainda assim, os números mostram que há espaço para as campanhas refletirem sobre a participação eleitoral e a capacidade de dialogar com a população.
Os 216.827 eleitores que não compareceram às urnas representam uma parcela importante do eleitorado tocantinense. Já os votos brancos e nulos mostram que milhares de pessoas compareceram, mas não registraram um voto válido para governador.
Por isso, o alerta do Observatório Político de O Paralelo 13 é dirigido não apenas aos dois candidatos, mas também aos coordenadores políticos, marqueteiros e dirigentes partidários. Não basta contabilizar adesões de prefeitos, parlamentares, vereadores e lideranças. É necessário compreender o sentimento do eleitor e apresentar razões concretas para que ele participe da decisão no dia 25 de outubro.
PROPOSTAS, DIÁLOGO E RESPEITO

Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior precisam aproveitar os últimos dias de campanha para apresentar, de maneira clara e objetiva, suas principais propostas para um eventual governo.
Os programas eleitorais gratuitos de rádio e televisão, as entrevistas, os debates e o contato direto com a população devem ser utilizados para explicar como cada candidatura pretende enfrentar os problemas do Tocantins.
Saúde, educação, segurança pública e geração de emprego precisam estar no centro das discussões. O eleitor quer saber quais são as prioridades, como as propostas serão executadas e de que maneira poderão melhorar sua vida e a de sua família.
É nesse momento que o contato olho no olho faz a diferença. A política não se resume a fotografias de reuniões, declarações de apoio ou grandes carreatas. É preciso ouvir, responder e convencer.
DIVERGIR É UM DIREITO. RESPEITAR É UMA OBRIGAÇÃO.

O segundo turno também exige equilíbrio emocional e responsabilidade. Ser governista ou oposição é uma escolha legítima. Divergir faz parte da democracia, mas as diferenças políticas não podem servir de justificativa para ataques pessoais, agressividade ou tentativas de transformar adversários em inimigos.
As críticas devem permanecer dentro dos limites do debate democrático, com argumentos, propostas e respeito à população.
Nestes 12 dias que antecedem a votação, as duas candidaturas têm a oportunidade de transmitir uma mensagem de equilíbrio, convivência democrática e união das famílias tocantinenses. O Estado tem problemas reais que exigem soluções, independentemente de quem vencer a eleição.
O eleitor precisa conhecer os projetos para a saúde, a educação, a segurança pública e a geração de emprego. Precisa também ter condições de comparar as propostas sem que o debate seja dominado por ataques e provocações.
POR QUE A ELEIÇÃO CONTINUA EM ABERTO?

A diferença entre Dorinha e Vicentinho no primeiro turno não elimina a possibilidade de mudanças no cenário eleitoral. Os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, a mobilização dos eleitores que não compareceram e a decisão daqueles que votaram branco ou nulo tornam a reta final especialmente importante.
Mas seria um erro presumir que os 332.008 registros serão convertidos em votos disponíveis para qualquer uma das candidaturas. Parte desse eleitorado poderá manter a mesma posição, enquanto outra parte poderá escolher um dos concorrentes ou não comparecer novamente.
O desafio é conquistar a confiança da população, respeitando sua liberdade de escolha. O Observatório Político de O Paralelo 13 reafirma sua avaliação: a disputa pelo Governo do Tocantins permanece em aberto. A liderança do primeiro turno é relevante, mas não garante vitória. Da mesma forma, as novas adesões políticas precisam ser acompanhadas de resultados concretos nas urnas.
O TEMPO É CURTO, MAS AINDA HÁ ESPAÇO PARA CONVENCER
O segundo turno não deve ser apenas uma disputa para saber qual grupo reúne mais lideranças. Deve ser uma oportunidade para que os tocantinenses conheçam melhor os dois projetos de governo e decidam com consciência.
Dorinha e Vicentinho têm a responsabilidade de apresentar propostas, ouvir a população e demonstrar respeito às diferenças. Seus coordenadores e dirigentes partidários precisam compreender que a eleição se decide no voto, não apenas nos bastidores.
Aos eleitores e eleitoras, cabe a decisão soberana nas urnas. Às candidaturas, cabe o dever de convencer, sem desrespeitar. O Tocantins espera uma campanha de propostas, equilíbrio e responsabilidade. Saúde, educação, segurança pública e emprego não podem ficar em segundo plano diante das disputas políticas.
O eleitor precisa ser ouvido. A família tocantinense precisa ser respeitada. E o futuro do Estado precisa estar acima das vaidades políticas.

A Família Paralelo 13, nesse momento de profunda dor e consternada abraça com o sentimento de solidariedade cristã a Família Adriano, pelo falecimento de DONA JÚLIA MARIA RIBEIRO, matriarca desse núcleo familiar que, com coragem, fé, trabalho e muita determinação, criou e moldou com ética e respeito uma prole composta por 10 filhos.
Hoje, um dia marcado pela tristeza e a certeza de uma eternidade de luz e amor profundo, ela parte aos 102 anos em direção à morada do Pai Celestial, que com certeza a acolherá em Seus Braços, para ali, essa serva do Senhor, ser felicitada pelos expressivos e transformativos exemplos que deixou entre os seus.
Descanse em paz!
Edivaldo, Edson e Edimar Rodrigues
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins entrou em uma fase decisiva. Nos últimos dias, os grupos liderados pela senadora Professora Dorinha Seabra e pelo deputado federal Vicentinho Júnior intensificaram as articulações, anunciaram novos apoios e reorganizaram suas estratégias para conquistar os votos que definirão o próximo governador, no dia 25 de outubro.
O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanha os movimentos dos dois lados. A disputa continua aberta e, embora Dorinha tenha terminado o primeiro turno na liderança, as novas alianças mostram que a diferença nas urnas não encerrou a batalha política.
DORINHA REFORÇA O COMANDO POLÍTICO

A candidatura da Professora Dorinha ganhou um reforço com a participação mais direta do senador reeleito Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado Federal. Com 450.191 votos, ele alcançou uma das maiores votações já registradas por um candidato ao Senado na história política tocantinense e assumiu a missão de coordenar as articulações para o segundo turno.
Ao lado do governador Wanderlei Barbosa, de Eduardo Gomes e do deputado federal Carlos Gaguim, quarto colocado na disputa pelo Senado, Dorinha conta com um grupo de lideranças experientes e com presença política em diferentes regiões do Estado.
A estratégia é transformar essa estrutura em mobilização eleitoral, com reuniões, carreatas, visitas aos municípios e manifestações públicas das principais lideranças. Segundo apuração do Observatório Político, Porto Nacional, conhecida como Capital da Cultura Tocantinense, está entre os primeiros municípios previstos para receber uma mobilização, com a participação do prefeito Ronivon Maciel, aliado da candidata. Eduardo Gomes também tem defendido o esforço conjunto para ampliar a votação de Dorinha. A questão central, porém, será converter apoios políticos em votos efetivos no dia 25.
SEGURANÇA PÚBLICA

Nesta segunda-feira, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida, Dorinha recebeu o apoio de entidades sindicais e associações ligadas a diferentes categorias do serviço público, em encontro realizado no Comitê 44, em Palmas.
Entre as organizações anunciadas estão o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), o Sindicato dos Peritos Oficiais do Tocantins (Sindiperito), a Associação de Praças e Soldados de Palmas e Gurupi (Apra-TO), a Liga Sindical Tocantinense e a Associação dos Servidores Públicos (Assemp). Também participaram representantes do sistema socioeducativo.
São segmentos com milhares de trabalhadores e atuação em áreas importantes para o funcionamento do Estado. O apoio fortalece o diálogo da candidata com categorias que têm reivindicações relacionadas às condições de trabalho, à estrutura dos serviços e à valorização dos servidores.
A adesão foi anunciada publicamente com a presença de Eduardo Gomes, que aposta na experiência institucional de Dorinha e na capacidade de articulação com a bancada federal e o governo da União.
VICENTINHO AMPLIA ADESÕES

Do outro lado, Vicentinho Júnior também intensifica as articulações e recebe lideranças que estiveram em outros palanques no primeiro turno. O movimento inclui parlamentares, prefeitos, ex-candidatos e representantes de diferentes segmentos políticos.
Entre os apoios de maior repercussão estão o ex-candidato ao governo Laurez Moreira, que obteve 69.967 votos; o ex-deputado federal Eli Borges, candidato ao Senado e dono de uma votação expressiva de 271.829 votos; o deputado estadual eleito Paulinho Bonifácio, com 13.809 votos; o suplente Júnior Diamantino, com 12.063 votos; e o ex-candidato Du Pereira.
Vicentinho, Amélio e Alexandre Guimarães
Também aderiram à candidatura o deputado estadual Luciano Oliveira, com 24.472 votos; o deputado estadual Gutierres Torquato, com 21.052; e o deputado Moisemar Marinho, além de outras lideranças estaduais e municipais.
A lista inclui ainda o Coronel Barbosa, primeiro suplente de deputado federal pela União Progressista, que recebeu 28.544 votos na eleição proporcional e anunciou apoio a Vicentinho. Barbosa havia disputado a eleição na chapa ligada à candidatura de Dorinha, o que torna sua mudança de posição politicamente significativa.

No campo municipal, Vicentinho recebeu o apoio do prefeito de Formoso do Araguaia, Israel Kawe, e do prefeito de Itaguatins, Vitor da Reis, que deixou o grupo de Dorinha. O prefeito de São Salvador do Tocantins, André Borba, também anunciou adesão. A campanha contabiliza ainda vereadores e outras lideranças, entre elas representantes de Gurupi e de diferentes regiões do Estado.
A movimentação revela uma tentativa de Vicentinho de ampliar sua presença territorial e reunir forças que, no primeiro turno, estavam distribuídas entre diferentes candidaturas.
RONALDO E TIAGO DIMAS NO RADAR

Outra movimentação aguardada é a possível declaração de apoio do ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas e de seu filho, o deputado federal Tiiago Dimas, prevista nos bastidores para esta quarta-feira.
Ronaldo disputou uma vaga no Senado e não foi eleito, mas obteve votação expressiva em Araguaína, seu principal reduto político. Caso a adesão se confirme, será mais um movimento relevante na disputa pelo apoio de lideranças com influência no segundo maior colégio eleitoral do Tocantins.
Até o anúncio oficial, porém, a declaração deve ser tratada como uma expectativa, e não como apoio formalizado.
DOIS GRUPOS, DUAS ESTRATÉGIAS

A candidatura de Dorinha aposta na estrutura política formada pelo governador Wanderlei Barbosa, pelo senador Eduardo Gomes, por Carlos Gaguim, por prefeitos aliados e por uma expressiva bancada parlamentar. O grupo trabalha para integrar os deputados federais eleitos e ampliar a mobilização entre os deputados estaduais da base governista.
Vicentinho, por sua vez, procura transformar a sequência de adesões em uma frente política capaz de reduzir a vantagem obtida por Dorinha no primeiro turno. O apoio de Laurez Moreira, Eli Borges, Coronel Barbosa e de prefeitos que mudaram de posição reforça a capacidade de articulação do candidato.
O candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, teve uma agenda intensa nesta segunda-feira, marcada pela chegada de novos apoios e adesões de prefeitos. Ele pernoitou em Araguaína e, nesta terça-feira, segue recebendo manifestações de apoio na cidade, considerada a capital do agronegócio e do boi gordo. Araguaína é o segundo maior colégio eleitoral do Tocantins, onde Vicentinho foi o candidato mais votado no primeiro turno.
Na apuração oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Dorinha terminou o primeiro turno com 369.181 votos, equivalentes a 45,75% dos votos válidos. Vicentinho recebeu 352.739 votos, ou 43,72%. A diferença foi de 16.442 votos.
É uma vantagem real, mas insuficiente para antecipar o resultado. No segundo turno, a disputa começa sob novas condições: os candidatos precisam conquistar eleitores que votaram em outras candidaturas, estimular a participação de quem não compareceu às urnas e convencer o eleitorado indeciso.
FLÁVIO BOLSONARO NO TOCANTINS

A candidatura de Dorinha também trabalha para ampliar seu respaldo nacional. O Observatório Político de O Paralelo 13 apurou a confirmação da articulação para a vinda ao Tocantins, nos próximos dias, do presidenciável Flávio Bolsonaro, com o objetivo de manifestar apoio à senadora.
A iniciativa é atribuída à articulação de Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. A presença de Flávio poderá dar dimensão nacional à campanha de Dorinha e mobilizar lideranças alinhadas ao campo político bolsonarista. O impacto eleitoral dessa visita, contudo, dependerá da capacidade de transformar o ato político em engajamento e votos.
A IMPRENSA TERÁ PAPEL DECISIVO
Faltam menos de duas semanas para o segundo turno. Nesse intervalo, a imprensa tocantinense terá papel fundamental na cobertura dos movimentos de bastidores, na divulgação das propostas e no acompanhamento dos compromissos assumidos pelos candidatos.
O cenário também exige cautela diante das pesquisas eleitorais. Os levantamentos podem oferecer retratos de determinado momento, mas não substituem a decisão das urnas. A escolha será feita pelos eleitores e eleitoras tocantinenses no dia 25 de outubro.
O jogo permanece aberto. Apoios anunciados, reuniões e carreatas são importantes, mas não garantem, por si só, a transferência automática de votos. A campanha que conseguir dialogar melhor com a população e apresentar respostas convincentes às demandas do Estado poderá sair na frente na reta final.
DEBATE: MAIS UMA OPORTUNIDADE PARA O ELEITOR

Na quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior terão mais uma oportunidade de apresentar suas propostas e confrontar suas ideias no debate promovido pela AVECOM, Record News, Rede Hits e FARCOM, com transmissão ao vivo pela televisão, rádios e plataformas digitais.
O encontro será uma oportunidade para que os eleitores comparem projetos, avaliem argumentos e observem como cada candidato pretende enfrentar os desafios administrativos, econômicos e sociais do Tocantins.
Mais do que um confronto entre duas candidaturas, o debate representa um instrumento importante para o exercício democrático. Em uma eleição tão disputada, cada proposta, resposta e compromisso poderá pesar na decisão de quem ainda não escolheu seu candidato.
Dorinha e Vicentinho chegam à reta final cercados de aliados, novas composições e estratégias distintas. Até o dia 25, a política tocantinense ainda poderá reservar surpresas.
O Observatório Político de O Paralelo 13 continuará acompanhando cada movimento dessa disputa, porque, no segundo turno, nenhuma articulação deve ser ignorada e nenhum resultado pode ser antecipado.

Com o tema “Ciência Delas”, evento começa nesta terça-feira, 13, e reúne palestras, oficinas, apresentações de pesquisas e atividades abertas ao público até 16 de outubro
Texto: Andréia Fernandes/Dicom Unitins
Entre os dias 13 e 16 de outubro, Palmas será palco de quatro dias dedicados à ciência, à tecnologia, à inovação e à extensão universitária. A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) realiza a 4ª Semana de Ciência, Tecnologia, Inovação e Extensão, com uma programação diversificada que reúne estudantes, professores, pesquisadores e comunidade no Câmpus Palmas. O evento conta com atividades que valorizam a produção científica e aproximam o conhecimento acadêmico da sociedade.
A programação completa está disponível no site unitinscti.com.br/2026. Integrada à 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a edição deste ano tem como tema “Ciência Delas”, destacando o protagonismo de mulheres e meninas na produção científica e no desenvolvimento tecnológico. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade das pesquisadoras e incentivar a participação feminina nas diferentes áreas do conhecimento.
Abertura oficial terá palestra sobre tecnologias emergentes
A solenidade de abertura será realizada nesta terça-feira, 13, às 19h, no Auditório Central da Unitins, no Câmpus Palmas. Na sequência, às 19h30, a programação (aqui) terá como destaque a palestra magna “Tecnologias Emergentes e a Cultura de Dados na Educação”, ministrada por Zaika dos Santos.
Especialista em Ciência de Dados e Inteligência Artificial, professora, pesquisadora, engenheira de prompts e criptoartista, Zaika abordará as transformações provocadas pelas novas tecnologias e pelo uso de dados no campo educacional. A palestra propõe reflexões sobre os desafios e as possibilidades dessas ferramentas nos processos de ensino e aprendizagem.
Pesquisas, oficinas e experiências científicas
Ao longo dos quatro dias, a programação contempla atividades voltadas à divulgação científica, à troca de experiências e ao incentivo à inovação. Entre os destaques estão a XXXIII Jornada de Iniciação Científica e o X Colóquio de Extensão em que acadêmicos apresentarão cerca de 250 pesquisas e projetos desenvolvidos no ambiente acadêmico.
Outro destaque é a exposição do Museu José Hidasi, que reúne animais taxidermizados e integra o acervo da Unitins. A visitação estará aberta ao público durante o evento, das 8h30 às 18h, oferecendo uma oportunidade de contato com a diversidade da fauna e de aproximação com o conhecimento científico.
O público também poderá participar de oficinas práticas, visitas guiadas aos laboratórios por meio da Mostra de Ciências da Vida, atividades do Fórum Interdisciplinar de Saúde Integral e do V Circuito de Inovação. A programação inclui ainda a V Semana Acadêmica do curso de Engenharia Agronômica, a Jornada dos cursos de Tecnologia e o TocaInovAgro Unitins, ampliando as oportunidades de integração entre ensino, pesquisa, extensão e inovação.
Com uma programação que articula diferentes áreas do conhecimento, a 4ª Semana de Ciência, Tecnologia, Inovação e Extensão reafirma o papel da Unitins na produção e na divulgação científica, no incentivo à pesquisa e na promoção de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do Tocantins.
O evento é aberto ao público e totalmente gratuito.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O primeiro turno das eleições de 2026 deixou lições que merecem ser examinadas com atenção. Uma delas diz respeito aos institutos de pesquisa eleitoral, à responsabilidade de quem contrata e interpreta seus levantamentos e à maneira como os números divulgados antes das urnas podem influenciar o comportamento de candidatos, coordenadores de campanha e lideranças políticas.
Outra lição envolve o encerramento de um ciclo de governo. O governador Wanderlei Barbosa ainda tem responsabilidades administrativas a cumprir, independentemente de quem vencerá o segundo turno para o comando do Palácio Araguaia. Os últimos meses de uma gestão exigem atenção redobrada às contas públicas, aos atos administrativos e à prestação de contas perante os órgãos de controle.
São assuntos diferentes, mas que se encontram em um mesmo ponto: na política, expectativas não substituem resultados, popularidade não dispensa responsabilidade e nenhum mandato afasta o dever de prestar contas.
PESQUISAS ELEITORAIS

A Associação dos Veículos de Comunicação do Estado do Tocantins (AVECOM) divulgou nota parabenizando o Portal Stylo, O Girassol e Folha Capital pelo trabalho de divulgação de pesquisas eleitorais durante o primeiro turno.
A entidade identificou os responsáveis pelos levantamentos: Instituto ProMotion/Stylo, WS Editora Girassol Ltda. e IPEX, respectivamente. Na avaliação apresentada pela associação, os resultados divulgados por esses veículos foram compatíveis com o cenário posteriormente verificado nas urnas, consideradas as respectivas margens de erro.
A AVECOM também defendeu a valorização das empresas tocantinenses, destacando a capacidade técnica dos profissionais que conhecem a realidade política, econômica e social do Estado.
O reconhecimento é importante para o mercado regional de comunicação. Mas o debate sobre pesquisas eleitorais precisa ir além da valorização institucional e alcançar a responsabilidade de todos os envolvidos na produção, contratação, divulgação e interpretação dos levantamentos.
Durante a campanha, pesquisas de diferentes institutos apresentaram cenários distintos. Alguns levantamentos locais se aproximaram mais do resultado das urnas, enquanto outros, inclusive de institutos nacionais, indicaram a possibilidade de vitória de Professora Dorinha Seabra ainda no primeiro turno.
A diferença entre a expectativa e o resultado oficial mostrou que os números precisam ser lidos com cautela. Uma pesquisa representa um retrato de determinado momento, dentro de uma metodologia, de uma amostra e de uma margem de erro. Não é garantia de resultado eleitoral.
QUANDO A PESQUISA VIRA CERTEZA, A POLÍTICA PODE PERDER O CHÃO

O problema começa quando números favoráveis deixam de ser tratados como indicadores e passam a ser encarados como confirmação antecipada da vitória.
No caso da campanha governista, a expectativa de uma vitória de Dorinha Seabra no primeiro turno foi acompanhada, segundo relatos de bastidores, por um ambiente de confiança excessiva entre parte dos aliados. O próprio governador Wanderlei Barbosa teria demonstrado acreditar na possibilidade de encerramento da disputa já na primeira votação.
A leitura política que se pode fazer desse cenário é que a confiança nos levantamentos pode ter influenciado a postura de setores da campanha. Em política, porém, acreditar que a vitória está garantida é diferente de trabalhar para conquistá-la.
O resultado oficial impediu a definição da eleição no primeiro turno. Dorinha e Vicentinho Júnior voltaram à disputa em uma nova etapa, com a necessidade de reconstruir alianças, ampliar o diálogo com o eleitor e conquistar votos.
É nesse ponto que cabe uma reflexão: campanhas eleitorais não podem permitir que a euforia dos números substitua o contato com a realidade. Nenhum candidato deve confundir liderança em pesquisa com vitória consumada. Nenhum coordenador pode considerar dispensável o trabalho de convencimento porque um levantamento aponta vantagem.
A urna não conhece o salto alto. Conhece o voto.
INSTITUTOS PRECISAM PRESTAR CONTAS À SOCIEDADE

O desempenho das pesquisas em 2026 também abre espaço para uma discussão sobre metodologia, transparência e credibilidade. Institutos locais e nacionais precisam demonstrar como seus levantamentos são realizados, apresentar adequadamente as informações técnicas e permitir que a sociedade compreenda o alcance e as limitações de cada resultado.
Quando uma pesquisa se distancia significativamente do resultado oficial, é legítimo questionar os fatores que podem ter contribuído para a diferença. Isso não significa presumir fraude ou desonestidade. Significa exigir transparência, rigor metodológico e responsabilidade na comunicação dos dados.
Da mesma forma, quando um levantamento se aproxima do resultado, é necessário reconhecer o desempenho sem transformar um acerto em garantia de infalibilidade. O eleitor merece respeito. Não deve ser induzido a acreditar que uma eleição está decidida antes de votar, nem levado a tratar pesquisas como se fossem resultados oficiais.
A nota da AVECOM coloca em evidência o trabalho dos veículos tocantinenses e a importância de valorizar o mercado local. O próximo passo é fortalecer o debate sobre a qualidade da informação eleitoral, sem desqualificações generalizadas e sem transformar divergências metodológicas em acusações sem provas.
WANDERLEI BARBOSA: POPULARIDADE TAMBÉM EXIGE RESPONSABILIDADE

O governador Wanderlei Barbosa construiu uma trajetória política marcada por sucessivas vitórias eleitorais. Desde suas primeiras disputas por mandatos proporcionais até a passagem pela Câmara Municipal de Porto Nacional, a Assembleia Legislativa, vice-governadoria e o Governo do Estado, sua carreira foi acompanhada por uma presença política relevante no Tocantins.
Levantamentos divulgados anteriormente chegaram a registrar aprovação de 66,8% de sua gestão. Esse indicador ajuda a dimensionar a força política que o governador construiu, embora não deva ser confundido com uma aprovação superior a 70% sem a identificação de uma pesquisa específica que sustente esse percentual.
A trajetória eleitoral de Wanderlei, contudo, não elimina os desafios do encerramento de sua gestão. Pelo contrário: quanto maior a responsabilidade exercida por um agente público, maior a importância da transparência sobre os atos administrativos e a aplicação dos recursos públicos.
Nos meses finais do mandato, ele que foi eleito e reeleito, a prioridade precisa ser a conclusão responsável dos compromissos assumidos, a organização das contas e a entrega de uma administração devidamente documentada.
A popularidade pode fortalecer uma liderança política. Mas a prestação de contas é uma obrigação institucional que não depende de aprovação popular, resultado eleitoral ou posição ocupada no cenário político.
TCU, TCE E AS CONTAS DO GOVERNO

O Tribunal de Contas da União (TCU), o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) e a Assembleia Legislativa exercem funções distintas no sistema de controle e fiscalização da administração pública.
Por isso, é necessário separar as competências de cada instituição. O TCU fiscaliza a aplicação de recursos federais sujeitos à sua jurisdição. O TCE-TO atua no controle externo das contas e da gestão pública estadual e municipal, conforme suas atribuições constitucionais e legais. Já a Assembleia Legislativa exerce a função de julgamento das contas do governador nos termos da Constituição e do ordenamento aplicável, considerando os pareceres e procedimentos pertinentes.
Wanderlei Barbosa precisa conduzir o encerramento de sua gestão com atenção à documentação dos atos administrativos, à regularidade das despesas, aos contratos, às transferências de recursos e às demais obrigações do Estado.
A existência de fiscalização não significa que haja irregularidade comprovada. Da mesma forma, a aprovação de contas anteriores não constitui garantia automática de aprovação de exercícios posteriores. Cada período de gestão deve ser examinado conforme seus próprios atos, documentos e resultados.
A reflexão do Observatório Político de O Paralelo 13 é direta: o governador não deve permitir que as movimentações políticas do segundo turno desviem a atenção das responsabilidades administrativas que permanecem sob sua condução.
O FIM DO MANDATO NÃO ENCERRA AS RESPONSABILIDADES
Em 31 de dezembro de 2026, termina o atual ciclo de governo. A partir daí, os integrantes da administração seguirão seus próprios caminhos, enquanto os órgãos de controle continuarão exercendo suas atribuições sobre os atos praticados durante a gestão, respeitados os prazos e procedimentos legais.
É natural que, no ambiente político, alianças mudem e antigos companheiros sigam projetos diferentes. Por isso, a administração pública não pode depender de relações pessoais ou da expectativa de que aliados permaneçam ao lado de um governante depois do mandato.
O que protege um gestor é a regularidade dos atos, a documentação adequada, a transparência e o cumprimento da lei. Não se trata de antecipar conclusões sobre contas ainda sujeitas a análise, muito menos de insinuar a prática de crimes sem provas. Trata-se de reconhecer que o encerramento de um governo exige responsabilidade até o último dia e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelas instituições competentes, com respeito ao devido processo legal.
A prioridade de Wanderlei Barbosa, nesta reta final, deve ser concluir sua gestão com responsabilidade administrativa, preservar a documentação pública e garantir que as contas sejam apresentadas de forma transparente, independentemente do resultado do segundo turno.
UMA REFLEXÃO PARA O DOMINGO

As eleições de 2026 deixam duas advertências importantes. A primeira é dirigida aos institutos de pesquisa, às empresas de comunicação, aos partidos e às campanhas: os números precisam ser tratados com rigor, e a divulgação de cenários eleitorais exige responsabilidade. A pesquisa pode orientar uma estratégia, mas não deve substituir a escuta do eleitor nem produzir a ilusão de uma vitória antecipada.
A segunda é dirigida ao governador e à sua equipe: a disputa eleitoral tem data para terminar, mas as responsabilidades administrativas não desaparecem com o fim do mandato. O encerramento de uma gestão exige atenção às contas, aos documentos e aos compromissos assumidos com a população.
Wanderlei Barbosa chega ao final de seu ciclo de governo com uma trajetória eleitoral expressiva e capital político construído ao longo dos anos. Justamente por isso, a conclusão da gestão merece cuidado especial.
O resultado do segundo turno definirá quem comandará o Tocantins a partir de 2027. Não definirá, entretanto, o dever de prestar contas de quem administrou o Estado até o último dia de 2026.
Aos institutos de pesquisa, fica a cobrança por transparência, metodologia e respeito ao eleitor.
Ao governador e aos seus auxiliares, fica o lembrete de que a responsabilidade pública não termina com a última reunião, a última inauguração ou a última fotografia de governo.
Na política, a pesquisa não é urna. A popularidade não é salvo-conduto. E o fim do mandato não é o fim da prestação de contas.