Por Edson Rodrigues Edivaldo Rodrigues
As eleições de outubro de 2026 no Tocantins se desenham como um dos processos mais complexos da história recente do estado. O cenário político está marcado por dois fatores centrais: a necessidade de prestação de contas clara por parte dos atuais parlamentares e a ameaça crescente da desinformação nas redes sociais.
Senadores, deputados federais e estaduais que buscam a reeleição enfrentam uma prova dupla: mostrar com transparência o que já fizeram durante o mandato, detalhando onde cada centavo das emendas impositivas foi aplicado e depois –m e só depois - convencer o eleitorado de que ainda têm projetos e ideias novas para o próximo ciclo.
O eleitor tocantinense, cada vez mais atento, já percebe que destinar emendas é obrigação constitucional, não um favor. Muitos parlamentares investiram em áreas relevantes, mas a falta de comunicação clara sobre esses investimentos gera desconhecimento. O resultado é que grande parte da população não sabe o que seus representantes trouxeram de melhorias para o estado e para os municípios.
O PESO DAS EMENDAS E A CRÍTICA ÀS PRIORIDADES

Um ponto sensível é a destinação de milhões para shows de artistas nacionais e eventos como vaquejadas, enquanto artistas locais receberam menos de 3% dos recursos. Embora não seja ilegal, essa escolha pesa na avaliação popular, já que tais valores poderiam, além de prestigiar a cultura e os artista da terra, fortalecer áreas como saúde, educação, segurança pública e aquecer a economia regional.
REDES SOCIAIS: CAMPO FÉRTIL PARA A DESINFORMAÇÃO

O ambiente digital será palco decisivo nesta eleição. As redes sociais, embora poderosas ferramentas de comunicação, também se tornaram terreno fértil para fake news, acusações anônimas e campanhas de desinformação. Candidatos que jogam limpo, com propostas sólidas e prestação de contas transparente, podem ser alvos de ataques virtuais que buscam minar sua credibilidade.
Nesse contexto, a imprensa séria, ética e de credibilidade surge como o único escudo eficaz contra a manipulação. É nos veículos de comunicação tradicionais que o eleitor busca confirmar se uma notícia é verdadeira ou apenas mais uma mentira viralizada.
AOS NOVOS POSTULANTES

Ex-governadores como Mauro Carlesse (pré-candidato ao Senado) e Sandoval Cardoso (pré-candidato a deputado federal) já se movimentam para voltar à vida pública. Mas, para serem competitivos, precisarão mostrar não apenas experiência, mas também propostas concretas que superem o que já foi feito pelos atuais parlamentares.
O eleitor tocantinense quer olhar nos olhos dos candidatos, ouvir propostas claras e ter acesso a informações confiáveis. A escolha em outubro não será apenas entre nomes, mas entre projetos que realmente impactem a vida da população.
ELEITOR EXIGENTE
As eleições no Tocantins não são para amadores. Quem busca a reeleição precisa prestar contas de forma objetiva. Quem tenta o primeiro mandato deve apresentar propostas consistentes e se blindar contra a desinformação. Em ambos os casos, a parceria com veículos de comunicação sérios será determinante para separar o “joio do trigo” e garantir que o eleitor decida com base em fatos, não em boatos.
O PAPEL DOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

Os principais veículos de comunicação do estado, com décadas de atuação e credibilidade junto à população, assumem uma função estratégica neste processo. Não apenas cobrem a pré-campanha e as eleições, mas também dão conceito aos políticos: distinguem os realizadores, que mostram o que já fizeram, daqueles que precisam provar o que podem fazer caso sejam eleitos.
Essa credibilidade é fruto da trajetória sólida dessas redações, que se tornaram referência justamente por não se deixarem levar por modismos ou pressões externas.
Um ponto delicado é a divulgação de pesquisas eleitorais. Muitos veículos sérios têm optado por não publicar resultados de institutos sem registro oficial, evitando cair em armadilhas de números “cabeludos” que chegam a afirmar que mais de 90% dos eleitores já decidiram seus votos.
Esses levantamentos, sem respaldo técnico ou registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), acabam funcionando como autoafirmação de candidaturas, buscando atrair publicidade, investidores e até influenciar indevidamente o eleitorado.
Quando um veículo tradicional decide publicar uma pesquisa registrada, o faz com responsabilidade editorial, validando não apenas os números, mas também o instituto que os produziu. O eleitor consciente reconhece essa diferença e confia na análise feita pela imprensa séria.
Quem avisa amigo é!