OS PORTUENSES PRECISAM ASSUMIR SEU PAPEL NO RESGATE DA CAPITAL DA CULTURA

Posted On Domingo, 21 Novembro 2021 05:56
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É chegado o momento da família portuense parar tudo e imergir em uma profunda reflexão sobre as ações necessárias para tirar Porto Nacional do “congelador” político no qual foi colocado, nos últimos dez anos,  em que os governantes do Palácio Araguaia deixaram de prestigiar nosso histórico município, nascedouro das principais batalhas pela criação do mais novo Estado

 

Por Edson Rodrigues

 

Sim, a atual geração política tem uma boa parte da culpa dessa perda gradual de importância política de Porto Nacional, mas o Observatório Político de O Paralelo 13, por meio desta reflexão, não quer apontar o dedo para nenhum deles, muito menos citar nomes ou vertentes políticas.  Nossa intenção é a de chamar a atenção da população portuense, dos pais, mães, chefes de família, da juventude, dos universitários, dos comerciantes, empresários, profissionais liberais e, principalmente, daqueles que, hoje, se encontram desempregados.

 

Não se trata de culpa, mas de responsabilidade: foram vocês, todos os citados acima, que, nos últimos dez anos elegeram esses representantes – parlamentares e governadores – que se limitaram a eleger nossos representantes sem contribuir com o apontamento das demandas e a indicação das principais necessidades do povo.  Não podemos cobrar sem mostrar o que precisamos. É claro que alguns dos eleitos têm conhecimento e fazem o que pode para dirimir as necessidades, mas precisam ser todos a agir assim.

 

Foi essa situação que gerou a necessidade de fazer este alerta!

 

REFERÊNCIA QUE DAVA ORGULHO

A unidade hospitalar do município de Porto Nacional, na década de 1960 recebia o nome Hospital Dr. Francisco Ayres, o qual era mantido pela OSEGO (Organização de Saúde do Estado de Goiás) e SESP (Serviço Especial de Saúde Pública).

 

A saúde de Porto Nacional sempre foi referência para um Norte, seja do País, seja do Goiano.  Porto era a referência e o local de desafogo de dezenas de municípios quando se precisava de uma saúde de qualidade e com recursos. Mas, desde que o Tocantins foi criado, nenhum governo fez os investimentos merecidos para dar continuidade à essa tradição na área da saúde.  Apenas o governo de Marcelo Miranda realizou uma pequena reforma na gestão do diretor regional de Saúde, Argemiro Silva, em parceria com o ITEPAC, construindo um centro cirúrgico, alguns consultório e apartamentos, ma, hoje, após anos de serviços, o Hospital regional Dr. Francisco Aires representa, apenas, uma “colcha de retalhos”, cheio de “puxadinhos” físicos e desaparelhado, sem cadeiras de rodas para a locomoção de pacientes, macas enferrujadas e desgastadas e instalações em estado precário.

 

Autoridades em visita ao município 

 

O maior patrimônio do Hospital Regional de Porto Nacional continua sendo seu quadro de profissionais, que não medem esforços para dirimir a precariedade de condições de trabalho, dando, literalmente, sangue e suor para diminuir a dor dos pacientes e a aflição das famílias, operando verdadeiros milagres para atender não só os portuenses, mas, como sempre, pacientes de cidades circunvizinhas, que procuram Porto Nacional em busca de salvação médica.  As ambulâncias que servem à Saúde Pública portuense, fazem viagens ininterruptas, dia após dia, diminuindo seu tempo de funcionalidade e obrigando os profissionais a fazer escolhas pelas condições de vida ou morte dos pacientes que necessitam dos serviços, sejam emergenciais, sejam cirúrgicos.

 

A saúde portuense precisa ser respeitada e reconhecida pelo que já foi, e pelo esforço que faz para continuar sendo o que é, para essa pessoas, salvas diariamente.

Formatura de enfermeiras na antiga Escola de enfermagem de Porto Nacional

 

Ressalte-se que não estamos fazendo cobranças ao atual governo, que tem pouco mais de 30 dias de mandato.  Estamos tentando levantar a poeira das lembranças e mentes das famílias portuenses que, mais que desejam, necessitam, de um serviço de saúde com condições de atender aos seus cidadãos, para que coloquem este item em suas mentes na hora de definir as prioridades da cidade para a formulação do seu voto.

 

REPRESENTAÇÃO POLITICA NO PARLAMENTO

 

Não basta eleger portuenses ou políticos com afinidades com as famílias de Porto Nacional.  A população da cidade precisa, por meio das entidades classistas, sociais, religiosas, empresarial, estudantil e a sociedade civil, criar uma espécie de fórum permanente de discussões, de forma organizada, para analisar as propostas dos pretensos candidatos em 2022.

 

As prioridades da cidade precisam ser definidas em conjunto, para que abranjam a todos os setores da cidade, todos os setores de atuação do governo estadual e dos parlamentares, e que possam abrir os caminhos para um desenvolvimento igualitário e justo.

 

OS CANDIDATOS A GOVERNADOR

 

A Capital da Cultura do Tocantins também precisa ter uma decisão conjunta, através do mesmo fórum de debates sugerido acima, para a definição do voto que elegerá o futuro governador.  A principal função desse fórum será formar uma comissão de pessoas que não concorram nem pretendem nenhum cargo nas eleições de 2022, para ser a linha de representação da cidade junto aos candidatos ao parlamento e ao governo do Estado, a entregar um documento formalizado pela sociedade civil organizada, que cobre a participação de moradores e filhos de Porto Nacional em cargos com poder de decisão em todos os escalões da administração estadual, para que os interesses dos portuenses não sejam colocados de lado como tem sido a prática nos últimos dez anos.

 

Carlesse vistoria a construção da ponte em Porto Nacional

 

Não basta ter portuenses participando do governo do Estado em cargos decorativos na administração estadual, muito menos parlamentares sem força política para cobrar, tanto na Assembleia Legislativa, quanto no Congresso Nacional o respeito e o reconhecimento que Porto Nacional merece e que lhe vem sendo negado.

 

Nossa cidade se encontra carente de ações específicas, planejadas e voltadas às suas particularidades, por parte dos últimos governos estaduais, coisa que, temos obrigação de ressaltar, voltaram a ser feitas na gestão do governador afastado, Mauro Carlesse, que resgatou o maior sonho das famílias portuenses  e cidades vizinhas, que é a construção da nova ponte sobre o Rio Tocantins, cuja continuidade da obra foi determinada pelo governador em exercício, Wanderlei Barbosa.

 

Governador Wanderlei Barbosa, ao que indica dará continuidade a construção da ponte em Porto Nacional

 

A primeira ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional foi uma conquista do, então, governador de Goiás, Irapuan Costa Jr., por intermédio do medico e seu amigo, Dr. Euvaldo Tomaz de Souza, que representava as lideranças portuenses da época.

 

UNIÃO DO POVO

 

O que o portuense precisa entender, agora, é que já estamos em uma pré-campanha antecipada para o governo do Estado e para a formação do novo grupo de parlamentares estaduais e federais, no fim de 2022 e o momento, como afirmamos, é de uma profunda reflexão acerca da formulação de seu voto, para que nãos de deixe enganar por falsos profetas nem se seduzir por programas de governo excelentes no papel, mas impossíveis de serem postos em prática, como vão surgir muitos, nas mãos dos falsos profetas.

 

A única forma de Porto Nacional resgatar sua história, sua importância e suas demandas, é se unir para ter representantes fiéis da comunidade portuense, sejam eles filhos da cidade ou não, na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa e no Senado, assim como um governador alinhado e conhecedor das demandas da cidade.

 

Corredor do hospital de Porto Nacional (foto 2019)

 

A família, os cidadãos portuenses, precisam ser a prioridade dos eleitos.  O povo é a bússola do seu próprio destino, e precisam fazer valer seu valor e sua importância histórica no nome dos candidatos que escolher.  Alguém que entenda que a cidade precisa de investimentos, de ações sociais, de um novo Hospital regional – que possibilitará a implantação de uma faculdade de medicina em seu território, ainda em 2022 – e que honre com os compromissos de duplicar suas rodovias de acesso para o escoamento da safra da Região, fazendo movimentar e crescer a economia local.

 

RETROVISOR

Avião Douglas em Porto Nacional e desfile do Colégio Estadual 

 

Olhando o “retrovisor da história”, podemos citar os nomes que fizeram muito por Porto Nacional e que precisam de paralelos no cenário político que se vislumbra, como Dr. Oswaldo Ayres, Cesar freire, João Pires Querido, , Jaime Farias, Totó Cavalcante, Dom Alano, Euvaldo Tomas, Laudemiro Gomes, Jurimar Macedo, José Pereira de Macedo, Djaime Olegário Oliveira, Eduardo Manzano Osterno, Antônio Poincaré de Andrade, Israel Siqueira, Eulina Braga, Anderson Costa, Datan Furtado, as Irmãs Dominicanas, e tantos e tantos outros nomes que deixaram sua marca na história e no desenvolvimento da cidade, que aqui nascera, ou escolheram para constituir suas famílias, aqui criaram seus filhos, parta cá trouxeram o aeroporto, as rodovias que interligam o município à BR-153 e aos demais municípios circunvizinhos, o campus da UFGO, hoje, UFT, a extensão das redes elétricas ás zonas rurais, os primeiros telefones, a construção do maior colégio estadual de toda a Região central, o Florêncio Aires e do colégio Sagrado Coração de Jesus, que, juntos, formaram homens e mulheres capazes e sábios, que transformaram nossa cidade na Capital da Cultura do, então, Norte Goiano, e, hoje, do Tocantins e tantas e tantas conquistas.

 

Esta nova geração de portuenses precisa conhecer esse passado frutífero para ter o exemplo do quão importante Porto Nacional já foi no cenário nacional e estadual e, em nome dos bravos e gloriosos homens e mulheres que conquistaram tanto, ter a consciência cidadã de eleger os melhores nomes para representar nossa cidade e resgatar suas tradições e seu título de “Capital da Cultura Tocantinense”!

 

 

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