Da Radação
O jornal Metrópoles divulgou nesta terça-feira (17) que a possível federação entre o União Brasil e o Progressistas, tratada como estratégica para as eleições de 2026, passou a enfrentar resistência interna e entrou em zona de incerteza. O movimento ganhou força após o posicionamento do vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, Mendonça Filho, que defendeu o adiamento ou até o cancelamento da aliança. A manifestação foi dirigida ao presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, e evidencia que a construção da federação está longe de ser consensual.
Embora o impasse tenha origem em Pernambuco, onde a união impacta diretamente a disputa envolvendo João Campos e Raquel Lyra, os reflexos já começam a preocupar lideranças em outros estados.
No Tocantins o União Brasil é presidido pela senadora Professora Dorinha Seabra Rezende, que desponta como uma das principais lideranças no processo de sucessão estadual. Já o Progressistas passou recentemente por mudanças internas. Presidente estadual do Progressistas, o deputado federal Vicentinho Júnior, após acordo com o senador Ciro Nogueira optou por deixar a legenda e migrar para o PSDB.

Atualmente, o comando do Progressistas no Tocantins está com Hodirley Valcari, esposo da deputada estadual Janad Valcari, que mantém proximidade política com Professora Dorinha.
Nos bastidores, lideranças avaliam que a unificação entre União Brasil e PP pode reduzir o espaço para candidaturas, concentrar decisões e acirrar disputas internas por vagas, especialmente na montagem das chapas proporcionais. Em um cenário político marcado por acordos regionais e composições flexíveis, a imposição de uma estratégia nacional é vista com cautela.
Por outro lado, a não concretização da federação também traz incertezas. O recuo pode gerar desgaste entre dirigentes e provocar uma reacomodação acelerada, com impactos diretos nas alianças que vêm sendo desenhadas para 2026.
No Tocantins, onde as articulações já estão em curso e diferentes grupos se movimentam de olho na sucessão estadual, a definição sobre a federação tende a influenciar diretamente o equilíbrio de forças. Mais do que uma decisão partidária, trata-se de um movimento com potencial de redefinir espaços, alianças e candidaturas no estado.
Diante desse cenário, a federação entre União Brasil e Progressistas deixa de ser apenas uma estratégia nacional e passa a ser um fator decisivo para o jogo político regional.