Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O cenário político tocantinense é de intensa movimentação e indefinições. Wanderlei Barbosa tenta equilibrar sua alta popularidade com a necessidade de manter a base unida, enquanto partidos correm contra o tempo para estruturar suas chapas. Até abril, o jogo segue em aberto e a força das alianças será determinante para definir quem terá condições reais de disputar o governo e as duas vagas ao Senado.
O governador Wanderlei Barbosa vive um momento de alta popularidade e tenta usar esse capital político para manter sua base unida. Apesar da pressão de familiares, correligionários e da cúpula nacional do Republicanos em Brasília para que dispute uma vaga ao Senado, ele reafirma que não deixará o governo para concorrer. A grande questão agora é se Wanderlei declarará apoio a Dorinha Seabra ou a Amélio Cayres na disputa pelo governo estadual, decisão que pode ser tomada até o fim de março ou apenas nas convenções partidárias.
ENCONTRO MARCADO

Fontes do Observatório Político de O Paralelo 13 informaram que Wanderlei Barbosa e Amélio Cayres devem se reunir a portas fechadas entre hoje e amanhã. Esse encontro será decisivo para definir se o governador manterá o apoio ao presidente da Assembleia Legislativa ou se migrará para Dorinha Seabra, além de selar o futuro de Cayres dentro do Republicanos.
EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS E O PODEMOS

A classe política já vive a contagem regressiva para a sucessão estadual de 2026. O prefeito de Palmas, maior colégio eleitoral do Tocantins, apesar de margem pequena de tempo e de nomes a articular, deve assumir um protagonismo maior no processo sucessório. Segundo o Portal Stylo “em movimento que marca o reposicionamento do Podemos no Tocantins, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, confirmou que assumirá o comando estadual da sigla após o afastamento do deputado federal Tiago Dimas. Eduardo afirmou ter recebido o convite como uma “convocação” e destacou que sua missão será estruturar chapas competitivas para as eleições de 2026, com a meta de eleger ao menos dois deputados federais e cinco estaduais. Ele ressaltou o perfil ágil e participativo do partido em nível nacional, marcado pela rotatividade de lideranças e pela boa avaliação de prefeitos em capitais, como Léo Moraes em Porto Velho. Ao assumir a presidência estadual, Eduardo terá como principal desafio consolidar o Podemos como força política no Tocantins, ampliando sua representação e fortalecendo sua presença no cenário local.
Enquanto isso, no MDB, o jovem deputado Alexandre Guimarães ainda não conseguiu dar musculatura à sua pré-candidatura ao Senado, apesar de ser bem avaliado pessoalmente, e dependerá de forte marketing político até as convenções de julho.
CANDIDATURAS AO GOVERNO E FORÇA DAS NOMINATAS

As pré-candidaturas ao governo seguem em fase de articulação. Dorinha Seabra deve contar com o apoio de União Brasil, PP, Republicanos e PL, que também lançarão Carlos Gaguim e Eduardo Gomes ao Senado. Já PSD, PDT e PSB articulam Laurez Moreira para governador e Irajá Silvestre para senador. Vicentinho Júnior e Amélio Cayres, por sua vez, podem deixar seus anúncios para depois de abril. Até lá, o suspense permanece, já que nenhum grupo tem segurança plena sobre suas nominatas.
LAUREZ MOREIRA

No próximo dia 25 de março, PSB, PSD e PDT realizarão um ato político em Palmas, com a presença das cúpulas nacionais das três siglas, para oficializar as candidaturas de Laurez Moreira ao governo do Estado e de Irajá Abreu à reeleição para o Senado. Segundo informações de bastidores obtidas pelo Observatório Político de O Paralelo 13, a nominata estadual do PSD já conta com cinco deputados estaduais candidatos à reeleição, e o grupo que apoia as duas candidaturas pode lançar duas chapinhas para ampliar a competitividade. A nominata federal, por sua vez, ainda está em aberto, mas pode ser definida nos próximos dias, antes do evento. O ato será realizado no auditório da ATM e terá a presença confirmada do presidente nacional do PSD, além de dirigentes do PSB e PDT, prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças políticas locais, em um encontro que promete trazer surpresas e consolidar alianças estratégicas para a disputa de 2026.
BRASÍLIA: UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO JACARÉ
As operações da Polícia Federal no Tocantins, sob análise do STJ, podem ter efeitos colaterais na sucessão estadual. O Observatório Político espera que tudo seja resolvido antes das convenções de julho, para evitar contaminação do processo eleitoral. Uma pesquisa recente mostra que 56% dos eleitores seguem indecisos ou dispostos a votar em branco ou nulo, revelando que a disputa está completamente aberta.
Até breve....