COM MAIS DE OITO CANDIDATOS A PREFEITO EM PALMAS, QUEM ULTRAPASSAR 27% A 30% NAS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO SERÁ PREFEITO, MAS SEM REPRESENTATIVIDADE POPULAR

Posted On Sexta, 11 Setembro 2020 05:55
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Por Edson Rodrigues

 

Se os níveis atuais da pandemia de Covid-19 persistirem até as eleições de 15 de novembro, fazendo com que se confirmem as previsões sobre abstenção e votos nulos e brancos (30% a 35%), com a Capital, palmas, apresentando, de acordo com as agendas partidárias, de oito a 10 candidatos a prefeito, aquele que ultrapassar a marca de 27% a 30% das intenções de votos válidos nas pesquisas, pode se considerar  eleito, porém, será um Chefe do Executivo sem representatividade popular, pois representará apenas a maioria das poucas pessoas que comparecerem à cabine de votação.

 

Ou seja, será o representante da minoria dos 180.570, cerca de 54.170 eleitores, sem o apoio dos 126.399 que não votaram nele ou não compareceram ás urnas. Sua principal missão será conquistar a confiança dessa maioria absoluta que não o escolheu para prefeito.

 

EMBATE

 

Os candidatos a prefeito em Palmas terão que ter todo o cuidado do mundo para evitar erros em suas campanhas, começando pela escolha do seu vice, pois além de ser fruto de um ajustamento político, o candidato a vice-prefeito tem que ser uma pessoa que chegue para somar, que traga votos e apoios e, não que crie embaraços por um acordo inusitado ou pela sua condição judicial e credibilidade junto à sociedade.

O candidato a vice tem que ser ficha-limpa (algo raro na política tocantinense), assim como toda a nominata de vereadores, que não pode trazer em sua composição as chamadas “ameixas-podres”, fichas-sujas que acabam contaminando todo o restante.  O candidato a prefeito tem que ter em mente que serão os candidatos a vereador que farão o elo com a população, que estarão mais próximos aos eleitores, aos líderes classistas, líderes comunitários e associações.

 

Após o próximo dia 16 de setembro, finda o prazo para a realização das Convenções partidárias que escolherão os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores e as coligações majoritárias, lembrando que nesta eleição não haverá coligação proporcional, o que significa que os partidos mostrarão seu tamanho e sua força pelo número de prefeitos e vereadores eleitos, o que torna o embate eleitoral mais “raiz”, mais genuíno.

 

Trocando em miúdos, nesta eleição só obterá sucesso, só será eleito quem tiver voto.  O voto de legenda faz parte do passado, assim como aqueles partidos que colocam um “puxador de votos” para eleger mais candidatos na esteira de grandes votações, a exemplo do que aconteceu com o palhaço Tiririca, em São Paulo, cujo número de votos recebidos por ele acabou elegendo mais três candidatos do seu partido.

 

A IMPRENSA

 

Os veículos de comunicação do Estado com circulação em Palmas, principalmente os tradicionais, com anos de existência no mercado impresso e online, terão grande influência sobre o eleitorado, pois são considerados as fontes de maior credibilidade na busca por informações.  As análises políticas, sejam críticas ou elogiosas, são consideradas a melhor forma de definir entre os nomes apresentados nesta eleição, qual será o escolhido pelo eleitor.

 

A influência da imprensa alcança, até mesmo, a vontade do eleitor de ir ou não às urnas, servindo como balizadora entre os bons e os maus candidatos, de acordo com a ficha corrida de cada um.  Será nesses veículos que os eleitores irão procura saber sobre as propostas, planos de governo, qualidades e defeitos de cada candidato durante a campanha, pois, além de confiáveis, estarão sempre prontos para consultas quando surgir dúvidas no eleitor e serão os primeiros a divulgar falhas, erros ou problemas em todas as campanhas, reunindo toda a informação necessária em um só lugar.

 

PESQUISAS

A verdade é que a eleição começa, oficialmente, a partir do fim das Convenções, em 16 de setembro, e o registro imediato das candidaturas.  A partir de então, começarão as pesquisas oficiais e registradas no TRE que serão divulgadas à população, mostrando o sobe e desce das candidaturas, sempre representando “fotografias” do momento em que foram realizadas, e afunilando os nomes dos favoritos, que estiverem nas primeiras colocações, nos últimos 12 dias que antecederão a eleição.

Durante a campanha os candidatos vão alardear os apoios conquistados junto às principais lideranças políticas, assim como de pessoas de prestígio junto à população, que farão o papel de verdadeiros avalistas das qualidades dos seus “escolhidos”, assim como garantia de que cumprirão os compromissos assumidos em campanha para os próximos quatro anos.

 

O eleitor também precisará estar informado sobre a credibilidade desses “avalistas”, para não correr o risco de comprar “gato por lebre”.

 

FORMAÇÃO DO PALANQUE

 

Como esta campanha eleitoral vai ocorre em paralelo com a pandemia de Covid-19, a maioria absoluta dos comícios com formação de palanque será virtual.  Dificilmente haverá os grandes comícios e as grandes reuniões, pois, descumprir as orientações da Organização Mundial de Saúde para tentar interromper o avanço do novo coronavírus terá o mesmo significado que um desrespeito à vida humana.

 

Quem incentivar as aglomerações em busca de votos, certamente será manchete negativa na imprensa no dia seguinte, perdendo tantos ou mais votos que os que conquistar no evento.

 

Já as redes sociais, que serão o “grande palanque” dessas eleições, serão, também, o “esgoto” da busca pelo voto, repletas de fake News, com ataques pessoais, notícias e palavras de baixo calão e falsas pesquisas de intenção de voto, consagrando os veículos de comunicação tradicionais como o melhor caminho para a informação correta.

 

A receita é simples. Se uma informação correr as redes sociais, mas não estiver presente nos veículos de comunicação, certamente trata-se de fake News, pois as equipes de jornalismo estarão mais atentas que nunca para manter os cidadãos bem informados. Logo, os eleitores devem, já, ir-se informando sobre quem são os fichas-sujas, com condenações na Justiça, investigados ou até aqueles que apresentam verdadeiras fieiras de processos contra si, para evitar tê-los em suas redes sociais e, assim, minimizar o risco de fake News.

 

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