ELEIÇÕES ESTADUAIS PODEM SER PLEBISCITÁRIAS I

A pré-candidatura de Laurez Moreira ao governo segue em queda: sem nominata para federal e estadual, sem seus principais companheiros — muitos já desembarcaram — dificilmente chegará às convenções com competitividade. Sua candidatura carece de diálogo com a coordenadora política da reeleição do presidente Lula no Tocantins, ex-senadora Kátia Abreu. O distanciamento entre Laurez e seu candidato ao Senado, Paulo Mourão, só aumenta.
ELEIÇÕES ESTADUAIS PODEM SER PLEBISCITÁRIAS II

Por ser coordenadora política da campanha de Lula, será Kátia Abreu quem terá a chave dos recursos do PT nacional. Sem recursos, nenhuma candidatura resiste — muito menos a de Laurez. Assim, a disputa majoritária para governador tende a se tornar plebiscitária: Vicentinho Júnior x Professora Dorinha Seabra, sem chances de segundo turno.
PAULO MOURÃO x KÁTIA ABREU I

O pré-candidato ao Senado pelo PT, Paulo Mourão, sentiu o “cheiro de queimado” ao contestar a tese de Kátia Abreu, que trabalha para unir prefeitos e prefeitas em torno da reeleição de Lula, independentemente do palanque em que estejam.
PAULO MOURÃO x KÁTIA ABREU II

Na prática, quem coordena a candidatura de Lula é Kátia Abreu, que também atua para fortalecer as campanhas de seus filhos: o senador Irajá Silvestre (reeleição) e Iratã Abreu (deputado federal). Se chegar a Brasília com esses três resultados, fica claro quem Lula vai ouvir. A resposta, nossos leitores já sabem…
FORÇA DE JAIR FARIAS

O pré-candidato a deputado federal Jair Farias mostrou força política em Araguaína, ao prestigiar o lançamento das pré-candidaturas da senadora Professora Dorinha Seabra e do senador Eduardo Gomes. Acompanhado de prefeitos, vereadores e lideranças do Bico e Sudeste tocantinense, Jair demonstrou liderança e lealdade. Deve figurar entre os quatro mais bem votados nas eleições estaduais deste ano.
SANDOVAL CARDOSO: DÚVIDAS DE INELEGIBILIDADE

O ex-governador Sandoval Cardoso, pré-candidato a deputado federal, pode ser um dos mais votados. Porém, nos bastidores políticos e jurídicos, há fortes comentários de que não conseguirá registrar sua candidatura. As convenções partidárias, que devem ocorrer em breve, serão o verdadeiro teste de São Tomé: só acreditando vendo.
LAUREZ MOREIRA: BAIXA IRREPARÁVEL

A candidatura de Laurez Moreira sofreu uma baixa irreparável: perdeu seu braço direito, o ex-prefeito Aílton Araújo. Com o desconforto da chegada da esquerda dividida, vários aliados já desembarcaram, como Jairo Mariano e César Halum, e há possibilidade de saída do ex-prefeito de Palmas Raul Filho. Tudo caminha para um possível naufrágio da candidatura, que pode chegar às convenções capengando.
DULCE E MARCELO MIRANDA NO BICO

A pré-candidata a deputada estadual e ex-primeira-dama Dulce Miranda prestigiou o lançamento das pré-candidaturas de Dorinha Seabra e Eduardo Gomes em Araguaína. Logo depois, seguiu para o Bico do Papagaio, onde cumpre agenda em diversos municípios. O casal Dulce e Marcelo Miranda está satisfeito com as declarações de apoio à candidatura de Dulce, que ganha corpo na região.
NOVO TARIFAÇO PREJUDICA FLÁVIO BOLSONARO

O tarifaço anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros já começa a fazer estragos na campanha de Flávio Bolsonaro. A imposição de tarifas de até 25% sobre manufaturados e derivados de etanol foi rapidamente associada à proximidade histórica da família Bolsonaro com o ex-presidente norte-americano. Adversários exploram o tema como prova de submissão aos EUA, enquanto Lula reforça o discurso de defesa da soberania nacional. Nos bastidores, aliados de Flávio admitem que a narrativa petista tem ganhado força e que o impacto econômico das medidas pode se transformar em desgaste eleitoral irreversível.
FOGO AMIGO
O episódio também gerou “fogo amigo” dentro do bolsonarismo. Parlamentares da própria base criticaram a falta de reação firme de Flávio diante das tarifas, acusando-o de tentar minimizar o problema. Petistas apelidaram o senador de “TariFlávio”, e a crise virou munição diária contra sua candidatura. A relação com Trump, antes vista como ativo político, agora é explorada como fragilidade, e a campanha tenta encontrar uma saída para conter o prejuízo.
CONGRESSO EM RECESSO
Enquanto isso, em Brasília, o Congresso entrou em recesso sem votar pautas relevantes como a LDO e projetos de endurecimento das penas para crimes de misoginia. A disputa eleitoral esvaziou o parlamento, e líderes já admitem que votações importantes só devem ocorrer após outubro. O vácuo legislativo reforça a percepção de que o país está em compasso de espera até a definição das urnas.
LULA COLOCA CID CONTRA CIRO

No campo das articulações nacionais, Lula conseguiu convencer Cid Gomes a disputar vaga ao Senado, esvaziando o espaço do irmão Ciro e fortalecendo a chapa do governador Elmano de Freitas no Ceará.
O movimento amplia os palanques regionais do PT e neutraliza adversários internos, consolidando a estratégia de Lula de chegar às eleições com base sólida e alianças bem costuradas em estados-chave.