Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O Observatório Político do Paralelo 13 lança um alerta às pré-candidaturas de deputado federal, estadual e senador: há muitos “apressadinhos” tentando acelerar o processo eleitoral, especialmente aqueles que contam com grandes recursos financeiros. Esses candidatos endinheirados, cercados de bajuladores e supostos “estrategistas”, acreditam que podem fazer “macaco assoviar e chupar cana ao mesmo tempo”. Mas, na prática, acabam se apoiando em pesquisas encomendadas e caras, que muitas vezes não passam de um verdadeiro “conto do vigário”.
O ELEITOR QUER PROXIMIDADE
Os eleitores tocantinenses demonstram cada vez mais que desejam votar em candidatos com quem possam conversar, tocar e se relacionar diretamente. Não querem terceirização de contato, nem intermediários frios. Um aperto de mão, um abraço ou um café na periferia têm mais valor do que qualquer peça publicitária milionária. O eleitor quer ser ouvido e falar pessoalmente com o candidato — seja ele novato ou em busca de reeleição.
SEM TERCEIRIZAÇÃO

Para ter sucesso nas urnas, as candidaturas proporcionais e majoritárias precisam evitar a terceirização da própria campanha. Quem já caiu nessa armadilha ainda tem tempo de mudar. O caminho é simples: dialogar e interagir diretamente com os eleitores. Essa prática será decisiva nas eleições estaduais de 2026, que não terão votos “casados” em julho, quando ocorrerem as convenções, homologações e registros das candidaturas.
O ERRO DOS ENDINHEIRADOS

Enquanto isso, candidatos endinheirados — especialmente os chamados “paraquedistas” — acreditam que apenas o dinheiro garante vitória. Muitos desprezam o trabalho qualificado em marketing, comunicação, aconselhamento e estratégia política, dos profissionais tocantinenses, que já provaram ser competentes e capacitados, preferindo importar “magos da política” pouco conhecem o Tocantins e as peculiaridades da sua política. Esses vendedores de sonhos, que sequer sabem o nome da capital do estado, acabam levando os candidatos a gastar fortunas sem resultado. O eleitor tocantinense está escolado: não se apega mais a partidos, mas sim às propostas e ao histórico de cada candidato.
ELEIÇÃO COMPLEXA

Em 2026, o eleitor terá que escolher presidente da República, dois senadores, um governador, um deputado federal e um estadual. Nesse cenário, será raro o voto vinculado em uma mesma chapa. Trabalhar com pessoas que não conhecem a política tocantinense e acreditar que é possível “comprar” votos com dinheiro será, como diz o ditado popular, “caixão e vela preta”.
O Observatório Político promete voltar a esse tema em breve, reforçando que a forma como os candidatos conduzem suas campanhas será determinante para o resultado das eleições.