Por Patrícia Alves / Agência Tocantins
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins se manifestou publicamente nesta sexta-feira (27) contra a divulgação de imagens de violência sexual nas redes sociais, após a circulação de um vídeo relacionado a uma tentativa de estupro em Palmas.
Em nota, a entidade afirmou receber com “profunda indignação e repúdio” a publicação do conteúdo por perfis que se apresentam como páginas de notícias. Segundo o sindicato, a exposição de cenas dessa natureza representa grave violação de direitos humanos e desrespeita não apenas a vítima, mas também seus familiares e a sociedade.
Violação de direitos e crítica à busca por engajamento
De acordo com o Sindjor, a divulgação de imagens sensíveis envolvendo crimes sexuais afronta a legislação brasileira e ignora princípios fundamentais da dignidade humana. A entidade classificou a prática como irresponsável e associada à busca por engajamento nas redes sociais, sem compromisso com critérios éticos.
“A espetacularização da dor não informa. Ela agride, revitimiza e contribui para a banalização da violência”, destacou o posicionamento oficial.
O sindicato também reforçou a diferença entre o jornalismo profissional e a simples publicação de conteúdos. Para a entidade, o exercício da profissão exige responsabilidade social, apuração rigorosa e cuidado redobrado, especialmente em casos que envolvem vítimas em situação de vulnerabilidade.
Pedido de atuação do Ministério Público
Diante da gravidade do caso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins fez um apelo ao Ministério Público do Tocantins para que adote medidas voltadas à proteção da vítima e à responsabilização dos responsáveis pela divulgação indevida das imagens.
A manifestação ocorre em meio à repercussão do caso ocorrido na região sul de Palmas, que também motivou orientações da Polícia Militar sobre os riscos legais de expor vítimas nas redes sociais.
Alerta à população e defesa do jornalismo ético
Na nota, o sindicato também alertou a população sobre os riscos de consumir e compartilhar esse tipo de conteúdo, ressaltando que a disseminação dessas imagens contribui para ampliar os danos às vítimas.
A entidade reforçou que o jornalismo ético deve preservar identidades, evitar exposições desnecessárias e contribuir de forma responsável para o debate público.
Ao final, o Sindjor reafirmou seu compromisso com a defesa de uma comunicação responsável e humanizada, destacando a importância de práticas jornalísticas que informem sem violar direitos fundamentais.